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BGS 2016 | O que dá para dizer dos games testados? (Impressões – Parte 2)

Uma coisa que talvez seja importante mencionar, antes de começar a falar um pouco sobre os games que pude testar na minha ida à Brasil Game Show, nesta quinta-feira, é que não dá para se ter grandes impressões sobre qualquer coisa que se jogue no evento.

Há vários fatores para tal percepção. Alguns games ainda estão em desenvolvimento, outros mostram apenas um dos muitos aspectos que um game pode proporcionar, e também que o tempo em que cada pessoa pode ficar em uma estação avaliando o jogo também pode variar de título para título. As vezes uma demonstração não chega sequer a durar 10 minutos, é tudo muito rápido e acaba muito antes de dar tempo para formar uma opinião mais robusta. O que não significa que não há como formar alguma opinião, é claro.

Dito isso não leve estas impressões tão a sério como talvez elas possam soar. Também não espere por profundas reflexões sobre cada um dos títulos aqui mencionados. São por conta destes fatores que não irei dedicar um post a parte para cada título. Vou apenas sucintamente descrever o que pude sentir com cada título que joguei e também do pouco que fiquei observando nas pequenas filas que rolaram no dia de imprensa da BGS.

— A próxima safra do Xbox One!

Não deve ser surpresa alguma dizer aqui que boa parte da minha experiência na Brasil Game Show acabou sendo dedicada dentro do stand do Xbox, incluindo boa parte dos títulos que pude testar e jogar. Como fã da plataforma, sem dúvida, acabou sendo o stand mais acolhedor do evento, na qual me senti em casa.

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Conhecia os títulos, o stand é aconchegante, com a turma do Inside Xbox atendendo e tirando fotos com todo mundo lá. E mesmo que parte do stand tenha se baseado na versão do stand da BGS 2015, com a piscina de bolinhas e o telão para os campeonatos ao vivo, parece que tais elementos funcionam tão bem que não tem como imaginar o espaço Xbox sem tudo isso.

Bacana também comentar que quem comparecer ao stand e jogar ao menos dois títulos lá, recebe um bilhete com dois carimbos que podem ser deixados em uma urna e assim concorrer ao sorteio de um Xbox One. Uma iniciativa bacana e que acaba incentivando as pessoas a ficarem por lá e jogarem a maior quantidade de games possíveis, acumulando bilhetes e carimbos.

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Quantos aos títulos, todos os próximos lançamentos exclusivos da plataforma estavam lá: Gears of War 4, ReCore, Dead Rising 4, Forza Horizon 3, Halo Wars 2 e Cuphead. O único título que não testei foi Halo Wars 2. Uma coisa é certa: é impossível testar todos os games da Brasil Game Show. Tive que fazer algumas concessões para conseguir testar a maior quantidade possível de games em todo o evento.

Halo Wars 2 é um game estratégico, e pertence a um gênero que não estou tão habituado assim, então não achei que conseguiria tirar muito do game lá, considerando que há um limite de tempo para que cada um pudesse ficar ali testando-o. Como é um título que só será lançado em 2017, considerei que haverão outras oportunidades melhores para testar esse game com mais calma, o que significa que estou torcendo por um novo beta ou uma demo para ser liberado antes do lançamento do game em fevereiro de 2017.

Enfim, quanto aos games testados:

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— Gears of War 4 (Modo Horda)

Nesse momento já existem trailers e vídeos oficiais mostrando o tão aguardando modo Horda, mas na quinta-feira, quando pude testá-lo ainda não tinha visto nada dele. E que maravilhoso ver esse retorno da Horda em Gears of War 4. A bem verdade é que Gears of War é um game complicado de se inovar. Se mexer demais o game perde sua essência e os fãs acham ruim, mas se não mexer em algo, fica sendo apenas mais do mesmo, ainda que isso não precise ser algo necessariamente ruim.

O que vi foi uma pequena, mas pesada remodelagem do sistema de Horda. Agora os jogadores levam consigo uma caixa que serve como sua estação de defesa. Essa caixa acumula grana para comprar as fortificações, que podem ser colocadas em qualquer lugar, ao contrário de antigamente, quando as fortificações tinham locais fixos. A verba para investir nos equipamentos vem da batalha, dos inimigos derrotados e do recolhimento desse “dinheiro” indo até o local onde os inimigos caem – o que é genial, já que obriga os jogadores a saírem de seus postos e abrirem suas defesas.

