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Análise DLC | The Isle of Armor – Pokémon Sword & Shield

Disponível para Nintendo Switch

The Isle of Armor expande a experiência no mundo de Pokémon Sword & Pokémon Shield, trazendo uma nova aventura em uma nova ilha repleta de novos ambientes, o retorno de muitos pokémons e diferentes novidades que não estão presentes na campanha principal (jogo base). Esta é a primeira expansão, lançada no dia 17 de junho, sendo que ainda há uma outra, The Crown Tundra, prevista para ser lançada no segundo semestre do ano.

Importante explicarantes de adentrar na análise deste conteúdo – que não é possível comprar The Isle of Armor individualmente, e que ambas as expansões fazem parte em conjunto do pacote Expansion Pass. Além disso, estas expansões se fazem obrigatório que o jogador tenha cópia (física ou digital) ou de Pokémon Sword ou de Pokémon Shield. E ainda mais importante, existe um Expansion Pass próprio para cada versão do jogo base. Ou seja, há um Expansion Pass para Pokémon Shield e um Expansion Pass para Pokémon Sword. É preciso tomar cuidado para não adquirir o DLC de uma versão contrária a que possui. Não se confunda, ok?

Também é legal apontar que The Isle of Armor e The Crown Tundra são uma alternativa interessante para expandir o conteúdo da atual geração de Pokémon e sua respectiva região (Galar), a qual a desenvolvedora Game Freak optou por expandir via DLC para aqueles que já possuem o jogo. Isso foge da tendência que sempre aconteceu na franquia, de lançar uma terceira versão do mesmo jogo, inserindo pontuais novidades aqui e ali no pacote.Esta é a primeira vez que algo assim acontece em uma geração de jogos da franquia Pokémon.

Nova ilha

Tal como o nome sugere, The Isle of Armor oferece aos jogadores uma nova ilha dentro da região de Galar. Uma ilha consideravelmente grande, com diversos biomas distintos. Há floresta, praias, deserto, cavernas, planícies, diversas pequenas ilhas e um vasto pedaço de mar para explorar.  O acesso a ilha se dá por meio dos terminais metroviários existentes pelo mundo principal. Não é algo que os jogadores que não queiram o conteúdo possam tropeçar em um muro invisível que os impediria de acessar. É uma saída elegante para não incomodar quem não tem o DLC, enquanto dá a quem tem a sensação de uma imensa área totalmente nova, porém dentro daquele mundo previamente conhecido.

Aqui vale apontar que talvez a maior atração da expansão não é exatamente a pequena campanha adicional que o levará a conhecer o dojo da ilha e por consequência lhe apresentar o pokémon inédito desse conteúdo, o ursinho Kubfu. A maior atração do DLC sem dúvida nenhuma é entregar aos jogadores uma novíssima Wild Area com o retorno de muitos pokémons que não estão na versão base do jogo. São aproximadamente mais de 100 pokémons clássicos que até então não haviam aparecido ainda em Galar.

Afinal, lembre-se que uma das críticas que existem em torno de Pokémon Sword & Shield diz respeito ao fato do game não suportar todas as gerações de pokémons existentes (nem mesmo via transferência de antigas versões pelo Pokémon Home). A Pokédex de Galar tem em torno de 400 pokémons, sendo que atualmente a franquia já soma quase 900 espécies de pokémons.  E The Isle of Armor traz, então, mais 100 pokémons para o título. Certamente ainda falta muitos velhos favoritos dos fãs, isso parece inevitável, porém a segunda expansão trará ainda mais pokémons conhecidos dos fãs, mas claramente ainda não fechará essa lista em sua totalidade.

Independente destas questões numéricas, certamente é legal ter uma nova Wild Area para caçar pokémons, incluindo alguns que estão na versão base do jogo, já que a Pokédex da nova ilha tem 210 entradas de criaturinhas. Isso porque o conceito das Wild Areas são um grande trunfo dessa geração, de criar um relativo mundo aberto para que qualquer jogador possa explorar de forma livremente, em um mundo totalmente tridimensional. É bem diferente dos corredores lineares da clássica fórmula, que está presente no jogo base, mas não em The Isle of Armor. Aqui é tudo uma grande Wild Area, sem as clássicas rotas de percurso com câmeras fixas. E funciona tão bem que deixa a gente imaginando se a próxima geração não poderia seguir esse exato percurso.

