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Dragon Ball FighterZ | Impressões deixadas pelo Beta Aberto! (Atualizado)

Aconteceu há alguns dias o Beta Aberto de Dragon Ball FighterZ nas plataformas do PlayStation 4 e Xbox One e faltando alguns dias antes de seu lançamento, que acontece nesta sexta-feira (26), acredito que seja um momento interessante para dar algumas impressões preliminares sobre o que pode ser visto e testado neste período em que parte do game esteve aberto para interessados testarem.

Vale lembrar que ano passado também houve um beta fechado para um público limitado, salvo engano no PS4 exigiu-se que os jogadores fizessem um cadastro em um link específico a respeito do beta e no Xbox One era necessário ser inscrito no Xbox Insider (programa da plataforma na qual jogadores se voluntariam para testar jogos e novidades do sistema de forma antecipada ao público em geral).

Na ocasião deste beta fechado juro que tentei testar o game. Sou participante do programa Insider e consegui baixar o beta, mas na época só fiquei frustrado com o lobby após ficar 15 minutos esperando o sistema de busca (matchmaking) encontrar uma partida online para entrar. Na ocasião não havia modo treino ou maiores explicações de como o jogo funcionaria. Dava a entender que o jogador ficava numa fila de lutas esperando uma acabar para entrar (tanto que havia esse formato onde os jogadores ficavam todos em volta de uma arena vendo quem estava dentro dela – o que eu achei que seria jogadores lutando). Enfim, foi uma experiência que não me agradou e não consegui ter paciência para esperar. Fora que nessa ocasião tinha horas específicas na qual os servidores seriam ligados e só tinha aquelas poucas horas para ficar online e jogar. Não deu certo pra mim.

Felizmente veio janeiro e uma nova chance surgiu. Um novo período de beta, desta vez aberto a todos que se interessarem. E é desse período que tiro estas impressões. Infelizmente não foi um beta que agradou 100% a todo mundo que resolveu testá-lo. Os problemas com partidas online voltaram a acontecer.

Procurando partidas e Online é só uma parte de um todo

ATUALIZAÇÃO 25.JAN.2018Todos os problemas que vou relatar nos parágrafos abaixo a respeito da demora para se encontrar partidas online no Xbox One parecem ter sido resolvidos praticamente às vésperas do lançamento do game. A Bandai Namco liberou novamente o Beta por 24 horas no dia 24 de janeiro para mostrar que o matchmaking não está mais apresentando problemas e agora está funcionando precisamente como se deveria funcionar. Para ver um clip em que mostra uma partida sendo encontrada em questão de segundos é só clicar aqui.

Eu passei o domingo de 14 de janeiro assustado com o tempo em que as partidas demoravam a serem encontradas. Corri para internet, em fóruns e grupos no Facebook (assim como o próprio grupo aqui do site) ler relatos e ver se o mesmo estava acontecendo com mais pessoas, afinal a minha conexão de internet é aquele horror. Logo constatei que diversos jogadores estavam passando pelo mesmo problema. Muito mais no Xbox One do que no PlayStation 4, mas parecia ser um sentimento geral o incomodo no modelo de matchmaking do game. Tanto que a Bandai Namco veio a público se pronunciar oficial, pedir desculpas e assegurar que os desenvolvedores estavam analisando o caso.

Até aí tudo bem. Problemas como esses são mais raros, mas é por conta deles que existem estes períodos de testes online para a comunidade. Não é um período para os jogadores simplesmente testarem e decidir se vão gostar do game, mas para que o estúdio de desenvolvimento faça seus testes de stress nos servidores, se as conexões estão acontecendo da forma prevista e se essa parte técnica precisa passar por ajustes antes que o jogo seja lançamento. E Dragon Ball FighterZ parece ter encontrado alguns destes problemas. Resta agora aquela expectativa para que quando o game for lançado nesta sexta-feira que parte de tais entraves tenham conseguido serem sanados.

