Início de tudo | Gears of War: E-Day chega em 6 de outubro
Reconstruindo a Irmandade

Gears of War: E-Day foi o jogo que encerrou o XBOX Games Showcase lá em 2024 como uma revelação surpresa: um momento de emoção e alívio para a The Coalition, já que o projeto que o estúdio vinha mantendo em segredo finalmente foi mostrado ao mundo.
A The Coalition estava fazendo um tipo diferente de aposta: a decisão de olhar para trás em vez de seguir adiante, de contar uma história de origem em vez de uma sequência, de fazer E-Day em vez de Gears 6. E, na visão deles, essa escolha valeu a pena.
Ontem (07), essa versão abriu o Xbox Games Showcase de 2026 — a primeira vez que um jogo da franquia Gears liderou a apresentação.
E-Day seria o primeiro jogo de Gears que não reaproveitaria nada de títulos anteriores — todos os assets e cada animação são inéditos. A migração para o motor gráfico Unreal Engine 5 (UE5) tornou isso possível. A equipe começou, como define a diretora técnica de estúdio Kate Rayner, com “um HD vazio”.
“Nós literalmente reconstruímos tudo do zero”, diz Rayner. “Personagens, inimigos, armas, animação, som, o próprio mundo.”
Os ganhos técnicos são concretos. O diretor de arte de estúdio Aryan Hanbeck aponta o MegaLights — um sistema de iluminação inovador da UE5, e do qual E-Day é um dos primeiros jogos a fazer uso em um lançamento — como um exemplo de como o novo motor serve ao tom, e não apenas à fidelidade gráfica.

“Queríamos explorar mais os elementos próximos ao terror que Gears sempre teve”, diz Hanbeck. “Luz e escuridão, ambientes mais assustadores, sombras dinâmicas. Essa tecnologia nos permite fazer isso de uma forma que antes não era possível.”
E-Day não é uma história sobre soldados viajando para um campo de batalha distante. É uma história sobre o lar sendo destruído.
O Dia da Emergência é uma catástrofe global e toda a superfície de Sera se rompe. Mas o diretor criativo de estúdio Matt Searcy e a equipe tomaram uma decisão logo no início: em uma escala tão ampla, o impacto humano se perde. Para senti-lo, era preciso trazer tudo para mais perto: uma única cidade, ao longo de três dias, desmoronando ao redor das pessoas que vivem nela.
“Queríamos que Kalona parecesse mais um personagem da história”, diz Hanbeck. “Um lugar com sua própria história, sua própria textura.”
Esquadão Bravo
E-Day conta duas histórias de origem. A primeira é o começo da Guerra Locust. A segunda, como define a diretora de marca de estúdio Nicole Fawcette, é “uma irmandade se formando”.
Antes da primeira emergência dos Locust, Marcus Fenix e Dominic Santiago são jovens veteranos contemplando o próprio futuro em uma Sera que acaba de declarar paz pela primeira vez em quase oitenta anos.

A guerra é o único mundo que eles já conheceram. As Guerras do Pêndulo consumiram gerações — Marcus e Dom foram apenas os mais recentes a partir para o front. Agora, eles estão em casa, tentando entender o que vem pela frente.
Mas a paz é complicada pelo luto. Ambos carregam a perda de Carlos Santiago — irmão mais velho de Dom e melhor amigo de Marcus — que morreu em combate pouco antes do fim da guerra. Sem Carlos, diz Fawcette, a relação entre Marcus e Dom está “distante”.
Fawcette diz que a equipe encontrou uma vantagem inesperada no fato de a Epic nunca ter detalhado a história de Marcus e Dom em E-Day. Ela chama isso de “espaço negativo” — uma lacuna que a equipe pôde preencher sem contradizer o cânone já estabelecido.
Eles recorreram aos romances, em especial Aspho Fields, para construir a história de Carlos e a vida familiar de Dom. A autora desses romances, Karen Traviss, colaborou e atuou como consultora da The Coalition no desenvolvimento de E-Day. Antes de se tornar romancista de ficção científica militar, Traviss foi correspondente de guerra.
“Esses quatro Gears estão por acaso no mesmo lugar quando a estrada se abre e os Wretches começam a sair”, diz Searcy. “Todo mundo corre para o lado oposto. E esses quatro, todos em roupas civis, se olham, se viram e correm na direção do perigo. Há um momento de conexão antes mesmo de se conhecerem, em que todos compartilham os mesmos valores, a mesma lealdade, e todos sabem exatamente o que fazer.”
Os quatro são Marcus, Dom e dois novos personagens jogáveis: Mags Carter (interpretada por Elizabeth Ludlow) e Lucas Reyes (interpretado por Jake Ryan Lozano).

