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BGS 2016 | Se não der para jogar, o que mais vale a pena fazer? (Impressões – Parte 3)

Este é meu terceiro texto sobre a Brasil Game Show 2016. O primeiro falei de uma forma mais geral, abordando aspectos do evento em si e de sua nova locação. Na segunda parte foi o momento de falar um pouco dos games que estão lá para demonstração. E agora preciso dar um espaço para outros pedaços da BGS que às vezes as pessoas esquecem de mencionar, mas que são tão importantes quando as estações de jogos em si: as atrações de consumo e de passeio em geral do evento.

Ano passado esse aspecto acabou sendo muito importante quando estive na BGS em um domingo de lotação. Afinal não são todos que tem a predisposição de ficar mais de 3 horas em uma fila apenas para jogar 10 minutos de um game. Aí é preciso curtir a BGS de outras maneiras e felizmente há atrações para tal.

— Área Indie (BR)

Uma parte que as vezes acho que as pessoas superestimam é a área dos indie games nacionais, que normalmente ficam ao fundo da BGS. Este ano ela se encontra atrás do stand do Xbox. Lá é possível conhecer os pequenos desenvolvedores brasileiros e games que estão sendo desenvolvido para futuro lançamento. Normalmente eles são planejados para PC, mas hoje em dia não chega mais a ser uma surpresa eles também conseguirem sair para consoles.

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Vale lembrar que a BGS tem uma outra vertente na qual o público muitas vezes não percebe, que é a parte do business, na qual muitos destes pequenos estúdios também tentam encontrar patrocinadores para continuarem desenvolvendo seus projetos ou até mesmo aprimorando seus games. É um momento importante para muitos ali, pois precisam não só promover, como também ver como o público em geral reage a seus títulos.

Uma pena que como são muitos, mas muitos indie games ali, nem sempre é possível para um site minúsculo como o Portallos passar tempo demais ali, testando um a um. Pra ser sincero, acho que eu precisaria apenas de um dia exclusivo só para ficar nessa área, vendo cada um dos games que estavam ali presentes. Testando o que tivesse a chance. O máximo que pude, com o tempo de um único dia para ver toda a BGS foi tirar fotos de todos os stands da área, que estarei subindo ao site ainda hoje, em uma extensa galeria de mais de 300 fotos.

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Para não ser injusto, prefiro não citar nenhum título ali em específico, mas posso afirmar que vi alguns ali bem interessantes. Com gráficos dignos dessa geração, com mascotes (o que sempre acho um charme peculiar games que apostam nesse aspecto) e até mesmo jogos com o uso de óculos de realidade virtual. Teve um especifico que haviam crianças testando em um dos stand que nos chamou a atenção. Senti que haviam alguns adultos ao redor com uma imensa vontade de estarem no lugar daquelas crianças testando o simpático game.

Acho que quem vai em uma Brasil Game Show, precisa visitar a área indie. Mesmo que não queira jogar nada lá, vale apenas observar e olhar os jogos que muitos estúdios brasileiros estão trabalhando e podem vir a se tornar tão grandes quanto um Horizon Chase, Chroma Squad, Gryphon Knigt entre outros.

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Possivelmente é um ponto de parada melhor do que ficar 3 horas em uma fila para jogar um game que daqui algumas semanas você poderia adquirir em seu console. E o tempo de espera normalmente não leva nem meia hora para testar ou até mesmo conversar com um desenvolvedor ali.

— Editora Europa e a 1ª Game Informer Brasil!

Outro ponto de parada muito legal nesta BGS é o stand da Editora Europa, que está lançado no evento a primeira edição nacional da Game Informer, uma das principais e mais importantes revistas norte americanas de games. É da Game Informer US que vem revelações e muitas matérias de games exclusivos que nenhum outro lugar do mundo consegue acesso tão antecipado.

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Esta primeira edição estava sendo distribuída gratuitamente na quinta-feira, e acredito que há uma quota de revistas para serem distribuídas todos os dias do evento. Então se você está pensando em ir hoje ou amanhã, não se esqueça de passar lá e verificar que há uma edição para ti.

Peguei uma edição lá e posso dizer: está incrível! Gostei especialmente do fato de que a edição de estreia ser a que vem com uma matéria gigante a respeito de Destiny Rise of Iron, que está chegando aos consoles agora em setembro. A edição nacional nesse momento é uma réplica da edição norte americana. Não há matérias sendo produzidas no Brasil.

