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Leitura de quadrinhos em atraso – Semana 4

The New 52, Brand New Day e Blakest Night!

Depois de alguns dias afastado do blog (dias intensos no trabalho), postando apenas coisas pequenas, hora de retornar aos meus afazeres por aqui. Começando pelos quadrinhos que andei lendo nestes últimos dias. Não foram tantos quanto gostaria, já que estava mesmo difícil conseguir um tempinho para a leitura, mas continuo seguindo viajem pelo mundo dos quadrinhos de super-heróis.

Não li nada diferente desta vez, apesar de já ter deixado separado aqui o one-shot Wanted! do Eiichiro Oda, que traz algumas histórias curtas antes do sucesso de One Piece, recomendação que peguei dos leitores aqui no blog no CdM da semana passada. Também preciso começar logo a leitura dos quadrinhos americanos de Mega Man. Tanta coisa para ler.

Voltando ao que li e não ao que pretendo ler, consegui pegar mais cinco edições do The New 52 da DC Comics: Frankenstein – Agente da S.O.M.B.R.A., Lanterna Verde, Grifter, Legião Perdida e Senhor Incrível. Ótimas histórias e diferentes linhas narrativas. Mais algumas surpresas inesperadas nestes títulos. Enquanto isso, no lado da Marvel, sigo com The Amazing Spider-Man, dentro da fase Brand New Day, que começa a me empolgar um pouco mais. E em A Noite Mais Densa os mortos já estão fora de suas covas e as primeiras mortes começam dentro do arco dos Lanternas Negros!

Além disso, terminei com as edições Disney de dezembro do ano passado. Faltava apenas Pateta #7. E pensar que já estamos em fevereiro e mal comecei as edições do mês passado. Vixe.

DC – The New 52

Frankenstein: Agente da S.O.M.B.R.A. / Frankenstein: Agent of S.H.A.D.E. #1

A linha paralela da DC, com personagens desconhecidos por grande parte do público, é um dos maiores atrativos mesmo dessa fase. Tome como exemplo este título que coloca uma versão do Frankenstein como agente de uma organização secreta que cuida de problemas envolvendo meta-humanos. Tá certo que todos estes títulos com personagens bizarros e diferentes já existiam antes do reboot, mas tinham um péssimo destaque e muitas vezes ficavam adormecidos e inutilizados por décadas, saindo as vezes para aparições especiais em algum título mais pop. O Lobo mesmo é um personagem tão fodão e não entendo por que diabos ele não tem um título solo da DC. Há muitos universos e séries na DC que estão esquecidas no tempo. O curioso do The New 52 é o resgate de muitas séries que esta geração nem sabe que existe.

Retomando a opinião sobre o título em questão, ele é bem maneiro. Dá a impressão de que existem coisas que já estavam acontecendo e o leitor novato não teve acesso começando pela edição de número 1, mas não chega a atrapalhar a leitura porque há também um cuidado em explicar muita coisa dentro do universo da série. Em especial a organização S.O.M.B.R.A., ficando devendo um pouco de informações sobre o Pai Tempo, criador do próprio Frakenstein. A HQ já mostra que o Pai Tempo brinca de Deus, criando vida, com uma liberdade absurda, chegando a trocar de corpo e criando clones humanos (vazios de sentimentos) que duram apenas 24 horas. A base é minúscula, escondida com tecnologia de Ray Palmer, mais conhecido aqui no Brasil como o super-herói Eléktron. Mas Ray faz só algumas pontinhas na HQ, mostrando sua tecnologia de encolhimento.

A história segue, ainda com suas apresentações e explicações apropriadas (como o Frakenstein ter uma esposa, ou melhor dizendo, ex-esposa, que desapareceu numa missão da S.O.M.B.R.A. numa pequena cidade, bem no interior dos EUA, que foi invadida por monstros que mais que sejam exterminados, continuam vindo sabe-se lá de onde). Então a HQ, nesse clima de monstros de contos antigos de terror, reúne um time para trabalhar com Frankestein, outros agentes monstros, modificados ou amaldiçoados, como uma múmia, um lobisomen, uma mulher anfíbia e algo que se assemelha a um vampiro. Esse grupo de monstros de terror precisa invadir a cidade, repleta de criaturas bizarras, procurar sobreviventes humanos, descobrir o paradeiro da noiva de Frank(enstein) e acabar de vez com seja lá o que esteja causando esse surto de monstros, antes que eles comecem a migrar para outras cidades.

