JapãoReflexões & Opiniões

Dragon Ball Kai: A saga Z da melhor forma possível?

Já faz um tempo desde que fiz o review inicial de Dragon Ball Kai aqui no blog. Já se passaram mais de 25 episódios até então e, achei que está na hora de dar uma renovada nele. Até porque o anime agora está parecendo, pra mim, muito mais divertido e até  melhor que Dragon Ball Z. Não me lembro de ficar tão empolgado para ver o próximo episódio quando assistia DBZ como fico agora assistindo DBK.

Após o continue, um novo review, falando um pouco da saga atual na série, lembrando como era em Dragon Ball Z e também divagando a respeito da possibilidade da estreia da série oficialmente aqui em 2011/2012.

Continuo afirmando que a versão Kai não é perfeita. A releitura na fase Z, com menos episódios e bem mais fiel ao mangá, é ótima e, possivelmente é o maior ponto positivo do anime. Durante esse tempo, desde a sua estreia, as maiores reclamações dos fãs pela internet, pelo que pude apurar, foram a qualidade da “alta-definição” na qual o anime se vendeu antes de estrear e o problema com algumas censuras de sangue. Vamos por partes.

Primeiramente em relação a qualidade da imagem. Após 25 episódios, eu achei que houve uma ligeira melhora na qualidade, pequena e quase imperceptível talvez, mas não tenho mais aquela estranheza inicial de “anime velho”. Claro que todo mundo adoraria que o anime fosse redesenhado nos moldes da abertura e encerramento, ao invés de simplesmente terem melhorado a qualidade dos antigos desenhos, portando eles para uma maior definição, passando uns filtros para deixar mais bonito e colocando tudo em wide. Talvez nem mesmo o estúdio, a Toei Animation, tivesse botado muito fé nessa “releitura” da fase Z, mas não dá para negar que o Dragon Ball, 20 anos depois de sua criação, continua ótimo e seu sucesso é admirável. Para quem acompanhar o Ibobe dos animes lá no Japão, pode sempre ver que DBK está sempre ali no Top 10 dos mais assistidos, desde a sua estréia, em Abril deste ano.

Muita gente acompanha a série pelo monitor do PC ou até mesmo em uma TV LCD de 20 polegadas, ainda assim não é a mesma coisa que assistir Kai numa TV de LCD de 37 polegadas, rodando o anime na resolução máxima através de um Xbox 360. Sim, é desta forma que vejo DBK! A diferença é gritante em relação a animes mais antigos. A imagem é realmente sensacional desta forma. Poucos animes ficam tão bonitos assim. Claro que se você comparar com Fullmetal Alchemist Brotherhood, que também vem sendo exibido em altíssima definição, dá para perceber que Kai perde um pouco de qualidade justamente por utilizar “imagens antigas tratadas para formato HD”, enquanto Fullmetal está sendo produzido do zero para esse  formato. A minha recomendação é que se possível, veja Kai numa TV de LCD. Eu utilizo o Xbox 360, porque o aparelho roda arquivos em alta-definição, porque se tivesse que codar DBK para um DVD, por exemplo, teria que reduzir o tamanho da tela para o padrão de DVD, o que diminuiria a qualidade.

Quanto aos cortes violentos e sangue drenado das cenas, houve realmente muita reclamação na internet apenas nos capítulos onde Goku morre no começo da saga dos sayajins. Reclamaram do buraco no peito do Goku não existir, de quase não ter aquele sangue esguichando nas cenas etc. Eu realmente não me sinto nem um pouco incomodado com a suavização destas cenas. É um desenho animado, é fantasia, é faz de conta. Deu a idéia de que o golpe foi tão violento que Goku morre? Claro que deu! Então pra mim está ótimo. Não tenho aquela tara de precisar ver corpos explodindo e sangue espirrando pra todo lado para intepretar a violência do desenho. Não acho que, no caso de Dragon Ball Kai, isso seja algo realmente obrigatório. Claro que existem outros animes que este recurso se faz necessário (Elfen Lied), mas nas aventuras das Esferas do Dragão, não faz tanto mal assim suavizar cenas.

Agora um das coisas que realmente estou empolgado e admirado com a nova versão é a agilidade com que o roteiro vem se desenvolvendo. Admito que nunca li o mangá de Dragon Ball. Até tenho vontade de ler algum dia aquela versão show de bola da Conrad, mas parece que a editora não terminou de lançar ela até hoje (Por favor, se estiver errado me corrijam) então ainda não tive coragem de torrar grana nesse material. Sendo assim eu não sei até onde Kai está fiel ao material original, que é o mangá, mas você nota a gritante diferença da série com a versão Z.

Passaram apenas 27 episódios (28º ainda não assisti) e estamos na parte da Saga de Frezza onde as forças especiais Ginyu estão para chegar no planeta Namekkusei! Só como referência, esse episódio seria o de número 58 no antigo Dragon Ball Z e o episódio 27 em Z seria ainda a saga dos sayajins, um episódio antes de Piccolo e Kami-sama baterem as botas. A diferença de velocidade e dinâmica da nova série é de tirar o fôlego.

Lembro, de quando era moleque, como ficava de saco cheio da demora pra coisas andarem em Dragon Ball Z. Cheguei a momentos que desistia do anime de tanta enrolação, voltando a ver somente depois de um tempo, pulando muitos episódios. Em Kai eu não consigo tirar os olhos da TV, de tantos acontecimentos, ação e reviravoltas podem acontecer num único episódio.