A horda agora conta com novos inimigos, incluindo os DeeBees, a classe robótica do novo game, que se misturam aos Swarms para atacar os jogadores. Não consegui ver se os Deebees e Swarms juntos atacam uns aos outros, mas notei ondas em que os dois tipos de inimigos surgiam para atacar os jogadores.

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Outra novidade da Horda é que agora há cinco classes de personagens para serem escolhidos, tais como o soldado, o sniper e o engenheiro. Cada um possui um papel importante, criando novas estratégias. Pude jogar com a skin do Zombie Dom, o que achei maneiríssimo! Testei também as novas armas dos DeeBees, como a Overkill, a Enforcer e a sniper sem scooper (que é mais fácil de se jogar do que pode soar com essa ideia dela não ter uma mira). Gostei de todas, ainda que pessoalmente prefira as armas originais e clássicas da série.

Infelizmente não pude ir muito a fundo na Horda. A demonstração que participei lá na BGS só deixaram os participantes jogarem até a onda 5 da horda. Então nem mesmo os chefões pude conhecer, ainda que já tenha visto eles em vídeos agora. Mas tudo dá a indicar que o modo se mantém fiel a diversão do modelo original e está ainda maior e mais refinado.

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Dica extra: no stand da Microsoft só é possível testar o modo Horda de Gears of War 4. Na hora eu não percebi, porém horas mais tarde, passeando por outros stands, percebi que na NVIDIA haviam estações de jogo de Gears of War 4 com a demonstração da campanha exibida na Gamescom há algumas semanas atrás. E tinha uma galera jogando lá! Achei mancada ninguém lá no stand da Microsoft mencionar isso. Teria ido correndo testar a campanha também. Se bem que o game está quase para ser lançado e, bem, esse eu não perco de maneira nenhuma! Claro!

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— ReCore

Antes de ir testar Gears of War 4, ReCore acabou sendo o primeiro game que testei assim que entrei na Brasil Game Show. Não sei dizer se isso foi meio sorte ou azar, pois acabei descobrindo que a demonstração ali era bem mais complexa do que talvez devesse ser. Se tivesse deixado para jogar mais tarde, talvez o time do Xbox que estava ali auxiliando a galera teria me ajudado. Tive vários momentos onde simplesmente travei no game porque não entendi direito o que diabos tinha que fazer e o rapaz da equipe Xbox também não tinha ideia de como resolver certos trechos da demonstração.

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Veja bem, não que isso tenha me impactado negativamente. Na verdade faltou um breve tutorial, para deixar mais claro aos jogadores ali o que diabos tinha que ser feito em alguns trechos. O game não deixa muito claro. Houve uma parte em que podia cair em um grande buraco, enquanto intuitivamente achei que não poderia. Em outro, ao pisar em um botão, precisava pressionar o “R” para soltar a corda e puxar uma porta, mas o game não te fala isso e provavelmente essa não era a primeira situação na qual isso acontecia. Foi estranho alguns trechos.

De falto não consegui chegar ao fim da demonstração. Como disse, foi o primeiro game que fui jogar e estava preocupado com a possível fila em Gears of War 4, então após travar em outra sala pela terceira vez, sem saber o que fazer, desisti e fui atrás de outros games para testar, o tempo na BGS é precioso e já havia pego a vibe do game nos 15 minutos que fiquei ali testando-o.

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O que posso dizer é que o cenário ali da demonstração não era muito ideal, mas em casa, se estivesse jogando com toda a calma e tempo do mundo, estaria adorando. Gostei muito dos controles de tiro, com a proposta de ter quatro cores de tiros, que podem ser alternadas no D-Pad, na qual cada tipo de inimigo do game toma dano com uma cor predeterminada. Essa parte, de atirar em inimigos é excelente.

Todos os inimigos são máquinas, alguns que se parecem insetos, outros são apenas criaturas musculosas e algumas apenas lembram máquinas que atiram para tudo quanto é lado. Essa parte do jogo é bem divertida. Quando o jogador não está atirando e enfrentado estes inimigos, o jogo explora outros elementos, como pular plataformas ou abrir portas.

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Essa parte é que me deixou um pouco receoso. A protagonista do game tem pulo duplo e um jato nos pés. Ela realmente consegue saltar bem longe, mas isso também faz com que o game saiba seus limites, e pular não é uma tarefa muito fácil. Não há peso no pulo, então a física é meio estranha, algo que já havia tido essa impressão apenas vendo os trailers do game. Houve algumas situações de pulo onde até mesmo a câmera me sacaneou, saindo de uma posição em que havia deixado e ido para um lugar que atrapalhou completamente meu salto.

