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[O que estou] Lendo – Assistindo – Jogando! (Fev/2014)

Um mangá pausado, um seriado subestimado e um game da 8ª geração!

Já faz um tempinho que fiz um [O que estou], e como ando acumulando pauta e assuntos para escrever no blog (porque não está sobrando tempo para colocar tudo no teclado) então essa é uma boa saída para comentar de três assuntos numa só postagem! Então sem delongas e embromação, segue o texto!

[O que estou] Lendo: D-Gray-Man – Arco do Bandido “G” (Vol. 18)

Putz… fazia mais de um ano que não lia D.Gray-Man, mas ao longo do mês de janeiro resolvi voltar. Havia parado lá no volume entre 0 13 e o 14 (por aí – tive que reler algumas coisas porque nem lembrava mais), um pouco antes do ápice do arco da auto-destruição da Arca. Não me recordo exatamente porque havia parado de ler o mangá, possivelmente acumulei demais outras HQs pra ler e ficou por isso mesmo.

Não que D.Gray-Man seja um mangá ruim, mas as vezes ele é bem confuso. Admito que nem lembro mais das regras dos Akumas lá do começo da história. Num dos volumes a frente que li, o Allen menciona o tal Mana e juro que não me recordo que esse personagem já havia sido citado lá atrás, no início de tudo. Fora todo o rolo com o arco do Allen e sua innocence que havia bugado (lá na sede da Ásia), quando ele some da trama central dos personagens principais, e me parece uma vaga lembrança do que diabos aconteceu por lá. Só sei que depois disso o personagem retorna com um poder de combate melhorado.

O mangá tem esses altos e baixos. Tem hora que ele é confuso, rico em detalhes, mas que facilmente se perdem com uma leitura a longo prazo (e não deve ser um problema apenas meu levando em conta que atualmente ele está há mais de um ano em hiato no Japão). Mas esses problemas compensam quando os arcos chegam aos combates e clímax. Aí tudo fica mais simples, como manda a cartilha de um bom shonen. Mocinhos versus inimigos e a adrenalina explode nas páginas dos volumes.

Devo dizer que cheguei no tal turning point (ponto de virada) da série. Ao menos eu considero assim, que rolou logo após a saga da arca e quando a sede dos exorcistas é invadido e pela primeira vez surge um Akuma de level 4. Realmente nesse momento da história a coisa fica absurdamente angustiante e não dá para não querer devorar página após página para descobrir como tudo vai se desenrolar. Acabei descobrindo também que ultrapassei tudo que foi animado no animê de D.Gray-Man, e bateu uma vontade de ir atrás disso para ver na TV (será que vale a pena?).

O caso é que a série realmente dá uma boa renovada após os eventos citados e de uma forma satisfatória. Mas pena que eu sei de relatos aí de fãs pela internet que mais a frente a história dá novamente uma decaída, além dos traços da autora ficarem meio zuados. Não sei se é verdade ou se é um exagero, mas por enquanto estou curtindo os eventos após esse ponto de virada. Novos personagens, mortes, mistérios, e um pouco mais de humor depois de tanta ação desenfreada. No mais tem também todo esse destino inevitável que parece que o Allen irá sofrer, mas não é algo que no atual ponto da história, passe muita preocupação. Em todo caso, é um ótimo mangá, porém que ficou esquecido no tempo por vários detalhes…

Acabei não dando foco no arco do Bandido G, mas não há muito que dizer aqui. É uma história interessante dentro desse universo. O fato é que os inimigos ficaram muito mais poderosos depois de tudo que rolou e precisava inserir na trama um poder interessante para combater isso e é esse o propósito desse arco. Além é claro de mostrar que ainda há muito mais personagens poderosos dentro da Agência Central. Não é um dos arcos mais fenomenais, mas é importante dentro do contexto para onde todo o enredo precisa seguir. E isso também aconteceu com aquele arco lá no começo de tudo, com a Miranda, que se tornou um dos pontos centrais importantes no combate aos Akumas eventualmente.

Alias com a inserção da Agência Central comandando os exorcistas, senti que a série em alguns pontos me lembra e muito o ritmo e a tensão que Fullmetal Alchemist tinha nos pontos altos de sua trama. E não que isso seja um ponto negativo.

