Dando Nota!Jogando

Análise | Fortnite – Capítulo 2: Temporada 1 (Battle Royale)

Disponível para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC

A primeira vez que joguei Fortnite foi lá em meados de 2017, antes mesmo do lançamento de sua modalidade Battle Royale, que o lançou ao estrelado e o colocou como um dos títulos mais importantes da geração. Na época só existia o modo Salve o Mundo (Save the World). Muito aconteceu ao título até o recente lançamento do Capítulo 2: Temporada 1 (Chapter 2: Season 1), a qual será o ponto em discussão deste texto.

Começo dizendo que nunca liguei muito para o Battle Royale de Fortnite até a chegada da atual temporada, que chegou exatamente como uma nova porta de entrada a novos e curiosos jogadores. Sempre lamentei um pouco a forma como a Epic Games não seguiu sua programação inicial com o modo Salve o Mundo, que ficou meio em segundo plano, mas que até hoje ainda apresenta potencial, só que continua com pontos que necessitam de toda uma reformulação.

Motivado pelo meu filho, que está crescendo (hoje tem 7 anos), e que nesse semestre passou a se interessar pelo título, também motivado por outros colegas em sua escola que já jogam Fortnite, meio que fui reapresentado ao jogo. Calhou de chegarmos um pouco antes do início da temporada atual, começamos a brincar um pouco ainda na Temporada X, mas sem adquirir Passe de Batalha e nem nada. Vi ele jogando com alguns amigos online – partidas supervisionadas por adultos, pois eles ainda são pequenos demais para deixar sem esse tipo de supervisão. Só sei que no final dessa história lá estava eu, jogando Fortnite Battle Royale para entender seus modos de jogo e como funcionava o sistema de progressão do mesmo.

Foi uma baita coincidência que logo depois de algumas semanas chegou o tão famigerado buraco negro que engoliu todo o jogo e deu início a uma nova era, com um novo sistema de progressão para o passe de batalha e um mapa totalmente novo que todo mundo teria que descobrir e conhecer mais a seu respeito. Não poderia ter acontecido em melhor hora para eu e meu pequeno.

V-Bucks no Salve o Mundo

Fortnite Battle Royale é um modo Free to Play (Gratuito para Jogar), sendo totalmente à parte e diferente do modo Save the World, que precisa que se adquira o Pacote de Fundador com dinheiro de verdade. Quando se faz o download de Fortnite em sua plataforma selecionada, se faz de ambos os modos, mas se tentar entrar no Save the World sem tê-lo comprado será dado uma mensagem que isso precisa ser feito. A exceção fica no Nintendo Switch, que possui apenas o modo Battle Royale.

E sim, ainda existem informações que dizem que eventualmente, em um futuro nada certo, o modo Salve o Mundo se tornará também Free to Play – quando não mais figurar em modo Beta, status na qual ainda permanece desde seu lançamento em 2017. Era para isso acontecer em 2019, mas o ano acabou e isso não aconteceu. Será que isso acontecerá em 2020? Não se sabe.

Mencionar o modo Salve o Mundo aqui é importante porque foi por conta dele que decidi adquirir o Passe de Batalha para a atual temporada (de número 11, mas chamada Chapter 2: Season 1). Como tenho o Pacote de Fundador, tenho acesso a campanha horda dessa modalidade, a qual dentre as muitas recompensas por fazer missões estão as moedas V-Bucks. Realizar o login diário nessa modalidade também rende tais moedas entre 10 a 15 dias.

As V-Bucks servem para comprar as Piñatas do modo Salve o Mundo, que é como são chamadas as loot boxes que dão itens que servem para diversas coisas que sequer valem a pena começar a explicar aqui. O inventário desse modo é complexo e nada acessível. Tanto que hoje em dia tem uma opção de se deixar tudo automático para que você não tenha o trabalho de ficar entendendo onde colocar as cartinhas de heróis, sobreviventes, planos de armas e armadilhas e afins. O caso é que as Piñatas são um elemento do jogo que fazia sentido em 2017, e que perdeu total sentido após tantas reformas nesse modo campanha. Além do advento do Battle Royale e seu sucesso, que tornou muito mais sentido pegar estas V-Bucks do modo Salve o Mundo para gastá-las com o Passe de Batalha e itens do modo Battle Royale. Porque sim, você pode fazer isso.

