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Isso é Dragon Ball na Panini!

A jornada pelas Esferas do Dragão de novo, do início, no Brasil!

Sexta-feira finalmente coloquei minhas mãos no primeiro volume de Dragon Ball pela Panini. Comprei a edição pela loja virtual da Animepró, junto com mais uma pilha de mangás atrasados (foto). Podia ter feito a assinatura de Dragon Ball, assim como fiz a do One Piece, mas achei pífio o pacote de seis meses da Panini. Seis meses pra mim passam num piscar de olhos. Gostaria muito de que as aventuras de Goku tivessem recebido a mesma oferta que a turma do Ruffy recebeu meses antes, com uma assinatura de 1 ano completo (com direito a 6 meses grátis). Mas como não foi o que aconteceu, decidi  colecionar Dragon Ball comprando-o no formato mais penoso: online junto com os tantos outros títulos que coleciono. Não é todo mês que compro assim, em pacotão, então possívelmente vou ler com atraso em relação a quem compra direto em banca ou recebe pela assinatura.

Mas estou muito contente com o relançamento do título aqui no Brasil. E num formato que realmente me agrada, com o trabalho gráfico de qualidade da Panini em relação a concorrência atual. Não tenho a coleção antiga da Conrad, seja em meio-tankobon ou na de luxo (que ficou incompleta), mas eu gosto do formato usado hoje, próximo ao original japonês. Nunca fui muito fã do modelo mutilado usado no Brasil, onde 40 edições de 200 páginas se tornavam 80 de 100. Isso significa que essa será a minha verdadeira oportunidade para colecionar esse clássico do gênero. É claro que não iria deixar passar, por mais que eu conheça a história de cor e salteado.

E Dragon Ball – Volume 1 ficou tão caprichado quanto os demais títulos da linha da Panini, tal qual One Piece ficou. Contra-capas em cores, com freetalk, encadernado sólido, sem censura das cenas de nudez (li por aí que os volumes da Conrad tinham censura, é isso mesmo?), com um extenso glossário posicionando o leitor dentro do universo e das referências culturais da história e uma tradução mais fiel ao original e menos inventiva como ocorre na JBC em certos títulos.

Então, assim como fiz com a primeira edição de One Piece aqui no blog, segue fotinhos do primeiro volume de Dragon Ball.

Por sinal, que coisa linda é o traço do Akira Toriyama. Não parece grande coisa frente aos mangás atuais, mas é preciso pensar que Dragon Ball é um mangá criado em 1984. Você pega esse volume inicial e não diz que são desenhos criados há 28 anos atrás! Não é à toa que Toriyama é considerado a inspiração para muitos dos mangákas atuais. Dá gosto ler Dragon Ball nesse formato clássico.

É muito diferente da sensação que tenho lendo Cavaleiros do Zodíaco (criado em 1986), que a JBC relançou no início do ano. Assim como Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco eu só conhecia através do animê na TV, nunca tinha tido a curiosidade de ver o início da obra pelo mangá e quando coloquei as mãos no primeiro volume meses atrás fiquei pasmo como Masami Kurumada desenhava horrivelmente (ele melhorou hoje em dia? Espero que sim). Qualé dos personagens em várias páginas falarem com a boca fechada e olhos fechados?! Argh! Fico admirado como Saint Seya conseguiu se tornar um sucesso na década de 80. Não sei muito a história por traz da série, mais imagino que o animê tenha sido o principal responsável porque o mangá é de dar dor de barriga de tão ruim que são os desenhos. Nunca mais reclamo do traço-rabisco do Yoshihiro Togashi, de Hunter X Hunter. Estou colecionando Cavaleiros pela curiosidade e nostalgia mesmo (nunca terminei de ler/ver a primeira fase de Cavaleiros do Zodíaco).

 Isso só mostra como Dragon Ball realmente estava a frente de seu tempo e como Akira é realmente um grande mestre de seu tempo! Quem mais está ou irá colecionar Dragon Ball nessa fase pela Panini? E para quem já comprou o primeiro volume, o que achou? Por último, alguém aqui NUNCA leu ou assistiu Dragon Ball?

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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