[O que estou] Assistindo: Arrow – Segunda Temporada!

Eu diria que Arrow é um boa série que sofre dos pecados cometidos por Smallville na televisão. Afinal a série surgiu para suprir na grade do canal americano CW após o término de Smallville. Uma outra série de herói dentro do universo DC. Antes dela começar, rolou muito mimimi sobre ser mais uma série juvenil com histórias bobas e um personagem possivelmente descaracterizados, tal qual foi com o caso de… bem, você já sabe.

Bem, verdade seja dita, Arrow surgiu sim dessa carência pelo gênero em si na TV, mas ela conseguiu ter uma pegada muito melhor e mais séria do que as desventuras de Clark Kent em “Pequenópolis”. Primeiro porque o personagem não é assim tão jovem como foi quando Smallville começou. Não há “aberração” da semana, não há episódios na escola (High School), não há romancezinhos juvenis, não há dilemas se o personagem deve ou não aparecer fantasiado de super herói. Muito dos erros e bobeiras que Smallville tinha, Arrow não tem. Ainda bem!

Mas sendo franco, estou falando do seriado nesse momento porque também demorei para ver o primeiro ano do show. Os primeiros episódios são estranhos para quem está acostumado com o antigo Oliver Queen dos quadrinhos. E digo antigo porque acho uma grande merda o personagem atual do reboot dos Novos 52 (pelo menos a primeira fase, que foi até onde meu estômago me permitiu ler – Será que melhora? Quem sobreviveu me conte!). O drama familiar que existe no começo da série parece simplesmente algo sem sentido, mas felizmente faz sentido depois, quando a trama começa a crescer. Também soa estranho um herói que mata os bandidos, porque é isso que rola em boa parte do primeiro ano da série. Tudo bem que nesse momento, o universo da série não conhece algo como “herói”, e o o Arqueiro é visto como um vigilante mesmo, no mal sentido da coisa. Fica claro que a série tem esse tom graças a popularidade do Batman na mídia de entretenimento, onde há sim leves toques de similaridades no tom como certas coisas acontecem em Arrow, e no geral isso não é um ponto negativo.

Todo o primeiro ano serve para criar um universo. Oliver consegue parceiros, a história de como ele ficou preso na ilha vai sendo moldada para dar sentido a tudo que ele faz linha do presente da história, a trama com sua ex-namorada e o ex-sogro que é investigador também levem realmente para um dos pontos altos do final de temporada, assim como o vilão que surge do nada e se mostra realmente vil no final de toda a construção do primeiro ano. É uma temporada que fecha um ciclo de maneira satisfatória.

Cabe dizer que um dos pecados da série é exatamente na falta de um vilão marcante. Superman tem Lex Luthor, Batman tem o Coringa, mas o Arqueiro Verde nunca teve lá um vilão tão digno de ser memorável assim. E nesse ponto a série se perde as vezes tentando criar um vilão bacana para a trama. E ela até consegue no fim, mas não parece que é um vilão que mereça bater cartão nas histórias. Foi bom uma vez. Desnecessário usar novamente (e quem está vendo o segundo ano, talvez entenda o que quero dizer).

E aí depois de uma longa primeira temporada (há certos episódios bem desnecessários, mas é o formato da TV aberta lá, 22 episódios), começa o segundo ano com uma nova pegada, diferente do que fizeram no primeiro ano. E isso é um bom ponto para uma série que pelo gênero não tem muito para onde rodar. Novos personagens do universo DC surgem (ou começam a ser moldados), e todo aquele clima de vigilante começa a ser repensado pelo Oliver, que entende que matar não é uma solução que precise ser habitual. E é ótimo que isso tenha sido feito com o Arqueiro Verde, porque com o Batman ficaria meio estranho, afinal a intenção do personagem nunca foi ser um assassino, mas o Arqueiro é um personagem que combate a injustiça com um arco e flecha. Tem que ter uma certa mortalidade nesse estilo de combate contra o crime.

Porém devo reforçar que quem procura um personagem semelhante ao antigo Oliver dos quadrinhos clássicos pode mesmo se decepcionar. O universo de Arrow apenas pega inspiração no mundo da DC nos quadrinhos e se molda de uma forma própria, seguindo sua própria forma de adaptar origens e personagens. Não é pretensão da série recontar aquilo que se vê nos quadrinhos. É realmente um universo bem diferente.

