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Level E: Togashi e seu alien metido a palhaço são mais uma das sensações desta temporada de janeiro!

Rá! Dentre as várias estréias desta nova temporada estava faltando falar de Level E, obra clássica de Yoshihiro Togashi, serializada na Shonen Jump lá em 1995, quando o autor havia acabado de terminar YuYu Hakusho. Não sabia ao certo o que esperar de Level E só pelos trailers, mas ao ouvir aquela voz do seiyu do Zaraki falando em tom de alto sarcasmo, de uma coisa eu já sabia: o humor iria imperar sobre a trama, e pelo jeito eu acertei.

Já imaginou chegar em casa depois de um duro dia de trabalho e se deparar com um alien no seu quarto? (eu já imaginei isso, mas com shinigamis com carinha de lolita) Pois é exatamente isso que acontece com o protagonista Tsutsui um dia após o mesmo presenciar a queda de um OVNI ao longe numa floresta, no dia seguinte lá está ele, sentado, tomando café como se já fosse da casa, assim começa Level E.

Do que gostei? Não nego que quase levei as mãos a cabeça quando me peguei pensando nos clichês que tenho visto: “um jovem colegial sem muitas habilidades na vida, é transferido para uma nova escola onde mudará a sua vida”, mais ou menos assim,  e nada impede que a trama descambe pra esse lado, mas isso acabou não me afetando pela louca e envolvente apresentação do alien (que se não me engano não tem nome), acho engraçado quando um anime que quer dispensar explicações iniciais acaba abafando as nossas perguntas com simples piadas, Tsutsui não gosta nada do que vê em seu apartamento, porém mesmo irritado e aparentemente convicto na idéia de retirar o estranho de seu dormitório, acaba embalado pelos  diálogos engraçados que o extraterrestre lhe proporciona.

De que planeta ele veio? Que objetivos ele em mente? Ele estava mesmo vindo pra Terra? Desde quando aliens gostam de café? E porque o Togashi colocou o Gon pra fazer aquela ponta relâmpago logo no início do episódio? Ah, pergunta é o que não falta, mas em seu primeiro episódio, tudo o que podemos concluir é que os aliens na cabeça do autor de HunterxHunter podem sim ser bem engraçados, versáteis e facilmente adaptáveis a nossa realidade, algo extremamente dificil de imaginar na vida real, mas como estamos falando de um anime do tipo que é para se assistir sem muito compromisso, não vale a pena esquentar a cabeça, vale?

Para não dizer que só falei do palhação de madeichas loiras, temos Tsutsui, um cara que não parece fazer o tipo de perdedor que vai mudar de vida do primeiro episódio em diante (então o que há de mais nele?), ele está mesmo ali é para intermediar as piadas do extraterrestre, aliás eles já podem fazer um show juntos, eu pagaria pra rir com eles, temos estudante Edogawa Miho, filha daquele professor (fazendo o papel de parentes distanciados) de engenharia que apareceu na TV pouco antes da nave espacial explodir e que muito provavelmente ainda vai correr atrás do alien, assim como aqueles 2 homens de preto (MIB?) já estão fazendo, desmemoriado, ao final do episódio, o extraterrestre metido a brincalhão decide mostrar sua verdadeira forma ao seu companheiro de quarto, realmente fica difícil pensar que em algum momento do anime aquele personagem carismático possa se converter naquela lesma super desenvolvida e aí rolou um momento mais sério só pra dizer que a relação entre os 2 recém amigos pode ser abalada por isso (o que eu não acredito), no mais, com certeza daqui para frente começa a engraçada (e quem sabe emocionante) caçada pelo alien, dificil é saber no que mais além do humor a série vai se sustentar, ainda que ela não dure muito. Logo ao início é dito que na Terra existem outros como ele que também estão se disfarçando de humanos, ao encontrá-los provavelmente ele terá mais chances de saber sobre o seu passado, será que ainda tem mais gente maluca para aparecer? Só no aguardo.

Para quem ainda não viu, eu recomendo, não é nenhum sacrifício, já que o anime só durará 12 episódios, é divertido e tenho certeza que vai deixar aquele gostinho de quero mais quando terminar, eu particularmente já me apeguei, só não entendo porque raios demoraram tanto tempo para animar esse mangá, mas enfim, os aliens parecem mais divertidos neste mês.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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