Jogando

Assassin's Creed III na Game Informer!

Quando eu achei que finalmente daria um tempo, eles me puxam de volta!

Eu achei que fosse chorar, me emocionar de verdade, mas nem… Assassin’s Creed Revelations veio só para dizer que no fim das contas o Ezio foi só mais uma peça na caçada pelas respostas que o Desmond ainda precisa recolher. Mas nem tudo foi tão broxante assim, ao menos justiça foi feita ao Altair que nunca esteve tão incrível antes na história. Só não falo mais nada sobre isso porque ainda quero escrever a quarta parte do meu repentino diário sobre a franquia e só ainda não o fiz porque esse calor de matar que está fazendo por aqui acaba literalmente com todas as minhas energias.

Quanto à Assassin’s Creed III, confesso que não estava muito animado à princípio. Foi tanto jogo saindo ano após ano que eu estava apenas esperando um deslize feio pra desanimar de vez, o sentimento pode ser outro para muitos, mas pra mim Revelations pareceu uma sequência já cansada, eu não consegui sentir o mesmo brilho daquela Florença agitada, cheia de vilões, personagens apaixonantes e coisa e tal. Em Revelations, o Ezio não deixou de conhecer novas figuras, mas elas nem de longe fizeram frente aos personagens que ainda gostaria de ver se desenvolvendo. E a cidade da Constantinopla? Bem, inesperadamente ela continuou chata, exatamente como no primeiro jogo.

No fim das contas eu acabei sentindo o Ezio mais solitário do que bem acompanhado, foi quase a mesma sensação que tive com o primeiro Assassin’s Creed e agora ela parece que vai se repetir. Na mais recente edição da Game Informer sobre o assunto, a primeira coisa que você deve saber é que o nome do novo assassino é Connor, ele é fruto de uma mistura de índio com inglês e sim, ele vai ser tão solitário quanto um dia foi o lendário Altair.

Bandeira americana ao vento? Neve pra todo lado? George Washington posando para uma foto? Fiquei curioso demais com essa mudança de ambientação, os gráficos parecem que ganharam uma turbinada, na revista a Ubisoft diz que a engine é nova e que o trabalho de desenvolvimento começou quando Assassin’s Creed II estava sendo lançado. Acho que isso explica o porquê de tantos lançamentos consecutivos, os caras tinham a equipe muito bem alinhada com toda a trama e o futuro dela em mente e isso merece os meus sinceros aplausos, mas acho que planejamento no que diz respeito ao ”time” dos lançamentos não foi tão bom assim.

Assassin’s Creed I, II, Brotherhood, Revelations, foi coisa demais em tão pouco tempo, cansou muita gente que tinha vontade e ainda tem vontade de experimentar a franquia. Nem bem acabava um jogo já vinha outro chegando. Talvez a idéia desde o começo fosse manter acesa a chama que move os fãs dessa franquia, não deixar a peteca cair até que o ”gran finale” ou algo próximo disso acontecesse seria extremamente desanimador para qualquer produtor, mas depois de jogar os 4 Assassin’s Creed no mesmo ano, quase que numa tapada só, eu olho para trás e vejo que pouca coisa inovou com o passar do tempo, parece até um jogo de FIFA ou PES, que saem todos os anos e quase em nada se diversificam.

O que manteve essa franquia de pé na minha opinião foi a oportunidade de acompanhar uma das histórias mais interessantes que já tive a chance de conhecer em muito tempo e claro, o carismo do Ezio que renova qualquer entusiasta da série por mais que em muitos momentos ela acabe cansando o jogador.

Saber que o novo Assassin’s Creed ficou bons anos de molho antes de vir ao mundo me anima muito mais, afinal é um recomeço, e como dizem as línguas internet afora, estamos diante de um recomeço extremamente bem planejado em todos os sentidos, ou pelo menos é nisso que a Game Informer quer que nós acreditemos. A começar por uma nova área além das cidades que geralmente frequentaremos chamada fronteira. Pelo que foi dito ela vai ser algo próximo do que tínhamos no II e em Brotherhood, locais vastos que dividem uma cidade da outra, mas desta vez com cara de mundo aberto, aquelas florestas e áreas nevadas devem ser o aperitivo. Diz a revista que a engine que trabalha nesse jogo não é a mesma dos outros games e que as mecânicas do personagem foram totalmente redesenhadas e nada lembrarão os movimentos do Ezio e do Altair e devo confessar que essa é a parte que mais me anima, porque depois de jogar tanto isso já até decorei como ambos os personagens corriam, pulavam, enfim, estava repetitivo demais mesmo com uma novidade sendo adicionada aqui e ali a cada jogo.

No que diz respeito ao personagem, achei a vestimenta linda, deu dó ver o Ezio envelhecendo até no guarda roupa do último jogo, mas a beleza, agora um pouco mais selvagem, vai voltar na franquia. Não curti muito a machadinha do cara, mas adorei o arco e flecha já prontinhos nas costas dele. Nos outros jogos tínhamos a beast, mas eu nunca curti ficar enrolando no jogo até ter grana para comprar ela. A Ubi também mandou avisar que a hidden blade não foi cortada, ela está lá em algum lugar, só não a vimos ainda. Fora isso, o jogo promete muito mais npc’s chatonilos do que antes, os velhos locais abandonados ou ocupados por templários que você deve comprar pra levantar uma grana e até eventos aleatórios acontecendo fora das cidades.

Tem mais coisas aí no meio, mas ficaria um porre listar tudo, prefiro deixar os vilões e a trama pra quando tivermos algo mais concreto. A última coisa que vale apena citar é que os momentos de ação com o Desmond serão maiores, e isso devo confessar que aguardo desde Assassin’s Creed Brotherhood, quando a Ubi deu uma pitadinha do que poderia ser um gameplay revezando os acontecimentos do passado e presente. Se bem que quem fechou Revelations sabe que isso estava mais do que na cara que iria acontecer. No mais, deixo logo abaixo mais imagens da versão digital da revista. Tá tudo muito cru ainda, mas já tem foto dos personagens mais relevantes e um pouquinho da nova ambientação. Segundo a Game Informer o jogo já está praticamente terminado e pronto pra entrar em testes e receber polimentos. Logo, um vídeo maroto do gameplay não deve demorar a cair na rede, agora é só aguardar.

Lembrando que a qualquer hora dessas sai o quarto, e nem tão empolgante quanto eu gostaria, diário sobre o último capítulo da saga do Ezio e o até então último da franquia Assassin’s Creed.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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