Então a primeira coisa que você deve ter em mente ao desejar adquirir a expansão é se faz parte do grupo que gostou desse conceito de mundo aberto que a versão base já lhe apresentou na aventura original. Se você adorou isso, The Isle of Armor é pra ti. Meu filho de 7 anos, por exemplo, adora esse conceito. Ele já passou dezenas de horas nestas áreas caçando e fugindo dos pokémons, se divertindo apenas pelo passeio, esquecendo até mesmo da obrigatoriedade de fazer a campanha, tão necessária para que ele progrida dentro do jogo, seja com a atualização da bike para andar na água, seja para capturar os pokémons mais fortes que saem de voadora pra cima dele.

Particularmente também admito que já me perdi brincando nessa ideia de áreas livres e aberta. É muito fácil se desligar do mundo e ficar simplesmente passeando pelo mundo. Aprendendo aonde surgem pokémons mais raros, quais surgem em diferentes tempos climáticos, quais estão escondidos nas gramas, quais estão na água, o que há nas cavernas e assim por diante. É muito fácil ficar horas nesse mundo e não progredir essencialmente nada em sua história. Pelo simples deleite de se sentir imerso e envolvido com o cenário que lhe é apresentado ao redor. Nesse ponto, fico muito feliz que The Isle of Armor deixe de lado a fórmula tradicional da série para me dar um mundo aberto a qual devo interagir para acompanhar sua campanha, por mais curtinha que ela seja.

E sim, a história do dojo e do fofinho Kubfu é muito curtinha. Destas campanhas que talvez em quatro horas seja o suficiente para terminá-la. Sendo bem objetivo e sem se perder no mundo da ilha (o que certamente você precisa se perder para aproveitar o potencial da expansão). Acrescente aí algumas horinhas que talvez seja necessário para subir o Kubfu para o level obrigatório para avançar por alguns desafios de sua jornada pela ilha. O que também não é nenhum problema se você já está em um nível mais avançado pela campanha principal e se tem alguns itens obtidos em raids que lhe permite subir mais rapidamente o nível do pokémon.

Nivelamento automático (com observações)

Se você está se perguntando em que momento pode aproveitar a expansão lançada, tenho para ti algumas respostas. E nem tudo é simples quanto talvez possa parecer. Mas vamos lá. A mais informação aqui talvez seja dizer que o DLC tem um sistema que balanceia o nível dos pokémons da ilha dependendo do seu desenrolar na aventura principal. Afinal, se você já terminou a campanha principal, e está com pokémons acima do nível 60, encontrá-los em nível 10 na ilha tiraria totalmente parte da graça, certo? Então eis aqui algumas ressalvas importantes, e que ao menos aconteceu comigo.

Neste cenário tenho dois relatos para compartilhar. Um sob a ótica do amigo Paulo, que colabora aqui no site em diversas análises, e que jogou a expansão com um save a qual já havia terminado o jogo principal, tendo um time entre pokémons de nível 70 a 90. Ele me relatou que neste caso, seu conteúdo adicional iniciou com desafios no nível 60. Um pouco abaixo do nível em que seu time estava, mas parece que 60 é o máximo que o jogo consegue começar nessa hipótese. Há uma Wailord no oceano com nível 80 (na qual há muitos relatos de jogadores chateados com o mistério de como ela pode sumir do mar e não voltar mais ao ser capturada, ou se você entrar sem querer para batalhar com ela e perder ou fugir) e em certo momento final da campanha do DLC, uma das últimas batalhas deve exigir um Kubfu evoluído em sua forma Urshifu lá pelo nível 70. Na Wild Area da ilha, neste caso do Paulo, boa parte dos pokémons aparecem na faixa do nível 60.

 

Mas a Nintendo também já comentou que The Isle of Armor pode ser apreciada por jogadores que estão iniciando sua campanha principal agora. E isso é totalmente verdade. A ilha abre ao jogador logo no começo do jogo principal, ao chegar a estação que irá lhe levar a primeira Wild Area do jogo. Coisa de uma horinha dentro da história. Bem rápido. Não quer dizer, e isso não estava claro inicialmente, que tudo dentro da nova ilha poderá ser apreciada pelo jogador iniciante. Um exemplo óbvio: para pedalar pela água, você precisa vencer o ginásio de gelo e caminhar para a rota 9 no jogo principal. São cinco estádios à frente da trama. Só aí você poderá explorar áreas com água. Então nada de pedalar pela água se você está iniciando o DLC sem ter passado por isso.

