One Piece: Strong World! Somente o melhor filme de animê que já vi na minha vida! [Impressões]

Pode parecer exagerar afimar tal coisa no título deste post, mas na minha cabeça, é inegável o quão sensacional, empolgante e lindo Strong World ficou. Já vi muitos filmes animados baseados em séries de animê, os mais comuns que acredito que a maioria aqui já deva ter vistos são filmes como os dos Pokémon, Cavaleiros do Zodíaco (o 1º filme eu vi nos cinemas aqui no Brasil lá na distante década de 90), Yu Yu Hakusho, já vi praticamente todos os filmes de Naruto e Bleach só para citar algo mais recente e também posso deixar de mencionar que já conferi algumas animações que nada tem a ver com séries animadas, como algumas das produções de Hayao Miyazaki, entre elas Meu Vizinho Totoro, A Viagem de Chihiro, O Castelo Animado e o mais recente, que está para estrear nos cinemas brasileiros, mas a Playarte anda numa enrolação que só, Ponyo. Também já conferi produções mais alternativas, mas que no calor deste post, não vou lembrar dos nomes.

Enfim, One Piece: Strong World consegue ser superior a tudo isso e ainda vai bem mais longe. A qualidade do filme é assutadora, pois não é fácil criar uma história de aproximadamente duas horas de duração e contando ainda que são nove protagonistas, ou seja, nove personagens que precisam de seus momentos únicos e de destaque. E Eiichiro Oda, criador de One Piece e que atuou na roterização e produção desta obra nos cinemas japoneses (algo bem incomum para mangákas) conseguiu entregar aos fãs um filme digno de se ter na prateleira de casa e que ficará na sua memória pra sempre.

Eu já estou de olho na versão em Blu-Ray de Strong World, infelzimente no momento só há previsão de lançamento do mesmo no Japão, mas assim como um dos filmes anteriores (no caso, o remake da saga Arabasta) foi lançado nos EUA, tenho esperanças que após o lançamento japonês, que ocorre dia 27 de agosto próximo, o filme futuramente vá sendo lançado em outros mercados, onde fica mais fácil importar (tem o problema da região do Blu-Ray, por isso é impossível comprar a versão japonesa, sem falar que não sei se tem legendas em inglês, que ajuda, só áudio e legenda em japonês não dá ainda).

Sonho de consumo: Versão em Blu-Ray de Strong World que está sendo lançado no Japão em agosto! Isso precisa ser lançado em outros países com legenda em inglês ao menos!

Dando continuidade, após o continue, as impressões e melhores momentos do filme, com os devidos spoilers, já deixo avisado, e o link de onde encontrar o filme para download, já que provavelmente nunca veremos tal filme nos cinemas aqui no Brasil ou em DVD (já que a Playarte largou mão de lançar mais DVDs da franquia e ninguém ainda conseguiu trazer de volta o mangá abandonado pela Conrad).

Criando um vínculo ao universo existente!

Bem, acho que não é novidade para ninguém que ao contrário do que em geral acontece com filmes baseados em animê, onde os filmes não se encaixam muito bem na cronologia do mangá/animê, Strong World, foi produzido pelo autor do mangá para se encaixar e ser o mais fiel possível ao universo da série.

Oda criou um Capítulo Zero no mangá, que também já foi animado e ficou ótimo, o animê na TV ganhou quatro episódios dedicados à hsitória do filme para preparar terreno à estréia nos cinemas nipônicos. Por falar no capítulo zero, não posso deixar de linkar aqui o Conversa de Mangá Especial sobre o mesmo, basta clicar aqui. Ou seja, tudo foi preparado para que Strong World realmente fossa um filme interligado ao universo da série. Decisão que não poderia ter sido mais feliz. O filme pode muito bem se passar um pouquinho antes da chegada da trupe no arquipélogo Sabaody e do encontro com a sereiazinha Camie.

Clique para ampliar! A fusão de três capas da Shonen Jump que criam esse fantástico painel! Imagine desnehar tudo isso? Eiichiro Oda é um maluco! O mais inacreditável é que todos, ou quase todos, estes seres estão presentes no filme!

Impressões de Strong World!

O começo do filme é sensacional. A narrativa convencional é colocada de lado e o filme já começa com os eventos em progresso. Shiki surgem ameaçando a Marinha em Marifnord numa ótima cena e corta para o Ruffy já está num local que os fãs não conhecem, correndo contra estes animais/insetos que pipocam na tela um atrás do outro, todos agressivos e gigantescos! Dá aquela sensação de que ele está perdido, assim como quem está assistindo.

