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Plants vs Zombies Garden Warfare 2 | Guerra de maiores proporções! (Impressões)

O primeiro PvsZ Garden Warfare, lançado no início de 2014 é um dos meus games favoritos dessa geração de consoles até o momento. Sempre tive essa afinidade pela franquia Plants vs Zombies e foi uma surpresa quando a PopCap decidiu criar um shooter em terceira pessoa com estes personagens que tanto aprecio. E agora, dois anos depois do primeiro game, eis que Plants vs Zombies Garden Warfare 2 chega com a promessa de um game ainda maior e melhor!

É curioso pensar que mesmo com a chegada iminente da sequência, eu ainda estive jogando o primeiro Garden Warfare recentemente, sempre me aproveitando dos eventos que o multiplayer online lançava de tempos em tempos. Ou apenas brincando com o Thales no modo de proteção do jardim (Garden Ops), já que também é impressionante o quanto crianças pequenas adoram estes personagens – que elas já conhecem desde cedo graças aos games da série nos celulares e iPads.

O incrível é que o primeiro Garden Warfare me soa tão recente que até antes da EA o revelar na E3 do ano passado, eu sequer cogitava a necessidade de uma sequência… e não poderia estar mais errado!

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Um final de semana antes com EA Access

Após testar o game no período do beta, admito ter criado bastante expectativas por Garden Warfare 2. E pra minha sorte, antes do lançamento oficial a EA liberou o game antecipadamente por um final de semana inteiro (e de graça) para todos os assinantes da EA Access e uau!, que final de semana divertido!

Me senti novamente como aquela criança que ia na locadora nos anos 90 e conseguia na sorte o lançamento mais recente para jogar um final de semana inteiro. Aquele game que estava sempre alugado nos finais de semana e poucos conseguiam alugar sem fazer reserva. E joguei loucamente o Garden Warfare 2 no final de semana que antecedeu o lançamento do game, que aconteceu no último dia 23 de fevereiro. Obrigado EA Access! E sim, ainda estou devendo um artigo aqui no site a respeito desse excelente programa da EA que só existe na plataforma do Xbox One (e que começa a ter algo semelhante no Origin, plataforma da EA do PC). E na boa? Se outras empresas, como a Ubisoft resolvessem criar algo semelhante, eu também assinaria de bom grato. É realmente uma parada muito legal, com uma ótima relação de custo e benefício.

A batalha que se transformou em uma guerra!

É bem impressionante o que o pessoal da PopCap conseguiu para a sequência de um game que já é muito bom. Se o primeiro Garden Warfare é a primeira batalha de uma série de eventos que culminariam em uma guerra entre Plantas contra Zumbis, Garden Warfare 2 é exatamente a explosão desta guerra! Tudo que existe no primeiro game é escalonado para ser maior, melhor e mais impressionante na sequência. E toda essa megalomania cai como uma luva aqui, sem fazer mal à sequência. Não existe o riscar de inflar demais as coisas e perder o toque de equilíbrio do primeiro game.

Mexer com esse tipo de equilíbrio em um game focado em multiplayer competitivo online não é tarefa fácil. Especialmente porque as batalhas no primeiro Garden Warfare se parecem muito com aquelas batalhas de Team Fortress 2 (da Valve), onde os jogadores possuem classes e cada uma acaba sendo o suporte da outra, sem ter espaço para novas adições. Um time com os mesmos personagens tem uma chance muito baixa de sucesso contra um time com classes variadas onde todos prestam suporte condizendo com sua classe. E para Garden Warfare 2 os desenvolvedores do game criaram mais 3 novas classes para cada lado e ainda assim não invalidaram as antigas classes, trazendo um game com 7 classes de personagens para cada um dos lados, e que funcionam perfeitamente!

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Prova real disso pode ser visto nos modos online, na qual os jogadores continuam jogando com todos os tipos de personagens, sejam eles do primeiro ou do novo game. Claro que há os favoritos e os mais usados, como todo multiplayer competitivo por classe, mas mesmo assim não há classes sendo abandonadas, na qual poucos jogadores utilizem. É um game onde você se sente bem jogando um pouco com cada uma das classes disponíveis, já que as próprias partidas permitem a troca de classe a cada respawn.