Outro limitador de conteúdo também acontece dentro da campanha da expansão, que é dividida basicamente em três atos. O jogador iniciante conseguirá fazer os dois atos iniciais, que lhe dará o Kubfu e o permitirá evoluir para sua forma final, Urshifu. Porém há um ato final que envolve fazê-lo adquirir sua verdadeira forma Gigantamax. Bem, esta missão só estará disponível para o jogador que já tiver concluído a trama principal. E com isso, mais um conteúdo ficará bloqueado: as batalhas de Restricted Sparring (explico mais a frente).

Ou seja, concluir o jogo base é essencial para aproveitar todo o conteúdo da expansão. É possível sim começar The Isle of Armor bem cedo na sua jornada por Galar, para capturar pokémons mais fracos dentro da região e levá-los para o jogo principal, assim como já garantir Kubfu e sua evolução. Entretanto parte do conteúdo final só irá surgir ao concluir a campanha principal.

Bem, lembra que disse que tinha dois relatos para comentar? Pois bem, o segundo relato diz respeito um pouco da minha experiência com o balanceamento de nível mediante a um save que tinha com meu pequeno a qual ainda não havíamos concluído o jogo (pois como comentei, ele passeia demais e esquece que tem que seguir a história). Fomos então testar The Isle of Armor em um perfil com um save a qual já havíamos terminado o estádio de gelo e adquirido bike que anda na água, com um time de pokémons entre o nível 40 a 50. Estávamos bem próximo do final do jogo, é verdade, mas quis testar como esse sistema se comportaria com alguém que estivesse  um pouco além da metade do jogo base.

O resultado não foi dos melhores. Sem ter terminado o jogo, mas bem avançado em seu progresso, o sistema não foi tão inteligente quanto ao nível em que os pokémons deveriam se apresentar na ilha. A começar pelas batalhas do modo história. Todos estes eventos aconteceram com adversários na média do nível 15. Nós, que estávamos com um time nível 40, mal precisamos mover um dedo. Tudo foi muito fácil. O segundo ato da história, que pede para lutar cinco batalhas com Kubfu, foi exigido que ele estivesse no nível 30. Não foi nenhuma dureza colocá-lo no time (o jogador o ganha com nível 10) e ir batalhas com pokémons do nível 50 para ganhar experiência mais rapidamente. Dentro das torres com Kubfu, as batalhas foram melhor equilibradas. Ao menos isso.

O maior erro aqui foram as batalhas chaves de história, com o rival do Dojo e a caçado contra os Slowpokes, com níveis tão baixo. O DLC deveria reconhecer quantas medalhas de ginásio o protagonista possui para imaginar o nível de seus pokémons. Supostamente ele apenas verifica se você já terminou ou não o jogo base para configurar o nível dos pokémons na ilha. Não há como dar certeza disso, mas foi o que me pareceu ao conversar e conferir justamente a experiência do Paulo com o DLC.

E a área aberta? Quer saber como ela se configurou nesta hipótese? Muito semelhante à Wild Area quando o jogador a encontra pela primeira vez na história principal. Muitos pokémons nível 15, com alguns nível 25 (destes que só aparece um aqui e ali) e pouquíssimos nível 35. Os mais raros com um nível um pouco mais alto, tal qual na Wild Area clássica (40/50). Já na água e em pequenas ilhas cercadas por água, a qual não se tem acesso sem a bike aquática, os pokémons ali estão configurados para o nível correto em que estávamos, entre o nível 40 e 50. Imagino porque seja esse o nível que obviamente se adquire a habilidade de andar pela água. Então faz sentido que estejam nesse nível. Se o jogador iniciante ainda não tem a bike, quando ele a conseguir, os pokémons já estarão no nível correto.