Depois temos ainda o Franky, Robin e Brooke numa cena hilária contra formigas canibais, que me lembrou um pouco aqueles besouros carnívoros do filme A Múmia. Tudo isso sem explicar exatamente onde os personagens estão ou o que diabos está acontecendo! É uma decisão complicado começar um filme assim, pois quem está assistindo tem entender que se algo não está fazendo sentido, é porque o roteirista, no caso Oda, resolveu abrir o filme com um momento mais épico do que começar do jeito convencional contando tim por tim.

Mas isso logo é resolvido, pois depois da abertura, com o logo Strong World e a apresentação dos personagens, é criado um flashback e explicado porque a tripulação está nesse cenário de ilhas no meio do céu (meio Final Fantasy, é um elemento comum e clichê aos japoneses essa cenografia) e separados em grupos (apenas Ruffy está sozinho).

Neste primeiro momento do filme o legal é ver os animais e como cada grupo da tripulação se vira nessa região. Ruffy fica correndo de lá pra cá. O grupo de Franky mais à frente se torna o grupo explorado, graças à Robin, que apesar de não aparecer muito, tem importância na história (como na parte em que ela está no covil dos piratas, a único que se toca que mentir ali e conseguir informações é uma boa idéia). Sanji está com Usopp, e os berros de Sanji procurando a Nami fica atraindo animais a todo instante, essa parte é muito hilária. Zoro está com Chopper e nesse trecho da animação, eles não ganham muito destaque, mais á frente sim. Essa parte do filme é muito bem colorida e as piadas com a emoção das batalhas contra os animais é sensacional! O filme não perde o pique um só minutinho aqui.

O trailer prévio que mostrava e dava dicas da trama já indicava o rapto de Nami pelo Shiki, acho que até aí nenhuma novidade. Quando vi ela na piscina sozinha, já imaginava que a trama já estava rolando para os meios de fato e logo Shiki entra em cena e vem o flashback explicando o que dá até para se deduzir. Alias dois pontos aqui, o traço de Nami em Strong World está sensacional, a qualidade fica até mesmo acima dos outros personagens, o closê de rosto e suas feições, é algo que nunca vi tão bem trabalhado. O traço da personagem evoluiu muito desde a criação da mesma em 1997 no mangá e em 1999 no animê. E o Shiki e seus coadjuvantes, o Dr. Indigo e o gorilão fantasiado são engraçados demais. Shiki tem uns tique nervosos onde ele não enxerga o que realmente deveria enxergar e o Dr. Indigo tem sapados que lembram fazem o barulho de peidos. Rá! Oda é realmente sensacional ao criar vilões assim, ao mesmo tempo que em outros momentos Shiki demonstra ser muito forte. Mas talvez a idéia por trás da personalidade dele é para ficar de contraste à Roger, já que Shiki é da época de Roger, e estes personagens da velha guardar da série tem sempre esse tipo de humor, como o Garp e o Aokiji (ambos aparecem no episódio zero, só para dar referências).

Acho que quanto o flashback, nem preciso explicar muito, Ruffy & Cia acabam topando com o grande navio-ilha de Shiki e Nami sente que a clima irá mudar, a tripulação avisa Shiki que percebe o quão brilhante a navegadora do Chapéu de Palha é. Ele engana todo mundo mundo, dizendo que os ajudará numa pequena carona ao East Blue e no fim rapta a Nami e joga todo mundo em suas ilhas flutuadoras. Apenas duas explicações, os protagonistas queriam ir para o East Blue porque algumas ilhas lá estavam sendo destruidas, e Nami, Zoro, Usopp e Ruffy estavam temendo por suas “ilhas-natais”, mal sabiam eles que tudo isso era obra de Shiki, e seu ódio por essa região do mar, onde Roger nasceu e morreu, o mar mais fraco de todos (Oda liga perfeitamente os pontos do universo da série nestes pequenos detalhes). A segunda coisa a se explicar é que as ilhas flutam, devido a habilidade de Shiki, de manipular a gravidade dos objetos e dele próprio, mas não o de outras pessoas.

Explicado, o filme retorna ao ponto onde ele estava quado começou. O legal é que no mangá, a cada saga, Oda sempre tem tempo e espaço para criação de coadjuvantes, que em geral são habitantes de vilas e ilhas por onde a tripulação passa. Em Strong World, achei que não teria isso, já que o tempo da história não é gigantes como um mangá, mas ainda assim o autor consegue criar um vilarejo submisso a Shiki e pequenos personagens de auxílio a trama pelo qual as pessoas vão se simpatizar, e ainda uma histórinha paralela, como a menininha que busca os medicamente á sua avó. Isso também serve de auxílio para explicar como funcionam algumas coisas na ilha, como a planta que enfurece e modifica os animais e as árvores de veneno que mantem os mesmos afastados destas regiões.

