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Filme | Rota de Fuga – 2013 (Crítica)

Prison Break com Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger?

Texto sem Spoilers! Pode ler despreocupado. 😉

Escape Plan lembra muito o conceito do seriado Prison Break. Você tem um personagem com excelentes habilidades de observação e de adaptação que cria um plano para fugir de qualquer tipo de prisão. A sinopse do filme é bom simples: há o personagem do Stallone que é especialista em descobrir os pontos fracos dos maiores presídios dos Estados Unidos e a história é de uma prisão de segurança máxima absurdamente insana e como é que o Stallone vai sair de lá.

É um filme de ação, mas que sabe usar muito bem momentos de estratégia e tensão, . O grande perigo de filmes assim é do enredo ser complacente com aquilo que o personagem precise na hora certa. O clichê da coincidência. Felizmente Rota de Fuga não precisa de muitos momentos assim, e mesmo quando aconteceu um ou outro caso aqui e ali, é feito de forma bem discreta que não ofende quem está assistindo o filme.

Um dos grandes destaques, porém, fica mesmo pela reunião de Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger como protagonistas da história. E nessa caso vale um elogio ao Schwarzenegger que interpreta um personagem realmente divertido e carismático, bem diferente daquele jeitão meio clichezão e automático que ele faz na grande homenagem aos anos 80 que é Os Mercenários. Schwarzenegger realmente consegue roubar a cena em vários momentos do filme. E não que o Stallone faça um papel ruim para o tipo de ator que ele é, mas admito que é um pouco estranho algumas cenas onde o personagem realmente demonstra conhecimentos incríveis. A inteligência do personagem do Stallone é realmente um dos pontos importantes da trama, ainda que socos e pancadarias sejam uma exigência de um filme que se passe numa prisão.

E olha que o filme não tem tantas cenas de brucutus como achei que teria. Sim, rola porrada em várias partes, mas tudo dentro do necessário para a trama. Não é gratuito. E o final é só ação insana, no bom estilo das perseguições dos filmes dos anos 80, incluindo até mesmo velhos clichês e artifícios dos filmes daquela época. Uma brincadeira bem vinda já que são atores que tiveram origens nesse estilo de filme.

Rota de Fuga não é um filme original ou genial, mas é competente e muito divertido. E passou meio despercebido por muitos acredito. Não tem tantos furos ou forçação de barra como você talvez espere de um filme com tais atores. Está longe de ser um filme B. É apenas um bom pipocão. Não tem aquela pegada forçada e focada em homenagear um gênero que a franquia Os Mercenários possui (principalmente o segundo filme na minha opinião). Nesse ponto Rota de Fuga se preocupa muito em manter o enredo e o clima da história no ponto ideal, sem sair da linha só para criar algum fanservice desnecessário.

Há bons momentos de descontração, a trama em certo momento dá uma piração foda no telespectador do dito “caraca, como é que eles vão escapar de algo tão absurdo assim?”, o ritmo do filme também não possui problemas e o elenco do filme também vai muito mais além da dupla Stallone e Schwarzenegger, com ótimas interpretações de atores como Jim Caviezel, Faran Tahir e Sam Neill. Enfim, se você curte histórias no estilo do que foi feito em Prison Break, com certeza vai curtir Rota de Fuga!

E na boa, eu sinto falta de mais filmes de ação assim sendo produzidos em Hollywood…

Vale ver num final de semana, estirado no sofá e com uma tigela de pipoca!

Obs: já faz um tempo que penso num formato de postagem para falar de filmes que vejo nos finais de semana esparramado no sofá. Até porque não anda dando muito tempo de ficar indo ao cinema ultimamente. Aí a solução é o bom “cinema em casa”. E nos finais de semana sempre ando vendo alguma coisa nesse sentido e acabo pensando como seria legal indicar ou recomendar certos “pipocões” para os leitores aqui no blog. Só faltava mesmo um formato para facilitar o esquema. Até para que o leitor possa procurar antigas recomendações e por isso a TAG [Quer Filme?]. Espero que gostem da iniciativa. 😉

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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