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Curiosidade | Quer entender como, e quais, são os quadrinhos Disney publicados na Itália?

Quem acompanha meus posts sobre quadrinhos Disney com certeza já teve ter visto algum comentário meu a respeito das publicações italianas, um dos países atuais que mais produz HQs com os personagens clássicos da Disney. Também é comum meio que comparar a qualidade das publicações de lá, com as nacionais daqui, em especial a falta de páginas e espaço que temos para trazer tudo de bom que sai pelo resto do mundo.

Então resolvi fazer um geralzão das publicações italianas, quais as principais revistas, quantas páginas elas possuem, quais trazem conteúdo inédita, quais são de republicações, como é feito a organização desdas histórias por lá. Aqui no Brasil vocês já sabem, atualmente temos fixo apenas 3 revistinhas de histórias inéditas, que somam medíocres 180 páginas mensais: Mickey, Donald e Tio Patinhas. O restante que existe por aqui, são de republicações, as revistas Extras, Férias, Disney BIG e até mesmo parte do conteúdo de Minnie Pocket Love e Pura Risada com o Mickey, que atualmente trazem um ou duas inéditas sempre que uma nova edição chega as bancas. Mas e a Itália, como são as revistas? Vejam só:

Topolino

Periodicidade: Semanal
Páginas Totais: 164
Preço: 2,30 Euros

Topolino é basicamente o carro-chefe da Disney Itália. É a revista mais antiga em circulação (a nº 1 saiu em Abril de 1949). Esta semana a Itália recebe a edição 2888 da publicação. Topolino para quem não sabe é como o Mickey Mouse é chamado por lá.

O curioso é que apesar do Mickey ser o dono do título da revista, isso não significa que a revista seja exclusiva do personagem. Pelo contrário, a Topolino frequentemente não traz o Mickey na capa, tendo o costume de revezar os inúmeros personagens da casa, como Donald, Tio Patinhas, Pateta, Peninha, Margarina, Minnie, Gastão, Metralhas, Maga Patalógika, Mancha Negra, Indiana Pateta e por aí vai. São capas belíssimas, sempre com um personagem diferente. O mesmo vale para o conteúdo, que atualmente contém mais histórias da família pato do que as do universo do rato. Existem um equilibrio, impedindo que tais personagens sejam esquecidos.

É a principal publicação italiana para histórias inéditas. Já que no país da bota as histórias novas continuam sendo produzidas a todo o vapor. É da Itália que vem séries como Donald Duplo e Mágicos do Mickey, entre tantas outras centenas. O contéudo da revista é 100% inédito. Toda semana!

Aqui cabe uma curiosidade. A Topolino não tem todo o seu conteúdo de quadrinhos. Pelo que contei são aproximadamente de 100 a 120 páginas por edição só com quadrinhos, mas a revista tem 160 páginas. O resto da revista é fechado com outras matérias relacionadas ao universo jovem (e Disney). Não posso dizer exatamente o que é mostrado na revista, porque infelizmente nunca peguei uma Topolino, mas sei que é comum matérias sobre produções recentes do cinema da Disney (sendo até mesmo capa da revista, como Tron e Enrolados foram recentemente) e também matérias sobre os bastidores das produções em quadrinhos quando necessários, assim como vimos a matéria do Salvador Dali na Mickey nº 821 aqui do Brasil, as páginas de informações foram retiradas direto da Topolino nº 2861, quando a história estreou por lá. Mas no fim, é uma parcela pequena, comparado com o conteúdo em quadrinhos que a mesma traz. Afinal, são mais de 100 paginas de histórias inéditas por semana. Pouca coisa não é.

Como a cada semana os italianos recebem uma Topolino novinha, é comum histórias e arcos de muitos partes, serem divididas em várias edições. Sendo assim, por exemplo, uma história do Donald Duplo pode durar 4 edições, um mês. na data que está matéria está sendo publicada está saindo na Topolino uma série em 4 partes chamada “DuckWheels”, que também foi dividida em 4 edições. Ler uma parte por semana não é ruim assim. Chato é quando isso acontece no Brasil, que uma história precisa ser dividida em múltiplas edições, levando-se meses para ser concluida por aqui. Donald Duplo levou ridículos 3 meses quando saiu na Aventuras Disney, antes de seu cancelamento. Haja saco assim.

Por fim, é muito comum a Topolino promover brindes aos leitores, trazendo bonecos ou calendários para quem comprar a revista. Mas isso não é de graça, você paga um pouco a mais pelo combo revista + brinde. Mas alguns realmente valem a pena. Sem mencionar que é uma forma de promover o colecionadorismo.