Pra mim a grande questão e que o beta não deixa claro do porquê existir é esse lobby onde o jogador não podia fazer nada nesse período de testes. Pelo que entendi é para esse pequeno espaço social funcionar como funcionam estas áreas em games como Destiny, onde jogadores podem ser reunir online e interagir entre si. O maior problema é que no beta esse espaço estava completamente desativado, exceto pelo tutorial de treino e as partidas mundiais online. Todo resto estava travado, o que tornou uma grande chatice ficar esperando o matchmaking funcionar.

A minha expectativa, e espero acerta nisso, é que no game completa esse lobby seja muito mais interessante do que se apresentou no beta. Que ele tenha áreas e locais para o jogador se ocupar enquanto partidas vão sendo buscadas e pareadas. Até mesmo que os jogadores possam entre si, dentro desse espaço, criar suas próprias partidas privadas. A grande questão aqui é que apesar de no beta o lobby não fazer qualquer sentido estar ali, é muito provável que no game principal ele faça.

Claro que isso não significa que algumas coisas dentro desse esquema online não podem melhorar. Eu adoraria, por exemplo, saber o status da busca. Em muitos games online o matchmaking informa ao jogador a situação dessa busca por partidas, se ele está buscando em um servidor da região, se expandiu essa busca, se encontrar um jogador e o mesmo desconectou ou até mesmo se a conexão ainda está ativa ou se houve algum problema. Em alguns casos a busca mesmo se encerra e informa ao jogador para tentar novamente, tanto que em muitos casos é normal o jogador ficar buscando uma partida e se levar tempo demais se desconectar e buscar novamente, pois isso volta certos parâmetros iniciais da busca (como procurar novamente em um servidor regional antes de ir para outros mais distantes). É preciso que o matchmaking informe sua situação ao jogador, pois dá a sensação de que “bem, ainda está funcionando e procurando, não bugou“.

Existe um outro ponto também importante de se falar nessa questão do sentimento ruim que alguns tiveram com esse período de testes em Dragon Ball FighterZ: o game não se resume apenas ao modo online contra outros jogadores. Pois é, a Bandai Namco já revelou que o game terá um modo história para ser apreciado em single player, além de outros modos multiplayer que irão funcionar tanto offline quanto online. Ou seja, o game tem muito mais a oferecer do que o que foi visto em seu beta. E esse é um ponto que me deixa animado para o título, pois sendo bem sincero, partida online é o que menos me empolga em jogos assim. Admito estar interessado mais nos modo single e multiplayer local.

Online é obrigatório hoje em dia sim, mas não o coloco como o principal atrativo de jogos de luta. Até porque é comum as pessoas se frustrarem com jogos de luta online, seja por causa da nossa conexão ruim aqui no Brasil ou porque normalmente são jogadores incrivelmente bons lutando contra jogadores casuais que se sentem os piores jogadores do mundo batalhando contra essa galera profissional.

Confusões de preço

Alias é curioso como o preço de venda de Dragon Ball FighterZ em seus formatos digitais assustaram muitos jogadores em fóruns e grupos pela internet. Tem havido bastante desinformação a respeito disso, com grupos pregando que o game está chegando ao Brasil por um preço absurdo de 450 reais, o que não é exatamente real. O game base custa os 250 reais como qualquer jogo dessa geração, mas tem muitos jogadores pregando que a único opção é a mais cara de todas, da versão Ultimate.

Para esclarecer isso, talvez seja importante dizer as diferenças entre as versões. A versão Normal, de 250 reais, vem com o game base. Todos os lutadores já revelados e todos os modos de jogo que todas as demais versões mais caras possuem também estarão inclusas. Aí tem uma versão chamada FighterZ, na faixa de 400 reais, que além do game passa traz o passe de temporada do game, que inclui 8 personagens adicionais que serão lançados posteriormente ao lançamento (sem dizer quando ou quais serão).  Faça uma matemática para ver que são 150 reais por oito novos personagens, o que significa que cada um custará em torno de 19 reais. Por último, há a versão Ultimate de 450 reais, que além do game base, mais o passe de temporada com 8 novos personagens também trará 11 novas trilhas musicais do animê e uma faixa de áudio com um comentarista durante as batalhas (deve ser na voz daquele tiozinho da animação).