Ou seja, a impressão que tivemos é que o sistema é 8 ou 80. Se você terminou a aventura principal, os pokémons já estão no nível máximo do jogo (60), caso contrário, eles vão se comportar pelas regras da Wild Area antes de concluir o game, com os pokémons de grama em nível meio baixo, e alguns mais fortes. Mas sem nunca olhar direito em que ponto do jogo principal o jogador está. Sem conseguir olhar suas medalhas de estádios e concluir o nível em que seu time principal certamente deve estar. Talvez a Nintendo possa arrumar isso em uma atualização futura? Seria bacana. Até porque seguir a trama do dojo com batalhas nível 15 e com pokémons realmente fortes demais não foi tão divertido quanto poderia ter sido.

O que recomendo então? Vá para The Isle of Armor se estiver começando agora Pokémon Sword ou Shield. Não vá se já estiver avançado pela campanha principal, já acima do nível 20/30. Neste caso siga até concluí-la e somente depois vá conferir o conteúdo, já com toda a ilha setada pela o nível 60. Sair da ilha e voltar com pokémons mais fracos ou mais fortes, não faz o nível da ilha mudar. Porém entendo que assim como acontece no jogo base, ao terminar a campanha principal, tudo acabará sendo nivelado em torno do nível 60.

Pacote de conteúdos inéditos

Indo adiante entre as atrações oferecidas por esta expansão, há muito mais conteúdos que certamente enaltecem aspectos gerais dela, assim como podem ser transportada para toda a base geral do título como um todo. Um destes casos diz respeito aos muitos itens raros que podem ser encontrados por toda a Isle of Armor.

Mas talvez o item mais interessante, que se libera após o segundo ato da história de Kubfu, diz respeito a Max Soup e dos Max Mushrooms. Algo inédito na expansão, estes itens permitem despertar o efeito Gigantamax em pokémons que possuem tal potencial. Então, agora é possível transformar aquele seu pokémon preferido, capturado no jogo base na forma normal, em um pokémon que possa usar na forma exclusiva de Gigantamax. Contanto, é claro, que ele esteja na lista de pokémons que possuem a forma Gigantamax.

Assim, para criar a Max Soup, o jogador precisa recolher Max Mushrooms, que estão espalhados em certos lugares na ilha (como nas grutas e na floresta). Então faz parte da experiência de explorar a ilha, sendo que estes cogumelos podem renascer de tempos em tempos em diferentes locais. Recolhido o item, basta levá-los ao dojo e preparar a sopa. Simples, mas até curioso que seja um recurso que esteja disponível somente na expansão e não fosse possível fazer no próprio jogo principal. Antes disso, os jogadores tinham que buscar por estes pokémons especiais em eventos ou raids especiais. Acho legal que a Nintendo tenha liberado de vez tal forma Gigantamax de maneira bem mais acessível.

Ainda no tema de pokémons que possuem a forma Gigantamax, esta primeira expansão também apresenta pokémons que agora possuem tal forma, e que não tinham no jogo anteriormente. Trata-se do caso dos iniciais de Galar, a qual todos ganharam uma forma Gigantamax. Para destravar essa forma, basta dar a Max Soup para seu pokémon inicial. E não só isso, mas dois companheiros clássicos da franquia estão de volta aqui: Bulbasaur e Squirtle. E ambos receberam uma forma Gigantamax!

Neste caso, a chegada do Bulbasaur e do Squirtle não impressiona tanto assim, pois já era possível enviar estes pokémons para Sword & Shield por meio do Pokémon Home, vindo de outros títulos como o próprio Let’s Go Pikachu & Eevee, do próprio Nintendo Switch. Mas de toda forma, o jogador ganha aqui um Bulbasaur ou um Squirtle (você escolhe) ao seguir a história do dojo da ilha, e o pokémon escolhido já virá com a forma Gigantamax quando estiver em sua forma evoluída final (Venusaur ou Blastoise), sem que ele precise tomar a Max Soup.

Falando no dojo, lá também estão recursos interessantes e únicos que não se fazem presentes no jogo original. O primeiro recurso é uma máquina chamada Cram-o-matic, que permite a crianção de itens raros ao inserir outros quatro itens dentro da mesma. Pode-se criar pokébolas, PP Ups, TRs e muitos outros itens. Na ilha estão espalhados diversos tipos de apricorn, uma espécie de frutinha colorida. Reunir estes apricorns e inserí-los na máquina rendem diferentes tipos de pokébolas, dependendo da combinação de tipos e cores. Mas se tentar a sorte por itens aleatórios não é sua praia, a internet está aí para facilitar a vida, com a lista de itens possíveis de se obter na Cram-o-matic.