La Storia Universale Disney

Periodicidade: Semanal
Páginas Totais: 196
Preço: 7,99 Euros

Em tese eu nem deveria colocar essa publicação na relação, afinal ela é temporária, assim como outras do passado, mas em virtude do sucesso que foi aqui no Brasil a Clássicos da Literatura Disney, resolvi novamente comentar sobre essa atual coleção italiana, que se assemelha totalmente ao modelo de CLD e poderia muito bem vir a ser publicada no Brasil futuramente, basta a Editora Abril não ficar de sacanagem com os leitores.

A coleção então é basicamente como CLD, só que ao invés de trazer histórias relacionadas a clássicos da literatura, contém histórias relacionadas aos períodos históricos e famosos da civilização humana (veja mais detalhes neste post). Os personagens Disney vivenciam a cultura, as curiosidades destes períodos históricos dentro da coleção.

Mas o conteúdo não é inédito, pelo contrário, são republicações, tanto de histórias mais antigas, como produções mais recentes. Até onde vi até agora, muito desse conteúdo permanece inédito por aqui, o que seria uma boa se a Abril lançasse a coleção por aqui. Uma compilação muito bacana para os colecionadores italianos, que muitas vezes desfrutam de histórias assim na própria Topolino, misturadas com histórias modernas e outras séries. Em compilação neste modelo, as histórias ficam organizadinhas, dentro de um contexto em plano geral. Dá maior prazer na leitura? Eu acredito que sim.

Por último, vale a observação que mesmo que cada volume tenha lá suas 190 páginas, nem todas são de quadrinhos. Contei novamente via Inducks e diria que aproximadamente entre 160 a 170 páginas por edição são de quadrinhos, o restante são textos informativos a respeito da história dentro do tema do volume, que tem cunho didático também.

I Classici Disney

Periodicidade: Mensal
Páginas Totais: 196
Preço: 2,90 Euros

Opa, esta revista sim é bem interessante. Classici é dedicada exclusivamente a ser uma publicação de republicações. O gostoso dessa revista é que ela basicamente só republica material da era moderna dos quadrinhos Disney. O formato da revista atual  basicamente só traz histórias da década de 90 para os dias de hoje. Isso deixa a revista bem dinâmica, sem a baderna que é, por exemplo, a Tio Patinhas aqui do Brasil que é comum ter uma história de dois mil e pouco ao lado de uma da década de 70, fazendo aquele péssimo contraste de traço e cores.

Ela é um pouquinho maior do que a Topolino (em quantidade de páginas), e suas edições trazem apenas histórias em quadrinhos (ao menos pela contagem de páginas que fiz no Inducks baseado nas últimas edições). Sendo assim cabem mais histórias por edição. As capas são caprichadas, porém nem sempre fazem referencia ao conteúdo da revista. Por exemplo, a edição de Março de 2011 tem o Superpateta na capa (veja), mas dentro da revista não tem nenhuma história do personagem. Um ponto negativo na minha opinião, pois as capas deviam no mínimo refletir em algum personagem que apareça na revista, claro que quando são os básicos que aparecem na capa, isso não é problema. O conteúdo, assim como na Topolino, é diversificado, dividindo-se entre o universo dos patos e do rato.

A atual I Classici Disney na verdade é uma segunda versão da mesma revista, que durou entre 1957 a 1976. Mas não vou falar muito da versão anterior porque ela é antiga demais e não tive muito contato com as edições pela internet.

Em todo caso, é muito sábio por parte da Disney Itália tem uma revista própria e especializada em republicar material não tão antigo. Quem não pode acompanhar o melhor pela semanal Topolino, ao menos pode ler a Clássicos, que funciona como uma “seleção das melhores histórias”. No Brasil não tenho uma publicação tão organizadinha como esta, nossas revistas de republicações são uma baderna que só.

I Grandi Classici Disney

Periodicidade: Mensal
Páginas Totais: 324
Preço: 3,80 Euros

Não curtiu a I Classici Disney acima porque ela é moderninha demais? Você gosta mesmo é da era clássica dos quadrinhos Disney? Não é problema. Pensando nisso a Disney Itália criou a I Grandi Classici Disney! Como o nome diz, os maiores clássicos Disney, histórias nostálgicas, clássicas, velhas, daquele período Disney que você nem era nascido!

Para velha guarda é um prato cheio a Grandi. A revista publica histórias dos anos 80 para baixo, dando bastante enfase no período dos anos 60 e 70.  O conteúdo também é diversificado entre patos e rato e atualmente as capas da revista estão relacionadas a história que abre a revista! Imagine o quão maneiro é isso! Você tem um clássico mega antigo da Disney, e fazem uma chamada de capa novinha e inédita para este clássico! Show de bola!