Claro que ajuda muito o fato do multiplayer de Garden Warfare 2 ser baseado nos mesmos números de jogadores por time do primeiro game, ou seja, 12 jogadores contra 12 jogadores, criando partidas de 24 jogadores! É um número bem impressionante de ser tem em um multiplayer online para consoles!

Tudo que é bom retorna, porém muito mais equilibrado!

Uma das coisas que o primeiro Garden Warfare não fazia direito era equilibrar as modalidades de game oferecidas. Sempre tive essa impressão de que as plantas eram privilegiadas em relação aos zumbis. Afinal havia o modo de proteger o jardim (Garden Ops) e o modo Jardins & Cemitérios, onde ambos consistiam em defender o jardim de uma horda de zumbis, sejam eles controlados pela Inteligência Artificial do game ou por jogadores online. Aos zumbis cabiam a tarefa apenas de atacar nestes modos, nunca defenderem.

Uma das boas novidades de Garden Warfare 2 é justamente trazer esse equilíbrio ao game, fazendo que o jogador jogue tanto como planta, quanto como zumbi, em qualquer modo possível! Para isso foram criados os modos Graveyards Ops e Herval Assalt, que consistem justamente nos modos citados no parágrafo anterior, mas agora os zumbis defendem seus territórios e as plantas atacam com força total! Apenas ressaltando que o novo game também trouxe os modos com plantas defendendo para cá também.

E ficou muito bom essa reviravolta dos modos de jogo. Tanto que foram necessários novos robôs zumbis para ocuparem o que seria o equivalente aos vasos de planta de proteção, da mesma forma como novas plantas que possam andar e avançar, como os zumbis minions fazem, também foram criadas. O game sabiamente equilibrou os lados e trouxe ambos os modos para a sequência.

Outro detalhe que vale mencionar a respeito do modo Garden ou Graveyards Ops, agora estes modos podem ser jogados offline com o jogador podendo utilizar quatro personagens, sendo que três são controlados pela IA do game, mas é permitido ao jogador trocar entre personagens a qualquer momento. Ficou ótimo o modo de proteger para um jogador com tal possibilidade!

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Não importa mais se você gosta mais do lado plantas ou do lado zumbis, nenhum lado tem mais a desvantagem de modos ou personagens de suporte que existiam no primeiro game.

Até mesmo as novas classes de personagens se esforçam para dar esse equilíbrio também no lado dos zumbis. Quer dizer, particularmente sempre tive essa sensação de que que os zumbis sempre era mais fracos do que as plantas, em qualquer modalidade do game anterior. As novas classes tornam tudo melhor balanceado neste aspecto também.

Houve então uma real preocupação em balancear completamente o game. Não apenas os personagens jogáveis. Tudo foi inteiramente recalibrado: personagens, cenários, modos de jogo, personagens de suporte fixos e móveis. A PopCap está de parabéns por tomar esse cuidado na sequência, o que torna o game muito mais importante do que uma mera sequência caça níquel. Isso definitivamente Garden Warfare 2 não é!

O Gramado de Batalha é um excelente hub!

Este certamente foi o primeiro aspecto que me chamou a atenção logo no momento em que entrei no beta de Garden Warfare 2: que incrível o conceito de um Hub Space, aqui chamado Gramado de Batalha. Trata-se de um espaço na qual o jogador pode simplesmente ficar horas e horas brincando ali, offline (ou convidar alguns amigos para se juntar nesse ambiente), e se sentir satisfeito pelos recursos e opções ali existentes.

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Achei um ótimo modo para crianças por sinal. Explico: no game anterior para deixar o Thales brincar até se cansar do game, sempre tive essa preocupação de não deixá-lo jogar online, já que com apenas 3 anos de idade ele não segue regras, como se preocupar com objetivos do modo ou matar os zumbis. Ele quer apenas andar e atirar nas coisas, usar os poderes especiais e pronto, pra ele isso é divertido. Aí eu precisava usar a modalidade Garden Ops no modo privado e sem convite para ele poder jogar sem atrapalhar nenhum jogador online.

