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Editorial | Escrevendo impressões, pesos e medidas do exercício opinativo!

Já faz meses que venho querendo escrever um pouco sobre os métodos de reviews aqui do site, mas sempre fiquei adiando por estar constantemente aprendendo e refinando meus métodos de avaliações. Afinal, escrever opiniões e impressões sobre um game, um quadrinho ou um filme não é uma tarefa fácil. Existem dezenas de métodos que podem ser seguidos e muitos deles não são necessariamente melhores ou piores entre si. Depende muito de como o avaliador aplica o método que melhor lhe atende.

Críticos normalmente possuem visões singulares sobre aquilo que avaliam, ou pelo menos deveriam, já que são opiniões que interessam a outras pessoas, que querem saber a opinião dessa pessoa. Porém, no final das contas, estes textos nada mais são do que uma opinião pessoal do crítico, tendo seu mérito quando o autor sabe embasar e argumentar seu ponto de vista.

No que diz respeito ao meu formato de reviews, sendo que nem gosto de chamá-los assim, preferindo muito mais o termo “impressões”, sempre tomo o maior cuidado para não tentar fazer algo além das minhas capacidades. Também sei que não sou formado em Jornalismo, ainda que hoje em dia não seja assim tão necessário ter um diploma superior para conseguir se expressar e transpor uma ideia da cabeça para o corpo de um texto.

Porém gosto sempre de pensar que a minha formação superior sempre me ajuda quando preciso dar base para um texto opinativo, já que sou formato em Direito, que tal como o Jornalismo também está na área de Humanas. Gostar de ler, ter sempre o interesse em questionar lados e aspectos de algo, pensar na parte social e se preocupar com linguagem são características que considero importante para quem gosta de escrever, principalmente para quem gosta de exercer uma opinião por meio da escrita.

Enfim, estas características acabam então compondo o meu escopo, a minha pessoa. Não tenho muitas vezes a visão de um jornalista, ainda que me esforce também para não ter aquele lado do advogado (as vezes burocrático demais), mesmo admitindo que gosto da visão do pesos e medidas que existe dentro da Teoria do Direito, na questão de igualdades desiguais. Isso acabo sempre levando aos meus textos. Coisas diferentes precisam ser avaliadas de formas diferentes, e as vezes é até por isso que é tão difícil padronizar textos de análises.

Notas, o valor matemático.

Essa é uma discussão antiga dos bastidores do Portallos. Quando o site ainda tinha uma equipe grande, todos voluntários, sempre discutíamos se as análises precisavam da atribuição de notas. Sempre com aquele medo da preguiça generalizada que existe pela internet, daqueles que não gostam de ler nada, apenas olham a nota de algo e pronto, concluem o que querem concluir a partir deste atributo.

Por causa disso, por muitos anos fui contra notas. Hoje em dia, talvez pelo amadurecimento pessoal, talvez por não mais me estressar com isso, já não me importo muito com esse fator das notas. Voltei a utilizar aqui no site porque é um elemento que tem seu valor, mesmo que ainda compartilhe da ideia de que elas podem levar certas pessoas a preguiça crônica de apenas olhar seu valor numérico, sem a preocupação de entender porque aquele review chegou a tal valor.

Hora de Aventura Matemático

Entretanto no que diz respeito ao formato de atribuição, acho importante certos aspectos e elementos que acabei criando, e que combinam com o meu formato de avaliação. Por exemplo, não consigo me adaptar com o formato que muitos sites utilizam hoje em dia com o sistema de notas de 0 a 5 (sejam estrelas, algum outro símbolo ou simplesmente pontos). Talvez no caso das críticas de cinema, que sempre se basearam nesse sistema de 5 pontos, eu aceite melhor do que na parte dos reviews de games, na qual aí esse sistema sempre me deixa muito confuso quando vejo outros sites usando.

É semelhante ao sistema de avaliação por letras, em escolas que não atribuem números as notas. Nem sei se esse sistema escolar ainda existe no Brasil, mas existia quando estava na escola (décadas atrás). Os alunos tiravam A, B ou C e aquelas variações, como A-, B+ etc. Esse sistema sempre bugou meu cérebro. Sempre estudei em escolas onde o sistema de avaliação iam de 0 a 10. Sete sempre foi a média. Hoje em dia eu sei que com 5 tem escola que passa o aluno, o que é meio moleza demais, mas isso é discussão para outro dia.

