E3 2019JogandoMiscelâneaReflexões & Opiniões

E3 2013 | Bullying, decepções e next-gen? (Opinião)

Começo a me sentir velho demais e sem saco para certas coisas do mundinho gamer.

Vamos lá. Por onde começar? Que tal com as minhas expectativas? Esperava algo um pouco diferente do que realmente aconteceu na E3 desse ano. Talvez uma coisa mais impactante, mais inovadora e revolucionária, mas sinto que o que recebi foi a mesma galhofada de sempre. Por que ainda tenho esperanças por uma E3 de explodir miolos? Não que eu curta a segregação que estava rolando no mundinho dos gamers com essa história de novas políticas de games usados, conexões obrigatórias ou do sistema de nuvem e os benefícios que essas coisas poderiam trazer junto, ainda que, claro, com as desvantagens de quem não pode acompanhar a modernidade.

Vídeos? Imagens? Pontos chaves em negritos para leitura dinâmica? Talvez mais tarde (assim que der tempo). A preguiça em não ler o texto assim, meio cru, fica por sua conta. #VidaAdulta

Microsoft

A começar pela Microsoft. Não acho que ela fez feio em sua conferência, mas também não acho que tenha feito bonito. Parece ironia, ou chacota (entenda como quiser), mas eu vejo a linha Xbox como um dos melhores sistemas que um videogame por receber. Vindo da galera do Windows e das telas azuis, o sistema Xbox Live é incrivelmente fantástico. Mas existe um péssimo marketing sendo feito em cima da empresa e parece que ninguém vai conseguir reverter isso tão fácil. As soluções possíveis podem ser tristes daqui pra frente, como dar pra trás naquilo que o projeto do Xbox One poderia ser, cedendo assim as pressões, ou indo contra a maré na esperança de que as pessoas simplesmente se adaptem e ainda tenha público o suficiente para manter a linha de videogames da companhia. Eu temo sim por um efeito Sega.

E é uma situação complicadíssima, onde jamais irá conseguir agradar todo mundo. Até onde o processo de evolução tecnológica deve atrapalhar as pessoas? Eu não consigo deixar de pensar num caso que aconteceu na minha cidade, alguns anos atrás, onde a companhia de ônibus estava com um projeto de modernizar a sua frota, onde os veículos passariam a ser automatizados e não seria mais necessária a existência de cobradores dentro dos ônibus. Houve um rebuliço danado, com a população achando um absurdo acabar com os empregos de cobradores, sindicato fazendo mobilização, e no fim, o projeto morreu. E me lembro de pensar na época como seria legal modernizar isso, não que fosse contra a existência do cobrador, mas modernizar é isso, não? Não bastaria que os cobradores fossem remanejados para outros setores da companhia? Para tudo se dá um jeito, mas porque o medo de que as coisas fiquem modernas e automáticas demais? Não é por conta de pensamentos e esse medo do futuro que tecnologicamente estamos vivendo uma geração estagnada? Cadê aquele futuro que eu sempre sonhei ao assistir Futurama? E vivemos exemplos de como as coisas caminham de forma lenta demais porque as pessoas são lentas também, como a inclusão da TV Digital ou da Banda Larga de alta qualidade. Enfim, é uma situação delicada, onde desfavorecer pessoas nunca vai dar certo.

Mas virando o disco, a conferência da Microsoft não foi realmente tudo aquilo que queria que fosse. Mal se arranhou a Xbox Live Arcade, um dos grandes méritos do Xbox 360. Uma falta de tato com tantos títulos sem carisma. Veja bem, lindão mesmo o tal Ryse da Crytek, mas esse é o mesmo estúdio de Crysis, que pra mim consegue ser um game interessante, mas sem qualquer carisma, seja pelo universo, seja pelos personagens. E não foi exatamente assim que me senti vendo Ryse na conferência? Outra mordida meio amarga no bolo que a Microsoft ofereceu ontem foi em relação a Rare, que parece mesmo condenada a jogos simplórios e sem o brilhantismo que teve um dia. Até aí tudo bem, a Rare dos tempos de SNES morreu mesmo. Os funcionários que estão lá não são os mesmos. Só que ainda assim a Microsoft é dona de franquias icônicas como Perfect Dark, Banzo-Kazooie, Battletoads, Kameo, Viva Piñata e Conkers. E ela não consegue reviver nenhuma delas com louvar. Killer Instict é um dos últimos sopros e chances de algo sair do baú de IPs da Rare, mas você teve a impressão de ser algo diferente dos games de luta que já existem nessa geração? Eu não.