E foi assim que gastei 950 V-Bucks para comprar o Passe de Batalha desta atual temporada, que custa 30 reais caso você não tenha o Save the World para minerar estas moedas nas missões de campanha. Isso no meu perfil no Xbox One, é claro. Para o meu pequeno, cheguei combinar que se ele chegasse ao nível 50 da progressão do passe gratuito, eu o converteria para o passe pago. Não preciso dizer que ele fez isso em uma semana. E lá se foram 30 reais da carteira.

E o Passe de Batalha… vale à pena?

Indo direto ao ponto: se você curte e jogar Fortnite com uma boa frequência (nem precisa ser muita), minha resposta é sim. Até há recompensas gratuitas para àqueles não interessados em desembolsar dinheiro real ou V-Bucks no Passe de Batalha, mas são poucos itens e não são nem perto de serem tão interessantes quanto os oferecidos pelo passe.

Lembrando que o passe não oferece itens que dão vantagem aos jogadores nas partidas, e sim apenas itens cosméticos ao seu personagem e acessórios que o mesmo utiliza. Não há atributos ou outros tipos de vantagens, como lhe deixar mais resistente ou aumentar seu ataque. E mesmo que você não se preocupe com o visual de seu personagem, Fortnite oferece tantas opções interessantes de skins para personagens, que fica difícil não sentir a vontade de ter algo mais pessoal e diferente dos visuais básicos de personagens.

Além disso, ter o passe naturalmente torna o jogador mais engajado a continuar jogando e voltar ao jogo mais e mais vezes por todo o período da temporada. Isso porque a aquisição do passe não lhe garante os itens ofertados, sendo necessário subir até o nível 100 para ter tudo que o mesmo irá lhe oferecer, indo de músicas para o menu, envelopamento de armas, novos personagens e visuais alternativos, mochilas e ferramentas de destruição de objetos, além de novos emotes, dancinhas e ícones do estandarte. Ah, e V-Bucks suficientes para a compra do Passe de Batalha da próxima temporada – assim você para de gastar dinheiro real -, além de uma pequena sobra que ainda pode se gastar na lojinha se ver algo legal que queira para si.

O engajamento pela progressão do passe se dá por meio de missões semanais que a Epic Games vai liberando semana após semana desde o começo da temporada. Cumprir missões rende pontos extras de experiência, tornando mais natural a escalada de níveis do passe, com recompensas sendo liberadas a cada novo nível.

Talvez o pulo do gato aqui seja a forma como as missões foram criadas nessa atual temporada, algo que a comunidade elogio bastante pelos fóruns e comunidades na internet. Estes desafios oferecem uma gama de variedade que tem servido para apresentar o mundo do jogo a quem está chegando agora, e até mesmo para o novo mapa criado para a atual temporada.

Em muitos jogos, missões de experiência normalmente envolvem coisas absurdas, como eliminar centenas de oponentes, gastar um milhão de balas, jogar infinitas horas em um mesmo modo e outros objetivos que incentivam o loop de repetição pelas mesmas coisas a qual você não vai aguentar ficar fazendo. Gears 5, por sinal, tem um passe de temporada exatamente assim: exaustivo e megalomaníaco, que mais me afasta de seu multiplayer do que me incentiva a ficar engajado pelo mesmo. Destiny 2 faz isso em muitas jornadas, me deixando preso em um ciclo de tarefas repetidas, afim de ganhar uma recompensa que sequer vale o tempo perdido. Fortnite parece entender que não é isso que torna passes de batalha divertidos.