É um pequeno detalhe a se ficar de olho, mas não considero um detalhe preocupante que possa estragar a experiência do game. O que mais me impressionou é que ReCore não me parece um título que precisasse estar sendo vendido por menos do que o padrão dos títulos AAA, seja seu preço lá fora quanto aqui. Os gráficos estão impecáveis, os controles na parte de tiro são excelentes e toda a estrutura do game é realmente a de um blockbuster da temporada de final de ano. Promete realmente ser um lançamento que vale a pena correr atrás se você tiver a chance. Especialmente se curte games desse gênero em terceira pessoa, com elementos de ação, shooter e plataformas com pequenos puzzles.

Na demonstração ainda podia trocar entre os dois robôs amigos da protagonista. Ambos respondiam ataques como atacar inimigos ou ficar próximo ao jogador. Não tenho muito de especial a reportar aqui. O cão robô vasculha itens secretos, então o outro que parece uma aranha pode se acabar em trilhos e subir pelas paredes (essa parte é bem complicado por sinal). Pode trocar os robôs a qualquer momento.

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— Cuphead

O aguardando Cuphead retornou a Brasil Game Show novamente em 2016. O indie game também estava ano passado, e devido a enorme fila do domingo acabei não tendo a chance de testá-lo em 2015, algo que prontamente fui corrigir agora na versão de 2016 da BGS.

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Aqui não há muito que explicar, pois é um título que muita gente já ouvi falar e que aguarda ansiosamente. Até então eu não entendia muito bem o motivo para tanto hype, mas agora, depois de testá-lo, entendo completamente a empolgação dos jogadores.

Cuphead é assustadoramente incrível. Só pude testar algumas fases de batalhas de chefes, hoje em dia já se sabe que o game terá fases normais. Mas é impressionante o quão difícil são os chefes do game, e olha que o tiro do jogador é teleguiado! Que absurdo!

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A grande sacada é que os chefes não seguem qualquer padrão de ataque. Eles pulam, partem para cima e fingem atacar de uma maneira que o jogador nem sempre consegue ler o que ele fará e reagir a tempo. Pude jogar Cuphead em modo cooperativo e mesmo assim com dois jogadores, dos chefes que testei (acho que uns três ou quatro), somente um acabei conseguindo derrotar. E olha que o nível de dificuldade estava configurado em normal!

Esse é sem dúvida um grande game para a ID@Xbox. Restar apenas torcer para que seja lançado algum dia. Os produtores juram de pé junto que sai ainda em 2016. Vamos esperar que sim.

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Vejo muita gente animada com o game apenas pelos gráficos em desenhos animados, que são sim brilhantes e muito bem detalhados, mas não é só isso não! O game tem uma complexidade atrelado a sua jogabilidade que o torna tão delicioso quanto sua proposta visual, pode acreditar.

— Dead Rising 4

O demo de Dead Rising 4 disponibilizado ali na BGS talvez tenha sido um dos mais curtinhos que joguei entre todos os títulos que pude testar lá. A minha vontade após terminá-lo era de voltar para lá novamente e jogar mais uma vez, mas correndo contra o relógio acabei não fazendo isso.

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Deve ter sido uma demonstração de cinco minutos, com um contador na tela avisando quando o demo acabaria. O que lhe deixa ainda mais agonizado. Não há muitas explicações, o game simplesmente te joga dentro de um ambiente aberto para explorar e matar a maior quantidade de zumbis que conseguir.

Quem já jogou qualquer título de Dead Rising na vida está em casa. Mecanicamente não deu para descobrir se há algo inovador aqui. Parece uma versão de Dead Rising 3, ainda que eu estranhe o visual do Frank aqui (parece que ele fez uma plástica e diminuiu seu nariz, não?). Matei aproximadamente 250 zumbis antes da demo acabar.

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Testei três novas armas, um machado elétrico, um arco e flecha de fogos de artifícios e a tal Exo Suit, uma armadura que dá força sobre humana ao Frank. Tudo dentro do que meio que já esperava de Dead Rising 4. Na verdade gostaria de ter tido mais tempo com essa demo. Espero que eventualmente a Microsft e a Capcom o libere direto no Xbox One. É um ambiente pequeno e dá para sentir bem o que é um Dead Rising.

