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Global Resistance: Chimera ou Humano? Insomniac lançou a guerra para fora do Playstation 3… [Games]

Desde a primeira vez que soube sobre Global Resistance (cria uma conta aqui), não pude evitar o enorme ceticismo. Perdi algum tempo tentando compreender a estratégia da Insomniac porque, pelo que podia calcular (pessoalmente), esse MMO browser-based de estratégia não parecia ser um incentivo inspirador e convincente na área do marketing – parte disso implicância minha, confesso.

Só por ser um jogo ligado ao Facebook e, aparentemente, meio ao estilo de Travian, Wildguns e outros semelhantes – que já saturam a internet – , GR desceu bastante na minha avaliação inicial. Por outro lado, Global Resistance provinha da Insomniac e representava parte de Resistance 3 dado que desbloqueia itens do jogo e como também acompanho a franquia desde Fall of Man, resolvi experimentar.

Continue lendo que explicarei a razão pela qual ainda continuo me dedicando ao MMO browser-based nas horas livres.

Sabe aqueles games de estratégia confusos? Foi aproximadamente a impressão que tive logo depois de criar uma conta. E o primeiro jogo que lembrei nem foi um videogame, foi o War/Risk (tabuleiro) – meio bizarro. Não vale julgar por aí somente, nem quero assustar quem ainda não experimentou porque após alguns minutos explorando as ferramentas e a jogabilidade, Global Resistance conseguiu ser o único jogo ligado ao Facebook a conquistar o meu interesse – sobretudo ótimo para jogar nos tempos livres (repito, friso).

Qual o objetivo de Global Resistance? Basicamente, o mesmo de sempre: vencer uma guerra iniciada por uma invasão Chimera. A diferença é não carregarmos uma arma nem entrarmos no campo de batalha na perspectiva de um FPS.

As regras são simples e o terreno de jogo intuitivo o suficiente. Escolhemos um lado da guerra mundial. Podemos aderir à resistência ou tentar derrubá-la, depende do jogador. Detalhes para mais tarde, há duas fações conflituantes de jogadores online e diferentes territórios no mapa do mundo. Cada jogador terá um exército, desenvolverá armas, completará missões e lutará pelo domínio do maior número de territórios.

Cada área do mapa apresenta barras que assinalam o domínio de cada território por parte de cada uma das fações, tornando a leitura da guerra nada exaustiva. Quanto às cores, o laranja está para os Chimera assim como o azul para os humanos. E basta saber isso. O resto se descobre enquanto joga.

Assim como outros MMO’s browser-based, não deixaram de incluir uma base pessoal para a construção de edifícios e para o investimento na produção de armas e no treinamento de soldados. E isso auxilia mas não faz do jogo uma mais-valia – não convence a permanecer jogando. Nem aproxima os jogadores ao redor do mundo – por isso a considero um efeito complementar. O principal é a vista global do mapa através da qual a interação é maximizada.

Foi genial a integração dessa interface, devo constatar. Acredito que seja por dar uma sensação de união, de apoio entre outros jogadores e facilitar a participação. Global Resistance faz você sentir a importância do seu contributo para as conquistas do seu “partido”. Não precisa batalhar pelos seus objetivos sozinho, nem procurar uma aliança.

Imagina milhares de Chimeras ao redor do mundo atacando humanos em territórios comuns e vice-versa. Funciona para mim e bem. Entretanto, nem tudo ocorreu como previsto e o evidente erro apareceu: há uma percentagem de jogadores humanos muito maior do que de Chimeras. Esse desequilíbrio retira parte da diversão, os Chimera sofrem com derrotas crescentes e os humanos sentem a falta do desafio. Haverá equilíbrio no futuro? Não vejo como a Insomniac poderá reparar esse defeito – estou aguardando. Se for criar uma conta, pensa bem antes de escolher o seu lado. Na minha opinião, os Chimera devem ser prioridade.

Felizmente, Global Resistance está dividido em rounds que compõem cada guerra. Sim, não será um problema a primeira guerra terminar (terminou ontem) – isso não significa um fim, apenas a aproximação da segunda (War 2) que aliás começou hoje. Aparentemente mais pessoas foram recrutadas como Chimeras, pelo menos o domínio de territórios está equilibrado – então alguma solução devem ter dado. E o número de guerras que se acumularão deixemos o tempo definir.