No dojo há também um personagem que pode ensinar novos movimentos aos seus pokémons, movimentos inéditos e que não estão presentes de outra forma no jogo, mediante o pagamento de um item chamado Armorite Ore, presente em certas localidades na ilha e em batalhas de raids na região. Além disso a expansão também apresenta novos trajes e opções de customizações da sua League Card.

O que mais a Isle of Armor tem a oferecer? Pensando no aspecto da exploração da ilha, acho legal apontar que aqui retorna um efeito puramente visual utilizado no clássico Pokémon HeartGold & SoulSilver (Nintendo DS, 2010) a qual seu pokémon principal irá seguir seu personagem pelo mundo do jogo. Um efeito que só acontece na ilha da expansão. Infelizmente esse efeito não se reproduz no resto da região de Galar. E isso só acontece após ganhar Kubfu no dojo, mas permanece mesmo após completar sua história e com qualquer outro pokémon que você possua. Esse é um detalhe que espero que a Game Freak decida colocar de forma permanente nos próximos jogos. Fazer seu pokémon principal da equipe lhe seguir pelo mundo do jogo dá um efeito muito maneiro. Melhor ainda se ele conseguisse, de uma certa forma, interagir com outros pokémons do mundo (assustando-os ou brincando ou se escondendo). Quem sabe na próxima geração, não?

Um objetivo secundário presente na nova ilha também está um enorme jogo de esconde esconde, pois há 150 Diglets de Alola espalhados por toda a ilha. Um personagem lhe convida a encontrar todos, mediante recompensas a cada certo número de Diglets encontrados. Estes Diglets estão enterrados, apenas com seus cabelinhos loiros à mostra. Alguns são fáceis de encontrar, outros estão bem escondidos. É uma tarefa bem secundária, mas até divertida. Legal que ao encontrar um Diglet em uma área, uma mensagem lhe avisa quantos ainda faltam encontrar na área. O que é ótimo, pois não lhe deixa preso em uma área procurando por Diglets que não estão mais no local.

Por fim, para encerrar esse segmento da análise, The Isle of Armor ainda oferece mais dois conteúdos para aqueles que gostam de batalhar: novas Raids e uma modalidade de batalha chamada Restricted Sparring. No que diz as batalhas de raids, a expansão oferece batalhas contas pokémons que não surgem nas raids do jogo base, incluindo aí a chance de encontrar Gigantamax de Venusaur e Blastoise. Também topei muito com raids do Gigantamax Charizard na expansão, algo que sempre achei mais raro no jogo base. Lembrando que até 28 de junho, o pokémon Zeraora também está surgindo nas raids (porém você não precisa ter a expansão para batalhar contra ele).

Já as chamadas Restricted Sparring, estas batalhas podem ser consideradas como o pós-game da expansão, pois só são destravadas quando concluídas todas as missões da história de Kubfu (e lembre que você precisa terminar o jogo principal para terminar também a trama da expansão). Estas batalhas são – como o título em inglês sugere – restritivas, ou seja, o jogador poderá usar apenas uma equipe de três pokémons, todos do mesmo tipo, contra sucessivas batalhas contra diversas outras equipes de tipos diferentes de pokémons. O dano dos pokémons é mantido entre as batalhas e só é possível se recuperar usando itens duas vezes ao longo de todas as inúmeras batalhas. É uma modalidade realmente desafiadora e perfeita para os treinadores mais habilidosos. O formato desse modo é apresentado por meio de uma lista de tipos de pokémons. O jogador escolhe qual será o tipo de sua equipe (fogo, água, folha etc) e aí poderá selecionar seus três pokémons que se encaixam nesse tipo (e não pode usar pokémons que possuem dois tipos). Não é fácil vencer em todas as modalidades. Está aí um ótimo desafio pós-game.

Considerações finais

The Isle of Armor é uma ótima expansão para a nova fórmula aplicado em Pokémon Sword e Pokémon Shield, oferecendo pela primeira vez na história da franquia um conteúdo que leva o jogador a continuar sua jornada através da região apresentada, ao invés de entregar uma terceira versão de algo previamente conhecido. Isso por si só já parece uma grande vantagem.