Qual versão adquirir no lançamento? Sinceramente, se você não é um dos raros brasileiros afortunados que assoam o nariz com notas de cem reais me parece claro que a melhor opção é a básica de 250 reais. Personagens extras, novas trilhas de som, comentarista etc. Nada disso estará no lançamento e você sempre terá a opção de comprar posteriormente em DLCs individuais (sim, esse conteúdo dificilmente será exclusivo de tais pacotes – talvez um ou outro item talvez). Ou seja, a menos que você possa e isso não vai ser sentido no seu orçamento, a versão básica é o suficiente para curtir o game como foi concebido originalmente. Não vai estar comprando um game pela metade, nesse sentido não há que se preocupar.

Combate animado

Por fim, o último ponto que não poderia faltar nessa oportunidade falar um pouco sobre as impressões deixadas pelo beta de Dragon Ball FighterZ diz respeito justamente ao combate em si. Como estão os controles, golpes e a ação do game quando ele em si começa para valer?

A julgar pelo que pude treinar e lutar no beta me pareceu incrível. Não tive tantas lutas online quando gostaria de ter tido, dadas as razões mencionadas lá no começo do texto, mas conseguir jogar algumas partidas (tem o trechinho de uma luta aqui) e deu para sentir o quanto o game não só é divertido, mas também muito acessível a jogadores casuais do gênero de lutas player versus player.

Cheguei a fazer todos os tutoriais que o beta disponibilizou, entendi todos os comandos, golpes, combos e afins. Os controles são fáceis de dominar e o sistema de botões fazer com que os golpes se conectem de forma a deixar as batalhas tão fluidas quanto acirradas. Conseguir tirar metade da barra do oponente com alguns golpes e contra ataques em questão de segundos não é nada se o seu oponente também conseguir fazer o mesmo contigo.

Gostei do esquema de especiais, vinculado tanto nos botões quanto no bumper direito do controle, da mesma forma que achei prático pedir assistência ou trocar de lutador durante as batalhas com o gatilho e bumper do lado esquerdo do controle. Ficou tudo muito fácil de usar. O movimento em que o personagem voa para cima do oponente também é essencial para não deixar as lutas paradas, com os jogadores longe um do outro.

Claro que alguns personagens são bem melhores do que outros. Goku é realmente um apelão, enquanto o Kuririn é claramente mais fraco e difícil de encaixar golpes e combos que trave o oponente, apesar dele ser mais ágil para fugir de alguns ataques. Beerus, que esteve acessível pela primeira vez nesse beta também é um ótimo personagem.

Sem mencionar que todas as lutas são fenomenais, tanto para quem está jogando quanto para quem está assistindo, especialmente se for fã de Dragon Ball. Tive uma situação em que a minha esposa estava na cozinha e olhando de relance para a TV na sala e certo momento ela achou que estava assistindo ao animê de Dragon Ball Super enquanto jogada o beta. Isso de tão bonito e fluido estão os gráficos do jogo.

Enfim, para encerrar esse pequeno papo a respeito de Dragon Ball FighterZ, dá para dizer que o título parece ter sim o potencial para ser um dos mais animados games de luta da franquia Dragon Ball desde sabe-se lá quando. A mudança do esquema de batalhas, deixando de lado o 3D e se focando no modelo mais clássico 2D parece ter funcionado. Resta agora dois pontos que fica para se discutir no lançamento do game: o que teremos de modo single player e o quanto ele irá durar em termos de experiência e se os problemas de conexão online presenciados no beta serão plenamente solucionados no lançamento do game esta semana.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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