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Mais personagens ganham seu espaço na trama! É a guerra do norte! [Claymore – Volume 10] [MdQ]

Claymore 10

Mesa dos Quadrinhos

No post anterior fiz uma apresentação ao mesmo tempo em que falei um pouco de alguns momentos do mangá, bem como o que acontece atualmente, comentei também sobre o que achei a princípio da história e os personagens, aliás, nesse quesito Claymore não tinha avançado muito, pelo menos não até a edição 6 ou 7, quando tivemos o vislumbre de algumas personalidades que podem voltar a figurar na trama, antes disso a maioria  estava mesmo era de passagem, porém a guerra do norte começou e com ela as semi despertadas voltaram a se reunir, assim como novas claymores dão as caras e diversificam um pouco o foco das atenções, que até então estavam quase que totalmente voltadas para Clare e Raki.

As intenções da Organização parecem bem claras, exterminar todas as semi despertadas, porém nem todas as presentes sabem disso, e 24 delas foram reunidas para a caça aos despertados no norte, gostei de muitos dos quadros deste volume onde as claymores estão em ação, porque há várias delas reunidas e é em momentos assim que você nota como o autor lida com o dever de desenhar vários elementos no mesmo quadro, só é uma pena que estão todas fazendo as mesmas coisas, logo, poucas recebem destaque, outra coisa são os yomas, quando comecei a ler o mangá achei que seriam mais assustadores, não sei, o autor não os desenha para te chocar com a aparência deles e a impressão que dá as vezes é a de que todos seguem um molde já predefinido, pois há sempre uma sutil semelhança entre um e outro, não é como Berserk, onde você olha a criatura grotesca e fica imaginando de onde o autor tirou inspiração para desenhar algo tão horrível e ao mesmo tempo tão bem trabalhado, Claymore deveria mostrar mais disso, por vezes tudo é muito simples, ou a trama não possui o ar adulto que eu esperava ou talvez eu tenha simplesmente me equivocado na prejulgamento que fiz do mangá, minha singela opinião.

O destaque mesmo fica por conta de alguns aprofundamentos que o autor começa a fazer em relação a algumas personagens que até então estavam mais para figurantes da história, a conversa entre Deneuve e a mulher macho (não lembro o nome) é um excelente exemplo, mais uma vez mostrando que as guerreiras tem sim suas fragilidades e são tão humanas quanto qualquer outra pessoa normal, e se pararmos bem para pensar, todas as mulheres que se propuseram a entrar para a organização, entraram após algum trauma ou algo do gênero, não vi nenhuma ainda que tenha ingressado nela simplesmente por pura sede de sangue, então acho que esse fator ainda  será mais bem explorado, podendo render mais e mais aprofundamentos em relações aos personagens, como aquele que tivemos da Clare.

Outra personagem a ser destacada e que se consolida como uma das poucas na trama a inserir uma minúscula pitada de humor à história é Helen que está sempre discutindo com Deneuve, na maioria das vezes de forma humorada, coisa rara na história, pois ela parece abrir poucas brechas para isso, marcando somente o início do volume, ela também não dispensa um arranca rabo com outras claymores, inclusive ela já demonstrava essa personalidade impulsiva desde que apareceu pela primeira vez quando conheceu Clare. Podemos falar também de Miria, que no momento é a capitã das capitãs, chefiando as 24 guerreiras, até mesmo a recém chegada na trama, Flora, também capitã, demonstra total confiança na liderança da moça, ela também parece ser a mais experiente de todas, mas não sei por que, tem cara de ser uma das que não demorará a morrer, espero estar enganado, já que em Claymore, carecemos de mais personagens, além de Clare e Raki evoluindo  na trama, a verdade é que esse lado do mangá a meu ver começa a ser explorado só agora, se Norihiro não matar todas elas nesta guerra, aí sim, poderemos esperar por outras personalidades atuando de forma mais efetiva na história.

Outro ponto interessante e que começa a ficar mais visível para mim é sobre as habilidades de Clare, a Dakini já havia me cutucado nos comentários do post anterior, mas só agora essa idéia começa a ser explorada no mangá, exatamente quando a capitã Flora ao vê-la em ação a chama para um duelo, não comentei anteriormente, mas as Claymores são divididas por numeração crescente, ou seja, quem tem a numeração mais alta é consequentemente a guerreira mais fraca. Se lembrarmos que Clare é a número 47, fica óbvio que ela já deveria ter subido de posição a muito tempo, ainda mais empatando com a cortadora de ventos, perdendo somente em precisão e força, neste ponto acho que o autor vai deixá-la onde está, talvez criando a idéia de que a personagem vai meio que se sagrar injustiçada pela desatenção a organização, que mais quer ela morta do que viva (não que ela ligue para isso), agora também vai ficar aquele clima da protagonista estar escondendo seu verdadeiro potencial sem chance de reconhecimento por parte de seus inimigos, fato que pode ser uma vantagem para ela e que nenhuma outra guerreira terá, e se lembrarmos do diálogo entre as duas ao final do duelo, essa idéia ganha ainda mais reforço.

E para fechar o volume, eis que finalmente o senhor do norte dá as caras no mangá, e encontrando logo quem? Quando Raki avistou Easley, achei que fosse uma claymore, pois a cara dele se assemelha demais com a da Miria, eu quase gritei “CLONE!!!” Isso até ver o próximo quadro, claro! E como a própria Riful disse antes, junto com ele está Priscila, que por alguma razão está desmemoriada, algo que achei meio estranho, só as mulheres conseguem manter a sanidade enquanto híbridas, mas ao despertarem são os homens que levam vantagem em força? Quando vi o flashback de Tereza, achei que ali nascia a vilã mais poderosa da trama, mas parece o contrário, e se Priscila não pode contra Easley, virando uma espécie de brinquedo (e que brinquedo…) nas mãos dele, imagino que chances terão as claymores frente ao vilão. E  que irônia ele acolher o Raki e resolver treiná-lo, não parece querê-lo como futura porção de vísceras para o jantar, pois mostra-se um ser compenetrado e muito consciente, um contraste terrível se o compararmos com os yomas que andaram aparecendo desde o início do mangá, será que essa característica do personagem é um dos pilares de sua força? Já tem cara de vilão overpower, mas vamos ver.

Aliás, a tensão já se instaurou antes mesmo do senhor do norte se defrontar com as guerreiras, Rigaldo entrou em cena e aparentemente acabou com duas delas, ele transformado me lembrou o Zodd de Berserk (estou comparando demais) só que totalmente depenado, tosado ou seja lá que outro termo você  queira usar. E que força é aquela hein?  Um brutamonte daqueles ser tão rápido também parece uma incoerência das grandes, as claymores nem comem muito, então fica fácil para elas saírem voando por ai (tá, piadinha sem graça, eu sei), mas aquele grandalhão ser mais rápido do que elas, hum… vai ser páreo duríssimo, e quantas vão sobrar? Eu achei que a Jean fosse figurar por mais tempo na trama, idem para Flora, os alvos principais são mesmo as lideranças  dessa caçada, então podemos esperar mais quadros com a Miria em ação no próximo volume, mas querendo ou não, acho que já está óbvio quem vai sobrar e quem vai viver para contar história depois que tudo isso terminar.

E ao final deste volume me veio outra questão a cabeça, como Clare agiria se encontrasse Priscila do modo como ela está agora? Ela conseguiria matá-la sem pensar duas vezes? Algo me diz que tal situação ainda vai acontecer.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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