E3 2019Jogando

25 minutos de Beyond: Two Souls!

Por que eu adiei tanto a compra de um Heavy Rain?

Caramba, Beyond deixou todo mundo com a pulga atrás da orelha e ainda tinha mais pra ser mostrado. O jogo continua uma incógnita muito grande pra mim, mas acho que se eu já tivesse experienciado Heavy Rain antes poderia entender melhor o gameplay.

Os pôsteres de divulgação recem liberados mais se assemelham à cartazes de um filme pronto pra estrear no cinema do que um jogo de vídeogame e a jogabilidade só reafirma que tudo isso mais parece se tratar de um filme, só que mais intenso ao meu ver.

A cena dela tentando escapar daqueles cachorros por exemplo é aquele momento de um filme onde você pode ficar apreensivo além da conta com tanta edição rápida que a cena ganha. E eu fiquei pensado comigo mesmo se conseguiria fazer os dois em tempo hábil: me envolver com a cena e ao mesmo tempo estar pronto para apertar os botões na hora certa. Porque eu tenho a leve impressão de que a imersão, essa tensão do momento sairia da tela, invadiria o meu quarto e me faria escorregar várias vezes tentando executar ambas as tarefas.

Também dá pra notar que a gente não controla exatamente a Ellen (se é que a personagem vai levar o mesmo nome da atriz), mas sim o espírito ou a alma penada que a rodeia. Isso ficou claro na hora em que ela é acordada no trem e nessas cenas de possessão diversas. Aliás, o que exatamente ela fez pra ser perseguida por Deus e o mundo dessa forma?

Com um poder incomum desses nas mãos qualquer um consideraria uma pessoa dessas (não importasse a idade) como um potencial perigo à sociedade, mas as intenções dela não parecem ser bem essas. O enredo está mais para aquele tipo de história onde o protagonista se torna uma aberração que passa a ser caçado mesmo sem a menor pretensão de ferir ninguém.

E ela parece bem desamparada, como se tivesse fugido da família (provavelmente os primeiros a descobrir tudo). Tem um poder inigualável nas mãos, mas não deixa de parecer uma menina frágil tentando se fazer de forte. Notem que apesar de alguns personagens secundários parecerem mais sinistros que o normal, fora os próprios poderes da protagonista, nada aqui é levado ao exagero.

Pensamentos e dúvidas minhas à parte, ao menos uma coisa eu já sei: Beyond é aquele tipo de história que vai me fazer querer ver o seu desfecho custe o que custar.

Fora isso, esses 25 minutos só me disseram que já passou da hora de saber o que é Heavy Rain, mesmo tendo visto muito pouco dele também. Acho que é o efeito Quantic Dream me alcançando, afinal quantas produtoras conseguem gerar hype em você ao mesmo tempo em que tornam seus títulos tão enigmáticos?

Eu ainda tento contar nos dedos, em vão é claro.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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