Talvez alguém pense, “0 a 5 ou 0 a 10 são basicamente a mesma coisa”. Então, sim e não. As medidas podem se equiparar, mas o peso, como valor, nestes métodos podem soar diferente a percepção de cada indivíduo. Vejo isso ocorrer muito com games. Um site que utiliza o método 0 a 5 e dá uma nota 3 a um game. O que ele está querendo dizer? O jogo é “mais ou menos”? Não é nem ruim, nem muito bom. Está no meio, na “média”?

Se 3 é a metade e pode ser interpretado dessa forma, o mesmo não ocorre no método do 0 a 10, em uma crítica que dá um 5 para um jogo. Um game tirar 5 nesse método não é “mais ou menos”. Um 5 pra mim nesse caso é de um jogo ruim. A média, o nem ruim demais, nem bom demais, seria um 7 e dependendo muito do jogo.

A minha visão é que o método 0 a 5, ao menos no que diz respeito a games, é uma fórmula mais simples de avaliar. Ela é eficiente, e funcional, mas não consigo me adaptar. Há cenários em que esse método me deixa confuso, especialmente com games e títulos que tem nuances, que não merecem apenas o mediano.

Por isso uso aqui no Portallos o formato mais tradicional, de 0 a 10. E é óbvio que esse método também não é perfeito. Ele sempre teve problemas, especialmente com notas inferiores. O que difere, por exemplo, um game nota 3, 4 ou até mesmo 1, nesse sistema? Difícil dizer, não?

Seguindo o modelo tradicional, vejo as notas que dou aqui no site, da seguinte maneira:

  • Nota 10 – É aquele game, aquele quadrinho, aquela obra excepcional. Pode ter defeitos, mas é tão imperdível, que se faz necessário indicar e dizer vá ler, vá jogar, vá apreciá-la, pois é uma experiência singular e que vale totalmente a pena.
  • Nota 9 – É aquela obra quase perfeita. Ela pode vir a ter problemas, mas seus pontos altos, suas qualidades se sobressaem, tornando-a acima da média. Não é aquele game ótimo, é aquela game animal, irado, excelente.
  • Nota 8 – Pra mim, na minha opinião, essa é a nota que define a obra como “boa”. Não é exatamente mediana. Está um pouquinho acima disso. Ela não consegue se sobressair para ganhar um 9, mas seus problemas não são o suficiente para precisar deixá-la naquela média 7, do “passou raspando” como diziam na minha época escolar. 8 é bom, mas não é ótimo. Se for um game, é um título que vale a pena jogar, mas talvez não seja aquele que vai lhe marcar para sempre. É como o filme pipoca no cinema. É divertido e pronto.
  • Nota 7 – Essa é aquela nota do “cuidado“. A obra não é ruim, mas tem seus problemas. No aspecto dos games, é aquele título que vai depender muito do jogador, de ser fã da franquia, ou do gênero. Isso pode fazer um game 7 virar um 8 para a opinião pessoal do leitor da crítica. Games de nota 7 podem ser bons, mas somente se o jogador tiver consciência dos problemas e conseguir contornar eles em sua experiência pessoal com a obra.
  • Nota 5 e 6 – Olha, foram pouco as vezes que dei notas baixas aqui no site. Em parte porque sempre procuro indicar e avaliar aquilo que gosto e que acho legal passar aos leitores. Não tenho o hábito de ir atrás de filmes ruins, games ruins, quadrinhos ruins, apenas pelo puro prazer de falar mal. Uma nota 5 ou 6, pra mim, é aquela nota abaixo da média, de uma obra que pode até ter boas qualidades, mas seus defeitos, seus problemas, não me permitiram apreciá-la positivamente. É aquela nota que quebra expectativas. É aquela que joga o hype no triturador de lixo, com você ainda o segurando-o, querendo acreditar que aquilo poderia ser bom. É uma nota que apenas aquele nicho, aquele fã roxo, vai saber apreciar, enquanto o público em geral vai achar bem ruim. Um exemplo? Tem uns jogos antigos baseados em animês que facilmente são jogos notas 5 ou 6 (e lá fora, nos Estados Unidos, ainda há muitos games desse nicho que ainda ganham tais notas até hoje, sendo que aqui nós normalmente os apreciamos de forma bem mais positiva).
  • Notas de 4 a 0 – Abaixo do 5, nota que nunca cheguei a dar por aqui, enquadraria como aquilo que é ruim o suficiente para não indicar. Provavelmente nem mesmo escrever a respeito, a menos que queira causar polêmica, ou reforçar um ponto pessoal a respeito de um título. Não é algo que ainda aconteceu por aqui, felizmente. Existem coisas ruins que mereçam tais notas? Sim, mas normalmente não as procuro, e para minha sorte, não fui atrás de algo e me decepcionei a tal ponto da obra merecer tal nota. Não que me recorde ao menos.

