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Thor Ragnarok | Quem é Thor? (Crítica)

E enfim a temporada de filmes da Marvel de 2017 chega ao seu fim. E o fim de tudo é o tema central do último filme Marvel do ano, Thor Ragnarok!

Aqui no Portallos a gente fala dos filmes da Marvel desde o comecinho de tudo, no primeiro filme do Homem de Ferro. Naquela época, pensar em poder ver três filmes Marvel em um mesmo ano era algo inimaginável. Mas estamos aqui, em 2017, com esse montão de filmes para nossa alegria! Eu acho é pouco!

Eu já disse aqui no site que curti os dois primeiros filmes do Thor. Hoje em dia, tenho um carinho especial pelo primeiro, em especial pela parte final e pela trilha sonora. Mas aquele Thor é um carinha diferente desse que podemos ver em Thor Ragnarok. Ter três diretores, cada um com uma visão sobre o personagem também não ajuda muito. O próprio Thor dos quadrinhos (ei, psiu, leia mais aqui sobre ele) foi se transformando com o tempo, desde um galante Deus do Trovão de falas formais preso no corpo de um médico manco, passando por fases engraçadas, sombrias, com histórias com um teor mais “seriamente viking”, outras engraçadas que até parecem um desenho animado maluco…

Enfim, na real existem vários Thors, e em Ragnarok vemos um Thor que eu achei bem interessante. É um Thor que deixou de lado um pouco a ambição de ser o sucessor de Odin, de sentar no trono de Asgard e comandar os Nove Reinos. Desde os eventos vistos no seu primeiro filme, Thor se apegou muito aos seres de Midgard, e a vidinha até então perfeita dele passou a ser abalada com muito mais ameaças. Ao mesmo tempo, se livrou do fardo que estar à sombra de Odin lhe causava, e passou a viver com mais leveza.

E olhem só, eu também fiquei mais aliviado depois de ver Thor Ragarok. Embora as críticas em sua maioria são bastante elogiosas, eu estava incomodado com alguns depoimentos de que o filme estava muito cheio de piadas e momentos engraçados, sendo apontado até como um filme de comédia. E o diretor, Taika Waititi, despontou nos últimos anos como um diretor interessante graças aos seus filmes com tons de comédia.

Porém, depois das tradicionais cenas de pós créditos eu fiquei aliviado. O filme é bem divertido, mas nem de longe achei que foi tão comédia quanto alguns andaram falando pela internet. Na real, em muitos momentos a seriedade de certas cenas foram os pontos altos, e o melhor de tudo, sem apelar para uma dramaticidade, algo que eu não gosto tanto. A história avança e ao mesmo tempo revela o passado de maneira bem concisa, sem desperdícios. A piada enfeita a história e não ao contrário, alternando em cenas leves e outras bem pesadas. O roteiro consegue amarrar bem esses momentos do filme.

E já que falamos no roteiro, ele era uma das maiores preocupações na cabeça dos fãs. Afinal, misturar os conceitos da história de um Ragnarok com os eventos de Planeta Hulk num primeiro momento parece algo improvável. Mas o saldo final se provou uma mistura bem feita, que cumpre a sua proposta de divertir o público que for conferir o filme. Sim, Thor Ragnarok não é um filme “cabeça”, não vai concorrer a nenhum prêmio em Paris, Berlim, ou mesmo em Gramado. É um filme pipocão para ser visto com um baldão numa mão e um suco de laranja na outra (sim, fujam de refrigerantes!). São duas horinhas que passam voando e isso é ótimo.

O filme entrega um mix interessante entre o estilo de Taika Waititi e o “estilo Marvel“. Aliás, o diretor é um dos atores do filme e mandou muito bem atuando. Bem como todos os os outros atores aqui tiveram uma boa participação, os coadjuvantes foram bem utilizados e fazem coisas interessantes para o andamento da história. Claro que a Hela de Cate Blanchett rouba a cena sempre e é uma presença de dar medo, mas a química entre Thor e Hulk não fica muito atrás não, Chris Hemsworth e Mark Rufallo formam uma bela dupla e seria interessante ver essa parceria que nasceu lá no primeiro Vingadores acontecer mais vezes e continuar evoluindo.

A opinião de um marvete sempre é de se suspeitar quando se fala em coisas da Marvel, mas eu recomendo mesmo que todos assistam ao filme, sem se importarem muito com aquilo que se devia esperar de um filme do Thor com a temática de Ragnarok, que no fim, está lá, mas de uma maneira diferente e interessante. Vá ao cinema para sair do seu mundinho e pronto. Aproveitem as referências a Jack Kirby, uma participação bem divertida de Stan Lee, curtam Led Zepellin com o som no talo, e depois discutam sobre quem é o mais forte entre Thor e Hulk!

Thor Ragnarok conseguiu me surpreender, quando chegamos ao final do filme muitas coisas aconteceram, que realmente mudaram o status quo de alguns personagens, em especial o Thor. Existem possibilidades instigantes que podem acontecer nos próximos filmes, então eu estou realmente muito curioso para ver o próximo filme do Thor e testemunhar como as coisas que aconteceram em Ragnarok vão se resolver. Mas antes, claro, o Deus do Trovão voltará em Vingadores: Guerra Infinita.

Boa diversão sem esquecer da ação
Homenagem ao estilo de Kirby é um deslumbre visual
YESSSSSS É Thor vs Hulk!
Uma vilã que realmente chuta bundas!
Bom desenvolvimento da trama e personagens

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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