(ATENÇÃO: o vídeo abaixo contém spoilers pesados sobre a primeira temporada da série)

Enfim, Arrow é um seriado legal. Não é sensacional, mas está longe de ser piegas como Smallville era. O apelo juvenil ainda existe, mas é usado de forma mais sensata, enquanto a trama central é realmente o de uma história em quadrinhos de super-herói, e isso é algo positivo. Os vilões não são mutantes ou humanos com poderes especiais. É tudo bem pé no chão dentro das regras impostas desse universo. No geral é algo que diverte quem curte esse tipo de show. E é uma bela maneira de explorar um conto de ficção com um pé na realidade dos dias de hoje, construindo um herói através dos erros e concepções erradas. Até chegar ao que um herói deve ser, sem parecer exagerado ou forçado. E isso não é tarefa fácil.

[O que estou] Jogando: Dead Rising 3 – Xbox One!

Em algumas semanas meu Xbox One vai completar 3 meses de atividade. E um dos principais games que fiquei jogando todo esse tempo é exatamente Dead Rising 3. Testei um pouco do Assassin’s Creed IV, Killer Instinct, Crinson Dragon e Lococycle, mas é Dead Rising 3 que pra mim melhor representa o meu divertimento nesse começo de 8ª geração.

Chega a ser absurdo a quantidade de melhorias que o game tem se comparado com os jogos anteriores da série. Sem mais loadings, independente da área que você acessa num mapa que não é pequeno (mas poderia ser maior). A mecânica de gameplay também melhorou de forma satisfatória, com armas de combo sendo feitos em qualquer lugar do jogo e a adição de carros combos, também sendo feitos em qualquer canto do mapa. O sistema de level ficou bem mais dinâmico, pois agora você escolhe o que priorizar, seja inventário, vida, mais poder de ataque, ou de corrida ou novos combos e assim por diante. O tom do jogo ficou mais sério, mas o humor negro e nonsense permanece nas missões secundárias. E a história com o Nick Ramos é ao menos curiosa, muito melhor que a de Dead Rising 2 na minha opinião. Fora que não existe mais aquela coisa chata de um contador te apressando para fazer as coisas no tempo certo ou toda a história fica desalinhada ou ter que ficar caçando e injetando zombrex a cada 24 horas de jogo.

É verdade que se comparado com os games anteriores, Dead Rising 3 parece ser o mais fácil de todos. Mas grande parte disso se dá porque as burocracias dos jogos anteriores também afastavam os jogadores que não tinham paciência com certas regras. Eu mesmo nunca curti ficar salvando pessoas e depois perder um tempão levando elas para um local certo do mapa. Me dava nos nervos quando elas morriam no meio do caminho para a safehouse. E muita coisa que não era divertido nos games anteriores foram atenuados a ponto de não frustrar o jogador. E acho que isso é um ponto positivo.

Felizmente ainda não terminei o jogo. Ele não aparenta ser comprido, mas o jogador perde bastante tempo simplesmente brincando e procurando coisas durante a campanha, que lhe dá tempo o suficiente para curtir todo o mapa, armas e situações bizarras. Só queria que houvessem mais chefes psicopatas. Estou próximo do fim e fico com a impressão de que foram poucos chefes até o momento. Ao menos me garantiu todo esse tempo de diversão, enquanto aguardo outros lançamentos da plataforma que já estão perto de serem lançados (como Garden Warfare e Titanfall). E ainda tem os DLCs que estão por vir, que devo acabar pegando numa promoção, agora que elas estão começando a acontecer.

Então pra mim, foi uma grata surpresa DR3. E que incrível ver que o game funciona como um system seller de uma forma muito mais eficiente do que o curtinho Ryse, que só devo comprar se algum dia o ver por aí custando 99 reais. Dead Rising 3 é sim um jogo que deve ser ter no Xbox One, seja nesse primeiro ano do console, seja futuramente, quando a plataforma estiver com mais tempo de casa. Não é um game que vai ser esquecido e espero que isso tenha sido o suficiente para que a franquia garanta um Dead Rising 4 mais à frente… quem sabe com o retorno de Frank West?

Agora é a sua vez! Diga aí nos comentários o que está lendo, assistindo e jogando!

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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