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Tekken 7 | Casos de Família… Porradeira! (Impressões)

Jogos de luta sempre são uma ótima pedida para uma boa diversão, e um dos destaques da atualidade é Tekken 7! Tivemos a honra de receber o convite da Namco para conhecer essa belezinha, e lá vamos nós para mais um The King of Iron Fist Tournament! E dessa vez até a galera do PC pode participar, se juntando aos veteranos dos arcades e consoles. Aliás, eu mesmo sou um veterano em Tekken, um dos primeiros jogos que me encantaram no primeiro PlayStation, embora não tanto quanto seu “irmão” Soul Edge. Por sinal, essa é uma constante na minha vida, sempre dei mais atenção a série Soul, embora sempre tenha jogado todos os Tekkens, incluindo versões do Game Boy Advance e Wii U.

Uma coisa que sempre me chamou a atenção em Tekken foi o fato de ser bem carregado no gosto japonês, com personagens que variam do caricato ao bizarro, aquele toque bem exagerado que os japoneses adoram. E um dos destaques foi justamente sua “história” que segue bem essa linha peculiar da cultura nipônica. Mas hoje em dia, depois de concluir o modo história de Tekken 7, definitivamente a trama de Tekken já não faz muito sentido, virou algo rocambolesco demais, reviravoltas mil e personagens perdidos, com apenas um fio tênue tentando desesperadamente fazer a ligação. O que antes era um destaque de Tekken hoje se tornou um elemento fraco da franquia, ao contrário de jogos como Injustice, que consegue integrar bem a narrativa.

Durante o desenrolar do modo história de Tekken 7, personagens vem e vão, e não dá para se importar muito com eles. Muito disso se deve a modelo de contar a história nesse jogo. Boa parte dos acontecimentos de Tekken 7 são narrados quase que como um visual novel que é contado sob o ponto de vista de um repórter. Esse repórter teve sua mulher e filho mortos no meio do fogo cruzado entre a disputa pelo poder da Zaibatsu gerada pelo embate entre Heihachi e Kazuya. O repórter investiga o passado dos dois e descobre os segredos do passado de Heihachi, mas tudo isso só contribui para nos distanciar da história em si, que acaba ficando didática demais. Se essa descoberta fosse pelas mãos do Jin, por exemplo, teria um impacto emocional muito maior. Meu conselho é para jogar o modo história sem esperar muito dela. Felizmente é rápido para concluir, e eu não me vejo voltando a jogar esse modo novamente. Tekken é cada vez um jogo sobre tretas em família do que sobre um torneio!

Mas ainda é um jogo de luta, e como jogo do gênero, continua a ter sua relevância. Esse novo capítulo não reinventa a roda, mas apresenta refinamentos no modo de jogar, sobretudo com novas barras para a execução de golpes e combos especiais, adicionando mais estratégia aos combates, o que sem dúvida agrada aos veteranos da série. E claro, assim como Tekken 6, o jogo continua sendo bem amigável aos novatos, em especial com certos personagens como a Katarina Alves.

Por sinal, essa personagem é mais uma brasileira no jogo, que entra “no lugar” da Christie Monteiro (embora lute savate, o boxe francês), e tem uma ligação especial com outro personagem estreante, Gigas. Porém, Tekken 7 tem dois estreantes que são mais interessantes e famosos: Akuma e Geese Howard! Essa é uma tendência forte em jogos de luta nos últimos anos, e eu particularmente gosto muito de poder jogar com a Mai no Dead or Alive 5, ou com o Ryu no Smash Bros, e jogar agora com Akuma no Tekken 7 foi uma grata surpresa, ainda que a desculpa para ele entrar na história seja meio boba e ficamos sem saber como as coisas terminam… Porém, mal posso esperar para poder ver o que Geese vai poder fazer com a galerinha de Tekken!

Não posso ficar sem elogiar o trabalho técnico da equipe de Harada, pois Tekken 7 roda muito bem na versão avaliada por nós, a do Xbox One. Graficamente o jogo é muito bem feito, com exceção do modo história, que ainda utiliza muitos stills de imagens para a narrativa (algo que sempre causa desgosto para mim). Cenários e personagens estão bem modelados, e por sinal o nível de customização dos personagens continua bem amplo, o que possibilita que o jogador deixe tudo conforme seu gosto, e nos modos online é sempre interessante ver a maneira como outras pessoas modificaram seus lutadores. O aúdio e trilha sonora é no padrão Tekken, nada surpreendente aqui, e eu gosto assim, a franquia sempre está em dia com a música eletrônica que está sendo feita no momento.

Jogar Tekken 7 continua prazeroso, as adições na jogabilidade foram bem executadas, trazendo ao jogo um foco até maior nos “footsies”, diminuindo o ritmo dos combates e tornando-os mais estratégicos, ainda que continuando a tradição de Tekken em ser um dos jogos de luta de maior acessibilidade aos iniciantes, que podem até acessar um Easy Mode e ter um gostinho de como é jogar de maneira bem estilosa.

Em termos de extras Tekken é bem recheado. Além de possibilitar a customização dos personagens, tem galerias de imagens e vídeos a serem desbloqueados, incluindo cenas de histórias desde o primeiro Tekken, um verdadeiro museu integrado, eu gostei bastante disso. No entanto, em questão de modos de jogo, até foi adicionado um modo de treino, mas para quem joga sozinho não há muito o que se fazer. Tekken nos consoles sempre se destacou por incorporar modos de jogo diferentes, desde um minigame estilo “beat’ em’ up” até vôlei, e para Tekken 7 temos boliche vindo aí. No entanto, eu ainda gostaria de modos mais diversificados, somente o Treasure Battle não é o bastante, ao menos para mim. Mas para quem curte mais jogar online vai encontrar bem mais coisas para se divertir por um bom tempo, ainda que coisas bizarras como a falta de um rematch imediato irrite bastante. E algo deveria ser feito para fortalecer o jogo no cenário de e-sports.

Dentre os jogos da atualidade, Tekken 7 é um dos melhores sem dúvida, mas infelizmente o gênero nem de longe é a menina dos olhos da indústria, e a evolução parece estar caminhando a passos lentos, com a maioria dos jogos parecendo ser apenas uma mera atualização dos anteriores. O modo história realmente parece ser aquilo que as produtoras mais tentam turbinar, mas no caso de Tekken 7 o modo como é feito deixou a desejar, o recurso de visual novel é entediante e nada inspirado, e a história em si não parece ter andado muito pra frente, incluindo a premissa de que seria o fim da saga dos Mishima é irreal…

Caso você seja realmente um admirador dos jogos de lutinha, já deve estar jogando desde o lançamento, caso não seja, espere por uma boa promoção e pegue Tekken 7, uma franquia que nunca decepciona seus fãs e sempre uma boa opção para reunir os amigos, seja na sala online ou local. Não é um divisor de águas do gênero, tem lá seus probleminhas, mas sem dúvidas continua no topo junto aos melhores. Eu recomendo!

Galeria de imagens

Personagens variados e boa customização deles!
A história rocambolesca é mal contada...
Personagens convidados são legais!
Tecnicamente bem feito, mas podia ter mais opções de jogo!
Mais amigável para iniciantes, mais variado para veteranos!

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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