Veja bem, não estou dizendo que são games ruins. Mas a Microsoft de ontem já parecia meio derrotada, abatida, cansada da briga com os gamers que vinha se desenrolando nas últimas semanas. Titanfall, por exemplo. O que tem nessa nova IP que já não existe em tantos outros FPS, Shooters e Mechas no mercado? E se você comparar ele com Destiny, usado para fechar a conferência da Sony, é totalmente fácil colocar Titanfall na lista de games descartáveis da primeira linha de lançamentos da próxima geração. Pra ser sincero eu fiquei mais animado com títulos mostrados para o Xbox 360, como World of Tanks, Max e até mesmo do ausente na conferência Fable Anniversary do que com muitos dos títulos do Xbox One.

No X-One o que me animou foram Dead Rising 3, franquia na qual sou realmente maníaco, e uma curiosidade óbvia por Quantum Break e Sunset Overdrive. Talvez por Crimsom Dragon, mas isso pelas impressões que li hoje no Kotaku BR do que pela apresentação de ontem. Halo 5? Era óbvio. Mas porque não então mostrar também um teaser de Gears of War 4 para deixar mais os fãs salivando ainda mais? Foi uma conferência conforme promessa feita: games, games e games. Mas o Xbox 360 não é a plataforma que adoro hoje em dia apenas por isso. Ele conquistou muita coisa desde seu lançamento. O meu medo talvez seja, será que o Xbox One terá folego para suas próprias conquistas?

EA e Ubisoft

EA se saiu relativamente bem ontem. Quer dizer, muito melhor do que em 2012. Certamente foi um deleite ver Plants vs Zombies: Garden Warfare sendo revelado. Um título que teria tido bem mais impacto se a EA tivesse conseguido levar para a conferência ou da Microsoft ou da Sony. E enquanto a Microsoft perdeu tempo com um Battlefield 4 sem som, na EA a demonstração foi de cair o queixo. E ainda teve tempo para um Need for Speedy que como sempre parece divertidão. Mas nada foi mais emocionante do que ver a EA dando uma nova chance a Mirror’s Edge, que com gráficos da next-gen ficou ainda mais impressionante.

Já a Ubisoft me deixou sonolente. Galhofadas da apresentadora, piadinhas desnecessários e muito tempo de tela com jogos que parecem mais do mesmo dentro de seus próprios gêneros. Assim como Watch Dogs já não me parece tão impressionante quanto achei do game quando o vi pela primeira vez ano passado. Será que ele já está ficando velho, sem nem ter sido lançado? Splinter Cell Blacklist já nem me lembro o que foi mostrado ontem, engraçado porque ainda me lembro da primeira aparição do gameplay de Splinter Cell Conviction de anos atrás. Rayman Legends continua lindão, mas já passou da hora de ser lançado, não acham? Aparece na conferência para fazer volume, simples assim. E mais Assassin’s Creed? Tenho a impressão que esse foi o ano onde as pessoas menos se importaram com a franquia, que já passou da hora de tirar umas férias.

Além disso a Ubisoft mais uma vez se fez de sonsa, esquecendo a promessa de anos atrás de Beyond Good & Evil 2, além das expectativas do universo gamer de ver um novo e digno Prince of Persia (que rumores apontaram que nem se chamaria assim). Aí não. The Division é lindão, mas tem como foco o multiplayer online massivo, ou seja, jogue as expectativas pra baixo, afinal online depende muito de contra e com quer se joga, muito mais do que o game simples e bruto. Além do suporte do estúdio e DLCs que são necessários.

Sony

Aí vem a Sony. E o meu carinho pela empresa vocês já conhecem: é zero. Nem acredito que sobrevivi a uma geração inteira sem precisar de um PlayStation 3. Fui dono de um PSOne nos tempos áureos da pirataria no Brasil e me diverti muito com um novo mundo de game em discos, CGIs e franquias e títulos exclusivos do console na época. Depois veio o PS2, na geração Gamecube, pra mim o melhor console da Nintendo depois do SNES, e só fui ter um console Sony bem no finzinho de geração, só pra ver qual a real de jogos como Shadow of Colossus e Kingdom Hearts. Mas foi algo passageiro mesmo.