Um último aspecto que gostaria de comentar a respeito da atribuição numérica das notas é que gosto muito do atual método que estou utilizando no site desde o ano passado. Na qual levanto pontos positivos e negativos ao final dos reviews, atribuindo notas para cada um destes destaques, e são estes pontos que compõem a média final dos meus textos de impressões.

Escrever, da forma extensa  (e as vezes cansativa) como faço nem sempre deixa claro ao leitor que estou dando uma nota 8 ou 7 a um título. Então acho importante quebrar estes valores e mostrar como cheguei ao valor final da nota. Afinal, há pontos que nem sempre merecem serem destrinchados extensamente, mas que possuem um peso e valor na experiência final e que acabam refletindo na nota. Quebrar estes méritos e deméritos em pequenas notas que ao serem somadas dão a média geral das minhas impressões é um formato que me agrada muito. Entender uma nota é algo importante.

Em que ponto uma opinião é formada?

Essa é uma questão que ainda me atormenta, especialmente no que diz respeito as impressões de games, que possuem um peso enorme aqui no site, já que são constantes e rotineiras ao dia a dia daqui. Comentei um pouco a respeito disso recentemente no começo das impressões de ReCore. Vale a pena dar uma lida na introdução que fiz nessa matéria, sobre acesso antecipado em avaliações de games, tempo e prazos e o sentimento difuso do jogador e do avaliador em situações assim.

Trata-se de uma discussão antiga do meio, especialmente na área de games. O avaliador precisa jogar quanto tempo de um game para formar sua opinião? Precisa encerrá-lo? Ver todo seu conteúdo? Em todas as dificuldades possíveis? O fato é que a experiência de um jornalista, de um crítico e de um jogador normal não são idênticas, e isso impacta muito a visão de cada um sobre a experiência pessoal para com determinado título.

Complexidade

Vou me dar como exemplo. No começo, quando resolvi encarar o desafio de escrever impressões aqui no site sobre qualquer tipo de games tinha como mente a seguinte situação: se joguei pouco, a ponto de não ver o suficiente o que o game tinha a oferecer, escrevia um Primeira Hora (lembra dessa coluna?); se havia jogado horas e horas, mas o game era longo demais (e por querer escrever algo a respeito na janela na qual todos estão interessados por determinado título), quebrava as impressões no Diário Gamer (coluna que existe até hoje); e por último, ao terminar um game ou chegar próximo de seu final, o suficiente para saber que não haveria qualquer surpresa dali em diante, escrevia as impressões conclusivas. Esse método normalmente dá certo, mas existem vezes em que preciso contornar tais parâmetros.

Percebi, com o passar do tempo (e dos textos), vendo o aprendizado dentro desse processo, que muitas vezes minhas impressões iniciais ou lá pela metade de certos games, e já publicadas, eram exatamente aquilo que tinha a dizer quando terminava certos títulos. O avaliador, as vezes por jogar tanto, acaba tendo esse estalo mental, “a partir desse ponto, independente de como a história vai acabar, já sei o que preciso dizer, o que preciso apontar como bom, como ruim e meu review está parcialmente pronto, independente de terminar ou não o título“. É estranho, mas é algo que testei muitas vezes, e são raras as vezes onde esse sentimento esteve errado.

Fora que é preciso ter em mente que um review, seja daqui ou de qualquer outro site grande ou pequeno, nem sempre consegue abordar todos os aspectos de uma obra. Não dá para falar tudo, ainda que se consiga experimentar tudo. O crítico levanta aquilo que acha importante, de mais relevante para o leitor ter ciência a respeito. E essa perspectiva não é uma matemática muito exata. O que é relevante pra mim, as vezes não é pra você. O que vejo como defeito, outra pessoa não vê. Sempre vou tentar abordar o máximo possível de pontos, bons e ruins, mas é impossível mencionar tudo, independente de qual detonado e debulhado o avaliador conseguir verificar nas entranha da obra.