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O que a principio não vejo problema algum, especialmente dada a enorme qualidade da edição estadunidense. Há previews, reviews, matérias enormes e muito conteúdo de qualidade. Pode esperar que nos próximos dias irei fotografar e mostrar esta edição no Brasil com maiores detalhes.

Não defendo entretanto que a edição deva sempre ser totalmente réplica da versão dos Estados Unidos. Acho que há alguns partes delas que precisam ser adaptadas ao público brasileiro, como, por exemplo, a sessão de cartinhas. Mas isso é papo para outra hora, quando for criar um especial só com as impressões desta edição. Fique ligado aqui no site.

É uma revista de games que cogitaria facilmente assinar, aliás. Havia preços especiais lá na BGS para isso, mas na correria da cobertura não acabei me informar melhor e nem consegui folhear e avaliar a revista na hora para saber se valia a pena. Só fui ver com calma a revista na viagem de volta para Jacareí, e fiquei convencido de que talvez valesse a pena ter assinado a mesma. Pensarei a respeito.

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Não deixe de conferir também lá as edições de outras publicações que estão em promoção lá. Há alguns livros de pôsteres lá incríveis, com um belo desconto. Os olhos brilharam nas edições de Halo, Destiny e Os Novos 52 da DC Comics. Não comprei nenhum, pois o orçamento estava complicado (vida a parte 1 dessa cobertura, quando menciono a data desta BGS ser antes do 5º dia útil), mas se tivesse alguma edição assim com a franquia Gears of War eu teria comprado sem pensar duas vezes. Fica a dica, Editora Europa!

Também tive que segurar a carteira para os livros especiais sobre a história do Mega Drive e do Super Nintendo que estão lá em exposição e com preços especiais. Tive que correr de lá para não comprar com dinheiro que não poderia ser gasto!

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— Vá espiar o HyperX CloudX Pro Gaming Headset

Há algumas semanas estou em uma jornada para encontrar um headset de Xbox One para poder aprimorar alguns dos aspectos dos reviews feitos aqui para o site. Essa é uma história que vou contar por aqui em um outro dia. O caso é que se você for na BGS não deixe de passar no stand da HyperX, porque é um dos stands mais bonitos do evento, mas também porque lá para para você conferir o recém lançado headset CloudX da HyperX desenvolvido especialmente para ser utilizado no Xbox One.

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Sei que há uma lojinha lá em um dos cantos do stand, provavelmente com esse headset há venda lá. Não tive coragem de ir lá ver quanto estava custando. Mesmo que estivesse com 50% de desconto do preço original (e não estou dizendo que estava, estou apenas dando uma hipótese) não poderia naquele momento adquiri-lo.

O máximo que fiz foi pegá-lo, ver seu peso, a qualidade do material e colocá-lo na cabeça para ver se era confortável. Não tem como tirar muitas impressões assim, tão rapidamente, mas o achei incrível. É um headset dos sonhos com certeza. Quem sabe um dia não consiga experimentá-lo para o site. Sonhar não custa nada.

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Dê um pulo lá e confira não só o CloudX, mas dê uma geral em toda a linha de headsets disponíveis lá. Inclusive, quem procura acessórios para consoles e jogatinas no PC, vale também dar um pulo lá no stand da Razer, que também tem toda uma linha dedicada aos gamers. Vi alguns de seus produtos em promoção lá no stand da Americanas, mas como não entendo muito da linha da Razer para consoles não posso destrinchar muito a respeito. Quem sabe em uma outra oportunidade.

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— Pixel Media e a aposta de quadrinhos Gamers!

Um stand que se encontra bem escondidinho nesta Brasil Game Show é o stand da Editora Pixel Media. Está bem próximo da saída da Brasil Game Show. Não deixa de passar lá, pois essa é uma editora que vem apostando em 2016 em muitos quadrinhos dedicados ao universo dos games.

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Foi graças a Pixel que tivemos aqui no Brasil os lançamentos dos encadernados das Graphic Novel da série The Witcher. Foi ela quem trouxe para cá o prequel de Mirror’ Edge e recentemente ela também lançou o primeiro Graphic Novel de Plantvs Zombies Garden Warfare (resenha em breve aqui no site aliás).