Quantificando o valor da expansão, também está sendo cobrado um preço muito honesto. Uma terceira versão normalmente seria vendido ao preço de um jogo completo. Lá fora, o valor do Expansion Pass, que garante duas expansões (The Isle of Armor e The Crown Tundra), possui o preço fixo de 29 dólares, ou seja, basicamente 15 dólares para cada expansão. No Brasil, o pacote de expansão na eshop brasileira custa 125 reais (uma para Sword e uma para Shield), o que faz cada expansão custar em torno de 60 reais (apesar de não ser possível comprar individualmente, como já informado). Um valor muito mais amigável do que se fosse uma terceira versão custando 250 reais, sem dúvida alguma.

Em relação a conteúdo, sim, é verdade que é uma expansão que não se pode comparar com um jogo inteiro. Nesse ponto ela é mais compacta, mas ainda assim não é tão curtinha quando se pode imaginar. Ao menos se você é destes que gostou do conceito das exploração aberta dentro do mundo de Pokémon. A trama principal com Kubfu é sim curtinha, mas The Isle of Armor não é apenas sobre a apresentação desde novo pokémon. É sobre explorar, caçar pokémons que não está presentes no jogo base, coletar itens, encontrar segredos e batalhar nos desafios pós-game ou nas raids. É um belo complemento para o jogo principal, e sendo uma expansão do mesmo, é exatamente isso que o DLC precisa ser.

Há críticas a serem feitas? Sim, nada realmente grave que desmereça o conteúdo, mas certamente existem fatores que deveriam ter se tomado um maior cuidado, como a forma como o balanceamento da ilha vai acontecer entre os jogadores que estiverem no meio da jornada no game principal, conforme relatei mais acima. Também acho que a Game Freak poderia ter inserido pokémons novos ao invés de apenas trazer os clássicos ainda não presentes em Galar. Seria bem mais legal se houvesse coisa de uns 10 pokémons novos, junto ao Kubfu. Daria um charme e preciosidade maior ao pacote. A segunda expansão, por exemplo, trará um pouco mais de novos pokémons.

Além disso, não consigo deixar de pensar que a expansão trabalha com elementos importantes que talvez devessem estar no jogo principal, como a possibilidade de inserir a forma Gigantamax em pokémons que possuem tal potencial latente. Entendo que o jogo base ainda lhe deixa conseguir estes pokémons em raids, mas me parece bem prático a Max Soup para conseguir fazer aquele pokémon muito bem treinado, as vezes com os valores fruto de muitos ovos de pokémons chocados e do jeito que o jogador quer, para agora ter a oportunidade de ter a forma Gigantamax. Certamente é um recurso precioso dentro da base desta geração.

The Isle of Armor é, ao fim, uma bacana e oportuna expansão para quem é fã de Pokémon Sword e Pokémon Shield. Chega em um tempo hábil em relação ao lançamento do jogo original, esquentando novamente a febre que essa franquia nos causa. Dá a vontade de voltar ao mundo Pokémon. De explorá-lo e capturar tudo novamente. E é ainda mais legal saber que esta não será a única experiência nova no jogo este ano. Que venha The Crown Tundra no segundo semestre!

Galeria

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Dando uma nota

Aposta bem sucedida na fórmula de mundo aberto - 9.5
Apresenta uma mini campanha, alguns certamente irão achar curtinha - 7.5
O maior valor do DLC é poder explorar livremente a ilha atrás de atividades, pokémons e novos itens - 9
Retorno de mais de 100 pokémons clássicos, mas carente de novas espécies - 7.5
Restricted Sparring é uma modalidade de batalha que vai lhe desafiar - 9
Nivelamento automático da ilha funciona, mas tem ressalvas dependendo do seu ponto de progresso no jogo base - 7.5
Grande diversidade de biomas para uma ilha, tem muito espaço para diversidade - 8.5

8.4

Pegue!

The Isle of Armor é uma ótima expansão que pode ditar os rumos futuros para a franquia Pokémon. Seu conteúdo aposta no novo conceito de mundo aberto, sem rotas lineares no modelo tradicional. É um DLC sobre explorar e curtir o mundo Pokémon. Há novos pokémons, novas atividades, novos itens e possibilidade. É de fato uma expansão do jogo principal. Não é isenta de pequenas críticas, mas ainda assim é um pacotão de mais aventuras em Galar. E isso é ótimo!

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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