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Anime | Dragon Ball Kai não é tudo que esperávamos?

Update em 21/10/2009: Fiz uma nova matéria/review sobre a série que pode ser lida clicando neste link!

Esse fim de semana prolongado rendeu. Além de poder conferir o novíssimo Fullmetal Alchemist Brotherhood, aproveitei para conferir os 4 primeiros episódios de Dragon Ball Kai. O anime já está causando algumas polêmicas pela internet e deixando alguns fãs revoltados. Seja por causa de censura ou qualidade de imagem e até mesmo a retirada da música da antiga abertura. Mas é Dragon Ball e por isso somos que obrigados a ver com nossos próprios olhos.

Para os perdidos Dragon Ball Kai não é uma nova história da série. Para comemorar os 20 anos da franquia os japoneses resolveram recontar, em apenas 100 episódios, a saga de Dragon Ball Z. Limaram 291 episódios, remasterizaram e adaptaram o antigo anime para os padrões de alta definição dos dias de hoje. Deu certo? O que ficou bacana? O que não deu certo? Porque diabos tem menos sangue? Vamos conversar um pouco sobre isso após o “continuar”. 😉

Quando fiz um post no começo de abril aqui no blog sobre Dragon Ball Kai, alguns leitores comentaram negativamente sobre o anime. Mas como só tinha saído o primeiro e segundo episódio, achei que seria mais justo esperar um pouco para dizer poder finalmente conferir a série.

Vi os 4 primeiros episódios e já dá para concluir algumas coisas. A primeira é a da que o anime não está sendo redesenhado do zero. Muitos esperavam isso, mas na realidade pegaram o desenho antigo e adaptaram ele para HD [High Definition = Alta-Definição]. O resultado disso é que Dragon Ball Kai não é um dos animes mais bonitos atualmente. O primeiro episódio de Kai tem até aquelas tremidinhas de traço, características dos desenhos antigos. Porém, notei uma melhora nestes aspectos visuais a partir do episódio 3 e 4. Acredito que alguns trechos foram refeitos para poder adaptar a série nos 100 episódios propostos.

Eu assisti aos 4 episódios numa TV de LCD de 37 polegadas, através de um Xbox 360, ou seja, a qualidade das imagens estavam no máximo possível para serem avaliadas. E apesar de usarem cenas do antigo anime, Kai está sim em alta-definição. Sem mencionar o Widescreen. Só que é impossível querermos as imagens feitas na década de 80 na qualidade das imagens da abertura nova, por exemplo.

Já quanto ao som e nova redublagem japonesa, não tenho do que reclamar. Ficaram ótimas. Apesar de que é estranho se acostumar com um anime que crescemos vendo no SBT/Globo dublados. Algumas vozes são estranhas no começo. Mas depois de 4 episódios direto em japones, nem sinto mais falta da antiga dublagem.

Um outro ponto que precisa ser discutido é o novo ritmo que a história tem graças a este corte de 291 episódios. Ainda não se sabe oficialmente até onde Dragon Ball Kai vai. Tem quem acha que vai cubrir todas as sagas do mangá, eliminando os fillers e deixando tudo no ritmo do mangá, sem as devidas enrolações. Sei que em 4 episódios de Kai, foram 6/7 episódios do original. É uma economia significativa de episódios. Para quem não sabe, quando Dragon Ball Z foi feito, o anime esteve sempre perto do mangá e por isso ele tinha este enredo arrastado e lento. Kai tem um outro ritmo.

Mais um ponto que surgiu com o episódio 3, é a questão da censura de sangue. Vi fãs realmente revoltados no Orkut quanto a este fato. Realmente ficou bem diferente na nova versão.

Sangue em anime sempre foi assunto de muita polêmica. Tem quem ache que se não tiver sangue jorrando por todos os orifícios do corpo, nem vale a pena perder tempo vendo o anime. Tem quem fique revoltado quando inventam sangue roxo, verde e sei lá quais outras cores. Não dá para negar que Kai amenizou a sanguinolenta cena em que Goku morre, mas isso estraga o anime? Eu sinceramente não me importo nem um pouco com falta de sangue. É desenho puxa, é fantasia, ficção, fora da realidade. E daí se Goku não sangrou como devia ou se o ferimento dele estava mais para um soco que ficou roxo do que uma perfuração? Detalhes assim não mudam nada para mim. É muito diferente da censura que os americanos fazem hoje em dia, onde cenas são cortadas ou refeitas, deixando os acontecimentos fora do contexto [One Piece, por exemplo].

Dragon Ball Kai não chega para substituir Dragon Ball Z, e nem conseguiria. Kai surge para nos fazer lembrar de Dragon Ball, para mostrar a série a uma nova geração de telespectadores. Fico muito curioso para ver como o anime irá competir no Japão com outras séries de sucesso por lá como Bleach, Naruto e One Piece. Se ficar no topo como estes, porque não trazer outros momentos do velho anime para versões HD. Gostaria muito de ver Dragon Ball com o Goku criança em HD. Ou quem sabe uma nova série ou episódios inéditos, mesmo que fillers, como foi o primeiro episódio do novo Fullmetal Alchemist, que foi de extremo bom gosto.

Para terminar o post, a nova abertura. Vi bastante gente jogando tomates nela, só porque a música antiga não foi mantida no novo anime. Eu também gostava da antiga, mas fico feliz de terem feito uma nova, sem querer comparar se é melhor ou não. Ela também é bem pegajosa depois que se escuta algumas vezes. XD

O encerramento também é bacaníssimo. E pensar que Dragon Ball tem toda essa enxurrada de personagens. É um anime que nunca cairá no esquecimento.

Agora o jeito é acompanhar e ver como os eventos irão se passar. Agora o anime tem aquela fase que Gohan fica lutando com Piccolo e Goku morto, está correndo naquele interminável caminho da serpente. Lembro que no anime antigo estes episódios custam a passar, vamos ver como será em Kai. No geral eu recomendo Dragon Ball Kai. Seja para quem já viu o antigo anime poder matar a saudade e, seja para quem nunca assistiu, ver porque a franquia é considerada por aqui e em muitos lugares do mundo como o maior e melhor anime que já existiu.

Mas aonde abaixar a DBK? Bem, vi os primeiros 4 episódios na Punch-Fansub e gostei bastante da qualidade. Podem ser baixados via IRC ou download e até mesmo por torrent no Haitou. Aqui na minha TV de LCD ficou perfeito! Mas quem quiser recomendar outros lugares, podem ficar a vontade.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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