Quem é da casa, já sabe o que esperar. Se havia alguma mudança drástica para Dead Rising 4, a demonstração falhou em me mostrar. O que vi é o mesmo game divertido de todo sempre. Quem curte a série, vai curtir mais um game, com novas armas e um novo ambiente de mundo aberto para explorar.

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O fato é que Dead Rising 3 já havia desburocratizado e muito a estrutura dos primeiros games. E Dead Rising 4 está usando essa mesma pegada, então não tem muito o que errar aqui. Voltou ao Frank, voltou a cidade do primeiro game, voltou a possibilidade de bater fotos, mas se manteve a agilidade e a estrutura amigável de Dead Rising 3. Eu já estava convencido de que jogaria antes mesmo de testar a demo, então nada mudou. Não aumentou e nem diminuiu as expectativas. É exatamente o que imagino que vai ser DR4. Se me surpreender, provavelmente será apenas quando puder jogar o game completo mesmo.

— Final Fantasy XV

Não é exclusivo da plataforma Xbox, mas fiz questão de testar a mais recente demo de Final Fantasy XV lá no stand do Xbox. E digo que realmente não entendo as pessoas. Havia gente fazendo fila no stand da Sony para testar o mesmo game que estava com uma fila muito menor no stand do Xbox. Deu vontade de chegar lá e dizer: — Gente, pra que essa fila de 20 pessoas aqui na Sony, sendo que ali no Xbox só tem duas pessoas esperando? É a mesma demonstração! Sinceramente, tem coisa que não dá para entender.

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Enfim, a demo que testei foi a mesma exibida na E3 desse ano, em junho. Aquela batalha com um gigante, com o protagonista parando o golpe de um titã apenas com sua espada. É absurdo, eu sei, mas não deixa de ser impressionante mesmo assim.

RPG é um gênero muito difícil de se avaliar em tão pouco tempo de demonstração. O que pude fazer ali foi andar um pouco, batalhar com alguns inimigos, na qual apenas ataquei com um botão e desviei em algumas situações. Achei o sistema bem simples, nada complexo ou que sequer me lembrasse um RPG. Ficou bem parecido com o ritmo de games como Bayonetta, por exemplo. Isso é ruim? Ainda é muito cedo para dizer.

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Na batalha contra o gigante, o grande lance era conseguir desviar e lançar sua maior espada para perto do braço dele para dar o warp, aquele teletransporte que faz o personagem chegar aonde quiser, quando quiser. É realmente uma habilidade muito bacana, ainda que contra um inimigo gigantesco a câmera fique algumas vezes completamente biruta.

A sensação foi positiva, bem diferente, por exemplo, de Final Fantasy XIII, que tinha uma certa essência do RPG mais clássico. Final Fantasy XV está gastando mundos e fundos para se distanciar disso, o que é algo bom de uma certa maneira. Porém é como disse no começo da matéria, não dá para levar uma demonstração tão pequena ao ponto de achar que ela representa todo o game.

O que tiro dali é o combate ágil, o sistema de warp que é excelente e todo aquele clima épico que todo Final Fantasy precisa ter. E acho que por enquanto isso está ótimo.

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— Forza Horizon 3

A primeira coisa que me deixou boquiaberto ao jogar a demonstração de Forza Horizon 3? Os gráficos! Jesus, Maria e José, que visual estonteante está Horizon 3! Efeito de luz, água, vento, toda ambientação, os carros. Caraca, parece que pegaram realmente o melhor do visual da série Motorsport e aplicaram totalmente na versão Horizon, que é bem mais arcade do que o outro que é focado mais no realismo e na simulação real.

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A demonstração ali na BGS é a mesma demo que também esteve presente na E3 este ano, então meio que já havia visto ela por inteira no You Tube alguns meses atrás. Não foi exatamente uma surpresa, ainda que ache esta uma das melhores demonstrações criadas entre todas ali para apresentar um game em sua plenitude.

O jogador controla três veículos, em diversas situações de ambientes que estão presente no game, e pode ter uma ideia geral do que esperar do mesmo quando o game for lançado no final de setembro. Foi uma delícia jogar essa demo. Os controles respondem bem, e eles mudam conforme for o tipo de carro que o jogador está controlando.