Nessa geração cogitava sim ter um PlayStation 3 antes de cair de amores pelo Xbox 360. Mas aí a Microsoft veio e começou a quebrar os exclusivos da Sony, a começar por Final Fantasy XIII, que por incrível que parece, era o título que me faria comprar o PS3 na época. Hoje em dia, não tem nenhuma franquia realmente imperdível na Sony que me faça querer ter um PlayStation. Não que não haja excelentes exclusivos, mas estou farto e satisfeito com o que o Xbox 360 me ofereceu desde o dia 1 em que o adquiri.

E ontem na conferência da Sony? Bem, antes de entrar no grande ato da noite de segunda, a Sony mostrou games e games. Coisas que já tínhamos vistos na conferência de fevereiro desse ano, sem muito impacto maior (talvez Infamous que apareceu com maiores detalhes). Mas quem estava ali esperando um novo God of War ou Uncharted saiu de mãos vazias. E fico ainda mais perplexo que ainda haja gamers esperando que The Last Guardian um dia seja lançado. E como acreditar em Papai Noel.

O mérito maior da Sony ontem foi ter conseguido criar o efeito de embebedar os gamers com atitudes que pra mim não são tão louváveis assim. Por exemplo, Final Fantasy Versus XIII se tornou Final Fantasy XV e será lançado no PS4. Além disso, finalmente foi oficializado o desenvolvimento de Kingdom Hearts 3. Maravilha, né? Mas a forma como a Sony apresentou esses títulos deu a entender ontem que eles sairiam apenas para o console dela. Hoje a Square-Enix já veio dizendo que tanto FFXV quanto KH3 não são exclusivos e também estarão presentes no Xbox One. Pois é. A Sony também foi marota quando indiretamente esqueceu de dizer que para jogar online no PS4 os jogadores terão que assinar a PS Plus. Sabe quando você dá uma notícia ruim pensando no lado positivo da coisa? A Sony faz muito disso.

Destiny que fechou a conferência também teve uma situação assim, onde ficou a impressão de que foi formado uma sólida parceria com a Bungie para que o game estivesse no PS4. Não foi dito exclusivo, mas dava a ideia de que ali era a casa de Destiny, quando na verdade esse é mais um título que os gamers irão encontrar no Xbox One. Percebe a marotagem? Não teve isso na conferência da Microsoft. Nesse sentido a Microsoft foi bem mais honesta, sem usar de artimanhas para levar o gamer a entender algo que não é real.

Aí rolou o bullying da noite. A Sony explicitamente humilhou o Xbox One, dizendo que eles sim escutam os gamers, que o PS4 não vai ter nada qualquer problema com games usados, que não vai precisar de conexão constante etc. Sobre os aplausos e gritos de uma plateia, ela continuou alfinetando, como se fosse aquela criança popular frente ao gordinho que todo mundo despreza. Rindo e fazendo chacota do concorrente de forma aberta e explicita. Pra onde vai a ética num momento assim? E a galera vai à loucura por conta disso. Moral da história, a Microsoft sai como vilã de algo que o mercado criou como estratégia de se auto fortalecer, para evoluir em novos horizontes. Me pergunto o que seria dos games se na época onde se pensou em trocar o cartucho por mídias de CDs, as pessoas tivessem achado ruim tal ideia…

A Sony no final das contas deu detalhes de aspectos que achei interessante no Xbox One, como por exemplo a função de games em multi-tarefas (múltiplos planos). Jogar um single player de outro game, enquanto espera um matchmaking. Não disse se os games depois de instalados em seu sistema serão necessários do disco para autenticar, porque eu achei muito massa a ideia de instalar 5 ou 6 jogos no Xbox One e não precisar ficar levantando a bunda do sofá para ficar trocando disco. Até onde vai a liberdade da nuvem deles, já que no Xbox One, toda a sua biblioteca de games estará na nuvem para jogar onde quiser, via streming. Não rolou nada sobre streming de games direto do consoles (algo que por sinal é muito bacana). Ou seja, a Sony preferir sacanear a Microsoft ao invés de dar mais detalhes reais de como os games irão se comportar dentro do ecossistema do PS4.

