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3 horas de Skyward Sword e impressões mil!

Eita jogo bom!! Skyrim que me perdoe…

Como sabem se leram a home do blog hoje (que tá parado pacas então imagino que sim, vocês tenham dado uma olhada), chegou meu Skyward Sword. Parei de jogar com 3:05 de jogo (aliás muito nice a opção de ver o playtime durante o jogo), pouco antes de entrar em (minor spoilers?) Faron Woods (OMG TWILIGHT PRINCESS, sério, o espírito do Faron é o mais lindo do jogo). A cena antes disso, com aquela velhinha ANCIENT com a marca de lágrima e manto dos Sheikah, é muito bacana… todo esse jogo tem coisas que ressoam com toda a série, com tudo de Zelda que já joguei. A Royal Crest tendo apenas asas, que agora sabemos serem dos Loftwings (tudo premeditado ao melhor estilo Eiichiro Oda ou aproveitamento de coisas já existentes?), sem a Triforce, ou o pai da Zelda ser chamado de Gaepora, lembrando a icônica coruja de Ocarina of Time Kaepora Gaebora, que aliás foi há pouco confirmada como sendo uma forma alternativa do sage Rauru (essa enciclopédia de Zelda tá alimentando os teóricos da série como nunca), entre várias outras pequenas coisas. (fim dos spoilers)

Tô vendo que esse post vai ficar confuso. Tenho várias coisas pra falar e elas não são necessariamente conectadas… me perdoem se não ficar fluida a leitura, ok? XD Anyway, começando pelo que mais me marcou: Zelda. A personagem.

Não joguei Spirit Tracks, então dizer que é a Zelda mais bem desenvolvida/com mais personalidade pode não ser uma opinião 100% ainda, mas vejam que no pouco que joguei eu já a curti mais que a Tetra de Wind Waker, que era, imo, a melhor char dela até agora (não em termos de design porque aí é covardia comparar qualquer uma à de Twilight Princess), muito embora perca também pra Midna que é minha personagem feminina favorita da série. A Zelda de SS é… uma pessoa, sabem. Tão lindinha apaixonada, e com personalidade forte enfrentando os bullys do Link (rio muito nessas partes) ou se atirando de Skyloft pra salvá-lo, coisas assim. E na parte da cerimônia depois de ganharmos a… sei lá, corrida? Aquele evento importante lá, ela sendo mega teaser com ele foi demais. Personagem apaixonante mesmo, curti demais ela. E é linda ainda por cima, me perdoem os que não curtiram o design novo.

Aliás, todo o estilo do jogo é demais. Bem mistura de Twilight Princess, nas proporções, e Wind Waker, nas cores e expressões dos personagens. Ficou perfeito e lindo. Link tem caras e bocas sem precisar estar “deformado” (nada contra, curto o outro estilo também), e todos os personagens são únicos, todos os NPCs menores. Twilight Princess tinha personagens de design bem marcante também, mas eram alguns específicos do Ordon Village ou do Hyrule Castle/Market mesmo. Wind Waker levou isso a outro nível comparado ao que tínhamos em Ocarina por exemplo. Vale uma nota aqui também, quanto aos gêmeos instrutores Horwell e Owlan e meu fraco por cabelos longos e prateados que me fazem ~prestar atenção~ nesse último e… é, bom. XD Aquele outro guri com túnica de Link, mas dourada/amarelo escura também é bem legal, e no geral curti muito mesmo o design dos personagens.

Mais relacionado ao gameplay, achei legal demaaaaais e excelente como adição à série o funcionamento dos shops do jogo e a inclusão de reparo ou upgrade de escudos (que quebram à medida que os usamos, e nós os usamos, acreditem) e refinamento de poções, melhorando ou adicionando efeitos. Ambas as coisas requerem materiais e uma taxa em Rupees para serem feitas, o que nos escudos são loot dos monstros e nas poções são insetos espalhados pelo jogo e capturáveis com a Bug Net que ainda não adquiri (aliás, esses insetos me lembram a side quest de Twilight Princess haha, demorei e sofri, mas catei todos). Isso em Zelda, ao menos nos “principais” e que eu saiba, é inédito! E muito, muito bem vindo. Fora os vários novos tipos de poção que apareceram, tipo… o jogo tá robusto nas mais diferentes partes, e isso me dá uma expectativa gigante pro futuro da série. Quem não joga Zelda com aquela desculpinha de “é sempre tudo igual”, pff… jogue Skyward Sword então.

E continuando as novidades, o esqueminha de dash é bem legal. TP precisava muito que o Link fosse mais rápido, com aquela Hyrule gigantesca, e me transformar em lobo e ficar apertando “A” incomodava de tanto que eu ficava “Woof! Woof!” e a Midna “Wah! Wah!”, se vocês também se lembram. A Epona servia bem, mas sei lá, é sempre diferente poder andar a pé. Quanto ao barco em WW… nem comento. Mas voltando a SS, o fato da barra de estamina se esvaziar não só correndo, mas com pulos enquanto nos agarramos em ledges ou “plantas de escalar”, e ao usar o spin attack é… bem legal. Várias ações do jogo consomem energia do Link, e está aí seu realismo, consoles HD. Hahaha, tá certo que cada jogo com sua mecânica, e é impensável a forma como Link carrega milhões de itens com ele, mas jogar algo como Uncharted (NÃO VENHAM ME XINGAR NOS COMMENTS OK, EU TAMBÉM AMO UNCHARTED), em que o protagonista não é um deus da guerra nem nada, e ele tar sempre 100% a não ser que esteja debilitado por razões da história é engraçado também.