Criativa a revista, mesclando um clima de HQs de super-heróis com o de grupos secretos e monstros de contos de terror. Um bom misto, com personagens inusitados, num universo imprevisível. Gostei demais.

Lanterna Verde / Green Lantern #1

Quando comecei a ler o arco A Noite Mais Densa sempre ficava pensando “o que será do universo dos lanternas quando essa saga acabar?”. Isso porque ela tem todo aquele clima de fim de mundo, de algo que os leitores sempre esperam, mas que nunca aconteceria. Mas ela aconteceu e como isso repercutiu nas histórias posteriores eu ainda não sei, pois como sabem, eu voltei a ler DC há algumas semanas e com isso retomei A Noite Mais Densa, e pulei alguns anos de cronologia para já começar The New 52. Enfim, tudo isso para dizer que fica difícil imaginar as HQs dos Lanternas após estes eventos de imensidão épica. Como superar isso?

Felizmente parece que deu certo; ao menos a primeira edição trouxe elementos agradáveis, sem amarrar demais a cronologia dos últimos arcos, impedindo que qualquer leitor novo fique confuso frente a muitas referências. Elas existem e estão na HQ, mas qualquer um pode ultrapassá-las sem qualquer problema.
E apesar de alguns reflexos inevitáveis das histórias antes do reboot, a nova revista do Lanterna Verde tem um agradável recomeço. Sinestro voltou a ser um Lanterna Verde. Como assim? Não importam os detalhes, apenas que agora ele usa o anel de Hal Jordan. E Hal não é mais um membro da tropa. O que aconteceu?
Bem, se você é um leitor das antigas que está voltando agora, deve procurar os arcos passados, como estou fazendo, mas se você está chegando agora, não importa muito saber como eram as coisas no passado e sim como as coisas funcionam agora e isso nessa nova fase é bem claro. Passa aquela sensação de novo início, uma pausa entre fases, como aquele clássico momento que tem na cronologia do Homem-Aranha em que Petersburgo Parker abandona o uniforme do Homem-Aranha numa lixeira. Hal Jordan vive uma fase de transição. Uma ótima forma de começar uma número 1.
Ainda é cedo para dizer o que será do universo dos Lanternas, mas gostei do que vi. Sempre vi Sinestro como um vilão complexo, afinal, um dia ele já foi um herói, sempre existe aquela ponta de redenção, aqueles momentos onde ele escolhe o bem e não o mal. É diferente de vilões como o Coringa ou Exterminador. Também gostei que ainda existam as múltiplas cores dos Lanternas, achei que os últimos arcos resolveriam essa questão, mas pelo visto elas vieram pra ficar, mas isso conversamos futuramente.
Enfim, Lanterna Verde #1 começou bem. Sem pressa, sem aspirações épicas e principalmente sem inventar demais. Sinestro e Hal, dois personagens que amarram o universo da série.

Grifter #1

Sabe aquele personagem que você nunca ouviu falar? OK, Grifter é baseado num personagem do universo Wildstorm e que está chegando no reboot da DC como algo novo. Não é fácil conhecer e entender os quadrinhos da Wildstorm, até porque eles não saem aqui no Brasil no mesmo fluxo, quantidade e fácil acesso como Marvel e DC, então pra mim é tudo novo, como se tivessem sido criados neste exato momento. É complicado sentir-se assim, sabendo que há um passado para alguns personagens da nova fase da DC.