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Não tenho do que reclamar de Forza Horizon 3, ainda que também não tenha muito que explicar a respeito. Quem conhece a franquia, vai curtir. Pode esperar gráficos arrebatadores e mais daquela jogabilidade mais amigável e divertida que a série Horizon possui. As fotos aqui não fazem jus ao quão bonito o game está.

Só lamento que a demonstração não tenha acontecido com a possibilidade de usar fones de ouvido (como foi possível usar em ReCore), pois queria ter ouvido melhor o ronronar dos carros e a trilha sonora de fundo. Isso é um elemento importante em games assim, mas não é algo que me preocupe nesse momento.

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— 99 Vidas e outros títulos!

Antes de deixar o stand do Xbox, pois já havia gasto um tempo considerável ali, apenas testando os próximos lançamentos do console, precisei dar um pulo no pequeno espaço reservado aos indie games nacionais. Queria ter tido a chance de testar tudo, não vou mentir, mas no momento em que passei ali, todas as máquinas estavam sendo utilizadas, e no exato momento em que cheguei até elas, alguém havia terminado de testar o jogo do 99 Vidas, já mencionado aqui no site algumas vezes. Bem, corri até lá e peguei um controle!

Antes de falar do game do 99 Vidas, é válido mostrar a foto abaixo, com um pequeno mapa do stand do Xbox e onde estava localizado todos os games lá dentro. Queria muito ter conseguido tempo para testar Necropolis, Shiny, Chroma Squad e Rocket Fist. Títulos que vi muita gente animada e fazendo fila para jogar. Não conseguir, me desculpem! Espero que eventualmente estes títulos possam ser avaliados e terem seus reviews publicados aqui no site, junto a nossa extensa galeria de impressões de Indie e Digital Games!

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Obviamente que alguns games ali do stand pude ignorar, pois os mesmos já possuem até impressões já publicadas aqui no site, como Overwatch, One Piece Burning Blood, We Happy Few, Killer Instinct Season 3 e Quantum Break. Os games estão lá para o pessoal que ainda não teve a oportunidade de adquiri-los e testá-los. O que acho totalmente válido.

Voltando agora no que diz respeito ao game do 99 Vidas, que estou bem animado para que seja lançado (o game segue em desenvolvimento, já adiado algumas vezes, porém segue prometido para sair ainda este ano). A demo deste ano não era a mesma demo que estava disponível no stand do Xbox ano passado. Gostei disso. E bacana ver que o game esta disponível este ano tanto no stand do Xbox quando no do PlayStation.

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O jogo do 99 Vidas de alguma maneira me lembra muito o game do Scott Pilgrim lançado na geração passada no Xbox 360 (e que até hoje ainda não consta na retrocompatibilidade do Xbox One). Gosto dos gráficos em Pixelart e da proposta do gênero briga de rua, que anda bastante em falta nessa geração.

O game está mais refinado agora, com os controles aprimorados, golpes especiais e os inimigos me pareceram ter uma inteligência artificial muito mais refinada do que a demo que testei ano passado. Está mais difícil, mas exponencialmente mais divertido. Joguei a fase da locadora e adorei os diálogos na hora do chefe da fase. Como sou um dos apoiadores do game no Catarse, esse é um título que só estou esperando seu lançamento para debulha-lo.

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Com isso, encerrei a minha experiência dentro do stand do Xbox. Ufa! Sim, como disse, realmente passei uma parte grande da quinta de BGS por lá, testando tudo que estivesse acessível com filas mínimas. E depois disso fui correr atrás de outros games em outros stands. Então vamos continuar a viagem desta segunda parte das impressões da BGS 2016!

— Dragon Ball Xenoverse 2 (Stand do PlayStation)

Vai soar estranho isso, e explico mais detalhadamente próximo ao final desta segunda parte, mas o caso é que Dragon Ball Xenoverse 2 foi o único título que cheguei a testar no stand da Sony. E não é como se não houvessem atrações interessantes, e havia, apenas não deu tempo (e disposição) para algumas.

Enfim, o teste de Dragon Ball Xenoverse 2 lá acabou sendo muito rápido. Fiquei meio incomodado com o aperto na qual a estação do game se encontrava lá, dividindo um espaço com No Man’s Sky, mal dando para passar com a mochila entre as estações. Testei rapidamente e parti para o próximo título.

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Joguei uma partida de Goku contra o Freeza, mas foi tudo rápido demais, mal consegui  entender direito a parte dos controles, mas isso talvez se dê pelo fato de sempre estranho os controles dos consoles PlayStation. Nunca gostei muito do estilo e sempre que jogo no console essa impressão não consegue sumir, independente de sempre voltar a testá-lo de tempos em tempos.

