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Piloto | Penny Dreadful

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Talvez o leitor que esteja chegando agora – ou retornando depois de certo tempo –  não tenha visto, mas um pouco antes da antiga versão do blog fechar eu iniciei uma série de postagens (link aqui) a respeito de novos seriados sobre o ponto de visto do chamado “episódio piloto“, que nada mais é do que o beta de qualquer seriado lá fora. É a partir do episódio piloto que os canais da TV americana decidem se vão ou não produzir tal série, com exceções em alguns casos de produções que mesmo com o piloto, já estão garantidos ao menos a produção de uma temporada.

E vamos ser francos, para qualquer série nova, as vezes basta um único episódio para que você chegue a conclusão de continuar vendo ou esquecer que assistiu a pérola e partir pra outra coisa. Nem sempre o piloto reflete a qualidade total de uma temporada, muitas vezes ele nem mesmo tem um ritmo ou consegue contextuar todo o universo de sua história, mas ele sempre terá a árdua tarefa de fazer o espectador comprar a ideia do show para que o mesmo ao menos retorne para o segundo episódio na próxima semana. Essa é a minha tarefa nessa série de postagens (tag: Pilotos) que é tecer uma opinião sobre um piloto de uma nova série e dizer que comprei a história e se me interessou a ponto de continuar acompanhando. Só que ao contrário dos posts da fase anterior do blog, agora será apenas um piloto por post – em busca de aperfeiçoar o formato da ideia.

| Alerta – Texto sem grandes spoilers ou revelações dentro da trama que podem estragar a sua experiência ao assistir o piloto. |

Penny Dreadful é uma série relativamente nova, tendo a sua estreia lá nos Estados Unidos acontecendo no início do mês de maio deste ano pelo canal Showtime. O fator de ser uma produção do Showtime já dá pontos positivos ao seriado, afinal é o mesmo canal que já produziu (e produz) séries marcantes como Dexter, Californication, Dead Like Me, Homeland, House of Lies só para citar algumas.

Isso também traz um outro fator positivo a Penny Dreadful que é possuir temporadas menores do que o padrão americana das séries da TV aberta por lá, que geralmente são 22 episódios. Como o Showtime é um canal da TV a cabo geralmente suas séries possuem muito menos episódios, ficando quase sempre em torno de 13 episódios por temporada, dadas algumas exceções é claro. E por isso, a primeira temporada de Penny Dreadful mesmo tendo iniciado em maio, já se encerrou em junho, fechando o primeiro ano com apenas 8 episódios. Uma boa para quem não tem tempo para colocar mais uma série gigante no repertório ou quem não tem muita paciência mesmo. Mas a série não foi cancelada e portanto já está confirmado que terá uma segunda temporada futuramente (2015 provavelmente). No Brasil, a série estreou mês passado pelo canal HBO.

A história da série aconteceu na Inglaterra do século 19, e adapta a história de certos personagens famosos da literatura dos contos de terror. O próprio nome da série é uma referência as antigas publicações dessa época que eram vendidas por alguns centavos e trazia contos de terror e ficção. O episódio piloto conduz um pouco do clima da série, que contém seus momentos macabros e brinca com essa coisa de criaturas extraordinárias vivendo em tal época.

A trama principal ainda não foi totalmente definida no piloto. Pelos cartazes promocionais, que estão ilustrando essa postagem, percebe-se que há muitos personagens e nem todos estão presentes no primeiro episódio. Boa parte do piloto dedica a apresentar os personagens Ethan Chandler e Vanessa Ives e alguns aspectos de suas personalidades, sendo que Ethan faz o papel de orelha, ou seja, ele sabe tanto quanto quem está vendo a série pela primeira vez, sendo apresentado a esse universo sobrenatural. São apenas 50 minutos para tantos elementos e isso é interessante, pois meio que me prendeu e vai me impulsionar para ver o segundo episódio.

Interessante que o seriado pretende trazer personagens famosos dos contos de horror misturados todos num único universo. Jack, o Estripador, Drácula, Frankenstein, Dorian Gray entre outros. Sendo que parece que nenhum destes personagens pretende roubar a cena e virar o centro principal da trama. Cada um a seu momento e interagindo com todo o universo criado. Me parece uma excelente ideia. A NBC tentou ano passado criar uma série apenas do Drácula e não deu certo, até porque a própria história é batida e conhecida, e acho que estes personagens nos dias de hoje funcionam nessa coisa de universos conectados, igual o que a Marvel faz com seus filmes se for pra dar uma comparação.

Enfim, o piloto é exatamente isso. Possuem cenas um pouco fortes, como corpos esquartejados e tal. Nada que fique em cena tempo o suficiente para que você passe mal ou que uma criança consiga entender o que diabos é aquilo. No início há uma cena muito bacana de luta – que me lembrou um pouco de Matrix sei lá porque – e a série tem um humor peculiar. Cheguei a ter a sensação de que a série iria me vender algo previsível, mas depois me peguei curioso dentro do mistério da criatura que os personagens acabam capturando. Teve um momento em que pensei no filme A Múmia, o que pra mim também é uma referência interessante. No mais, o piloto atiça mesmo a curiosidade, não explica tudo e joga muita coisa para ser construida ao longo dos 8 episódios da primeira temporada. Se terá êxito ou não ainda não sei, só vi o piloto, mas foi suficiente para querer mais.

Para quem procura uma série de sobrenatural, com um toque de terror, me parece uma boa pedida. Foge um pouco da regra de série juvenis com demônios e vampiros ou até mesmo séries que se passem no mundo moderno. Retrata um tempo da história em que esses contos realmente apavoravam as pessoas e crimes inexplicáveis existiam aos montes. Tem um toque mais adulto, sem draminhas adolescentes, e soube ao menos no piloto, manter o humor e o suspense nos momentos certos. Sem galhofadas ou quebra do clima da história. Vale à pena!

É isso!

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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