E Grifter neste ponto é impecável em não deixar o leitor sacar que o personagem já existia no passado, tirando aquela culpa de desconhecimento por negligência. Ao menos na primeira edição. Ora bolas, mal da para entender do que se trata a história do primeiro número. Temos este personagem principal, um golpista, que se meteu numa experiência mal explicada ao ser sequestrado num beco e agora está ouvindo vozes dentro de sua cabeça. A linha da narrativa da HQ nem ao menos é linear, começa no presente, muda para o passado, volta para o presente, aí rola um blackout e o personagem acorda dias depois dos eventos que iniciaram a edição. Loucura total. O que diabos aconteceu, o que diabos está acontecendo e o que diabos acontecerá? É isso que passou pela minha cabeça ao terminar a primeira edição.

Ainda não entendi toda a complexidade do protagonista, ainda não entendi para onde a historia irá levar o personagem que está na capa e nem mesmo o que são as vozes ou se isso servirá para alguma habilidade futura. Nem mesmo se ele tem uma habilidade fica muito claro. Olha, é muito difícil ver uma revista assim, que parece que começa do zero, mas abre um leque de mistérios e perguntas que faz o leitor querer continuar lendo. Tem aquele clima de mistério e tensão que fez séries americanas como Lost e 24 Horas encantarem logo em seus episódios pilotos. Gostei da sensação. As peças foram apresentadas e agora nem tudo faz sentido, mas espero que conforme a leitura avançar com as edições, as coisas vão sendo encaixadas. É uma fórmula interessante.

Legião Perdida / Legion Lost #1

Se Grifter dá a experiência de algo chegando agora, do zero, o título Legião Perdida dá a sensação completamente contrária. Perdida é pouco. A revista parece continuar logo após os eventos do arco Flashpoint (Ponto de Ignição que está começando no Brasil). E isso é ruim porque atrapalha todo o conceito de reboot da fase 52. Não estou dizendo que ganchos e pontas soltas do arco passado não possam entrelaçar nessa fase, mas é preciso ser um pouco mais didático, ainda mais quando se trata de uma edição com um baita número 1 na capa.

Conheço alguns personagens do tempo em que lia Legião dos Super-Heróis na Panini, alguns bons anos atrás, até interromperem as histórias. Vi até o arco em que a Supergirl foi para o século 31 e voltou. Depois disso a Panini pausou e quando retornaram, eu já não estava mais assinando as revistas. É complicado entender o que está se passando na história. Conheço também a bolha que usam para viajar no tempo que aparece nesta edição devido à série do Gladiador Dourado, onde ele ficou um tempo no espaço-tempo consertando furos na linha temporal. Mas ainda assim não é o bastante para compreender qual a finalidade do título ou o que aconteceu para que estes personagens se encontrassem fazendo o que estão fazendo nesta primeira edição.

Dá a sensação de que falta um pilar de conhecimento para entender a HQ e com isso toda a experiência de uma número 1 fracassa. Por que estes personagens da Legião estão perdidos no tempo, o que estão fazendo, por que estão caçando esse outro personagem na história, por que se sentem mal na atmosfera do século 21? Não faz muito sentido. A revista não se preocupa em apresentar os personagens, em explicar o contexto da história e, com isso, tudo fica literalmente perdido.

Parece ser um título bacana para quem já vinha acompanhando a DC, mas para quem está começando agora, esta primeira edição só parece afastar o leitor novato. Falha feia.

Senhor Incrível / Mister Terrific #1

Por fim, dessa última leva que li, está a revista solo do Senhor Incrível. Já conhecia o personagem dos tempos em que lia Justice Society of America – JSA (Sociedade da Justiça da América – SJA). Alias achei estranho a SJA não participar mais ativamente do reboot da DC, lembro que as histórias do grupo, numa das últimas restaurações dele, feita em 2009, eram HQs tão legais. Talvez tenha acontecido algo com o grupo nos arcos da DC que perdi, mas isso fica para pesquisa futura. O caso é que o Senhor Incrível era um personagem com que eu tinha um pouco contato através das histórias da Sociedade da Justiça e finalmente agora, com uma revista solo, posso entender melhor a origem do personagem.

