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Impressões de Luigi’s Mansion: Dark Moon

O game que me fez comprar um Nintendo 3DS XL…

A primeira impressão que tive ao começar Luigi’s Mansion foi que em nada ali se parecia com um game para portátil. Ainda questiono de onde é a origem desse projeto. A forma como a história menciona o primeiro Luigi’s Mansion para Gamecube me dá uma sensação que esse game já estava na gaveta da Nintendo há alguns anos, esperando um momento certo para sair. A forma como o game te joga dentro desse universo muito diferente de um Super Mario e ainda demora um pouco pra te mostrar, em termos de gameplay, que ele é realmente diferente também reforça esse meu pensamento.

Enfim, se os planos da sequência são novos ou não isso não faz diferença. O caso é que Luigi’s Mansion: Dark Moon me pareceu um excelente game após as primeiras horas de jogo. Há algumas coisas que me incomodaram inicialmente, mas que acabei relevando depois que me acostumei tanto com o 3DS quanto o formato de save e missões do game.

Sim, porque diferente do primeiro Luigi’s Mansion, em Dark Moon o ritmo da aventura é dividido em missões. O mérito disso talvez seja devido ao sistema portátil em si, que requer que haja pausa entre jogatinas de forma mais prática do que um game para console de mesa. No Gamecube havia somente uma mansão e ali se passava o game todo, sem pausas ou quebras no ritmo. Dark Moon possui várias mansões, mas dentro de cada uma há várias mini-missões a serem completadas.

Essa quebra em si não é um defeito, mas é um pouco frustrante que o game salve apenas após o final de cada missão. E há missões que podem levar até 30 minutos aproximadamente. Não é um tempo muito flexível para um portátil. Então numa situação onde você precisa interromper a jogatina, , ou você para o jogo e recomeça a missão novamente depois, ou fecha o aparelho (sem desligar o game) e continua depois. E se for o caso da bateria estar no fim (porque sim, a bateria do 3DS XL não tem uma longevidade grande), feche o aparelho e torça para o restinho durar até ter tempo de colocar pra recarregar. Passei por isso algumas semanas atrás quando estava quase no fim de uma missão e estava no banco esperando ser atendido, felizmente mesmo com a bateria piscando em seu último estágio de alerta (não havia percebido que estava no fim), ela aguentou até chegar em casa, cerca de umas 4 horas depois. Então dá pra parar no meio da coisa, mesmo sem salvar, mas fica um certo friozinho na barriga esse sistema de só salvar quando a missão acaba. Será mesmo que o portátil não teria capacidade para um auto-save a cada cômodo da mansão?

Mas tirando esse “incomodo”, por assim dizer, Luigi’s Mansion: Dark Moon é um excelente título. Me admira até que a Nintendo o tenha colocado no 3DS ao invés do Wii U. Quem teve a oportunidade  testar a franquia no Gamecube, certamente deve ter adorado no 3DS. O gameplay apesar de quebrado em missões, continua bem parecida com o primeiro game. A história inclusive mantém o mesmo clima assombrado, com o cientista com parafuso solto, Professor E. Gadd, numa região chamada Evershade Valley, que é repleta de mansões assombradas e Luigi continua usando uma espécie de aspirador de fantasmas, o Poltergust 5000, para sobreviver pela aventura. King Boo alias aparece logo no começo da história (e está presente em artworks originais que foram usadas para promover o game antes mesmo do seu lançamento, então não é nenhum spoiler isso).

Para escrever as impressões iniciais do game joguei apenas a primeira mansão, mas pelo que dá para dizer apenas com isso é que graficamente é um belíssimo jogo. Os cômodos são bem detalhados, com móveis, pinturas, texturas de sujeira e teias de aranha, com impressionantes efeitos de luz e sombra. Estou impressionado com o poder gráfico que o 3DS permitiu com esse Luigi’s Mansion, até porque já tive a oportunidade de jogar Super Mario 3D Land, que veio da primeira safra de lançamentos do portátil e chega a ser bem inferior nessa questão de detalhe gráfico dos cenários do jogo.

A jogabilidade em Dark Moon faz bonito. Quem diria que seria possível ter um portátil com um analógico tão confortável de se usar? Interessante o conceito de ao mover o 3DS, o cenário dentro do jogo também se move, como se você estivesse tentando ver o que há além da tela do game. Mas esse é o conceito que funciona tão bem no 3DS, o da realidade aumentada, muito mais do que o próprio efeito de 3D, que ainda assim deixa o game do Luigi com um contraste de luz e sombra melhor do que se deixar o efeito desligado.

Os desafios da primeira mansão são bacanas. Não esperava nada extremamente difícil ou impossível de se conseguir, já que nem mesmo o primeiro game proporcionava algo muito difícil. Mas foi uma impressionante batalha de chefe ao final dessa mansão, com um sistema inteligente de confronto, muito mais do que simplesmente pular na cabeça do chefe três vezes, tal qual estamos acostumados quanto jogamos Super Mario. Numa comparação, a primeira batalha de chefe de Luigi’s Mansion me lembrou muito mais as batalhas de um The Legend of Zelda ao final de uma dungeon, onde geralmente é necessário entender o puzzle do momento para confrontar o chefe e seu ponto fraco, bem diferente do que estamos habituados com os confrontos normais do Reino do Cogumelo.

Falando em puzzle, Luigi’s Mansion é um game de puzzle bem mais do que ação. Cada missão tem um objetivo que você precisa descobrir avançando cômodo a cômodo, descobrindo onde estão chaves, fantasmas, peças necessárias para avanças e assim por diante. Há um status de exploração durante todo o jogo, mas ele se limita bem mais aos puzzles do que coisas extras. Há moedas e tesouros para serem encontrados, mas o sentimento de recompensa por encontrar esses itens é muito pequeno. Há gemas extras muito bem escondidas em determinadas ocasiões, mas ainda queria mais. Cresci com os jogos da Rare como Donkey Kong, Banjo-Kazooie e afins, onde o jogador era intimado a encontrar coisas escondidas em todos os cantos dos games. Luigi’s Mansion deveria ter um pouco mais desse sentimento, dado sua estrutura.

Para fechar, digo sem dúvida alguma que Luigi’s Mansion: Dark Moon, por estas primeiras horas de gameplay testadas é um sólido game, de uma franquia que merece muito mais. Nada justifica ter demorado tanto tempo para que o Luigi pudesse voltar com um game tão marcante e característico a sua personalidade. É um jogo que vale a compra do aparelho.

Podia ficar falando muito mais por aqui, mas acredito que para este impressões inicias é mais do que suficiente. Ainda não testei o multiplayer, então este fica para uma próxima vez. Mas acredito que o single player por si só já vale o game. Gostei mesmo do jogo, e de pequenos detalhes nele que honram o primeiro Luigi’s Mansion, como um comando apenas para o Luigi dizer “Hello”, tal como ele fazia no primeiro jogo quando chamava pelo Mario que havia sido sequestrado. Porque pequenos detalhes importam e aqui houve esse respeito, e é espantoso ver isso numa franquia que nasceu num console de mesa e agora ganhou mais uma chance no mundo portátil. YES!

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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