Alias eu fiquei imaginando como seria se a Nintendo contratasse Oda para fazer uma geração totalmente nova de Pokémons. O autor de One Piece sempre demonstrou uma grande imaginação para a criação de animais no universo de One Piece, seja em galerias de capas, onde as criaturas interagem com os protagonistas ou até mesmo em Strong World, onde você percebe que cada criatura teve muito cuidado em relação ao layout para o filme. Eu realmente fico impressionado o quanto Oda tem essa obcessão por desenhar animais.

Falando em animais, Strong World tem um personagem que me lembrou muito os bons tempos em que Carue, o pato da Vivi, participava da tripulação. No filme temos um pássaro meio pato, chamado Biri (nome dado pelo Ruffy), que também tem poderes elétricos meio Pikachu (e daí a minha idéia acima de Oda criar pokémons). Putz, como eu fiquei torcendo, mesmo sabendo que fosse impossível, que a Nami pegasse o Biri para cuidar e que o mesmo se juntasse a tripulação e que depois fosse inserido no mangá e no animê. Gostei demais desse “mascote”. Biri tem momentos importantes no filme, e aí novamente, o peso na qual o autor da série dá aos animais. Biri é responsável pela fuga de Nami, a cena dela afogada onde o pato começa esmurrar a cara dela é hilária. Biri também volta a ajudar no fim, quando explode a floresta de árvores venenosas e até mesmo na batalha final, ajudando Ruffy à voar atrás de Shiki! Um pena que no fim, Oda nem se deu o trabalho de mostrar o que aconteceu com o pássaro, o que na minha opinião é a única falha do filme. Nem que fosse uma ceninha mostrando ele indo embora. Espero que isso seja mostrado nas cenas novas ou  nas que não chegaram ser finalizadas que estarão no Blu-ray/DVD que será lançado no Japão.

Voltando ao filme, depois de que parte da tripulação acaba se reunindo na pequena e única vila da ilha, é hora de uma nova batalha, feita ao pôr-do-sol onde Sanji, Usopp (muito mais corajoso do que em sagas anteriores no animê e com uns efeitos bacana de seus tiros), Zoro, Chopper e Ruffy lutam contra Shiki, que chega para levar Nami novamente! Os golpes integrados da tripulação impressionam quem está assistindo e ao próprio Shiki, a montagem é muito bem feita, mesmo que a luta não dure muito. Muito tenso a hora em que Shiki segura Sanji pela perna e o golpe do Ruffy parece não chegar nunca! No final, todos perdem e Nami é levada novamente! É chegado o momento final e climax do filme! Um dos momentos que mais despertou a curiosidade dos fãs quando saiu o primeiro trailer! O momento desta imagem abaixo!

Só um pequeno detalhe, antes disso, a pequena vilinha onde a trupe estava hospedada é destruida por Shiki e a nami grava aos seus companheiros uma mensagem de despedida, que na minha opinião foi uma das maiores idéias do filme e que contruiu muito para o perfeito final posteriormente. Sensacional mesmo. O ódio do Ruffy nesse trecho ouvindo a mensagem é fantástica.

Hora de quebrar tudo! E nisso Oda sabe como fazer. A desfecho final do filme, que dura com certeza mais de 30 minutos de batalha é fenomenal! Sunny chega literalmente do céu, despencando frente à mansão de Shiki, há toda a troca de roupas dos personagens, que chegam na elegância, portando enormes armas, e no meio de reunião de muitas tripulações de piratas, todos seguidores de Shiki. Ruffy sabe muito bem como causar impacto também ao falar, sem receio algum no tom de voz e que sempre acaba surpreendento Shiki. Não é comum o uso de pistolas pelos protagonistas, mas em Strong World até faz sentido o porque do uso, para causar confusão. Eles atiram, a poeira e fumaça levantado e logo que as balas acabam, ficam a confusão e todos partem para seus objetivos, Ruffy atrá de Shiki, mas não antes ordenar que Usopp e Chopper, que não são personagens de batalha, vão atrás de Nami, que nesse momento da trama está envenenada pelas árvores mencionadas anteriormente, numa tentativa dela mesmo de acabar com os planos do vilão. O resto da tripulação vai cuidando do resto dos piratas e outros coadjuvantes vilões do filme, até que conforme mencionei acima, Biri explode as árvores de veneno e os animais gigantes da ilha chegam à mansão para causar mais confusão ainda e mais batalhas!