Gostei da primeira edição. Achei meio exagerada em alguns pontos do presente do heróis, mas o flashback contando um pouco do seu passado foi muito esclarecedor. Como sua esposa morreu, da promessa que ele fez a ela, do momento sci-fi em ver seu filho vindo do futuro avisando para ele continuar e de todo o mistério que vai envolver isso. Só ficou faltando explicar sobre as esferas, o que espero que aconteça mais a frente do título. E o vilão que passa a controlar as pessoas e até mesmo o próprio Senhor Incrível também parece ameaçador e curioso, em face do bandidinho pé-de-chinelo que abre a edição.

Um super-herói inteligente (a terceira mente mais brilhante do universo DC), com habilidades incomuns (quero saber das esferas!) e com um mistério envolvendo um futuro que ele mesmo não fazia ideia que teria. Um personagem que parece ter perdido tudo, que não tem mais nada a perder, e que só vive porque deve cumprir uma promessa feita a sua esposa momentas antes de ela morrer. Clichê, mas funcional. Sabendo trabalhar com estes elementos, dá para criar um personagem bem intenso. Diferente do Batman, o Senhor Incrível não tem esse lado violento e sombrio, ele quer mudar o mundo de forma aberta e honesta e não aos socos e pancadas como o morcegão. É um estilo diferente, diria até ingênuo, mas vale a pena tentar. Por que não?

Marvel – Brand New Day

The Amazing Spider-Man – #551 / #552 / #553

Depois de algumas edições é inevitável ir se acostumando um pouco mais com as alterações que o pacto do Mefisto trouxe ao Aranha. A edição 551 conclui a historinha do novo Duende, o tal de Ameaça, e também define um pouco mais o mistério em torno de Jackpot. Um erro da heroína, ainda inexperiente, acaba matando uma vereadora que estava concorrendo à prefeitura de Nova York. Apesar de Peter ter tentado impedir, acabou sendo inevitável. Isso coloca um peso mais sombrio na atmosfera do gibi, Jackpot desaparece, assim como o tal Ameaça. E a revista termina com uma gancho curioso sobre a personagem, com Peter tentando encontrar ela pelo nome que a mesma havia revelado ao longo da aventura. Só acho que as vezes cansa um pouco estas histórias que terminam cheias de pontas soltas. Primeiro foi o Senhor Negativo que teve um gancho, agora ficou no ar a identidade do tal Ameaça e também da Jackpot. As histórias do Homem-Aranha sempre foram assim, mas fazer isso numa nova fase, onde tantas mudanças aconteceram no universo do personagem é pedir para os leitores serem pacientes demais. Felizmente não acompanhei essa fase junto com o lançamento americano, sendo assim tenho um monte de edições em atraso pra ler ao mesmo tempo, tirando um pouco aquela coisa chata de ter que esperar pela próxima edição.

Continuando, as edições 552 e 553 trazem uma nova história e mais um novo personagem vilão, criado aqui, na hora, pelo azar do destino do carinha, que graças ao Aranha acabou caindo no laboratório do Dr. Connor (conhecido por ser o vilão Lagarto) e o Zé Mané, viciado, achou inteligente injetar algo desconhecido na veia. Depois disso a revista mostra de camarote o nascimento de um novo vilão, super nojento, apelidado de Freak. A conclusão da história é só no 554, que ainda não li, mas isso não importa muito. Novamente são utilizados elementos batidos do universo do Aranha e até mesmo da mitologia dos super-heróis, a de que eles mesmos acabam criando seus próprios super-vilões. Freak obviamente nasceu pelo azar do bandido em ter cruzado com o Homem-Aranha, assim como ocorre com tantos outros vilões no universo dos super-heróis. Causa e efeito, amarrados à Lei de Murphy e salpicados com um pouco de karma.

