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Análise | Samurai Shodown

Disponível para Nintendo Switch, Xbox One, PC, PlayStation 4

Samurai Shodown chegou a essa geração em um momento bem diferente daquele que existia quando o primeiro jogo da série foi lançado, no já distante ano de 1993.

Atualmente, jogos de luta não são um gênero tão popular, e muito se fala do aspecto e-sport deles, a exemplo do que a série Street Fighter acabou se tornando. Podemos perceber a influência disso tudo em Samurai Shodown, e sinceramente, eu não esperava nada muito diferente. Essa baixa expectativa acabou por ser benéfica durante meu período jogando.

Para aqueles que como eu cresceram junto com a série, pode parecer estranho todo o aspecto visual, agora com uma clara influência dos últimos jogos Street Fighter. Nesse quesito eu fiquei bastante decepcionado, os recursos visuais não conseguiram me cativar nem um pouco.

Mas, jogos de luta são sobre lutas. E aí Samurai Shodown se mostra mais atrativo. A sensação ao jogá-lo é distinguível da maioria dos jogos modernos de luta. Esqueça movimentos (muito) rápidos, combos elaboradamente longos e estilosos, e coisas saltando na tela.

O grande mérito do jogo é dar ao jogador uma sensação que o remeta aos primeiros jogos da série e do modo com os jogos de luta se comportavam. É mais sobre estudar o movimento do adversário, valorizando cada movimento, promovendo a sensação de duelo.

Destaque positivo para a acessibilidade do título. Novatos podem se divertir aqui e até realizarem boas partidas esmagando botões, mas o jogo possui uma curva de aprendizado interessante que premia quem o estuda a fundo, dominando técnicas de combate mais sofisticadas e fazendo valer o equilíbrio entre aproveitar brechas da defesa adversária, e atacar de maneira mais eficiente sem tomar dano, além de desferir ataques devastadores que tiram mais da metade da barra de vida adversária. É bem legal de se ver uma partida entre dois jogadores de alto nível.

Mas não é só em sua mecânica de luta que Samurai Shodown remete aos anos 90 em que foi criado o primeiro jogo. Os modos de jogo são simples como eram naquela época. O modo História não tem muita substância e acaba sendo meio sem graça, servindo miseramente como desculpa para os embates entre os personagens do jogo. Não espere ver uma história mais bem recheada como pudemos ver nos jogos da série Injustice recentemente. Por outro lado, é um reboot então pelo menos dá para se situar bem no enredo apresentado.

A maior força de Samurai Shodown reside na capacidade de entreter aqueles que se devotam aos combates mais precisos e cadenciados, tanto via local quanto contra oponentes online.

Nos últimos anos a SNK se aproveitou da onda de nostalgia e lançou inúmeras compilações de seus sucessos, incluindo os jogos antigos de Samurai Shodown. O novo jogo é o primeiro da SNK a se utilizar da Unreal Engine 4, e chega depois de um hiato de mais de dez anos desde o último jogo, Samurai Shodown Sen. Se você é um daqueles que aguardavam esse retorno, pode comemorar!

O resultado final é de certa forma parecido com The King of Fighters XIV. Um jogo que tenta manter viva a franquia e a atualizar em uma nova geração, peca pela falta de capricho visual e técnico, mas que ainda assim possui qualidades suficientes que agradam aos seus entusiastas, e acabam por credenciar esse reboot de Samurai Shodown como um dos destaques entre os jogos de luta dessa geração.

Dando uma nota

Visual interessante mas sem impacto. - 8
Jogabilidade cadenciada e acessível - 9.5
Poucos modos de jogo e conteúdo - 8
Variedade de lutadores interessantes - 9.5
Continua sendo um jogo com ninjas! - 10

9

Merece ser jogado

Veteranos e novatos tem diversão garantida com esse reboot de Samurai Shodown, que merece estar em qualquer lista de melhores jogos de luta dessa geração.

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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