Infelizmente não posso dar muitos detalhes sobre como é o tratamento dado as histórias da revista, já que só vejo ela pelo Inducks. Não sei dizer que recolorem as histórias ou dão qualquer tratamento digital para as mesmas. Se alguém souber e quiser me contar, eu edito aqui depois. O mesmo vale para os formatos físicos (tamanho e encadernamento) de todas estas revistas, pois a única que tive contato real mesmo foi a Paperinik Cult (falemos dela mais abaixo).

Por fim, I Classici e I Grandi Classici, duas revistas de republicações, mas com propostas distintas e com o contexto ideial. Republicar assim é bacana. Organizado e que atrai especificamente o público que gosta de sua determinada fase. Se bem que se eu fosse italiano, estaria colecionando tudo mesmo.

Paperinik Cult

Periodicidade: Mensal
Páginas Totais: 196
Preço: 2,90 Euros

Bem, acredito que esta revista seja completamente desnecessário descrevê-la por aqui. Basta clicar aqui e ver a matéria solo que fiz sobre ela, com fotos e muito mais detalhes do que eu daria se tivesse que escrever sobre ela aqui novamente. A única publicação italiana que já tive contato real, já que sou assinante dela.

Uma das poucas publicações centratas num único personagem, no caso o Superpato. Uma história inédita por mês e o restante de republicações. Excelente revista para quem é fã do personagem. Merecia completamente  uma versão brasileira da mesma.

Interessante apesar dizer que antes dessa versão “Cult”, existia uma outra revista chamada apenas Paperinik, publicada entre 1993 a 2005. Está antiga versão da revista não tinha apenas histórias do Superpato, mesclando espaço com histórias do Donald e Tio Patinhas. A nova versão com o Cult no titulo veio como um reboot para a revista, trazendo todas as historias do personagem de forma cronológica nas primeiras edições, deixando ela até o estado atual, apenas com republicações da era moderna do personagem, mais a do universo alternativo.

O formato pocket dela é também encantador, difícil até entender porque não existe revistas Disney nesse formato no Brasil, com um preço menor e maior volume de páginas. Nem precisaria ser com o Superpato até.

Disney BIG

Periodicidade: Mensal
Páginas Totais: 500
Preço: 5,90 Euros

Acredito que Disney BIG dispensa apresentações, certo? Aqui no Brasil temo uma versão “pobre” desta revista. Menos páginas, menor trabalho de capa e menor qualidade de conteúdo. A BIG italiana parece fenomenal na minha opinião. É muuuuuito conteúdo por edição e tudo muito bem dividido, sem a zona que é por aqui.

Para começar pelas capas, todas belíssimas, parecendo pinturas, com colorido especial e que refletem sempre o conteúdo inicial da revista. Os Escoteiros-Mirins estão na capa da edição de Abril por lá, então isso significa que as primeiras histórias da revista serão com eles. Depois disso ainda sobre muito espaço para Mickey, Pateta, Donald, Tio patinhas e outros personagens da casa. Cria-se uma organização e uma atração de capa para cada edição. Eu acho bem atraente esse formato.

Ao contrário daqui, que temos que esperar malditos três meses por uma nova BIG, na Itália tem uma edição fresquinha todo mês. Faça as contas, aqui no Brasil temos que esperar 3 meses por 300 páginas, enquanto por lá, em 3 meses, os italianos tem 1.500 páginas de BIG no total. Que injustiça, não? Eu acho.

O curioso é que BIG aqui no Brasil nasceu sem querer. Ninguém esperava que fosse dar certo, mas fez, vendeu e emplacou. Essa alias é um dos motivos da revista não ter numaração na lombada (na Itália tem). Porque nunca da Abril botou fé que iria passar da primeira edição. A ironia de tudo é que os fãs vivem pedindo por novas revistas e a Abril sempre vem com desculpas que não vai vender, não vai fazer sucesso etc. Vindo da editora que não colocou fé em BIG, é difícil aceitar estes argumentos. Deveria se dar chances a novas revistas, como do Superpato, um Almanacão de Inéditas e afins.

Bem para terminar, apesar de republicações, a BIG não tem um período certo como foco (ao contrário da Classici e Grandi Classici). Ela traz de tudo um pouco. Era moderna, clássica, histórias de continuação etc.

