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Cinema | Wolverine Imortal – Eu Fui! (Crítica)

Seria a imortalidade uma maldição?

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Wolverine é sem dúvidas um dos heróis mais populares da Marvel, personagem que nem sempre é tão “bonzinho” como os demais e que possui alguns meios específicos de fazer justiça, e são essas características que o tornam tão popular, inclusive por aqueles que não se ligam tanto em Quadrinhos.

Quando adaptado para o cinema, o herói encontrou em Hugh Jackman a personificação perfeita. Com isso, a cada novo filme da franquia, expectativas colossais são geradas, porém, nem sempre são atendidas, principalmente pelo pessoal que conhece a fundo o Universo Marvel através dos (já citados) Quadrinhos.

Falando sobre a migração ao cinema, talvez a coisa mais correta que foi feita com o Wolverine, foi abandonar o uniforme padrão que ele usa nos Quadrinhos, até porquê é difícil de imaginar que aquele uniforme ficaria legal num ator de verdade. Um dos poucos casos de uniforme que funciona nos Quadrinhos, mas não funciona no Cinema. Dessa forma, aumentou a aceitação do personagem na Telona, pois o Wolverine é um personagem muito expressivo e de poucas palavras, sendo assim, usando a máscara diminuiria a nossa percepção por essas expressões. Por esse filme retratar muito mais o lado Logan do que o lado Wolverine, isso ficou ainda mais coerente.

Daqui pra frente vou falar do filme, porém, sem nenhum Spoiler!!

Pra começar, gostei do James Mangold como diretor, o único filme dele que eu havia assistido era o 3:10 to Yuma (Os Indomáveis em Português) e novamente me agradou. Pois, ele consegue mesclar muito bem cenas de ação e aventura com alguns momentos bem cômicos, principalmente por explorar desde o inicio do filme esse lado meio “bicho do mato” do Logan. Além disso, soube explorar bem o lado Imortal do herói, porém sem esquecer seus outros poderes.

Sobre o ator Hugh Jackman, penso que de todos os filmes que ele viveu no papel de Wolverine, nesse é o que ele mais personifica mesmo o herói, estando totalmente à vontade e dono de si, nos mostrando profundamente todas as características da personalidade do herói Imortal, é bom avisar que pelo título já se percebe que ele não morre no final, mas sofre uma barbaridade. Dos demais atores, os que se destacaram pra mim foram: a belinha Tao Okamoto que interpretou a Mariko; Rila Fukushima que interpretou a Yukio; e Hiroyuki Sanada (Lembra dele em Lost?) que interpretou Shingen Yashida.

Algumas informações sutis são apresentadas durante o filme e merecem destaque, inclusive pela importância histórica na vida do personagem, como, por exemplo, nos momentos de lembranças durante a Segunda Guerra, percebe-se que ele ainda não havia sido submetido ao processo de revestir de  Adamantium o seu esqueleto, pois quando suas garras são mostradas, elas são de ossos. Outro ponto importante, é que pelos sonhos que o assombram, deixa claro que o filme se passa após o fechamento da Primeira Trilogia X-Men, isso fica ainda mais evidente nas Cenas Pós-Créditos (fica a dica).

Só um comentário paralelo, eu assisti o filme em 3D, porém, se você assistir em 2D não vai perder nada, pois não há nenhum momento do filme que se perceba que o efeito 3D recebeu um destaque. No geral, o efeito só melhora nossa percepção de profundidade, mas nada que salte da tela em sua direção, então fica a dica, assista em 2D e com o dinheiro que sobrar dá pra comprar uma pipoca maior, pois o filme é relativamente longo, porém, não é cansativo.

O Filme possui uma grande dose de cenas de ação, destaque para a cena do Trem Bela, umas cenas de humor como a cena da “cuequinha vermelha”, além do romance que cresce gradualmente entre dois personagens extremamente opostos. Referente às cenas de Humor e Romance, pode ficar tranquilo, não pense que o filme virou uma comédia romântica de Sessão da Tarde. Isso foi inserido no filme de forma agradável e sem nenhuma forçação de barra, fluindo bem naturalmente, te fazendo dar uma boa risada sem esperar.

Nem vou citar o grau de fidelidade do filme com os Quadrinhos, pois não ligo muito pra isso, adaptação é adaptação e vice versa, o que importa é o filme ser bom, e é claro respeitar o personagem que está sendo adaptado, é claro que eu chiaria se o Wolverine soltasse teia ou voasse (mas fica tranquilo que isso não acontece). Então, se você também não se preocupa muito com pequenas variações e está afim de ver um filme de ação legal, com um personagem carismático,  vai sem medo, que você vai curtir.

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Gustavo Grangeiro

Gamer desde a época que não existia Pause, que o Atari estragava a TV (Telefunken), que o Mario ainda se chamava Jumpman, e que Fliperama não era lugar para bons meninos. Amante de uma boa leitura de ficção, filmes e séries. Sou baterista (sem banda) e adoro falar bem e mal de tudo que é ligado a rock and roll e suas derivações "legítimas". Aceito uma discussão sadia sobre qualquer assunto, principalmente os polêmicos.
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