Sei que a Bandai Namco deve liberar um beta para o game em breve, e certamente vou conseguir assimilar melhor e com mais calma seus controles. Mas pelo que vi, não há nenhuma mudança radical no formato do game. O game continua seguindo o ritmo dos games anteriores, atrelado aos belos gráficos desta geração.

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Como disse, foi rápido demais, não foi o suficiente para ter algo a elogiar ou reclamar. Apenas vi que continua sendo mais um título com a qualidade que normalmente os jogos de Dragon Ball possuem. E isso é bom!

— Resident Evil 7 (Stand da WB Games)

Um dos títulos que havia colocado na minha lista de jogos prioritários e que esperava testar na BGS era Resident Evil 7. E por pouco não rolou. Mesmo na quinta-feira de VIPs e imprensa, foi um dos títulos mais procurados no evento. Havia uma pequena fila a todo o momento em que eu passava pelo stand da WB Games, na qual os expositores montaram uma casa e uma pequena exposição com uma coleção de títulos da série Resident Evil. A apresentação do game lá está impecável!

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Já havia visto um dia antes da viagem que infelizmente a experiência de realidade virtual (VR) não estaria presente no evento. Seria uma demonstração tradicional mesmo. Bem, quem não tem cão caça com gato, certo? Aceitei, e como o título só será lançado em janeiro de 2017, acabei me interessando assim mesmo em testar o game lá.

O que não me veio na cabeça, até o momento em que entrei dentro da casa e me deparei com seis estações de PlayStation 4, era de que a demonstração nada mais era do que o demo que está disponível para o console desde o final da E3 em junho! Pow, tudo mundo que tem um PS4 já jogou essa demo. Não há nada realmente especial. E por que diabos então a fila estava tão grande? Não entendi e fiquei com a impressão de que o pessoal do stand deveria ter dado um toque na turma que estava ali, queimando tempo de evento, esperando por algo que poderia testar em casa.

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Claro que independente de saber previamente disso ou não, ainda assim acredito que teria ido mesmo assim testar a demonstração, já que não tenho um PS4. Pois como eu disse, o clima da apresentação do título em si estava pedindo para tudo mundo entrar dentro da casa. Pena que não rolou nenhuma surpresa em si, como algo caindo do teto e assustando o pessoal ou uma decoração mais bacana na parte interna. Era apenas uma sala escura e seis PS4 com a demo do game. E pela fila lá fora, fiquei com a impressão de que poderia ter mais umas quatro ou cinco estações lá dentro para não deixar a galera tanto tempo na fila.

No que diz respeito a demo, as pessoas só podiam ficar 10 minutos lá dentro, o que para um primeiro contato com essa demonstração parece ser muito pouco. Ainda perdi preciosos minutos na minha demonstração porque algum safado trocou os comandos do controle do PS4: o X estava setado no o Círculo e vice-versa, demorei para entender isso e até tive que chamar alguém lá da equipe do stand para me informar porque diabos o controle não respondia direito.

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Fica apenas a impressão de que o game é assustador e agonizante. Não tem necessariamente cara de Resident Evil. Poderia ser um título de assombração sem carregar o peso da franquia, mas entendo que a Capcom queira apresentar algo novo para a série. Resta saber apenas como ela vai linkar esse game com a cronologia da série. Este é um dos maiores mistérios do título até agora. E sim, eu tomei um sustinho quando a maldita boneca caiu logo no começo da demo.

— Steep (Stand Ubisoft)

No stand da Ubisoft, quase chegando o momento de ir embora do evento, percebi que não havia filas para testar o Steep, novo game de mundo aberto de esportes radicais da neve do estúdio e corri lá para um rápido teste. Rápido mesmo, não foram nem 10 minutos na estação tentando aprender mais sobre o o game.

Peguei uma estação que estava com o final da demo rolando. Joguei a parte do traje de “esquilo voador” do game, descendo uma montanha voando. Foi bem legal e divertido. Os controles respondem muito bem, e as funções de pausar o gameplay, dar um zoom em todo o ambiente a minha volta, ver o trajeto que fiz e rebobinar um pouco para ver o feito novamente é bem legal.