Paperino

Periodicidade: Mensal
Páginas Totais: 196
Preço: 2,90 Euros

Para ser sincero, esta é uma das poucas publicações italianas que não entendo a necessidade de existir. É a revista mensal do Donald. Até aí tudo bem, mas o formato dela é bem bagunçado. Contém uma história inédita por mês e o resto é preenchido por republicações de histórias do personagem feita por várias estúdios (e não apenas a Itália), de várias épocas dos quadrinhos Disney. É uma bagunça clara.

Talvez seja porque o Donald é um dos personagens mais queridos do mundo na versão em quadrinhos, decido ao trabalho que Call Barks teve com o mesmo.

O curioso é que acho a maioria das capas da Paperino feias, se for comparar com as capas da nossa versão brasileira. Nosso material aqui também é um pouco melhor organizado. Não sei explicar direito. De todas as publicações que existem na Itália, elas sempre mostram foco e organização e não consigo enxergar isso na Paperino. Quem odeio o Mickey ou outros personagens da casa além do Donald, deve curtir uma publicação assim, mas na Itália me parece meio desnecessário a revista. Na minha opinião é claro.

Disney Comix

Periodicidade: Mensal
Páginas Totais: 196
Preço: 2,90 Euros

Uma revista relativamente nova, com apenas 4 edições lançadas. Segundo uma pesquisa que fiz um tempo atrás no forum italiana Papersera, ela parece ser uma sucessora espiritual de uma antiga publicação chamada “Mega”, cancelada em 2008. E aí é que mora o perigo.

Disney Comix é uma revista que promove a diversidade dos quadrinhos Disney. A revista não publica produções italianas, apenas histórias de outros estúdios espalhados pelo mundo. Já que histórias de outros estúdios dificilmente entram em outras revistas italianas (aparece eventualmente na Topolino; Paperino e Paperinik Cult são um pouco frequente também). Então é uma revista só de histórias estrangeiras por assim dizer. Bacana a proposta, não? Claro que não funcionario algo assim no Brasil, já que não temos produção nacional e todas as nossas revistas são de histórias estrangeiras (com exceção a Zé Carioca que vive dos arquivos mofados da Abril).

O problema que vi sendo relatado no Papersera pelos italianos é que a Disney Comix, pelo menos até o momento, só trouxe histórias que já foram publicadas na extinta Mega, ou seja, só histórias velhas. Não há novidade. Tanta coisa legal sendo produzido fora da Itália e a Disney Comix anda ignorando, trazendo material que a Itália já havia usado previamente numa antiga revista. Ponto negativo pra revista.

Talvez isso mude futuramente. Mas do jeito que está agora, Disney Comix parece mesmo meio sacana. Precisa trazer histórias estrangeiras inéditas para os italianos ora!

Disney Anni d’Oro

Periodicidade: Bimestral
Páginas Totais: 196
Preço: 6,90 Euros

Outra publicação relativamente nova, na qual eu desconheço muito bem o formato, mas a julgar pela quantidade de páginas e pelo preço em relação as outras revistas apresentadas acima, acredito que o tratamente dessa publicação seja um pouco mais luxuosa.

Segundo o que pesquisei na internet, “Anos de Ouro Disney” (acredito que seja esta a tradução correta) é uma revista que traz o melhor do melhor da década de 70 e 80 dos quadrinhos Disney. Não limitando apenas a mostrar histórias, como I Grand Classici, mas também matérias sobre as histórias, ilustrações de capas antigas e uma entrevista com algum artista da casa por edição (pelo menos é isso que diz nas capas de cada edição).

Parece uma proposta interessante, mas não sei se é bem aceito por lá. No Inducks, as edições mais recentes sempre demoram para ser indexadas. O fato de ser bimestral também não ajuda muito em sua fama. Ela estreou em 2009 e até o momento tem apenas 13 edições.

Ao menos olhando as histórias das últimas edições, se percebe que são histórias produzida pelos Top do Top dos italianas, como Romano Scarpa, Giorgio Cavazzano, Marco Rota, Massima De Vita, Giovan Battista Carpi etc. Só a galera graúda mesmo.

Bacana de se colecionar, e com belíssimas capas.

Pocket Love: L’amore in tasca

Periodicidade: Bimestral
Páginas Totais: 196
Preço: 2,60 Euros

Essa também é conhecida dos brasileiros, aqui a gente chama de Minnie Pocket Love, mas na Itália é apenas Pocket Love, e a Margarida divide a presença de capa alternadamente com a Minnie. O que me parece uma boa ideia, aqui no Brasil eu continuo achando Minnie Pocket Love bem limitado justamente por causa disso, sem a Margarida na capa, o núcleo de histórias dos patos dentro da nossa revista sai bem prejudicado e a Minnie ganha destaque demais.