No que diz respeito a finais de jogos, isso é algo que nunca gostei de ponderar em meus textos de impressões. Primeiro pelos spoilers, ainda que o crítico não diga expressamente o que ocorre no fim, ele as vezes dá aquele indício que influência o leitor, e acho isso muito ruim. Existem exceções é claro, especialmente quando se está jogando um game por sua história como foco principal da análise. Só que no geral um game é mais por suas mecânicas do que por todo o resto.

Isso também acontece quando escrevo impressões de mangás ou indicações de livros. Nesse ponto, quando estou escrevendo estas matérias não estou preocupado com seus finais. Estou apenas vendo seu potencial, o quanto aquilo é legal ali, em seu momento inicial. Ainda que nestas áreas, ainda esteja estudando e aperfeiçoando formatos e formas de fazer algo interessante aqui no site.Tanto que as indicações e impressões de livros ainda não possuem, no momento da publicação deste editorial, atribuições de notas aqui no site. Mas é algo que estou considerando futuramente inserir.

Enfim, voltando aos games, sempre fui da opinião que um game bom com um final ruim não o torna ruim, ainda que um game ruim, com um final bom, possa melhora-lo de uma maneira relativa. O final de uma obra influência as minhas impressões apenas quando acho importante trazer sua perspectiva de conclusão do mesmo. Até porque há estudos por aí que dizem que muitos não terminam seus jogos, se divertindo com os mesmos até o ponto na qual se dão por satisfeito com tal experiência. Você termina, incondicionalmente, todos os games que adquire? Conte pra mim nos comentários.

Por isso não considero finais de jogos como ponto importante nas impressões que escrevo aqui no site. Estou sempre preocupado com a experiência, com a diversão que o título proporcional e até onde estes elementos se mantém pertinentes, sem cansar ou entediar o jogador. Ainda que quando se faz necessário ir até o fim, obviamente que vou, mesmo que isso muitas vezes possa me atrasar ou complicar a minha fila de pautas dentro do site. Mas o fato é que para muitos jogadores, a verdadeira impressão de um game é sempre aquela inicial, das primeiras 5 ou 6 horas de qualquer game. Se um jogo precisa de mais do que isso para que o jogador goste dele, ou consolide a sua opinião a respeito do título, certamente tem algo errado com o título.

Indie Games Ryot

E essa é uma lógica que funciona muito com Indie Games, um seguimento que curto muito escrever aqui no Portallos. Existem indie games que são feitos para testar o jogador. Que nos fazem suar, que desafiam nossa inteligência e destreza no console. Games que não querem que o jogador os encerrem. Em situações assim, não se faz necessário o avaliador ir até o final do título (ainda que sempre que possível você tente). Eu, pelo menos, normalmente já formei a minha opinião a respeito de um indie assim, após a minha trigésima morte, ou após horas e horas de gameplay procedural, principalmente em indie games que são feitos para sarem quase que infinitos.

Obviamente que há jogos, tanto AAA como Indies, que são feitos de forma bem linear, com campanhas que empurram o jogador ao final, a uma conclusão. Casos como estes você sempre se esforça para ir até o fim, para ver se aquela proposta lhe proporcionou a experiência que o desenvolvedor queria. Em casos assim, normalmente o jogador vai até o fim de uma forma fluída, natural. Se um game não se torna um esforço encerrá-lo, você o encerra. Isso não é um demérito, de forma alguma.

Enfim, o que estou tentando dizer é que existem métodos e avaliadores diferentes. Aqueles que precisam fazer maratonas de dezenas de horas ininterruptas para terminarem aquele game feito para durar dezenas, as vezes centenas de horas. E há aqueles que não ficam nessa pilha, que conseguem e possuem confiança em suas convicções a respeito de um título, ainda que não consigam terminá-lo a tempo de cumprir o embargo do review. Honestamente, eu pertenço a esse segundo grupo.

Me esforço para que a minha visão seja de um jogador normal, que vai jogar seu game até onde conseguir, sem se cansar ou se exaurir, já que isso de se matar para terminar um game, na minha opinião, também pode impactar negativamente um avaliador. Correr contra o tempo, jogar um título olhando o calendário, os dias em que o review já atrasou, é algo muito, mas muito ruim. E impacta negativamente um texto, pode ter certeza disso. Comigo existiu a necessidade de desencanar um pouco disso, especialmente após ter percebido que parte da minha opinião normalmente já se estava formada quando um game já me mostrou tudo que tem a oferecer e que dali em diante, nada vai me fazer mudar de ideia. Quando chego a este estalo, normalmente escrevo seu review, tendo terminando ou não (só que sempre aviso quando isso ocorre).