As missões de batalhas muitas vezes envolvem visitar locais que talvez você desconheça do mapa, ou recolher certos itens ou usar certas armas. E quando envolvem eliminações, normalmente são coisas de 5 inimigos, no máximo. Há também desafios que envolvem dançar em locais determinados, ou andar de lancha por anéis de fogo, auxiliar companheiros de esquadrão e afins. Normalmente são coisas que lhe ajudam a entender as camadas dentre as mecânicas que o jogo pode lhe oferecer. Quando é muito complicado, como achar um item específico que vai aparecer no mundo do jogo, há dicas para tal, e se mesmo assim você não encontrar, alguém no YouTube certamente terá um vídeo mostrando o ponto exato.

Com tudo isso, subir de nível em Fortnite torna-se muito natural e tranquilo, sem atividades exaustivamente repetitivas, sem que o jogador se sinta preso ou obrigado e ficar jogando de uma forma que ele realmente não quer jogar. O atual Passe de Batalha de Fortnite é um dos mais amigáveis e acessíveis que vejo atualmente em toda uma gama de outros jogos que estão tentando fazer a mesma coisa, porém sem entender como é engajar efetivamente uma comunidade da melhor forma possível. E é por isso que posso dizer com tranquilidade que vale a pena comprar o passe em Fortnite, sem que isso configure uma incompatibilidade com o fato do mesmo ser um jogo gratuito, e sem que isso ofereça qualquer vantagem acima daqueles que não querem adquirir o mesmo. É um modelo de negócio que beira à perfeição, agrada aos desenvolvedores, agrada aos jogadores. Todo mundo sai ganhando.

Battle Royale para todos

No que diz respeito à jogabilidade do battle royale de Fortnite, em comparação a outros títulos que já joguei, a impressão que tenho é que inicialmente ele começa confuso quanto a qualquer outro jogo de arena de 100 jogadores presos em uma ambiente que vai ficando cada vez menor a cada passada entre 2 a 3 minutos. Entretanto essa sensação de dificuldade vai diminuindo bem mais rapidamente em relação a outros títulos semelhantes no mercado.

Isso porque, como mencionado acima, as missões da atual reformulação do jogo, agora deixam os jogadores com um melhor foco a objetivos simples, muitas vezes até mesmo acima do sobreviver para se tornar o número 1. O jogador se sente feliz ao morrer na 70º colocação se tiver feito qualquer tipo de progresso em seu menu de missões – e provavelmente este conseguiu realizar algo.

Fora quê o mundo de Fortnite é repleto de construções e áreas interessantes e únicas. Indo dos bairros residenciais, as fábricas e indústrias, para campos mais rurais e um litoral rico em praias e áreas turísticas. Há ilhas para se visitar, montanhas e picos com neve para se escalar, grandes lagos e cachoeiras. Além de outras surpresas aqui e ali, como esculturas, estátuas e outros tipos de construções diferentes e curiosas. Isso torna sua área vasta e diversificada, tornando fácil o jogador entender ao passou e para aonde talvez que visitar na próxima partida – ou se conseguir, ainda ir a pé na mesma partida.

Há um bom senso de orientação dentro do jogo, com o mapa sendo acessível na tela inteira e permitindo que os jogadoras façam rapidamente marcações para aonde quer ir, descobrindo assim a distancia que irá precisar percorrer, para até mesmo marcar encontros com o esquadrão caso não esteja jogando solo.

Não há veículos terrestres em Fortnite (não nesta temporada ao menos), mas há as lanças, sendo que os rios cruzam o mapa inteiro, sendo um excelente veículo para cobrir terreno, inclusive por terra, possuindo um turbo que se recarrega de tempos em tempos e um disparador infinito de míssil que assusta qualquer engraçadinho que queira lhe matar (mas que não é tão mortal quanto uma boa pontaria do adversário em terra).