Enquanto Peter dá de cara com esse pessoal novo, em paralelo continua a história do Clarim Diário, que virou CD, com um novo chefe, e por sinal acho engraçado ele errar o nome de todo mundo da redação a todo momento, como se estivesse fazendo de propósito. O cara é bem malucão mesmo. Nesse meio tempo o JJ continua sem saber da venda do Clarim, o que já está meio arrastado por sinal. E a eleição à prefeitura de Nova York parece que vai tomando rumos mais importantes dentro da fase; é aguardar pra ver (quer dizer, muitos já sabem, eu não, já que estou lendo atrasado).

Finalmente Brand New Day começa a crescer e amadurecer, mas sinceramente, ainda não vejo motivo para toda a palhaçada de mudar magicamente a linha cronológica das HQs do Aranha. Tudo que está acontecendo até agora poderia simplesmente acontecer sem terem feito o que fizeram. Continuo insatisfeito com isso.

DC – A Noite Mais Densa

A Noite Mais Densa / Blackest Night #2
Lanterna Verde / Green Lantern #45
Tropa dos Lanternas Verdes / Green Lantern Corps #39

E o clima de adrenalina que essa saga passa vai aumentando conforme vou lendo as edições. São tantas histórias paralelas, envolvendo tantos personagens que é difícil comentar individualmente cada momento. Basicamente estas três edições focam no surgimento dos Lanternas Negros, com os anéis pretos viajando por todos os lugares em busca dos mortos com grande poder para integrar a nova tropa.

Na Terra, Hal Jordan e Barry Allen continuam enfrentando J’onn J’onzz, mas descobrem que parece ser impossível acabar com ele. Adoro a cena do Gordon e Bárbara perto do batsinal quando Jordan cai destruindo o mesmo. Ao mesmo tempo Aquaman levanta de seu túmulo, ameaçando seus conhecidos de Atlântida. E outros personagens de menor calibre vão sendo cercado pelos anéis negros. O corpo do Desafiador se levanta. Espectro é outro que sofre com os anéis. O cemitério dos heróis da Terra é um prato cheio para os anéis de poder. Tudo fica ainda mais intenso neste momento da saga. Ninguém ainda entende o que está acontecendo, como os mortos podem sair de seus túmulos e pior, como acabar com eles. Não adianta decapitar ou pulverizar, porque os corpos zumbis são reconstituidos pela energia do anel. E se Jordan e Barry mal estão dando conta de J’onn a coisa só piora quando outros heróis como a Mulher-Gavião, Carter, Homem-Borracha e outros personagens surgem mortos para acabar com a dupla de heróis. Caraca!

Depois é a vez de Carol Ferris e Sinestro se pegarem no planeta das Safiras. Carol resistindo sobre o controle hipnótico do anel de poder do amor, enquanto Sinestro quer libertar sua tropa aprisionada em edições antes do arco A Noite Mais Densa. O conflito logo é interrompido pela invasão dos anéis negros.  Outro que começa a ter problema é John Stewart, outro Lanterna Verde da Terra (aquele que participava do desenho da Liga da Justiça), que está em frente ao planeta Xanshi, um mundo que John não conseguiu impedir no passado de ser completamente aniquilado, um planeta que parece vivo sob o poder dos anéis negros. Outros lLnternas de outras cores também começam a enfrentar problemas; a tribo azul que se encontra sob ataque do poder de Larfleeze, o agente laranja, mas não há mortos no planeta natal dos Lanternas Azuis. Larfleeze por outro lado se vê cercado de mortos vivos em seu santuário. E a Tribo Indigo começa a se mover.

Logo após, a história volta para outros dois lanternas da Terra: Guy Gardner e Kyle Rayner, que se reúnem com outros membros da Tropa e acabam rumando para OA, lar dos Lanternas, que está pesadamente sob ataque dos anéis negros. A cripta dos Lanternas tombados em combate é o alvo dos anéis e com isso dezenas (ou centenas) de falecidos Lanternas Verdes se erguem de seus túmulos. Wow! A guerra mais uma vez atinge a Tropa! A Noite Mais Densa começa a afetar todo o universo da DC!