Claro que há outras linhas de comics lá, mas achei muito bacana que a Pixel resolveu ter um espaço dedicado a suas publicações, que hoje em dia tem sim tudo a ver com os gamers brasileiros. Na ausência de expositores maiores dedicados a quadrinhos, ter encontrado a Pixel lá foi uma incrível surpresa! Parabéns a editora por ter resolvido prestigiar a BGS 2016!

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— É só isso?

Claro que não! A Brasil Game Show tem muitas atrações, mas as que mais se destacaram pra mim este ano foram as mencionadas acima. Achei que tanto as lojas Americanas quanto a Saraiva este ano estavam bem mais tímidas do que suas versões dos stands de 2015. Os preços lá também não tinham nada de especiais.

A Americanas tinha muitos games a venda, mas quase nenhum estavam com descontos. Acho preços bem mais amigáveis em diversos dos títulos apresentados lá. Já a Saraiva tinha uma seleção bem interessante de encadernados e quadrinhos, porém os preços não estavam abaixo do que normalmente eu esperaria encontrar em eventos assim. Sem descontos, o que afinal torna estes stands tão especiais assim? Complicado não.

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Se tem uma coisa que incomoda em stands de venda de produtos é que muitas vezes não há edições abertas para que a gente possa folhear algumas das coisas em destaque expostos ao público. Não me agrada também esse cenário na qual consoles e games ficam atrás de uma bacana, na qual o consumidor precisa ser atendido por algum funcionário apenas para saber o preço. Eu gosto de liberdade, me deixe andar, olhar, tocar. Se quiser e me der vontade de comprar algo, o comprarei. Não é o vendedor que vai me convencer a levar algo que eu não queira comprar de cara.

Isso foi algo que me me deixou mal, por exemplo, na loja oficial da Brasil Game Show. No instante que botei o pé lá, um vendedor veio me atender. Disse que estava apenas olhando. Ele agradeceu, mas ao invés de ir embora, ficou me seguindo. Cara, que coisa chata! Odeio quando isso ocorre. Sai de lá no mesmo instante. Vendedores, não sigam as pessoas dentro das lojas. Deem distancia e espaço!

Bem, mudando de assunto, também se encontra na Brasil Game Show de 2016 algumas atrações clássicas das edições anteriores. Como a área de fliperamas e arcades antigos e também a exposição da Evolução do Videogame. Aqui não há muito o que relatar. São as mesmas atrações dos anos anteriores. Quem curte, vai ver de novo esse ano. Quem não viu, dê um pulo e veja pela primeira vez. Mas no geral não há nada realmente novo nestas atrações.

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Acho que vale mencionar também os stands da Toy Show e Bazar Magic como pontos de consumo Nerd. São stand que talvez não conversem tão bem com a proposta da Brasil Game Show e mais como uma CCXP, mas que não vejo problema algum estarem ali. A Bazar Magic tinha muito itens de chorar de tristeza não poder comprar, enquanto tive a impressão de que o estoque da Toy Show parece nunca mudar, são sempre os mesmo itens em todos os eventos que vejo seu stand. Tá na hora de mudar um pouco isso, não? Na quarta e última parte da cobertura desta BGS 2016 tenho mais fotos do conteúdo destas lojinhas, vou lançar a galeria de fotos hoje ainda no site!

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Antes de encerrar a postagem, uma última dica é dar uma olhada na lojas oficiais dos stands do Xbox, PlayStation, Ubisoft da DC na WB Games. Assim, eu não vi nada que me fizesse ficar emocionado, mas é legal ver que estas empresas estão começando a apostar nesse tipo de item de consumo para o gamer brasileiro. Achei uma pena não ter encontrado uma camisa oficial de Gears of War 4 lá na loja do Xbox. Teria comprado na hora. Tinha de Halo e controles, mas o que eu queria mesmo era de Gears. Enfim, a parte de consumo da BGS é grande, e quem tem algum dinheirinho sobrando, vale a pena passear pelas opções que há no evento. É isso!

Cobertura Portallos – Brasil Game Show 2016!

Parte 1 –  Aspectos Gerais da BGS 2016!

Parte 2 – Games testados e não testados!

Parte 3 – Coisas legais para visitar!

Galeria – 300 fotos da Brasil Game Show 2016!

 

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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