Mas não é preciso uma lancha para se divertir nas águas de Fortnite, pois o jogador agora pode nadar como um golfinho no jogo, se impulsionando a uma velocidade incrível na água. Além disso a atual temporada adicionou a habilidade de pescar em pontos específicos, representados por peixes nadando em círculos. Nestes pontos de pescaria, o jogador irá encontrar três tipos de peixes, que podem lhe render saúde e escudo, além de armas, muitas vezes de ótima qualidade. Para pescar o jogador tem que ter em mãos uma vara de pescar, ou uma arma arpão (que também pode ser usado em adversários) ou simplesmente explodir o ponto de pescaria com um míssil ou granada.

E aí tem o maior elemento diferencial de Fortnite para com sua concorrência: a habilidade de construir paredes e escadas em qualquer lugar do jogo, a qualquer momento, contanto que se tenha materiais para tal. Admito que não é algo que curto, mas vendo como muitos jogam, criando torres e escalando em qualquer lugar em questão de segundos, entendo como essa é uma grande ferramenta do jogo. E parece ser algo que os mais novos gostam, meu pequeno construi barricadas e torres com uma velocidade a qual nem mesmo eu tenho as habilidades para tal (até porque não é algo que treino na hora de jogar). Normalmente é uma faca de dois gumes: já derrotei muito jogador apenas observador o maluco construindo algo e esperando o mesmo colocar a cabeça para fora de sua construção ou simplesmente explodindo a base da construção e vendo o infeliz cair de uma altura nada segura.

Entendo que esse elemento de construir pode afastar alguns jogadores que preferem um esquema mais clássico de multiplayer mata mata com armas, entretanto não é algo que necessariamente me incomoda. Há partidas em que as construções conjuntas de um grande grupo de jogadores realmente chega a impressionar, fora que isso adiciona alguns elementos surpresas, pois trata-se de uma estrutura não habitual ao mapa a qual você pode conhecer todas as entradas e saídas. Já tive muita surpresa de jogador aparecendo do nada em construções feitas ao redor de casas e locais a qual pensava conhecer todos seus cantos.

Trocando em miúdos, Fortnite Battle Royale é um modo que consegue ser bem acessível muito rapidamente. Uma boa forma de começa a jogá-lo é brincando um pouco na modalidade Tumulto, a qual o jogo divide os jogadores em dois times de 50 pessoas, onde normalmente cada time pode descer em uma área própria do mapa (mas você tem a liberdade de pousar direto na área do adversário) e depois vão se encontrar no meio. A morte não é permanente, assim você retorna ao campo até que um dos lados atinja 100 mortes de jogadores. Ao retornar você mantém as armas e itens que possuía ao morrer. É uma ótima forma de começar a entender as armas, locais e formas de jogar Fortnite.

Inicialmente foi esta modalidade que meu pequeno ficava entretido, sem se estressar por ficar morrendo por outros jogadores que claramente eram veteranos do jogo. Ele também passou um tempo no modo Criativo de Fortnite, que nada tem a ver com o Battle Royale, sendo um modo em que você pode construir sua própria ilha, com zumbis e armadilhas. Mas no geral acaba se usando para conhecer as armas do inventário. Ele passou um tempo no modo criativo com alguns amigos, já que eles sempre morriam rapidamente nas modalidades de matança entre jogadores.

Foi nesse ponto que passei a dedicar um tempo com ele, jogando em dupla ou esquadrão. Ensinando-o a prestar atenção ao som de baús e de passos de jogadores. Explicando que as vezes pousar em locais distantes do trajeto do ônibus acaba sendo uma boa ideia para encontrar menos oponentes. Que ficar perto do esquadrão, marca no mapa para aonde devem ir, também é uma boa ideia. E a buscar pelas armas mais eficientes e quais os melhores momentos para usá-las: uma espingarda é melhor para adversários próximos, enquanto o rifle de assalto cobre uma distância média de forma mais eficiente, assim como o rifle de sniper é ótimo para vigiar longas distâncias, mas que o tiro pode alertar jogadores que talvez não estejam lhe vendo. Além disso é sempre importante carregar ataduras ou kit médicos, enquanto beber poções de escudo acaba sendo inicial fora da modalidade tumulto, além de marcas armas e dividir itens com o time. Coisas realmente básicas. Hoje, ele está jogando realmente bem, indo as vezes até melhor do que eu mesmo.