A publicação italiana parece ter a mesma premissa que a nossa versão. Histórias mais melosas, voltadas ao público feminino e com a temática de relacionamentos e amores. Claro que nem sempre as histórias são apenas assim, existem boas histórias com a Minnie e Margarida e seus respectivos parceiros, Mickey e Donald, que agradam também ao público masculino, seja pelo elemento aventura ou humor que podem vir a ter.

Na Itália Pocket Love é um pouquinho mais do que a nossa versão em número de páginas, cerca de 40 páginas a mais, porém em relação ao formato físico, pelo termo pocket, acredito que seja igual a Paperinik Cult, ou seja, seja realmente em formato de bolso. Nossa Minnie Pocket não cabe nem em calças de palhaços, ele é enorme! Mesmo que leve pocket no nome. Por fim, no país da pizza, a revista é bimestral atualmente, enquanto por aqui, sai trimestralmente.

Tesori Disney

Periodicidade: Trimestral
Páginas Totais: Indefinido – Depende do Volume Necessário
Preço: 9,90 Euros

Pra mim, Tesory Disney é sinônimo de encadernamento de alto luxo. É sério, cliquem neste link do Planeta Gibi e vejam as fotos reais de uma das edições dessa coleção. lindo, não? A proposta dessa coleção é encadernar as melhores sagas e arcos dos produções italianas, dando o tratamento de luxo adequado para qualquer colecionador. O preço se for comparar com as outras revistas acima é uma babada também, muito barato para uma revista que sai apenas a cada 3 meses. Se eu morasse lá era comprar 2 edições de cada numero, uma pra ler e uma pra guardar lacrada.

Coleção recente, começou em janeiro de 2009, e atualmente consta com 9 edições, sendo que algumas compilações são famosas por aqui, como Mistério dos Signos, História e Gloria da Dinastia Pato e a saga da Rainha Regina. O número de página por edição varia bastante, pois depende da quantidade de material e do tamanho do arco que será publicado. Uma coleção assim no Brasil é um sonho para qualquer colecionador. Bate até depressão pensar que as possibilidades de uma revista assim aqui é impossível (se nem uma revista normal de 100 páginas a Abril coloca no mercado pra testar, imagina algo de luxo neste formato).

Tesori Disney é o que seu título diz, um tesouro, uma jóia, uma das publicações mais bonitas da atualidade.

Existem outras revistas além destas?

Sim, existem. Porém esta são as principais. Existem encadernados especiais, como teve o do Superpato por aqui em 2009, onde se compila republicações e dá um tema para a revista, mas elas não possuem um selo especial com um título. Também existem revistas de passatempo, infantis e outras de menor porte.

É isso pessoal, espero que o post tenha dado uma ideia geral sobre as publicações italianas, porque falo tanto delas por aqui e porque me bate uma revolta desgraçada quando a Editora Abril fica embaçando com novidades, novas revistas ou lança aquelas revistinhas mirradas de 30 paginas que mal cabem histórias direito. Falta espaço, falta páginas e faltam formatos originais e únicos. Porque o leitor brasileiro tem que se conformar com revistas de qualquer jeito? Precisamos de uma publicação bacana de histórias inéditas, uma especializada em clássicos. Alias antigamente as revistas por aqui também eram mistas, sendo comum você comprar uma Pato Donald e achar no meio uma história do Mickey. Hoje em dia é tudo dividido e separado com rigidez demais. O ideal na minha opinião é como é feito na Itália, as revistas precisam mesclar os universos dos personagens em uma só publicação (Almanaque Disney, saudades, fazia isso por aqui), para que o leitor passe a conhecer e gostar de tudo. O formato atual mais segrega os leitores do que unem. Aí fica aquela turma que só gosta de Mickey e aquela turma que só gosta de Donald. Não existe um meio termo, porque não se dá chance para os leitores aprecisarem ambos universos.

Gosto do modelo italiano. Admito que o mercado brasileiro não tem potencial ou chances de tantas revistas assim, mas tem coisa na forma de pensar da publicações italianas Disney que certamente melhorariam o mercado por aqui. Com certeza.

Obs: Reforço a ideia que expliquei ao longo do texto. Esta matéria explica um pouco das publicações italianas pelo que consegui pesquisar na internet (90% via Inducks). Não é fácil achar fotos ou detalhes específicos de cada revista. Sei que alguns colecionadores tem um maior contato com o material (assim como eu tive com a Paperinik Cult). Então caso você perceba algo errado ou tenha alguma informação extra a dar para a matéria, deixei seu comentário, que com certeza eu atualizo o post com as informações, dando os devidos créditos, é claro. 😉

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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