Apesar do Usopp e do Chopper não ganharem nenhuma batalha, gostei da foram como foram utilizados no filme, agindo em parceria e sempre ajudando a Nami, que fica doente e quase praticamente incapacitada neste momento da trama. Eles gritam, correm, topam com Shiki, entram no laboratório atrás do antitodo, planejam uma explosão. Foi muito bacana esse seguimento com ambos e dentro do que se esperar de ambos. Outra cena absurdamente hilário é a paródia de King Kong com macacão de Shiki segurando Robin. Rá! Sanji indo ao resgate para que no final Brooke agarre a Robin e receba o “muito obrigado” é simplesmente de gargalhar! Uma pena que nessa batalha, Franky não tenha tido muito destaque, um dos momentos e batalhas mais legais de toda a série One Piece é a batalha que o personagem tem contra aquele bocudo da CP9 no animê. Zoro também tem um rápido confronto contra o Dr. Indigo, achei meio apelão ele usar aquele golpe “Ashura” contra o mesmo, que nem parecia tão forte assim, mas devido a urgência do momento, valeu à pena, mais ainda a piadinha final com ele indo pelo lado errado e Usopp gritando com o mesmo.

Ao final, sobra apenas Ruffy e Shiki, numa batalha visualmente bonita. Como é um filme, não há muito tempo para uma batalha muito extensa e com reviravoltas – apesar de ter ainda assim – o que comando é que o repertório acaba sendo mesmo um super mega golpe hyper overpower pra cima do vilão! GIGANT THOR AXE! Sensacional mesmo é a animação desta cena e dos berros do Ruffy, ao final Shiki dizendo que novamente está sendo derrotado por um homem de East Blue e gritando Roger tá aquele toque final para a batalha! Vale até mesmo rever os 30 segundos via You Tube!

No final, a ambição de Shiki era meio clichê de vilão, o cara queria dominar o mundo, mas Shiki era muito bizarro. 20 anos para um plano de dominação mundial? Rá! Pow, o vilão na minha opinião nunca bateu bem da cabeça, isso já na época de Roger. O cara era realmente malucão, tanto é que queria mesmo é destruir o mar onde Roger nasceu. Voltando ao golpe do Ruffy, não esperava que o Oda criasse algo totalmente novo, mas gostei da arquitetura do golpe, com a utilização da eletricidade da tempestade e com algo que Usopp atirou nas nunvens, isso também vem para mostrar que o Gear Third anda tento um potencial muito maior que o Gear Second, se bem que momentos antes da derrota, tem uns golpes pelo Second que são animais! Sem contar a cena cinematográfica quando Ruffy ativa a habilidade.

Depois da vitória, o final praticamente termina, remetendo a pontinha da despedida da Nami, que ficou como disse, perfeito para terminar o filme. Sensacional! Ah e a Marinha ficou sabendo que a derrota do Shiki foi creditada à tripulação do Chápeu de Palha, isso é bem claro no final. Sengoku dizendo, “novamente nós não fizemos nada“, foi um tanto perplexo, ainda acho que isso está relacionado ao futuro da Marinha e do próprio personagem no mangá. Não é a primeira vez que sengoku reage assim (ver final de Marinford).

Na boa, Strong World tem de tudo. Uma cenografica totalmente criada para o mesmo, batalhas intensas, muita aventuras e ação, piadas hilárias como a própria série exige, efeitos sonoros de maior qualidade, trilha sonora empolgante (já baixei ela completinha), o traço e o visual de todo o filme é de última qualidade, uma das animações 2D mais bonitas que já vi nos últimos anos. E tem toda aquela emoção e sentimento que uma história de One Piece exige. Recomendo MUITO que todos vejam! O que me leva a finalização do post!

Onde baixar?

Conforme mencionei, Strong World ainda não foi lançado em DVD e Blu-Ray, mas caiu uma versão “sample” (amostra) na internet, não é a melhor resolução do mundo, mas ficou ótimo no meu Xbox 360 (na qual faço rede com o meu PC) e na minha TV de LCD. Provavelmente lá pro final de Agosto, versões de meio qualidade irão pipocar pela internet, mas quem não aguenta esperar pode conferir baixando pela Punch-Fansub neste link. Lá também tem o episódio 0, que tem 18 minutos, mas tem spoilers do filme, então recomendo que se assista após o mesmo.

É isso pessoal, post gigantesco, mas como sou fã de One Piece, valeu à pena o tempo gasto para escreve-lo! espero que vocês possam ver o filme e comentar sobre o mesmo aqui. Valeu!

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