Mas Fortnite é para crianças? Essa é uma pergunta que ficou um bom tempo refletindo quando meu pequeno veio me pedir para jogar Fortnite porque todos seus amigos jogavam. Cheguei a conclusão que com a supervisão de um adulto, auxiliando no foco correto e saudável de um jogo de videogame, não há exatamente um problema. Apesar das armas de Fortnite terem uma estética realista, todo o resto do jogo tem um visual de desenho animado. E não é um tipo de violência visceral ou impactante, afinal não há sangue ou execuções visuais. Os personagens apenas desaparecem ao morrer. Não é um tipo de violência gratuita ou uma representação muito realista. Também não é muito diferente da ação de certos desenhos animados com ninjas ou soldados ou guerreiros ou até mesmo super heróis. Não tem um certo realismo que um Call of Duty ou PUBG (em menor grau) poderia ter. O colorido de Fortnite atrai as crianças, essa é a verdade, só que ao fazer isso os desenvolvedores entendem até que ponto podem impulsionar o jogo para tal faixa etária.

Não significa, é claro, que não haja uma faixa etária maior jogando Fortnite, pelo contrário, há muito adolescentes e marmanjos jogando o título. Normalmente todo mundo se dá bem, ainda que em alguns casos preferi mudar jogadores falantes demais no esquadrão em que o matchmaking me juntou. Conversa com desconhecidos é algo totalmente desnecessário aqui, a menos que você goste disso. Mas o fato de ter menores jogando não impacta as partidas de forma negativa, talvez seja até o contrário, até torna tudo melhor balanceado. É muito difícil encontrar aquele jogador nível 999 que sai matando todo mundo de olhos fechados. Há estes tipos sim, mas não com uma frequência absurda a qual normalmente encontro em outros jogos do gênero. Fortnite acaba sendo um título recomendado para qualquer idade.

Considerações finais

Fortnite – Capítulo 2 acabou sendo uma excelente ideia para reiniciar algo que talvez sequer precisasse de um reboot, mas que com isso acabou criando uma nova porta de entrada para qualquer um que ainda tivesse interesse em conhecer Fortnite. Sendo um título gratuito para se testar, sequer há motivos para não conhecê-lo.

A temporada 1 desde novo capítulo está prestes a terminar em algumas semanas (dia 6 de fevereiro, mais precisamente), o que significa que talvez esse não seja o melhor momento para adquirir o atual passe de temporada, especialmente se você não fez ainda nenhum tipo de progresso ao mesmo. Porém, há uma quantidade insana de missões que podem ser realizadas simultaneamente, o que também não torna impossível atingir os 100 níveis exigidos no passe em questão de alguns dias ou semanas. Fora que você pode progredir pelo passe sem ter que pagar por ele. E se chegar a um bom nível, a qual considera satisfatório para a aquisição do passe, todas as recompensas que supostamente seria destravavas até o nível em que você estiver acabam sendo liberadas retroativamente ao pagar pelo passe. Foi assim que fiz com meu pequeno, ao combinar com ele que chegasse ao nível 50 para que eu comprasse o passe a ele.

Posso ter perdido as 10 temporadas anteriores do jogo, porém não sinto que isso crie um impacto negativo ao ter começado a jogar o título somente agora. Estou me divertindo bastante com o título e não sinto que estou sendo prejudicado pelo tempo perdido. A reforma que o jogo passou para este Capítulo 2 parece que conseguiu justamente dar essa sensação de frescor para todos os veteranos, que precisaram aprender tudo de novo sobre o novo mapa.