O Gramado de Batalha criado para Garden Warfare 2 é então um recurso inteligente para a criançada pequena, que quer brincar com o game, mas não tem a maturidade para ficar nos modos online. Ele funciona como um grande playground que conecta todo o jogo, ou seja, dali você parte para fazer qualquer coisa no game, para qualquer modalidade, para qualquer customização e também para jogar em single player, já que o game também oferece um modo de bandeira e hordas no centro do gramado, que ativa NPCs para atacar o jogador que se predispuser a treinar e batalhar por ali mesmo.

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Há também um modo campanha, com missões e pequenos objetivos que você pode cumprir diretamente no Gramado ou nos modos online, além de missões especiais que podem ser ativadas tanto do lado das plantas quanto no lado dos zumbis. Ah e sim, você fica no lado que quiser! Quer ficar no gramado como planta? Pode. Quer ficar como zumbi? Também pode!

Esta Hub Space acabou se tornando uma das melhores surpresas do game, por oferecer tamanho conteúdo e tamanho flexibilidade aos jogadores. E pensar que no primeiro game tudo era feito apenas por um menu estático, sem vida. A ideia de mudá-lo para uma Hub onde tudo é acessível por ali foi uma das maiores adições da sequencia.

E há de tudo que você puder imaginar no Gramado de Batalha. Salão de troféus, máquinas para comprar figurinhas (sim, elas ainda se fazem presente no game), um seletor de personagens e customização destes, todos os modos de multiplayer e single player do jogo, espaços de melhorias do gramados, segredos escondidos, leaderboards etc. Tudo isso em ambos os lados: zumbis ou plantas.

Os novos personagens!

Já havia comentando um pouco a respeito dos novos personagens anteriormente, e mantenho praticamente tudo que havia comentando na ocasião. O Coronel Milho é decididamente o personagem mais bacana no lado das novas plantas, assim como o Supermioloz é o mais impactante no lado dos zumbis. Ambos podem atacar a distancia e possuem boas soluções para ataques a curta distancia, sendo que os dois tem excelentes especiais.

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Já a Rosa e o Zumbinho ficam entre os que não me agradaram muito. Mas isso é uma questão puramente de gosto pessoal. A Rosa é um bom personagem de suporte, mas sozinha ela pode se complicar muito, enquanto o Zumbinho só é realmente perigoso quando está com seu Mech ativado, pois em todas as outras situações ele morre muito rápido, pois tem pouca energia e um ataque um tanto mais fraco do que talvez devesse ter. Há que se considerar também que talvez eu possa apenas jogar muito mal com ele.

Nos modos de multiplayer onde os jogadores jogam demais com o Zumbinho sempre percebo uma desvantagem nas partidas, pois por conta dele morrer muito rápido a contagem ao lado das plantas sobe ainda mais rápido, desequilibrando assim um pouco as partidas quando os jogadores não ficam atento a esse problema com o Zumbinho.

Já o zumbi pirata, o Capitão Barbamorta é o que tem a pior arma de todo o game e pra compensar tem especiais bem maneiros, e quando ativados no momento certo podem causar um grande problema ao time adversário, especialmente o ataque de balas de canhão, enquanto especial com o papagaio lembra muito o drone do engenheiro, porém a ave é visualmente mais simpática do que o drone.

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Por último tem o Citrinador, que é um excelente personagem de defesa, perfeito para os modos de proteção de jardins. Só que ele é um personagem difícil de domar, pois é muito grande e isso o torna um alvo fácil de acertar. Sua arma funciona até o momento em que ela engasga, aí ela leva muito tempo para recarregar. É um ótimo personagem para ataques à distancia, mas ganha uma grande desvantagem quando corre para a frente da batalha sem esperar pelos companheiros. Seus especiais em forma de bola são difíceis de domar por conta da precisão que exigem, especialmente contra alvos que se mexem de maneiras imprevisíveis.

Por todos terem tais pontos fortes e fracos é que talvez seja essa a engenhosidade de toda a parada, pois assim o jogo acaba dando a ideia de que os personagens originais também são tão importantes quanto. As partidas ficam muito mais divertidas com essa mistura de personagens do que aquelas onde apenas os personagens novos estão sendo usados.

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Também vale os elogios pela PopCap ter criado um sistema de importação de personagens do primeiro game. Todos os personagens que o jogador destravou no primeiro game podem ser importados para o novo game, e quem chegou ao level máximo que o primeiro Garden Warfare possui (level 313) ainda recebe um personagem exclusivo: uma planta carnívora com o layout do famoso unicórnio da série Peggle!