É interessante notar como essa fase Z Goku é um secundário, deixando o foco realmente em Gohan. Kuririn também ficou muito mais legal, principalmente nesse momento da saga Frezza, onde ele é responsável pela vida de todos. A antiga versão era tão alongada, que não tinha essa noção de importancia do destaque de alguns personagens. Alias, não é que já me acostumei com Dragon Ball em Japonês? Esqueci totalmente da dublagem brasileira. Kuririn em japonês é muito bacana, não dá para imaginar mais o personagem com um tom de voz diferente.

Dragon Ball Kai pode não ter iniciado do jeito e da forma com que muitos queriam, mas depois de quase 6 meses de exibição na TV japonesa, eu posso dizer que a série conseguiu me viciar novamente e o mais curioso, com uma simples “releitura” de uma antiga aventura. Sensacional!

Com todo o sucesso da série Kai, eu realmente espero que a Toei cogite futuramente fazer também uma releitura neste formato da primeira fase de Dragon Ball, com Goku criança. Seria algo absolutamente sensacional…

Divagando e especulando…

Segundo fofocas de internet, parece que a Toei Animation só vai liberar o direito de exibição de Dragon Ball Kai aqui no ocidente em 2010 na Licensing International Expo do próximo ano, em Las Vegas. É um evento de licenciamento de programas. Isso significa que no Brasil o anime poderia chegar somente mais ao fim de 2010 ou até mesmo em 2011. Já vi boatos na internet dizendo que a Globo teria interesse na série e que o anime seria exibido em 2012. Não vi nada realmente oficial, mas fica a minha opinião a respeito do assunto logo abaixo.

Reclamam tanto, mas tanto aqui no Brasil que animes não dão lucro. Que as empresas não conseguem montar uma franquia de sucesso por aqui com animes. Que é por isso que o Animax está morrendo, que por isso o Cartoon Network está abandonando os animes. As pessoas só querem saber de assistir animes pela internet, DVDs só piratas vendem, brinquedos encalham etc etc etc. Mas na boa. Não existe sequer uma política inteligente para trazer estes animes para a América de forma mais ágil. Emissoras americanas tentaram inclusive exibições de animes como One Piece, em tempo real com o Japão para atrair o público. Mas EUA é diferente de Brasil. Acho que a américa latina é sim mais interessada em animes do que os Estados Unidos em sí. Lá a concorrência com Super-Hérois Marvel/DC é muito forte, com produções da Nickelodeon ou Cartoon Network, com séries americanas, que é difícil os animes terem um destaque grande.

O maior problema do Brasil é má-infraestrutura. Animes chegam por aqui com um atraso absurdo (Vide Naruto e Bleach). DVDs quando são feitos, ou são descontinuados (FullMetal Alchemist), ou são caríssimos (Naruto) ou levam anos e anos para terem coleções completas (Yu Yu Hakusho). Assim não dá. Quem aqui já viu um Action Figures, na qual os japoneses adoras, com personagens de anime oficialmente no Brasil? Importados são absurdamente caríssimos. Sem mencionar o desrespeito que os canais de TV tem com os animes, na Tv aberta e na paga, onde reprisam incansavelmente episódios, levam anos para trazer os inéditos e casam todo o público alvo do programa. Assim não dá mesmo. As empresas reclama, mas elas são culpadas pelo desgaste que os animes causam ao brasileiro que não assistem pela internet.

Já venho dizendo faz tempo. Anime deve ser exibido em qualquer parte do mundo da mesma maneira que é exibido no Japão. 01 episódio por semana e ininterruptamente durante todo a vida do anime. Isso permite ao canal comprar séries que podem durar todo o ano de exibição, ficar próximo dos episódios japoneses e não sobrecarregar a programação do canal com a mesma coisa. Dá para exibir dessa forma mais de 10 animes inéditos por semana, usando apenas 1 hora de programação (sem contar reprises e maratonas claro). Para canais como o Animax ou blocos como o extinto Toonami do Cartoon Network, seriam ideais esse formato. Afinal, desenhos como Liga da Justiça ou Homem-Aranha foram exibidas desta forma no aqui Brasil (Cartoon Network). Porque diabos quando um anime estréia por aqui, precisa ser exibido todos os dias, para acabar em 2 meses e depois ficarem 8 meses do ano reprisando ele a exaustão? Para não ser injusto, animes como Bleach e Death Note estavam sendo exibidos no formato semanal Animax, mas fala sério… Bleach é um anime de 2004, demorou 4 ANOS PRA CHEGAR NO BRASIL! Death Note é um anime curtíssimo, de apenas 37 episódios, e demorou 3 ANOS para estrar no Animax! E ambos nem deram as caras na TV aberta (e provavelmente nem vá).

E querem colocar Dragon Ball Kai para 2011/2012? Será mesmo que não dá para entender porque um anime qualquer não consegue fazer mais o sucesso que Cavaleiros do Zodíaco fazia na Manchete?

Rá, me desviei um pouco, mas faz tempo que queria trazer esse assunto à tona. XD

Onde Baixar DBK? Para quem quer saber onde baixar Dragon Ball Kai. Recomendo a Punch-Fansub, é o único fansub lançado certinho semanalmente a série por aqui. Tem outros, mas todos andam atrasados. A Punch costuma ter errinhos bobos na legenda as vezes, mas vale a pena para quem quer acompanhar toda a semana.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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