A própria reforma nas formas das missões, as adições em mecânicas simples, como nadar e pescar também são detalhes que somam a sua jogabilidade. A forma como você quer voltar a jogar mais uma partida, independente de ganhar ou perder. O jogo está mais carismático do que antes, e em comparação ao Salve o Mundo, com seus menus e mecânicas super complexas, Battle Royale é altamente intuitivo e fácil de se entreter.

O mais curioso disso tudo é a forma como voltei para Fortnite, a um pedido do meu pequeno para poder jogá-lo. Acabei encontrando algo que nós dois podemos jogar juntos (ele conectado no Nintendo Switch e eu no Xbox One – unidos localmente em um mesmo grupo para jogar online) e que provem experiências a qual nos divertimos horas e horas a fim. Acho que serão memórias que ele deve guardar para sempre, assim como eu tenho algumas com meu pai assistindo desenhos animados nas manhãs de sábado na infância. Para o pequeno Thales, os momentos em que ele me convida para jogar Fortnite parecem momentos importantes e mágicos para ele. Isso não é algo que qualquer jogo faz com um adulto e uma criança. Para ele esse é um jogo que o coloca um pouquinho no mundinho mais jovem, mais próximo dos jogos em que ele me vê jogando, enquanto pra mim é uma forma de conexão com ele que outros jogos nem sempre oferecem. É muito legal que tenhamos descoberto Fortnite juntos e que seja algo que ambos nos divertimos, cada um do seu jeito.

Por fim, Fortnite – Capítulo 2 é isso, uma fase nova, que permite a chegada de novos jogadores, cria novas ideias à uma fórmula que muitos copiam, mas que claramente nem sempre com o mesmo sucesso. Um título preocupado com acessibilidade, que permite cross-save, cross-play entre plataformas diferentes, que funciona para diferentes faixas de idade, que tem uma grande comunidade que não lhe deixa esperando muitos minutos em matchmaking, com modos e mecânicas que não deixam veteranos fortes demais frente a novatos e é um jogo que tem todo um charme visual que pouco se vê por aí, sabendo criar personagens carismáticos, ainda que não tenha qualquer foco em história ou narrativa. Funciona porque é bom em tantos outros aspectos, e porque no final das contas, é super divertido de se jogar.

— Observação: sim, eu realmente gostei muito desse personagem azul, chamado Gluploso. Por isso as capturas dessa análise são dominadas por essa skin. Mas você não precisa  gostar dele, há uma variedade muito grande de personagens comuns se essa estilização não for para seu gosto. E as pessoas usam uma grande variedade. O Gluploso está longe de ser o mais usado (porque ele é um grande alvo azul no mapa!). Mas ei, eu curti!

Galeria

Dando uma nota

Capítulo 2 é uma ótima oportunidade para ser apresentado ao jogo - 9.5
Passe de Batalha vale seu preço, ótimas recompensas e escalada tranquila de nível - 9.5
Cross-save e cross-play (conexão inclusive local em diferentes plataformas), é fantástico! - 10
Seus modos de jogo são simples, porém eficazes; Tumulto é um local legal para novatos - 8.5
Sistema de progressão com missões que são divertidas, sem repetição e perda de tempo - 9
Mapa com muita variedade de cenários e ambientes, fácil de se localizar - 9.5
Excelente jogabilidade, acessível a qualquer nível de jogador - 8.5

9.2

Excelente

Fortnite - Capítulo 2: Temporada 1 é uma oportunidade de ouro para qualquer um interessado em adentrar em um dos jogos de maior sucesso da atual indústria. A Epic Games reapresenta com muita genialidade o título a todos os interessados. Progressão amigável, passe de batalha que vale seu preço, uma ótima comunidade e excelente jogabilidade, Fortnite Battle Royale é uma das melhores experiências em multiplayer online da atualidade.

Isso também pode lhe interessar

Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Dê uma ajuda ao site simplesmente desabilitando seu Adblock para nosso endereço.