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Cooperativo e punitivo, Ashen já está no Xbox One e PC

Lançado semana passada, no dia 7 de dezembro, Ashen é um destes jogos independentes que chamam a atenção. Título que já foi destaque em algumas E3 no passado e que esteve um bom tempo em desenvolvimento pelo estúdio Aurora44, ficando para a Annapurna Interactive a responsabilidade de distribuir o título pelas plataformas de lançamento.

O título segue muito o estilo de jogabilidade de Dark Souls, com combate baseado em uma barra de Vigor, punindo jogadores que não mantiverem a calma em combates. Um erro e a morte pode vir até mesmo do mais fraco dos inimigos. O mundo do jogo segue o estilo de mundo aberto, onde o jogador pode explorar livremente em busca de tesouros, atalhos e segredos, até descobrir o chefe do ambiente e liberar a próxima área. Há bastante customização, com armas e armaduras, além do ponto de pedras de rituais que seguem um estilo semelhante ao que as fogueiras são em Dark Souls.

Outra característica digna de pontuar a respeito de Ashen diz respeito ao design do jogo, que segue um estilo mais estilizado, que dá uma beleza peculiar ao game. Os personagens não tem rostos, mas nem por isso não possuem estilo e personalidade, o que é bem curioso. Há inimigos grandes, desde soldados mortos vivos a animais hostis ao ambiente. Muitos ficam a espreita dos jogadores que não prestarem atenção ao seu redor.

Mas talvez o que mais se destaque em Ashe seja seu sistema de multiplayer passivo, semelhante a Jorney. Aqui os jogadores possuem três opções: explorar o game sozinho, explorar com um companheiro IA ou se juntar a outro jogador de verdade para desbravar as masmorras do jogo. O sistema tem algumas regras, bem explicadas nesse artigo no site oficial do game, que explica que os jogadores não vão ficar se esbarrando uns aos outros, e não que serão atacados ou obrigados a jogar com desconhecidos.

Basicamente o mundo online de Ashen funciona baseado em áreas pública. Ali jogadores de mesmo nível podem se encontrar e se unir para enfrentar as masmorras do jogo. Dentro das masmorras, por exemplo, não é possível encontrar jogadores, nem mesmo nos vilarejos a qual o jogador pode cuidar dos status e equipamentos de seu personagem. Também há filtro para jogadores que querem encontrar seus próprios amigos e um “beacon” que alerta outros jogadores que você está procurando um parceiro.

São boas ideias, com certeza. A ideia é que esse elemento seja de auxílio mesmo. Não é possível um jogador que só queira baderna fique matando outros jogadores. Por isso o termo multiplayer passivo. E, é claro, que aqueles que não são fãs de jogarem com desconhecidos podem no menu do jogo desligar esses recursos, ficando com um companheiro controlado pela Inteligência Artificial do game. E se nem isso você achar legal, esse companheiro também pode ser desligado.

Ashen está disponível no Xbox One, por meio da compra digital, ou sem custo algum para aqueles que são assinantes do Xbox Game Pass, serviço de assinatura de jogos digitais do console. Já no PC, Ashen foi lançado apenas na Epic Games Store, uma nova loja digital da Epic Games que tem chamado a atenção por ter taxas menores a quais mais do valor de venda acaba sendo revertido aos desenvolvedores do jogo. Está chegando ao mercado para rivalizar com a Steam e tem adquirido exclusividade sobre alguns títulos.

Vale, entretanto avisar, que a Aurora44 já comentou no site oficial, que também estão trabalhando para que Ashen seja lançado com suporte ao Windows 10 quando adquirido na Microsoft Store. Afinal, a ideia original do jogo era de que o título fosse cross-plataform, o nesse momento inicial não foi possível. Claro que o fato do mesmo estar no Game Pass é meio que uma forma de manter a comunidade ativa e online, sem a necessidade de adquirir o game.

De toda forma, Ashen é um título que parece interessante aos amantes do gênero Dark Souls. E o game está todo localizado em português. Tanto os menus quanto os diálogos com legendas em nosso idioma. Acessibilidade do idioma não é uma problema ao título. Parece que vale a pena conhecê-lo.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!

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