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Medal of Honor | Recomeço da franquia luta, mas não vence a guerra! (Impressões)

Antes de mais nada, devo deixar bem claro que não sou fã de Medal of Honor. Quando o primeiro MoH foi lançado no PlayStation, no já distante ano de 199, eu ainda estava secando os olhos em frente ao televisor jogando 007 GoldenEye.

Alguns tempo depois, eu comprei um PlayStation, e no balaio de jogos lá estavam o primeiro e o segundo jogos MoH. Tentei jogar um pouquinho, mas realmente eu não curtia esse lance todo de Segunda Guerra Mundial. Somente anos depois, quando meu amigo comprou MoH Frontline para Gamecube, é que eu dei o braço, ou melhor, os dedos a torcer, e com a galera reunida, desfrutamos de divertidas jogatinas recheadas com o multiplayer (local, tela dividida, claro!) que até hoje deixa saudades.

E cá estamos no ano de 2010, e a EA resolve incluir MoH Frontline como um bônus na versão Limited Edition de Medal of Honor para PS3, cujo jogo dá uma espécie de reboot na franquia, agora tendo como ambientação as modernas guerras travadas atualmente no Oriente Médio. Infelizmente MoH Frontline no PS3 teve seu modo multiplayer cortado, motivo pelo qual estou praguejando contra a EA até agora. Tudo bem que MoH Frontline veio perfeitamente adaptado para a resolução HD, mas que é sacanagem tirar o multiplayer, isso é. Ouviu, dona EA?

Mas o que significou esse recomeço para a série? A ambição da EA é revitalizar a franquia MoH e transformá-la em uma forte concorrente para a franquia Call of Duty, que justamete “roubou” o lugar de MoH na preferência dos gamers. Mais que um recomeço, o novo Medal of Honor é uma tentativa de reconquista.

Estive jogando MoH para PS3 nas últimas semanas, revezando com Modern Warfare 2. E posso afirmar que não vai ser dessa vez que MoH voltará ao trono. É um belo começo, mas nitidamente senti que o dever da EA digamos, não foi cumprido.

O modo single player é interessante, e assim como a série concorrente, enfoca em acontecimentos que buscam despertar fortes emoções o jogador. Recomendo que o modo campanha seja finalizado de uma tacada só, aí a experiência melhora, e afinal de contas, a campanha é curtinha, dá para curtir tudo em uma tarde repleta de cheetos e soda limonada.

Você atua ao lado de seus companheiros, e a inteligência artificial responsável pelas ações deles ficou bem legal, dá para conversar com eles, interagir, até mesmo pedindo munições a eles, o que deu um toque maior de realismo e ás vezes me fazia esquecer que estava jogando offline.

Fora que eles me salvaram diversas vezes, então tenho que dar um créditos para essa parte. Os inimigos reagem satisfatoriamente. Embora ás vezes eles insistem em ficar bem em frente em sua mira, é surpreendente qundo um deles consegue te atacar pelos flancos ou pelas costas.

As primeiras missões possuem um ritmo mais lento, mas isso é necessário, pois apesar da jogabilidade ser parecida com CoD, ela realmente parece mais travada. Depois que eu mudei as configurações do ajuste de sensibilidade da mira, melhorou sensivelmente. Destaque para a ambientação bem realista, com gráficos muito competentes, tirando erros de animação. Agora, o som, eu vou te dar uma dica, jogue com o home theather no volume máximo, ou com fones, que o som das armas e explosões é sensacional!

Em relação as armas, elas operam de maneira mais real, inclusive com o “coice” melhor reproduzido do que em CoD. Em MoH, dá para sentir melhor o peso da arma que está sendo usada. Além disso, de maneira geral as armas tiram mais dano, obrigando você a agir de uma maneira mais realista, sem ficar se expondo ao fogo inimigo.

No fim das contas, o modo campanha diverte enquanto dura, mas se for jogar, mantenha as suas expectativas baixas, que assim pode acontecer de você ser surpreendido algumas vezes. Agora, se for jogar tendo em mente que é um CoD-killer, a decpção vai te pegar na primeira esquina.

Porém, é inegável que o maior foco de MoH é o modo multiplayer. Diferente de CoD, em MoH o multiplayer tem um ritmo mais cadenciado, em parte graças aos mapas bem mais planejados, que possibilitam múltiplas táticas. É uma pena que os mapas disponíveis que vem com o jogo sejam poucos, mas a EA já começou a lançar mais deles em DLC’s. Ao contrário do modo campanha, o multiplayer foi desenvolvido pela DICE usando a engine Frostbite. Assim, é inevitável que esse modo seja mais parecido com Bad Company 2 do que com algum CoD, o que é tanto uma ccoisa boa quanto má, pois quem uma experiência mais nova vai gostar, mas os veteranos de CoD podem estranhar muito, como eu.

A maior crítica reside no fato que o multiplayer é um tanto quanto limitado em opçoes de customização. São três as classes disponíveis, cada uma com armamento diferenciado, o que é um pouco frustrante, já que em CoD eu posso personalizar meu personagem com as armas e itens que me der na telha.

Posso apontar outro ponto negativo. MoH é muito difícil para os iniciantes. Você é lançado no mapa com armamento básico, para a festa dos veteranos, que te trucidam com armas mais poderosas e itens de apoio mais eficazes. Pelo menos em CoD um iniciante pode escolher uma das classes preestabelecidas, que são bem mais fortes, e ajuda a compensar um pouco a sua “noobice”.

Os snipers são muito, muito chatos, e ao que parece é a classe preferida do pessoal, e eu volta e meia tenho que ficar pulando se salas em busca de uma que seja mais equilibrada. Falando nisso, é ruim que atualmente temos poucos brasileiros jogando, eu esperava que pela fama que MoH tem aqui, os brazucas iam invadir o negócio.

Mas uma vez superada a fase de adaptação, o multiplayer fica mais interessante, ao ponto de atualmente eu ficar ás vezes em dúvidas se jogo MoH ou CoD MW2. Ainda assim, de uma maneira geral, o MW2 ainda continua melhor, mas o novo MoH está no caminho certo. Ao mesmo tempo que é inspirado pelo concorrente, MoH possui sua própria personalidade.

MoH é um pequeno passo, porém firme, rumo a uma nova direção e a um novo horizonte para a já clássica franquia. Não foi desta vez, mas espero que a EA continuem o bom trabalho, quem sabe um dia Medal of Honor volte a ganhar a medalha máxima dos gamers…

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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