Não posso deixar de elogiar a arte desse arco de história, com quadros de duas páginas, de memoráveis personagens conhecidos da casa com seus versões cadavéricas sobre o uniforme dos Lanternas Negros, de expressões e todo o impacto que existe na história, onde qualquer personagem pode morrer e quem morrer acaba se tornando um Lanterna Negro. Bom demais a narrativa pesada, o clima sombrio e o terror que aflige todos os ângulos possíveis no universo da DC nesta grande saga. É uma excelente fase da editora depois de ter passado por críticas negativas com suas “infinitas crises”.

Disney Dezembro

Pateta #7

A última das mensais de dezembro da linha Disney. Totalmente atrasada. Mas isso não atrapalha em nada a diversão que a edição proporciona. São ao todo 4 histórias. Um Natal Apatetado é provavelmente a melhor da edição. Um conto simples, mas eficaz com o Pateta que sem querer coloca o Papai Noel fora de cena em plena noite de Natal e agora cabe a ele (e de quebra ao Mickey) realizar todas as entregas da noite antes que amanheça. A HQ é bem humorada, com o Pateta numa de suas melhores performances. Me diverti com ele tentando fazer o trabalho do Noel.

Confusão em Alta Definição também é muito agradável, com o Pateta perdido numa loja de televisores, achando que entrou dentro de um dos filmes de que ele é fã (no caso uma brincadeira com Senhor dos Anéis). Ele dando dicas sobre o enredo do filme, assim como os nomes dos personagens que a Abril traduziu para a brincadeira ficaram engraçados. Também achei engraçado o fim, quando os próprios atores se perdem dentro da loja. Isso é que é HDTV.

O Rei das Mensagens é mais fraquinha, mas não chega a ser ruim. Acabei sacando que era o Horácio que estava de sacanagem com o Mickey e o Pateta logo que ele surge em cena na história. O roteirista deveria ter disfarçado melhor isso. Ficou meio óbvio. Antes ele tivesse se feito de desentendido quando o Pateta comenta sobre o serviço que ele está usando no celular. De qualquer forma, Horácio conseguiu zoar o Mickey e o Pateta por um curto período.

A última história é mais delicada. Temos o Superpateta de volta na revista do Pateta, desta vez numa aventura italiana. O fato é que os italianos tratam o personagem de forma bem diferente do resto da produção mundial. Geralmente o Superpateta é um herói centrado ao dia a dia de Patópolis, sem muitos super-vilões e com HQs mais voltadas a trapalhadas e roubos de bancos e joalherias. O Superpateta italiano tem aspirações mais ousadas. Possui superaventuras de verdade, tem vilões com poderes e é comum vê-lo em aventuras especiais, como é o caso na HQ desta edição.

Gosto dessa ousadia que os italianos dão às histórias. Afinal o Superpateta é um dos super-heróis da Disney que poderia se equiparar ao poder de um Superman na DC. Ele é invulnerável, tem super força, super audição, super sopro e mais uma porrada de super habilidades. Colocar ele no espaço, com vilões mais parecido com HQs de heróis é algo que o torna um personagem mais real. Gosto dessa ideia, do desafio de tornar o Superpateta um super-herói com mais ações memoráveis. A história dessa edição o coloca contra um alienígena que assola planetas usando o mito do Papai Noel, mas não na versão boazinha da Terra. Muito bacana ver o Super lutando contra piratas espaciais. Achei engraçada a parte em que ele vira Pateta para se infiltrar na nave e pegar o vilão, já que como Superpateta ele estava fracassando. Os italianos fazem o personagem ser diferente, mais épico. O que falta é uma saga, uma história do jeito que só os italianos fazem para consolidar melhor o Superpateta, porque suas aparições por lá, na Topolino, são bem raras, o que me faz pensar que talvez ele não seja muito popular no país da bota.

E encerro por aqui mais um Leitura de quadrinhos em atraso! Uma pena que não deu tempo para nenhum mangá esta semana. Quem sabe me saio melhor na próxima. Viradinha de mês sempre fico com muito pouco tempo mesmo.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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