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Mauri a 88mph #2: meu primeiro console!

O primeiro unboxing a gente nunca esquece.

Hoje em dia é possível encontrar vídeos de unboxing de praticamente tudo que é lançado. Hoje eu me deparei com o vídeo acima onde o Master System é protagonista.

E logo me veio à cabeça as memórias do meu primeiro videogame, o Dynavision. O primeirão, “compatível com o Atari 2600”. Não ganhei ele novo, veio como parte do pagamento do fusquinha que meu tio comprou da minha mãe. Mas tinha poucos de meses de uso e estava tudo impecável. Uma caixa grande e bonita, bem diferente daquelas que vemos nos consoles atuais. Quando fechada dava pra usar uma alça que tinha na parte superior e usar a caixa como uma espécie de maleta.

Dentro da caixa, tudo era acondicionado em embalagens plásticas colocadas dentro dos espaços adequados no isopor. Mesmo já tendo visto aquele console na estante do meu tio, foi um momento mágico abrir aquela caixa, já que eu realmente não esperava ganhar o console (não foi em nenhuma data especial). Eu ainda não conhecia Zelda, mas o som do Link abrindo um baú é adequado ao momento.

Foi tão legal abrir a caixa, ir retirando os componentes, desembalando, admirando cada detalhe. Logo em seguida, todo o ritual para a instalação do videogame na pequena tv de 14″. E quando eu digo ritual, o pessoal que jogava nessa época me entende. E depois de tudo devidamente instalado, veio a alegria de poder saber que que dali em diante eu poderia jogar quando quisesse (ou quase isso!).

Acompanhando o console veio um cartucho com quatro jogos: River Raid, Enduro, Keystone Kapers e Seaquest. Um quarteto incrível de jogos que foram a minha porta de entrada nas aventuras eletrônicas, já que o jogo dos Smurfs eu só joguei duas ou três vezes na casa desse tio antes do console dele ser meu. E sorte minha que na época ele já tinha vendido o cartucho! Ah, e para trocar de jogo bastava apenas resetar o console, muito mais fácil do que ficar mexendo em travinhas como em cartuchos de outras fabricantes.

Naquela época existiam vários consoles “clones do Atari, mas de todos o Dynavision era o melhor. A começar pelo design com linhas retas, o acabamento em preto fosco com detalhes prateados. Os controles (chamados de Dynasticks) também me agradavam muito, com um formato de manche mais egonômico, com opção de usar o botão de ação da base ou do topo da alavanca. Embaixo dele as ventosas para a fixação, o que permitia jogar com apenas uma mão (muito útil na hora do café da tarde!).

Outro detalhe que me agradava muito era a tela azul dele. Não, nada a ver com o Windows. Nos outros consoles, quando tiramos o cartucho do slot ficava aquele chiado insuportável pois a tv não recebia nenhuma transmissão. Mas no Dynavision a troca era mais agradável, já que a tv ficava silenciosa com a tela azul quando o console ficava ligado sem cartucho.

Sem dúvida, esse foi um dos melhores unboxings da minha vida junto com o do GameCube. Mas isso é assunto para outros 88mph.

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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