Mas atenção: estes extras do primeiro game só poderão ser importados até fevereiro de 2017 (há esse alerta dentro do game). Depois disso já era, perdeu. Me pergunto porque essa imposição… será que os servidores do primeiro game só vão ficar online até fevereiro de 2017? Faria sentido, mas essa é apenas uma suspeita minha. A EA não disse nada a respeito de até quando o primeiro game continuará online. Vale ficar atento quanto a isso.

Vale ou não vale?

Plants vs Zombie Garden Warfare 2 tem tudo e muito mais que o primeiro game da franquia possui. Ficou realmente maior, adicionou muito mais balanceamento nas modalidades do game, tornando-os melhores, e ainda conseguiu a incrível proeza de criar novas classes sem estragar as antigas classes, mantendo ambas necessárias nas partidas online.

Trouxe novos mapas, alguns bem incríveis diga-se de passagem, assim como criou uma fantástica área livre para playground para todos os tipo de jogadores, desde os que curtem treinar personagens ou para crianças que ainda são novas demais para o mundo online, ao mesmo tempo em que trouxe uma experiência muito maior de single player do que os jogadores certamente esperavam.

Claro que a experiência solo, para jogadores solitários, a meu ver ainda não é o suficiente para valer por si só o game. Para aqueles que não gostam de multiplayer online e pensam em ficar apenas jogando offline, Garden Warfare 2 vai cansar rápido. Parte da experiência completa do game você só o obtém jogando online. E não pense nisso como um aspecto negativo do jogo, pois não é.

Há sim um bom e expressivo modo single player, mas ele deve ser desfrutado junto com o multiplayer online. É o casamento de ambos que torna Garden Warfare 2 realmente bacana.

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E o modo online funciona bem? Sem quedas ou lags? Esse era um dos meus maiores temores quanto a Garden Warfare 2, já que no beta presenciei constantes quedas e no final de semana antecipado via EA Access isso também se mostrou complicado, mas depois descobri que foi por conta de haver poucos jogadores online, já que oficialmente o game ainda não havia sido lançado. Porém agora, com o game rolando e todos os servidores rodando, não há mais que se preocupar. Tudo está funcionando como deveria, sem instabilidades, sem lags ou quedas. Garden Warfare 2 roda tão bem quanto o primeiro game e isso é um grande elogio para um game de multiplayer online.

Quando a EA veio com a informação de que Plants vs Zombies Garden Warfare 2 custaria 59 dólares, diferente do game de 2014 que foi vendido por apenas 29 dólares me indaguei se a sequência seria realmente maior ou melhor a ponto de justificar esse aumento. Hoje posso dizer que sim! É justificado o porte de um game completo Triplo A para Garden Warfare 2. Ele é realmente tudo que se espera e mais um pouco.

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Quem jogou e adorou o primeiro game vai amar ainda mais a sequência. Quem ainda não jogou a franquia, acredito que Garden Warfare 2 é um excelente ponto de partida. Talvez ele esteja sim um pouco caro para nosso mercado nacional (e que game não está ultimamente). Para quem não tem condições para pegá-lo agora, vale ir guardando uma graninha para uma promoção, ou até mesmo assinar a EA Access (60 reais por ano) e pegar o primeiro game na Vault e ir liberando personagens do primeiro game para migrar para a sequência quando for comprá-la.

De qualquer forma, se você ainda não conhece a série Garden Warfare, a minha indicação é que procure conhecer o quanto antes, pois sustento o que disse lá no começo do texto: pra mim é um mais divertidos games da atual geração de consoles até o momento!

Divertido, competitivo, gratificante e dá para jogar perto de crianças e adultos que não estão habituados aos videogames, sem se preocupar com sangue ou violência gratuita. Não que eu não goste destes elementos em games, mas nem sempre eles casam com qualquer audiência ou público. E uma espiga de milho atirando em um zumbi com roupa de super-herói é maluco o suficiente para não ser um problema a ninguém! Rá!

Maior e melhor do que o game anterior
Soube balancear modos com zumbis
Divertidas novas classes e personagens
Gramado de Batalha é uma excelente adição
Single player está mais robusto
Multiplayer online ainda é o foco principal
Vale o preço cobrado (ainda que tenha aumentado)

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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