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PSP | Primeiras impressões de LocoRoco

LocoRoco é simpático e viciante!

O clima do game é idêntico ao de Katamari sabe? Aquele climão simples e tosco em quase todo o game. Alias, o game praticamente não apresenta contornos pretos. Isso pode estranhar no começo. Loco é mais um daqueles games únicos e inovadores, um daqueles games que você não vê toda hora. Uma idéia criativa que deu certo.

História? Tudo bem, há uma historinha para enganar aqueles mais exigentes, os Moja Corps, uns bichinhos pretos com trancinhas invadem o planetinha dos LocoRocos e agora cabe as bolotinhas chutarem a bunda dos malvados em busca da sua paz. Nada que requer alta capacidade de concentração para entender, o legal mesmo é passar e avançar no game.

O game tem um protagonista; uma bolota gelatinosa de cor fosca, a princípio amarela. E não tem nada a ver com àquela outra bolota rosa da Nintendo. E o game é estranho sim, e nem sempre isso é sinônimo de jogo ruim. Pelo contrário quando falamos de LocoRoco.

O jogador não controla o Loco, mas o cenário. O negócio é tão simples que só três botões são necessários para jogar o game: O “L”, o “R” e o “O”. Não tem segredo, com o L você inclina o cenário para esquerda, R para a direita. Segure ambos e solte que a bolinha pula. Com o círculo, você as separa e apertando o mesmo botão você as juntas. Só isso, sem complexidade.

As fases funcionam de duas formas. A primeira como os clássicos games old-school, você passa de fase em fase e vai seguindo adiante. Coleta itens, passa por locais secretos, mata inimigos, e colhe objetos. Simplesmente para se divertir. Plataforma só que com a jogabilidade inovadora e o clima tosco 2D.

A segunda forma é a exploração profunda das fases. O jogo tem muita coisa para coletar. Esse é o desafio do game. Cada fase tem 20 frutas que cada vez que o Loco passa e a come, ele cresce. Por isso precisa se separar os Locos, como eles crescem tem lugares que só separando-os que se passa. Ainda há três Mui Muis, muito bem escondidos nas fases, que são homenzinhos azuis esquisitos. Eles destravam itens extras para o game. Ainda há uns insetinhos. O problema é que tudo isso está extremamente escondidos pelas fases. Paredes falsas em muitos locais onde o jogador só as percebe quando tenta atravessá-las. Fora os trechos de plataforma, onde Loco precisa pular e alcançar o local, muitas vezes ele faz isso deslizando no chão inclinado. Não é muito fácil acertar estes pulos, o que deixa mais difícil. As frutas que mencionei que aumentam o tamanho do Loco, também não são fáceis de se encontrar, pois às vezes Loco precisa passar por um local específico para fazer a plantinha que gera o fruto crescer. Pois é, e nem sempre isso é no chão. Às vezes a planta cresce no teto das fases e na parede, Loco precisa encostar nestes locais para destravar. Precisa explorar cada canto da fase. O trabalho de encontrar tudo não é fácil. Então o game dá a diversão das fases e o desafio da exploração de maneira equilibrada, fazendo o game se tornar um agradável surpresa.

Quanto às fases, elas não são repetidas a ponto de dizer, “puxa, isso eu já vi”. Na realidade elas são bem diferentes e diversificadas. Rampas, curvas, inclinações e saltos das mais inimagináveis formas, fora os trechos onde os Locos se separam. Tais locais são bem estreitos e muitas vezes tem caminhos múltiplos, é um barato ver os locos se contorcendo pelo caminho, cada um em uma direção diferente. Os cenários também diferem. Os caras realmente estavam transbordando criatividade quando criaram tudo nesse game.

Bem, falei do visual, da jogabilidade, do sistema inovador, próximo item da lista: Som. Os efeitos sonoros são hilários, os Locos cantam, gritam, resmungam. Mais legal, ainda, são suas feições quando fazem isso, mexendo a boca e os olhos. Entretanto, na minha opinião, a música do game, apesar de grudenta e divertida, às vezes irritam. Não conseguir ficar com o game ligado por mais de 30 minutos.

Bem fora isso o game ainda tem alguns mini-games e um modo onde é possível construir uma casa para os Locos ficarem andando, pulando e se divertindo. As peças estão espalhadas pelo game e nos mini-games.

Enfim, é isso que posso dizer sobre o game nestas primeiras impressões. Joguei até o segundo mundo e posso dizer que fiquei satisfeito com o modo descontraído e divertido desta game. Com certeza é um daqueles games que marcam história pela inovação e criatividade. Pode não ser um jogo novo, mas vale a pena experimentar quem pegou um PSP recentemente.

 

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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