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Mas aí a demo acabou, mas um dos membros da equipe da Ubisoft me disse que eu poderia continuar ali e testar o começo da demo, afinal ainda não havia ninguém ali formando fila, e já tinha outras pessoas jogando nas estações do meu lado. resolvi continuar mais um pouco.

É aí que encontrei um problema. A demo recomeça sem explicar absolutamente nada. O jogador começa no pé da montanha com uma prancha de neve nas contas. Presumi que deveria descer a montanha com a prancha, certo? E quem disse que consegui fazer o personagem entrar em posição de corrida? Ele só ficava andando! Procurei novamente o cara da equipe para perguntar o que estava fazendo de errado, mas ele já não estava nas proximidades. Tentei aquele ato que todo gamer faz quando não sabe o que fazer, apertar todos os botões e ver se acontece algo diferente. E nada aconteceu.

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Acabei desistindo de Steep ali, nesse momento. Felizmente já me inscrevi no beta do game que deve rolar em breve nos consoles e poderei testar o game com a calma e o conforto do meu lar. Fiquei apenas ali mais alguns minutos vendo a galera jogando o título. Visualmente o game impressiona. Já mecanicamente, tirando o modo de descer voando a montanha, voltarei futuramente para dar uma olhada.

— Vi e não joguei | Não vi, mas queria ter jogado…

Para encerrar essa segunda parte da cobertura da Brasil Game Show 2016 preciso deixar claro que haviam muitos outros games e atrações em todo o evento e que não pude testar, infelizmente. Cheguei a São Paulo Expo às 10 horas da manhã, porém a liberação para entrar no evento só ocorreu às 13h da tarde. A galera que estava esperando desde cedo entrou morrendo de fome por sinal – podiam ter liberado a entrada e a praça de alimentação ao meio dia, para deixar o pessoal não passar fome enquanto testava os primeiros games.

Ao contrário da BGS de 2015, que rodei, testei muito pouco e após algumas horas fui embora por não estar com paciência para enfrentar filas de 3 horas de espera, este ano tirei um melhor proveito do evento. Realmente o primeiro dia, dedicado a imprensa é muito melhor para poder trazer essa cobertura em primeira mão de tudo que está rolando lá. Acredito que não é só por ser dia de imprensa não. A sexta-feira, pelos vídeos e fotos que andei olhando por aí também foi super de boa e bem mais tranquilo do que normalmente são o sábado e o domingo de eventos desse porte. Se você está lendo essa matéria e está afim de colar na BGS 2016, sugiro que vá na segunda-feira, o último dia do evento.

Acabei indo embora da BGS às 19 horas da noite! Pernas cansadas, costas doloridas pela mochila, mais de 400 fotos na câmera fotográfica. Voltar é sempre uma maratona também, do metro Jabaquara até o terminal rodoviário Portuguesa Tiete e mais uma viajem de ônibus até Jacareí. Chegamos na cidade por volta das 23 horas, em casa (porque fomos ainda pegar o filhão na casa dos avós) lá pela meia noite. E o dia seguinte foi sexta-feira, dia de ir trabalhar no emprego normal da vida, que é o sustento de casa! Note que não é uma parada fácil para quem está fora de São Paulo.

Fiz essa volta para justificar o fato de não ter jogado tudo que gostaria de te jogado. Poderia voltar em outro dia, um sábado ou domingo talvez? Podia. Mas seriam mais 100 reais de passagem (que por ser virada de mês eu não tenho) e nada garantiria que conseguiria jogar alguns dos games que não pude jogar, afinal seriam os dias mais cheios de BGS. Então, não rolou. Preferi ficar em casa e fechar a cobertura em tempo hábil para os leitores do site terem a escolha e a opção de ainda conseguirem correr e ver a BGS com seus próprios olhos.

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Enfim, o que não joguei e queria ter jogado? Bem, já justifiquei lá no começo que Halo Wars 2 e todos os indies games que estavam no stand do Xbox eu queria ter jogado. Não irei repeti-los aqui novamente.

No stand do PlayStation adoraria ter tido a chance de testar o novíssimo Call of Duty Infinity Warfare. Achei uma mancada enorme da Activision não ter liberado nada para poder testar na quinta do evento, mesmo com a iminência do livestream que oficializou o multiplayer do game. Que fizesse a turma da imprensa lá assinar um compromisso de embargo oras. Outro que queria ter jogado, mas acabou sendo uma das maiores filas no stand foi Horizon Zero Dawn. Não tive coragem de me apertar na fila para testar o game. Se estivesse mais vazia nas horas posteriores a abertura do evento, certamente teria corrido lá.