Mais uma vez a Sony usou de artimanhas para ser vaga e omissa em detalhes que eu considero importantes, enquanto fazia chacota da concorrência e fazia show de luzes e espelhos com títulos que não serão exclusivos apenas do PS4. É muito triste ver algo assim, ou eu estou velho demais pra essa babaquice de guerra de consoles.

No fim veio o preço: o PlayStation 4 será 100 dólares mais barato que o Xbox One. Para os americanos parece um detalhe importante. E fiquei com aquela impressão de que é um sistema mais barato porque vai apresentar menos do que parece apresentar? Na Xbox Live eu confio, já a PSN? Não, mesmo com a marotagem das esmolas que a Sony dá com games que você só pode ter enquanto estiver pagando a PS Plus. Mas isso é algo que só quando os dois sistemas forem lançamento é que as pessoas vão poder comparar melhor. E nada impede que o preço entre PS4 e XOne se equiparem muito mais cedo do que podemos pensar. E aqui no Brasil, não acredito que o PS4 terá um preço tão discrepante quanto ao do já anunciado XOneBR: R$ 2199. Pode ser um pouco menos, ou um pouco mais, mas a margem de diferença não vai ser algo absurdo. Isso eu aposto.

E a guerra da Next-Gen ainda tinha mais um jogador, que atualmente só sabe aparecer pelas laterais e muita gente já nem se importa mais…

Nintendo

Ai ai, a Nintendo. Amada por alguns, esquecida por um monte, e que vive com um forte cheiro de saudosismo. A única empresa que já está com o pé na próxima geração, mas parece que ainda não percebeu isso. Ou talvez o Wii U realmente não tenha culhões pra aguentar o tranco quando a próxima geração realmente começar. E pela NintendoDirect de hoje dá para entender facilmente porque a mesma não quis uma conferência na E3 desse ano: 40 minutos apenas e quase nenhuma novidade. Nunca conferência ao vivo isso seria vergonhoso. Não muito diferente, porém de um streming porquinho que travou direto e levou a galera a chiar no twitter durante toda a apresentação.

Mas não dá para culpar a falta de novidades pra ocasião. O fato é que o formato do modelo do NintendoDirect é inteligente e como a empresa solta agora suas novidades várias vezes ao ano, de forma homeopática, não dá mesmo pra deixar acumular para a E3. Ainda que fiquei sentindo falta de um novo modelo de 3DS ou quem sabe o anuncio do 3DS XL do Luigi em mercados como US e Europa. O caso é que rolaram muitos vídeos de games que já eram esperados. O 3DS abriu a apresentação com  Pokémon X e Y, um game que já é conhecido do público.

Depois vieram dois novos títulos, mais uma vez envolvendo o Mario, que se tornou o Call of Duty da Nintendo pelo visto. Tem que sair um Mario por ano agora, seja no console de mesa ou no portátil. Super Mario 3D World é a bola da vez. Parece um New Super Mario com pegadas do Mario 3D Land do 3DS e os personagens distintos de Super Mario Bros 2. Até aí tudo bem, mas acho tão sem graça esse estilo visual básico que a Nintendo adotou para os novos “Super Marios”. Desde o New Mario, parece que a franquia não tem qualquer apelo artístico. Sempre os mesmo gráficos, o mesmo estilo visual, as mesmas abordagens. Super Mario Bros não era uma franquia que a cada sequência apenas se inventa novas roupas para o Mario, mas sim um novo universo imersivo e único e original para o player. Peque Super Mario Bros 1, 2, 3 e World e vejam como cada um tem um estilo único. Super Mario 64, Super Mario Sunshine e Super Mario Galaxy não fogem dessa regra de originalidade. Sem mencionar que o estilo hardcore de plataforma que vi em Super Mario Sunshine nunca mais voltou e eu lamento muito isso.

