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Nintendo 3DS XL: Primeiro Round!

Impressões iniciais do meu retorno a casa do encanador bigodudo!

Depois de mais ou menos 3 anos afastados da plataforma Nintendo, essa semana retorno a casa que fez muito a minha alegria na infância e que me deu muito ódio nestes últimos seis anos aproximadamente. Minhas últimas aventuras nesse mundinho de cogumelos e ocarinas foi em meados de 2010, quando finalizei Super Mario Galaxy 2 e joguei metade de Donkey Kong Country Returns (porque ele simplesmente não me motivou a termina-lo). Tudo bem que nunca me desfiz do meu Nintendo DS, mas pra dizer a verdade eu não faço a mínima ideia qual foi a última fez que liguei ele (alias, onde será que guardei ele?). Eu já havia desistido do portátil muito antes da Nintendo se convencer que já era hora de criar seu sucessor.

Então por que comprar um 3DS justo agora?

O primeiro sinal (ou chamado) que tive foi quando a Nintendo anunciou Luigi Mansion 2 (antes de virar Dark Moon). Para quem não sabe a minha opinião é de que o melhor console da Nintendo já feito, tirando o SNES, foi o Gamecube. Berço de pérolas como Pikimin, Super Mario Sunshine,  Zelda Wind Waker, Metroid Prime, Donkey Kong Junlge Beat (muito mais divertido que Country Returns), Luigi Mansion, Super Smash Bros Melee, Star Fox Assault e Adventures, Paper Mario Thousand Door, Viewtiful Joe e por aí vai. A diversidade de franquias que a Nintendo lançou no Gamecube é gigantesca e ela não conseguiu lançar nem metade disso no Wii. E o DS sempre foi um portátil com limitações, não dava pra fazer coisas assim nele, ainda que o mesmo tenha uma biblioteca impressionante de títulos.

O segundo sinal foi à chegada, inesperada até, da franquia Super Smash Bros no mundo portátil. O terceiro foi a renovação, mais que merecida, da franquia Pokémon. O quarto final foi o fracasso da biblioteca de títulos do PlayStation Vita até o momento, que inicialmente era o portátil que queria ter antes de pensar num 3DS. Afinal o Vita é um portátil mais parrudo tecnologicamente, mas sem jogos ele só serve de enfeite. Mas a Nintendo reagiu no quesito que realmente importa, os games, e o portátil dela subiu na lista de interesses, pelos motivos citados e pelos outros games da franquia Super Mario. Ajudou o fato de que agora não preciso mais importar ou comprar os games em caixinha. Posso ter tudo na biblioteca digital do aparelho e por um preço que acho justo (usando a eshop US, claro).

Entretanto derradeiro motivo de ter adquirido um Nintendo 3DS XL agora foi o preço. Achei válido o preço de R$ 890 que paguei na versão grandalhona do aparelho. Tendo em vista o preço do modelo normal do 3DS e sabendo que é um aparelho que já chegou a custar mais de mil no Brasil, ao menos no preço oficial. Não precisei apelar para o mercado cinza, não tive dor de cabeça com importação. Peguei o modelo oficial, homologado pela Anatel, garantia de 1 ano. Tudo bonitinho. E parcelei em suaves prestações em dois cartões de crédito pra não pesar no orçamento no final do mês. Claro que ajuda o fato da geração atual estar no fim, minha coleção do Xbox 360 estar em dia (graças ao Não Durma no Ponto comentando aqui) e o Xbox One só chegar em novembro. Tudo conjecturou para que o momento fosse favorável, títulos, preço e janela de oportunidade dessa geração.

E aí, quais as impressões iniciais?

Estou com o aparelho apenas há dois dias. E ainda assim não mexi exaustivamente em tudo. Ainda tenho muito que aprender e fuçar. Mas inicialmente o que dá pra sentir é que a Nintendo ainda tem realmente muito que aprender com interfaces de sistema e que possivelmente ela nunca vai chegar num nível que estou habituado a ver na Xbox Live. Não que isso tire alguns méritos do 3DS, mas é curioso que antigamente você comprava um videogame e ao ligar o mesmo, ele já ia direto para o game e não tinha toda essa perfumaria (necessária aos tempos modernos) de menus e funções extras além do simples “Press Start”.