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No que diz respeito aos títulos do PlayStation VR, acabei dando mancada. A culpa foi minha. Deixei para muito tarde para entrar dentro do stand da Sony em si, e quando entrei percebi que a fila do VR era lá dentro, no miolo do lugar, e que tinha que retirar senhas. Imagino que todas já estava esgotadas, afinal já tinha uma galera na fila de backup. Eu sou um cara que corre de fila e de perder tempo nelas. Não deu coragem, me desculpem. Ainda que nenhum dos títulos ali tivessem me chamado a atenção logo de cara. A experiência VR ficou mesmo para 2017, ou quem sabe na CCXP no final do ano…

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Indo para ao stand da WB Games, um que havia visto logo que entrei na BGS foi a cabine do Batman VR. — Tenho que testar isso, pensei. Cai do cavalo. Não havia uma fila de dar medo, o que achei estranho. Então perguntei a uma moça da equipe a respeito da possibilidade de testar a demo. Ela me informou que a demonstração do game na quinta seria apenas a membros convidados da imprensa, uma espécie de lista VIP e que todos já haviam sido convidados previamente. Sai de já chateado com isso. Durante os dias posteriores, ela me informou que os 12 primeiros que fossem lá assim que a BGS abrisse suas portas, receberiam uma senha e que assim poderiam desfrutar da demonstração. 12 pessoas por dia. Ainda me parece um número muito pequeno para um evento tão grande. Achei muita mancada.

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Ainda no stand da WB Games um dos outros títulos que gostaria de ter testado e não deu tempo foi Lego Worlds, um game que já faz sucesso lá fora e que não tem qualquer chance de sair no Brasil até onde entendo. É um jogo no mesmo esquema do Disney Infinity (com bonequinhos físicos), que também não vingou em nosso mercado. Pena não ter dado tempo. Apenas olhei de longe algumas pessoas jogando.

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Talvez a minha maior decepção tenha sido no stand da Ubisoft este ano. Tudo bem, eu entendo a importância que Just Dance tem para a empresa. Não duvido que aqui no Brasil seja um dos carros chefes mais importantes da Ubisoft. É mais do que merecido esse espaço enorme para a franquia. O que achei mancada foi a ausência de demonstrações abertas ao público de três grandes lançamentos do estúdio para os próximos meses. Não havia estações lá para testar: Watch Dogs 2, Ghost Recon Wildlands e South Park: A Fenda que Abunda Força.

Estes três títulos estão presentes no evento, mas em telões em trailers e em algumas demonstrações fechadas no pequeno auditório que a Ubisoft montou lá. São títulos que estão para serem lançados e que em outros eventos puderam ser testados, mas aqui na BGS 2016 não rolou. Que pena, não?

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Este ano o foco da Ubisoft foi Just Dance 2017 e Rainbow Six Siege e sua expansão com o BOPE. Havia muitas estações e competições de Rainbow Six Siege acontecendo o dia todo no stand da Ubisoft. O que até entendo a importância destes títulos para a empresa, mas será que na BGS não precisa de um pouco mais? Vide o Xbox que trouxe todas as suas armas. Não entendo porque deixar de fora de um evento assim tais títulos mencionados.

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Um que estava lá na Ubisoft e depois mais tarde, quando ia embora descobri que também estava na NVIDIA foi o For Honor, outro que queria ter jogado e não joguei. Tive a oportunidade de jogar mais cedo no evento, mas acabei me preocupando demais com o Resident Evil 7. Depois que sai de RE7, a fila de For Honor estava enorme e não tinha mais como ficar lá para testar o game. Fica para um futuro, em um beta ou quando o game for lançado. Esse aliás é um daqueles títulos que acompanho de olho, sem ter muita opinião a respeito. Do tipo ver para crer.

Com isso encerro a segunda parte da cobertura Brasil Game Show 2016! Mas calma que ela ainda não acabou! Já estou trabalhando na terceira parte, com alguns outros detalhes e aspectos do evento que espero comentar mais um pouco. Logo mais também está no ar!

Cobertura Portallos – Brasil Game Show 2016!

Parte 1 –  Aspectos Gerais da BGS 2016!

Parte 2 – Games testados e não testados!

Parte 3 – Coisas legais para visitar!

Galeria – 300 fotos da Brasil Game Show 2016!

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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