Mario Kart 8 marcou presença logo em seguida, mostrando que a Nintendo chupou um pouquinho a ideia de Sonic Racing Transformed, com Kart que podem mudar de forma e desafiar a gravidade. E aí está uma franquia que não consegui ver se inovando na geração do multiplayer online. Alias o Wii U ainda não me convenceu que pode fazer o que um Halo faz no Xbox ou um Uncharted faz na Sony. Ainda amargo a péssima experiência que tive com Super Smash Bros Brawl online no Wii. Mario Kart foi bom, num passado distante. Hoje em dia ele me parece tão genérico e ultrapassado.

Aí o que veio depois? Donkey Kong! E aqui repito o discurso que fiz acima com o apelo gráfico a la New Mario. Poxa vida, Donkey Kong Country foi um marco no SNES, feito que está longe de ser atingido com o revival da franquia aqui. DKC Returns de Wii eu nem tive vontade de terminar. Chega em dado momento do game que tudo parece simplesmente mais do mesmo. Cansa. O gameplay não se inova, e esses gráficos básicos não ajudam a ficar imerso no universo dos macacos. O próximo Donkey Kong parece que vem com algumas novidades, como a inclusão da Dixie, mas sinceramente, são games que precisa de um desing gráfico único e marcante e não essa modelagem 3D padrão e sem carisma. Cadê a Nintendo que sempre pensa fora da caixa?

Ah e teve Zelda Wind waker, que me perdoem os atrasados, mas eu já fechei esse de cabo a rabo no Gamecube, época em que o desprezo dos gamers pela Nintendo era grande por conta do PS2.

Vou acelerar agora e dizer que os games seguintes são apenas OK. Platinum Games fez bonito com Bayonetta 2, mas sinceramente não é um jogo que me faria comprar um Wii U. Se não fosse pela infeliz exclusividade, ficaria mais do que feliz em apoiar a Platinum e comprar um Bayonetta 2 no Xbox One. Mas se a Nintendo quer um só pra ela. Tudo bem. Mas só Bayonetta não basta.

E fechando a conferência vem o que todo mundo estava esperando: Super Smash Bros. E aqui eu fico empolgado por um detalhe: eu não preciso de um Wii U para jogar o próximo Smash Bros! Basta ter um 3DS! O que diga-se de passagem eu devo conseguir até o final de 2013. Mega Man chega no que provavelmente se tornará o melhor vídeo de toda E3. Lindo, empolgante e emocionante ver o robozinho azul na mão de quem entende de mascotes. Mas o elenco de Smash Bros ainda esta longe de estar completo. Espero que o Sonic também não fique de fora dessa.

No fim o que vi foi aquela mesma Nintendo perdida e desolada, que não consegue se enturmar com ninguém. Fazendo seus próprios jogos para segurar a barra de seus próprios aparelhos. E eu continuo me perguntando porque ela precisa de seus próprios aparelhos. Eu jogaria muito mais animado um Zelda ou Mario nos consoles da Sony ou Microsoft, assim como Sonic fez antes da Nintendo comprar sua exclusividade na próxima Next-Gen (e fazer a Sega emular Super Mario Galaxy com seu mascote). Na minha visão o Wii U vai de mal a pior. Muitos anúncios somente para 2014… e quase nenhuma atenção ao diferencial do console, seu controle-trambolho-tablet na apresentação. Até parece que o Wii U é um videogame normal e comum como a concorrência, só que não.

E assim termina as conferências e minhas impressões iniciais da E3 2013, com um gostinho de derrota não por parte de uma empresa, mas da própria comunidade gamer. Que parece perdida e amarradas em padrões que fazem os games estagnados num ciclo de mesmice. Sem grandes revoluções, sem grandes inovações, com franquias esquecidas no tempo, com novas IPs que a gente aposta que não vão durar nada e com games que a gente vai jogar, mas sempre vai ficar com a impressão “isso podia ser melhor”.

Microsoft sofrendo pressão e bullying por querer pensar fora da caixa, Sony bancando de amigona com aquele ar de falsidade que você nunca vai perceber e a Nintendo que voltou a um perigoso momento onde ela precisa sobreviver com seus próprios jogos ou de parcerias que sufocam bons títulos. A next-gen não me parece tão alegra quanto achei que iria ser, só espero que ninguém morra na praia e que todas possam sobreviver para arrumar suas burradas no futuro.

 

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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