Quanto à espada e escudo, combate tá 1:1 mesmo, e por isso mesmo tá difícil. Ter que acertar o timing certinho pra defender direito ou cortar na direção certa as coisas faz a gente PRESTAR ATENÇÃO a cada movimento nosso e do inimigo, e não ficar só esperando uma abertura pra dodge + ficar apertando A. Gostei mesmo, e também dá um medinho do tipo de desafio que terei mais pra frente, com Stalfos e monstros do tipo. Gostaria que os bosses também fossem desafiadores… mas nunca confio muito nisso pra não me decepcionar. Também seria legal se o Link aprendesse técnicas de espada ao longo do jogo, como o Link de Twilight Princess aprendia com… hoho, aquele personagem spoiler cool as hell. Tinha monstros que só com os movimentos especiais era possível derrotar, e ver três deles, os mais difíceis e demorados do jogo, te atacando juntos no último andar da Cave of Ordeals era… haha, olhar pros potinhos de fadinhas restantes depois dos andares de gelo e torcer pra serem suficientes. Claro que sempre tinha a Magic Armor né, mas sempre tive amor a meus Rupees pra usá-los assim. XD Uma pena, porque o Link ficava foda naquela roupa, assim como na de Zora e, bah, tá me dando saudades de TP… haters gonna hate, vocês que não curtem o jogo.

Mas é, o post é de Skyward Sword, me desculpem. Uma coisa que no jogo eu acabei de “ganhar” foi a Fi, a companheira desse Zelda, e me surpreendi demais com as opções que ela nos oferece. Não apenas dicas whatever sobre o que fazer a seguir, mas um resumo do que fizemos por último, nosso tempo de jogo, “rumores” sobre o local em que estamos (lembrei de Skyrim e os bartenders, haha), e ainda mais coisas. Mas assim, é diferente de outros personagens nos jogos anteriores, porque o que ela fala é realmente útil, e não só uma coisa que reitera o que tu já sabia mas não te faz sair do lugar. Sim, Navi e (infelizmente) Midna, estou olhando pra vocês. Ainda que a Midna era útil nos chefes em que ela falava como derrotá-los, o que felizmente a Fi também faz, e com inimigos normais também. Mas só se pedirmos, sem aqueles HEY, LISTEN da Navi, haha. A Fi me deu realmente a sensação de OMG, CENTRAL DE ATENDIMENTO, só que funcional, e não uma festa de gerundismo eternamente correndo em círculos como temos por tudo no Brasil.

Ufa, já escrevi um monte. Vejamos que outros tópicos eu tenho aqui. Ah, sim, uma nota quanto à trilha sonora, que tá ótima. Claro que mal tendo saído de Skyloft ainda, não ouvi quase nada dela, mas gostei de tudo que ouvi, e entrar nas casinhas ou shops e ser recebida com as clássicas músicas da série coloca um sorriso sem igual no rosto. As “vozes” dos personagens também tão legais, percebi mais interjeições mesmo, se comparado aos grunhidos de Twilight Princess, que são quase aquela coisa de Okami. Ok, não tanto, mas you get the idea. XD E por último, vou dizer pra vocês que esse é o Zelda com a melhor narrativa que vi até hoje. Várias e várias cenas da história, e cheias de falas de vários personagens. Até as clássicas de “você é o escolhido” tão especiais e diferentes… não sei se consigo explicar, mas parece que Zelda finalmente alcançou coisas da geração atual, sabem. Como um todo mesmo. Mais opções de interação com o jogo, novas mecânicas de gameplay, história melhor desenvolvida… não é aquela coisa de “ganhe uma espada, descubra seu destino —–> um jogo inteiro depois  ——> mate o vilão principal e veja o final”. Tudo vai indo junto com a história, e a cena com a Sheikah anciã que citei no início do post é um exemplo. Ela não precisava estar lá… bastava qualquer instrução da Fi quanto a que lugar visitar a seguir que seria como em todos os outros Zeldas, a gente indo de um templo pro outro, matando bosses e pegando itens. Acreditem em mim, esse jogo é um marco pra série. Falo com convicção mesmo. E aliás, assim encerro esse post. JOGUEM Skyward Sword. Tanto se são apaixonados pela série (e nesse caso talvez já tenham até terminado), se curtem mas faz tempo que não jogam um, se não jogam mais porque “passou pra vocês” ou se nunca jogaram antes!

“Fica a dica ;)”
como diria o boss.

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Dakini

Viciada em RPGs, sejam eles Final Fantasy e Tales of ou Mass Effect e The Elder Scrolls! Fã incondicional de animês e mangás, e ousem criticar meus favoritos sem bons argumentos! Fora isso, podem me chamar de “a dama dos wallpapers”, hahaha.
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