Então a primeira coisa que fui fazer com o 3DS e terminado as configurações iniciais ao ligar o aparelho pela primeira vez foi colocar ele online e correr para a Nintendo Eshop. Logo de cara me frustrou um pouco a forma como os títulos são mostrados na loja virtual. É uma baderna sem tamanho. Por exemplo, tinha uma aba “Mario” lá que mostrava vários games do encanador, mas não mostrava todos. Depois é que fui me dar conta, por exemplo, que Paper Mario não estava lá. Só fui encontrar esse título usando a busca e digitando o nome do game. Luigi Mansion também poderia estar na aba Mario, afinal é o mesmo universo de games, mas felizmente ele está na aba Best of 2013 (so far). Não é muito inteligente um sistema onde você precisa lembrar o nome do game para digitar num busca e aí sim poder comprar. Você parte do princípio que a pessoa vai ali sabendo o que quer comprar e nem sempre é assim. Eu sou um usuário novo do 3DS. Ajudaria muito não precisar lembrar de tudo que foi lançado nestes últimos 2 anos no sistema e anotar o que quero ali. No fim das contas, fui puxando de cabeça os títulos já lançados que quero ter um dia e adicionei tudo na Wish List do sistema. Ainda me pergunto se não esqueci de alguma coisa…

A loja também não separa corretamente os títulos como apenas games retail (caixinha) das versões only download. Deveria também separar por plataforma, como NES e Game Gear. Se ela faz isso, peço desculpas, mas não encontrei. Os títulos de Mega Man, por exemplo, estão espalhados por vários menus. Se há os seis títulos do azulão na loja virtual, porque não reunir tudo num só local? Sem mencionar os games de Game Gear do Sonic. Também achei meio frustrante que títulos de maior peso do passado da Nintendo não estejam lá. Super Mario Bros 2 só foi lançado ontem no serviço. Pow, o aparelho foi lançado em 2011 e levou 2 anos pra que SMB2 chegasse por meio virtual? Caraca! E porque só títulos de NES, GBA e Game Gear? O 3DS não roda SNES? Eu esperava encontrar um Super Mario World ali… Alias até mesmo os títulos de Nintendo DS não poderiam estar sendo vendidos virtualmente no eshop do 3DS? Seria interessante, por exemplo, a trilogia do Mario & Luigi RPG na loja virtual, antes do lançamento de Mario & Luigi 4 que está para chegar nos próximos meses. São em pontos assim que a Nintendo ainda demonstra o quanto é amadora, mesmo com a gestão de uma loja online durante a vida do Nintendo Wii e no finzinho com o Dsi.

Em todo caso. Luigi Mansion: Dark Moon foi a minha primeira aquisição do 3DS. Mês que vem escolho outro título. Ao menos o sistema de cartão de crédito funcionou, mesmo que tenha sido na eshop Us. Vale a crítica imbecil dos games na eshop BR do serviço serem vendidos pelo mesmo valor de caixinha nas lojas por aqui. Nas lojas físicas, esses games são importados, recebendo muitas taxas e tributos, fora o lucro das lojas. Não faz sentido a venda deles no ambiente virtual pelo mesmo preço. Lá fora há uma razão para tal, justificável até, mas aqui não dá. É um absurdo o jogo custar R$ 149 virtualmente. Até porque muitas lojas andam reduzindo o preço dos games em caixinhas, ou oferecendo eles em promoção. Luigi Mansion mesmo eu vi essa semana por R$ 139 (e ainda acho caro). Não faz sentido um ambiente de venda virtual onde o título saia até mais caro do que se você pesquisar em lojas virtual como Submarino, Ponto Frio e Saraiva. A própria Xbox Live BR já vem provando que dá para ser competitiva no mercado nacional, sem precisar que os títulos custem o mesmo valor que no varejo físico. Até mesmo a Steam por aqui já achou seu meio termo entre preços razoáveis para aquisição digital. Nisso, parece que o 3DS ainda peca bastante então. Enquanto isso, a solução é realmente adquirir os títulos na eshop US.

Ah, uma outra ressalva. A Nintendo ainda mostra o tamanho dos games e do espaço no cartão SD em blocos. Isso meio que não deixa a gente ter noção do tamanho das coisas. Luigi Mansion demorou 3 horas pra baixar pela minha internet de 4MB do Speedy. Não fazia ideia que levaria tanto tempo. Imagino que o game tenha Gigas de tamanho. Ajudaria saber quantos gigas, antes de começar a baixar. O sistema de blocos é tão ultrapassado quanto o da Microsoft em usar Microsoft Points como valor monetário. Até poderia manter o sistema de blocos, mas também informar o tamanho real dos games e aplicativos do sistema antes de começar a baixa-los. A própria atualização do sistema não informa qual o tamanho dela. Não dá para imaginar se vai ou não demorar sem qualquer parâmetro de tamanho de arquivo.

E esse foi apenas o Day 1 do aparelho. Aí eu fui brincar um pouco com o Luigi Mansion e nem mexi nas outras funções do aparelho. Sobre o jogo em si, farei uma matéria à parte futuramente.