Resta mencionar as missões espalhadas pelo mundo. Há diversos tipos que não irei discriminar, cada uma com recompensas distintas e particularmente generosas em alguns casos. Óbvio que existem aquelas que custam mais do que promete.

Estratégia: organizar recursos e atacar!

O jogo online pode ser um pouco confuso no início e conduzir os jogadores a desperdiçar recursos – afirmação baseada em experiência própria. Então, é fundamental traçar planos estratégicos  adequados às primeiras ações possíveis. Claro que GR oferece um tutorial incorporado, todavia ele é superficial, deixa muito por explicar.

No menu do canto superior esquerdo, há quatro ferramentas diferentes. Antes de usá-las, analise o mapa (primeira opção do menu) e determine zonas de ataque e defesa. Já sabe, territórios azuis pertencem aos humanos e os laranjas aos Chimera (o mesmo para as barras espalhadas nos territórios).

Em seguida, acho que o melhor que podia ter feito teria sido ir à terceira opção descendente do menu e investir em um barrack, um command post, e quando desse em uma Intel Tower e uma Bomb Factory. Os bunkers são importantes mas podem ficar para mais tarde, quando os edifícios que mencionei já tiverem sido construídos.

Se o dinheiro der, tente fazer upgrade no barrack construído: as tropas são indispensáveis na guerra. O próximo passo teria sido a última opção do menu, o Skirmish Battle. Não tenho a certeza se compreendi direito, mas pelo que pude deduzir, cada ataque corresponderá a um balanço entre pontos verdes e vermelhos. Se a soma dos pontos verdes de um ataque for superior à soma dos pontos vermelhos, maiores chances de vencer o respectivo round. Sim, o Skirmish Battle é um confronto entre jogadores, uma vertente mais individualizada.

E por fim, teria ido à segunda opção do menu procurar missões de terreno. Tenta não ser aleatório (como eu fui), avalia o contraste entre o custo de cada missão e a recompensa repousando o ponteiro do mouse sobre os ícones coloridos (disponíveis). Mais missões, mais recompensas. Para isso servirá o Command Post que mencionei nos edifícios – responsável por aumentar a velocidade de obtenção de pontos de comando necessários para as missões. Em último lugar, aconselho gastar os recursos na guerra mundial (primeira opção do menu). Assim, penso que seja mais produtivo.

Contudo, cada um tem a sua própria estratégia, não estou impondo uma receita. É só algumas sugestões porque eu fui tão aleatório no começo que perdi algumas oportunidades – nada dramático. Até agora, tenho achado Global Resistance uma experiência positiva. Daqui a algumas semanas, verei. Ah! O beacon vem definitivamente sem instruções, mas na verdade serve para o jogador destacar e sugerir uma área que acredita que mereça mais atenção.

Não é por adorar Resistance que Global Resistance seja um game garantidamente agradável para você. Convém evitar essa possível confusão. A razão crucial disso é GR não ser, nem de perto, um FPS. Precisei insistir no MMO browser-based da Insomniac por alguns minutos até ficar convencido. E apesar de tudo, agora penso que GR não seja inteiramente uma má estratégia da empresa. Se for para distribuir itens de jogo como multiplayer skins, in-game cheats e concept art, essa pode ser uma via lucrativa para os gamers – é a filosofia do ciclo vicioso “jogar para jogar mais [ter mais elementos jogáveis]”.

Não tenho dúvidas de que a ideia é, igualmente, permitir aos jogadores explorarem a área estratégica, automática nos jogos FPS publicados para consoles; ser um comandante que ordena as forças militares da resistência e organiza os ataques.

É uma nova forma de atuar na história da invasão dos Chimera. Continuarei acompanhando. E se cansar do jogo, provavelmente permanecerei ativo até que desbloqueie mais itens. Resistance 3 está na minha lista de games aguardados desse ano.

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Araphawake

Gamer de nascença, entusiasta do YouTube, cinéfilo e sobrevivente de The Walking Dead. Adoro livros e penso demais nas coisas. Na vida pessoal sou extremamente nostálgico e exagerado. Quem não me compreende ou conhece pode achar que sou antipático.
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