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Primeiros dias e descobertas: Don’t Starve! (Impressões Beta)

Tenha curiosidade, mas sobreviva ao processo!

Numa andança pulando de canal em canal do YouTube encontrei um desses vídeos de gameplay, que inundam a rede cada vez mais, encontrei um singelo joguinho. Don’t Starve, premissa simples, mas com um elemento muito interessante: A descoberta.

A primeira vista pensei muito na semelhança com talvez Minecraft, não sei se pela coleta de recursos ou até pelo fator sobrevivência. Mas afinal acho que Minecraft tem mais a ver com uma grande caixa de lego do que sobrevivência.

Em Don’t Starve você é jogado no meio do nada e precisa cumprir o único objetivo de  não morrer. Cate tudo que está no chão, faça um machado, depois uma picareta, assim as coisas vão indo conforme você explora os terrenos e coleta recursos.

O medidor de fome é um problema, ele caiu até de forma um pouco acelerada e cabe ao jogador sempre estar se alimentando, sejam de frutas, ou coisas mais “nutritivas” como carne de coelho.

Quando a noite chega existe outro problema, porque 3 segundos estando em breu total é automaticamente game over, já que os habitantes da noite não deixam barato para suas presas.

Mas como falei no início, o que me motivou muito nesse jogo são as descobertas, e atualizações a cada duas semanas praticamente só alimentam este sentimento que há sempre algo novo para se descobrir.

Outro dia mesmo, estava andando até que encontrei uma pegada de um bicho grande, segui e adiante havia mais uma, e outra. Fui seguindo até dar de cara com um bichano totalmente inédito pra mim naquele momento.

O jogo se dá quase inteiramente com cliques na tela (é possível usar o WASD para se movimentar e até girar a câmera com as setas), e é bem intuitivo, até porque raramente ele te empurra tutoriais e o que você tem que fazer para realizar X ação.

Apareceram-me porquinhos humanoides uma vez, dei a um um pedaço de carne e este passou a me seguir por um tempo (acho que fugiu depois de não ter dado mais carne). Com ele ataquei um ninho de aranhas para conseguir teias para pegar vaga-lumes e assim progredir na construção de meus equipamentos.

Inclusive, estava ao lado de minha lareira um dia desses e uns bichos transparentes apareceram, pacíficos aparentemente, mas bem estranhos, já que me rondavam dia e noite. Talvez esperassem um momento de descuido para atacar.

Aliás o jogo tem inúmeras formas de te tirar totalmente da tua zona de conforto se você está prosperando bem. Das mais vis como apagar sua fogueira, como simplesmente mandar um monte de aranhas pra onde você está, se você está perto de algum ninho.

O jogo é simples porém com modelos desenhados muito bem acabados, e a cada “campanha” (a cada morte) você acumula pontos que culminam em novos personagens com habilidades e maneiras diferentes de se jogar. Ah sim, deves ser degustado aos poucos, acho que tudo fica massante se jogado seguidamente, principalmente porque você vai passar um tempinho clicando em arbustos e árvores, até achar algo realmente interessante que te faça ter aquele estalo de “caraca, o que mais esse mundo pode me surpreender?”.

E sempre com a pitada que na próxima esquina tudo pode acabar. Don’t Starve já é um jogo bem legal como está, mas acho que sua longevidade dependerá das mecânicas restantes que serão implementadas (como um tal modo adventure que está em Beta e não testei) e a capacidade do jogo de mostrar novas surpresas a cada novo metro explorado.

O jogo está disponível para pré-compra (que te tá acesso ao beta, que foi o que eu joguei) ou para Chrome (sim o navegador), mas acho que a versão do navegador é bem mais simplória e com menos recursos que a da Steam.

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Rackor

Gamer de fliperamas aos consoles, passando pelo saudoso GB Color e seu Pokémon Yellow. Leitor de mangás, e dou preferência a estes ao invés de animes. Mais recentemente descobri as HQs, e desde então sou fã da trajetória de Geoff Johns em Laterna Verde, entre outros clássicos como Watchmen.
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