Segundo Dia, hora de olhar o manual!

Ontem, resolvi dar uma olhada no manual. Ver para o que servia cada aplicativo que vem no aparelho, como funciona a parte dos cartões de SD que é usado na memória do bichinho, além de criar meu Mii e ativar o Street Pass e outras firulas que o aparelho possui. E aqui não tenho muito que detalhar. Gostei, porém do sistema bem mais inteligente de criação de Mii do 3DS, que cria o avatarzinho usando uma foto minha, tirada ali na hora. Muito melhor do que a forma que era usada no Wii.

O serviços de som, vídeo e até mesmo aplicativos que há na eshop não me atraíram em nada nesse primeiro momento. Ainda que o Ar Games, que brinca com realidade aumentada impressiona pra caramba, já dei uma pesquisada na internet e vi que existem muitos poucos Ar Games e que nem todo jogo vem com esse cards. Vacilo gigante da Nintendo a meu ver. É uma tecnologia impressionante e que ela mesmo deveria ser mais cuidadosa com isso, oferecendo cards em todos os games que produz. É uma daquelas coisas que no papel é muito bonito, mas na prática parece que nem a Nintendo e nem os estúdios de desenvolvimento andam ligando. Também me não interessei em testar, ainda, os jogos com Mii ou aquele Faceriders. Um dia, com saco e paciência, até vou dar uma olhada, mas nessa impressão inicial do aparelho, são coisas que não me senti nem motivado a testar.

Sobre o efeito 3D… hum…. é um diferencial interessante do aparelho. Mas eu devo estar entre o 1% da população que não se dá bem com esse efeito. A chave de intensidade do efeito 3D tem que ficar no mínimo pra mim. Mais que isso fica tudo distorcido ou me sinto um vesgo olhando pra tela, ficando tudo em duplicidade. No mínimo ainda dá. Fica um efeito de “sharpen”, sabe? Os gráficos brilham e ficam mais ressaltados, enquanto que seu eu desligar o 3D de vez, acho os gráficos mais opacos e sem vida. É realmente uma parada complicada e que vai de usuário a usuário.

E o tamanho físico da versão XL? Aí sim eu curti bastante. Realmente não faço ideia como pode existir um 3DS menor do que esse. O tamanho é perfeito e cabe no bolso de um jeans ou blusa sem grilo. Faz volume, mas continua sendo um portátil. Incomoda-me um pouco o fato da tela tátil do 3DS ainda ser necessário o uso da caneta stylus. Sério mesmo, Nintendo? Como usuário de iPhone e iPad onde o dedo resolve qualquer parada, me incomoda bastante o fato da stylus ser mais precisa do que o meu dedo numa tela de toque. Já vi que preciso de uma película para o aparelho, porque já andei “dedando” a tela e realmente passa a impressão de que ela precisa de uma proteção, por precaução.

E por hoje é isso galera. Quem quiser deixar seu Friend Code coloque aí nos comentários ou pode me adicionar, digita lá: 3497-0244-4597. Por sinal, que galhofa estarmos em 2013 e esse sistema escroto de friend code ainda existir nas plataformas da Nintendo. E pra piorar só podemos ter 100 amigos, né? Que porre. No momento tenho apenas o Luigi Mansion, mas está nos meus planos adquirir outros games nos próximos meses, incluindo o Pokémon em outubro.

Aguarde também uma segunda parte dessa matéria. Já meio que desabafei boa parte do que queria aqui, no próximo artigo sobra espaço para outras coisas. E nas próximas semanas vou poder brincar mais com o aparelho e me impressionar mais (ou não) com o mesmo. Então um segundo round de impressões está na minha lista de intenções. Diga nos comentários a sua impressão do 3DS. E quem está na dúvida, eu acho que é um bom momento para se ter um portátil sim. Eu sei que já tenho ótimos joguinhos no iPhone e iPad, mas um 3DS é recomendado para games da Nintendo. Super Mario, Pokémon, Zelda e afins. Jogos que você não irá encontrar em outros sistemas. Se você curte a Nintendo ou tem essa vibe nostálgica que eu tenho dos meus tempos de infância: vale a pena. Porém, não acho que seja um aparelho que você deve ter como principal videogame. Se você já tem um Xbox 360 ou PlayStation 3 e anda satisfeito com eles e quer algo novo, aí vale investir a grana num 3DS. Caso contrário, pegue essa grana e compre um console mais parrudo, ainda que seja final de geração, vale muito a pena ter um X360 ou um PS3, que andam custando quase o preço de um 3DS XL.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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