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Rare na escuridão

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Depois de pagar $375 milhões em dinheiro vivo pela produtora, a sensação de que essa compra foi uma grande bobagem é grande, infelizmente. Qualquer um pode notar isso. Mas qual é o motivo do sucesso que a Rare tinha na Nintendo não ter se repetido na Microsoft? O que aconteceu com a grande produtora que só lançava hits?

Nas maõs da Microsoft, a produtora lançou uma interminável lista de jogos que variam entre a classificação de péssimos a medianos, como Grabbed by the Ghoulies, Kameo, Perfect Dark Zero, Banjo Kazooie: Nuts and Bolts, Conker’s Bad Fur Day. Até mesmo o Viva Pinata, que foi bem recebido pela crítica, não conseguiu a vendagem esperada e a produtora teve que apelar (de novo) para uma versão da franquia para o Nintendo DS.

A Rare definitivamente ainda não encontrou seu caminho depois de sua venda, e seu maior erro foi querer muitas vezes “fazer de conta” que ainda estava com a Nintendo dos velhos tempos, ao invés de abraçar a audiência diferenciada que forma o público do Xbox.

A maior aposta da Microsoft ao comprar a Rare era a de conseguir roubar parte do público da Nintendo, mas ela se esqueceu que a Nintendo é extremamente experiente e não perderia sua coroa para uma produtora competente, porém jovem e dependente. O segredo do sucesso da Rare no passado reside na parceria que ela tinha com a Nintendo. Sem a Nintendo, a Rare perdeu sua base mais importante.

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Em 2004, Ken Lobb, da Microsoft, negou em uma entrevista que a Rare pudesse desenvolver jogos para a rival. Mas tempos difíceis atingiram a Rare, que não conseguia atingir as suas metas de venda. A Rare teve que enfiar o rabo entre as pernas e voltar a mamar nas tetas gordas da Nintendo para sobreviver. Em 2007, lançou o Diddy Kong Racing DS que vendeu mais de um milhão de unidades ainda naquele ano, e salvou a Rare.

A Rare até tentou atingir a audiência dos donos de Xbox com Perfect Dark Zero, mas o título não honrou o seu antecessor, com jogabilidade, gráficos, e níveis de jogo genéricos e sem novidades, causando uma das maiores frustações já vistas no mundo dos jogos eletrônicos.

A produtora não aprendeu com seus erros, e continuou lançando jogos que  nunca atingiram a meta. É hora da Rare parar para repensar sua estratégia, ela tem que aprender a seguir sem o apoio da Nintendo e conseguir focar no público do Xbox.

Talvez assim, ela saia um dia de onde está, na escuridão. Na mais perfeita escuridão.

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Senão, o último a sair nem vai precisar apagar a luz.

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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