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Age of Empires: A Era das Colonizações! – Especial Através das Eras – Parte 3 de 3

E finalmente chegamos a parte 3 do nosso especial Através das Eras. Vimos sobre os impérios da antiguidade e sobre os da idade média. Dessa vez vamos descobrir um pouco mais sobre as civilizações e das inovações que o Age of Empires 3 trouxe para a série. E pra quem não tava acompanhando nosso especial, veja aqui a parte 1 e a parte 2. E que comecem as navegações!

Uma ressalva da edição anterior: O Diogo comentou que AoE 2 tem sim música, e que é necessário estar com o disco no drive para ouvi-la, curioso, pois eu nunca tinha conseguido escutar. Inclusive de boa vontade ele mandou lá o link para a trilha sonora no youtube, infelizmente eu não pude escutá-la toda, pelo fato de a minha netzinha discada não deixar, mas pelo pouco que pude escutar é muito boa, dêem uma conferida lá!

Acredito que a maioria de vocês devem se lembrar mais do AoE 3 do que do segundo game. Ele é relativamente novo e vocês devem ter jogado bastante ele. Age of Empires 3 trouxe muitas melhorias e inovações para a série como um todo, enquanto que trouxe gráficos relativamente pesados para os games da época, inclusive pro meu computadorzinho de 256 mb RAM que eu tinha na época. Eu não podia acompanhar batalhas navais na tela, senão começava a ficar extremamente lento, quase travando, o jeito era fazer uma grande quantidade de navios e deixar eles brigando lá enquanto olhava para um local “seguro” da tela. Mesmo com toda essa lentidão, fui um herói e zerei os três capítulos da campanha, hehe!

Mas vamos falar do início, mais propriamente da tela de abertura que de relance já mostrava o primeiro dos conceitos inovadores que Age of Empires 3 nos trouxe, a colônia. A música de abertura estava lá, inesquecível, para quem não ouviu a do post anterior, segue a música:

O modo de mapa aleatório foi melhorado, chamado de Escaramuçador agora. Nele você deveria escolher uma das civilizações com a qual você queria jogar, e isso criaria uma espécie de perfil no game. A partir daí, a cada mapa que você jogasse você iria fortalecendo mais e mais a sua civilização. Como? Através do sistema de metrópoles, que eu falarei mais tarde.

As suas ações no cenário iriam determinar o crescimento da metrópole através do sistema de experiência. Se você fizesse tropas ou prédios, ganharia EXP, ou se você destruísse unidades inimigas e prédios também iria gerar experiência. Até mesmo em algumas tecnologias que tinham como principal foco isso. Através da experiência você aumentaria o nível da metrópole, desbloqueando melhorias visuais como um bêbado que fica andando pela cidade, entre outras coisinhas. Mas não para por aí, você ganhava o direito de comprar novas cartas dos prédios de sua cidade. What? Cartas? Mas isso não é um RTS? Calma, que a gente vai falar disso já já! Quer dizer, vamos falar logo!

Age of Empires 3 trouxe ainda como inovação esse sistema de Decks de cartas que você usaria para lhe ajudar durante o games. Ele funciona da seguinte forma: A experiência acumulada não serviria somente para você aumentar o nível da sua metrópole mas também encher um medidor que indicaria os suprimentos que sua colônia iria receber. E as cartas entram justamente aí, elas SÃO os suprimentos. Por exemplo, existe uma carta que concede 300 caixotes de comida, aí lá no seu Centro da Cidade você recebe umas caixas de comida que se coletadas por aldeões aumentam suas reservas de comida em 300, logicamente. E aí antes de cada cenário caberia ao jogador organizar o seu deck de melhor forma a garantir seu tipo de estratégia.

As cartas eram do tipo mais variado. Desde para enviar colonos, recursos, ou mesmo para conceder melhorias únicas para suas unidades, como o explorador. Outras cartas permitiam que você construísse prédios especiais como a fábrica e o forte. Palmas para o AoE 3 pelo sistema divertido e inovador!

E a diversidade está de volta em Age 3, as civilizações estão mais variadas do que antes e trazem várias novidades para cada uma como as várias unidades únicas. Os Franceses por exemplo têm os Courer des bois que são colonos melhorados com poder de combate aumentado, inclusive, sem falar de uma das melhores cavalarias dos jogo, que são os Cuirasser.

E em falar de civilizações, são oito dessa vez: Ingleses, Franceses, Alemães, Russos, Espanhóis, Otomanos, Portugueses e Holandeses. Claramente o período retratado em AoE 3 é o das Grandes Navegações, e também Industrialização. Mas ainda assim é possível encontrar bastante unidades portando armas brancas.

A campanha agora retratava a história da Família Black, mas sem fugir dos fatos históricos que se misturavam a ficção. Os personagens se misturavam a cenários históricos. A campanha era divertida, e a história era legal. Eram três metrópoles diferentes distribuídas pelos capítulos.

Ah, e quase esqueci de falar de outros dois sistemas muito interessantes adicionado em AoE 3 que foi a questão das feitorias e tribos indígenas. As feitorias são construções especiais que eram feitos em locais especiais, e onde era construída tinha uma função nova: À beira de estradas e nas tribos. Se construída na beira de estradas elas forneciam a opção de ganhar recursos através de caravanas que passavam de tempo em tempo, além disso você poderia melhorar a estrada, até mesmo em nível de ferrovia para melhorar a velocidade com que você ganha esses recursos.

Já a questão das tribos indígenas era mais complexa, existiam várias e com a adição de expansões aumentaram mais ainda, entre elas é possível citar por exemplo, os Astecas que chegaram a virar civilização na primeira expansão. Ao se construir aquele prédio nas aldeias, você ganha a habilidade de trocar conhecimento com os indígenas, podendo recrutar suas tropas e adquirir conhecimentos novos e únicos. E imagine aí, cada tribo tem seus próprios soldados e tecnologias.

As expansões vieram trazendo novas tribos, e claro, novas civilizações. The Warchiefs trouxe os Astecas, Sioux e Iroqueses enquanto que Asyan Dinasties trouxe Indianos, Chineses e Japoneses. A principal reclamação de muitas pessoas em relação à essa expansão foi a questão do desbalanceamento por conta dessas novas civilizações, mais as da segunda expansão, infelizmente eu não sei muito pois pouco joguei as expansões.

É isso gente! Eu espero que vocês tenham gostado desse especial Através das Eras, foi trabalhoso mas ao mesmo tempo gratificante escrever essa série, eu agradeço bastante os comentários de todos vocês, seja elogiando, ou me lembrando algo que eu acabei esquecendo, ou mesmo corrigindo! Valeu mesmo e até outra vez!

P.S – Créditos ao meu amigo Abraão que me ajudou nas escolhas de imagens.

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Raphael Meltoh

Bio: Gamer desde a infância, mas precisamente desde os 5 anos. Amo séries (comecei pela influência de Lost), e animes. Jogador de RPG e apaixonado por cinema. Descobri recentemente também o gosto por HQ's. Ah! E é claro, fã confesso de Phoenix Wright!
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