Claro que isso também não é uma equação matemática exata. Há títulos que sinto a necessidade de encerrar, outros que percebo que preciso ir atrás de segredos e coisas que não consegui descobrir em um primeiro gameplay (e o You Tube sempre me salva em tais situações), e aqueles na qual o mais importante é indicar e apresentar aos leitores a obra do que propriamente avaliá-la dentro da presunção que a maior parte dos interessados jogaram e querem apenas uma opinião fundamentada daquilo que todos já sabem. Percebe como é um processo difícil?

A pretensão das Impressões aqui no Portallos

Como disse lá no começo, não gosto muito do termo “Análise” ou “Review” para utilizar aqui nos textos que crio no site. Ainda que todos estes termos estejam relativamente no mesmo balaio de gato. Em todo caso, “Impressões” pra mim me remete a algo mais pessoal, opinativo, e não excessivamente profissional.

Afinal vale lembrar que não sou um crítico profissional remunerado nessa área. Sou um criador de conteúdo, um formador de opinião (ainda que você pode pensar “quem não é isso hoje em dia?“, pois é). A minha pretensão com o site sempre foi compartilhar a minha visão, a minha perspectiva do mundo, criando um conteúdo e um entretenimento de qualidade.

É por isso que muitas vezes me empolgo muito mais em escrever impressões sobre um game que pouco jogadores ou quem ninguém conhece. Porque estou apresentando algo, muito mais do que simplesmente criticando ou repetindo dados e fatos que podem estar em todos os cantos da internet. É até por isso que há esse meu esforço pessoal para trazer uma experiência mais pessoal, mais individual, sempre tentando comentar em cima do que já foi dito por aí, sempre tentando trazer pontos diferentes, porque o Portallos sempre foi isso, de querer fazer algo além, e não apenas ser mais um entre tantos.

Claro que é difícil ter êxito nestes ideais sempre. É difícil as vezes não se render a massa e ao formato que chama a atenção das pessoas, afinal o site precisa de visitas diárias, precisa de seguidores em seu Facebook, precisa ser um pouco tradicionalista, para que louros e metas sejam cumpridas. E não que também ser aquele ponto fora da curva seja tão fácil assim, especialmente com o crescimento da internet brasileira, com novos sites surgindo a cada minuto.

Enfim, o que curto fazer nas impressões aqui no site é transpor a minha experiência pessoal com qualquer gênero de game. Trazendo pontos e argumentos que dão méritos ou deméritos aos títulos, ainda que sempre tenho a intenção de ver o lado bom dos games, especialmente porque eles me divertem. Porém se algo me frustra, também faço questão de mencionar. Gosto de apresentar títulos, gosto de ficar de olho em indie games, ainda que tenha muita dificuldade de avaliar todos. Mas tento!

Gosto que o Portallos ainda tenha essa tradição pelo texto, pelos detalhes. Que não haja a pressa em terminar uma matéria. Que posso descrever detalhes, aspectos, elementos, que normalmente reviews que possuem tempo e limite de caracteres não conseguem. Sei que as vezes os textos soam cansativos, sei que por conta do tempo, da correria da vida, nem sempre meu texto sai impecável ou sem rodeios, mas tudo isso faz parte um pouquinho de mim, como criador e responsável por este espaço.

As impressões aqui no Portallos existem desde que o site foi criado, em 2008. Passou por mudanças, por reformas, ganhou corpo, métodos, sistema de notas e vem se aperfeiçoando ao longo destes últimos meses. Talvez o que eu tenha esclarecido aqui mude futuramente. Talvez a opinião dos leitores também me façam ver algo que hoje não esteja vendo. Não sei. O que sei é que estou feliz por ter finalmente esclarecido algo que já vinha querendo fazer desde o início do ano.

Espero que você, leitor, que acompanha este site, esteja apreciando. Porque eu estou me divertindo aprendendo, escrevendo e estudando métodos de lhe indicar e apresentar obras. E agradeço ainda mais aqueles que comentam e que também curtem estas matérias nas Redes Sociais, espalhando elas para novas pessoas. São textos que demoram dias, as vezes semanas para sempre escritos, revisados e publicados, mas se com isso, fiz uma única pessoa prestar atenção na obra, sei que já valeu a pena ter feito tal texto. É isso!

Critico Ratatouille Pixar

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!

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