Mags é uma ex-Gear que agora trabalha na Refinaria de Imulsão de Kalona — uma veterana, calejada, com sua própria história. Lucas é um jovem cadete e oficial de comunicações que nunca chegou a ver a linha de frente, apesar de não desejar nada mais do que isso.
Juntos, eles formam o Esquadrão Bravo, e toda a campanha pode ser jogada com qualquer personagem desde o início, com cooperativo online para quatro jogadores e tela dividida para dois jogadores no console.
A história do Esquadrão Bravo também se cruza com a de outros defensores de Kalona — incluindo personagens que retornam, como Tai Kaliso, favorito dos fãs nos quadrinhos e em Gears of War 2.

Sensação de novidade
De tudo o que a The Coalition reconstruiu para E-Day, nada exigiu mais cuidado do que a própria jogabilidade.
Os fundamentos foram completamente reconstruídos. As transições entre coberturas estão mais fluidas, com uma variedade maior de alturas e formatos, incluindo novas coberturas baixas ao nível do chão, que permitem espaços de combate mais complexos e orgânicos.
A partir da corrida, os jogadores agora podem deslizar — por baixo de objetos, em torno de esquinas ou diretamente para a cobertura. E, pela primeira vez em Gears, os jogadores podem pular, o que abre possibilidades de combate vertical pelos telhados de Kalona, prédios em ruínas e rotas elevadas de flanqueamento.

As armas também foram reconstruídas para acompanhar essa evolução. A Gnasher continua sendo a rainha do combate a curta distância. A Longshot ainda recompensa paciência e precisão a longas distâncias.
Entre as novidades está a Gut Puncher, um lançador de granadas que dispara projéteis explosivos perfurantes com detonação controlada pelo jogador, e é possível atirar rapidamente e deixar a explosão acontecer, ou segurar o gatilho e posicioná-la atrás da cobertura do inimigo.
A Incinerator é uma nova escopeta movida a Imulsão que derrete os inimigos ao contato. E a Lancer ganha sua própria história de origem: em E-Day, a Chainsaw Lancer nasce no campo de batalha, improvisada a partir de um protótipo nas linhas de frente da invasão.

Multiplayer evoluído
A maior adição ao multiplayer é o Horde Siege: um novo modo PvE para 12 jogadores, em que três esquadrões defendem Kalona em mapas urbanos maiores, reinventando a fórmula do modo horda introduzida pela primeira vez em Gears of War 2 em uma escala mais ampla e conectada, em um momento em que o PvE vive um ressurgimento de popularidade.
Além de Horde Siege, o Versus está de volta, trazendo o clássico e intenso PvP 4v4 de Gears para mapas totalmente novos ambientados em locais dentro e ao redor da cidade devastada pela guerra de Kalona.
O modo combina o tradicional design simétrico de mapas PvP de Gears com novas possibilidades de movimentação. Os jogadores poderão colocar suas habilidades à prova ao lado de um roteiro sazonal repleto de conteúdo de peso, quase tudo desbloqueável apenas jogando e completando desafios, eventos e conquistas dentro do jogo.

Mais detalhes sobre o multiplayer serão divulgados em breve. Enquanto isso, os jogadores poderão experimentar o modo antes do lançamento do game durante os fins de semana do Beta Aberto, a partir de 6 de agosto, com acesso antecipado ao primeiro fim de semana oferecido exclusivamente como benefício para quem adquirir o jogo na pré-venda de qualquer versão do jogo ou para assinantes de XBOX Game Pass Ultimate ou PC Game Pass.
Gears of War: E-Day chega em 6 de outubro — exatamente vinte anos depois do jogo que deu início a tudo. O jogo estará disponível para XBOX Series X|S, XBOX no PC, nuvem e será um título XBOX Play Anywhere. Jogue no primeiro dia no XBOX Game Pass Ultimate. Também disponível no Steam.
Confira a matéria completa (em português) no Xbox Wire através deste link.
// Comunicado enviado via assessoria de imprensa //


