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Seriados | A leva das séries de Heróis!

Abriram-se as porteiras do mundo super-heróico!

Desde a década passada, o público em geral viu o ressurgimento dos super-heróis nas mais diversas mídias, em especial o cinema e a TV. No primeiro, filmes como Homem-Aranha e X-Men ajudaram a colocar os nomes dos personagens das histórias em quadrinhos novamente em foco. No mundo da televisão, séries como Smallville faziam a cabeça das pessoas que gostavam de acompanhar as aventuras de Clark em “Pequenópolis”.

Tivemos ainda, clássicos como Heroes, The Cape e Alphas. O primeiro, aliás, teve uma primeira temporada incrível, com um plot bem construído, personagens carismáticos (quem não se lembra de Syllar?), e efeitos visuais dignos de cinema. O segundo, infelizmente, logo foi cancelado, já Alphas eu sempre tive curiosidade de assistir, mas não apareceu ainda aquela oportunidade.

De fato, esse estouro das produções de super-herói encheram os olhos daquele pessoal que é fanático pelas aventuras que foram inspiradas pelas revistas em quadrinhos. Afinal, mesmo depois de crescidos, eles estavam olhando ali a infância deles, personagens com poderes que remetiam aos quadrinhos que eles liam tanto outrora, e dramas e situações que até então nem sempre eram profundamente explorados no universo das páginas de papel. Heroes, por exemplo, explorava muito bem a figura do personagem Hiro, que era uma espécie de homenagem ao bom nerd fã de HQ’s, além de uma bela de uma metalinguagem muito bem sacada.

Mas as séries de heróis(ou séries com super-poderes, como queiram chamar) foram sendo canceladas, pouco a pouco, diminuindo gradativamente o seu numero. Pelo menos, até ano passado, quando pudemos ver o início do que viria a ser o segundo “boom” do nicho na TV.

Acertou o que eu estava falando, quem disse Arrow. A série da CW trouxe o Arqueiro Verde, personagem célebre da DC numa roupagem nova, ambientada num mundo ao estilo Gotham de Nolan. A série foi sucesso e rapidamente garantiu sua segunda temporada pelo canal, além de um amontoado de fãs e telespectadores que começaram a curtir as aventuras de Oliver Queen.

E então veio o anúncio de Marvel Agents of S.H.I.E.L.D, que apesar de não ser uma série focada, propriamente dizendo, em super-heróis, mas sim no convívio com eles em seu mundo, trouxe uma nova opção no mínimo interessante para aqueles adeptos do gênero, e mesmo o gigantesco público recém-saído do sucesso de Vingadores, no cinema. Muita expectativa foi criada pela série que teve sua estréia na semana passada, e ainda deve estar fresca na memória de quem assistiu. Eu gostei, achei bem divertido, mas ainda não era o que eu esperava totalmente.

E nesses dias mais outras séries com essa temática foram anunciadas. A primeira delas, Gotham, será sobre o Gordon (sim, ele mesmo), mas apesar do nome, aparentemente (e muito, provavelmente) não teremos o Batman, mas eu torço muito para que os vilões clássicos façam aparições na série. Quem conhece Gotham, sabe o quão bem explorada uma série baseada nesse mundo pode ser.

Mais recentemente foi anunciado também o retorno de Tim Kring, o criador de Heroes aos holofotes heróicos, por assim dizer. Ele estará desenvolvendo uma série para a CW, chamada Exp (não, não será sobre o Portallos). Não se sabe muito sobre ela ainda, além do fato de que a série tratará de uma droga que dá super-poderes que está sendo traficada para escolas. A sinopse não me foi muito atrativa, mas veremos o que pode vir disso.

E obviamente, não podemos esquecer do spin-off de Arrow, que tratá para as telinhas o velocista Flash. Essa com certeza deve ter pegado muita gente desprevenido. Como inserir um personagem como o Flash naquele mundo “realístico” de Arrow? É uma das dúvidas que serão respondidas nessa segunda temporada, quando o personagem será apresentado.

As séries de heróis parecem estar voltando com tudo, e eu tenho esperança que mais e mais séries boas surjam com essa temática. Gosto de relembrar de Heroes nos seus bons tempos e o quanto uma série sobre personagens com super- poderes pode ser boa se bem trabalhada. Mas uma coisa é certa, ainda que nem todas as séries do gênero possam ser boas, é inegável dizer que elas trazem um quê a mais para a TV, uma expansão de opções para entretenimento que até então era bem restrito aos gêneros de drama e comédia.

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Raphael Meltoh

Bio: Gamer desde a infância, mas precisamente desde os 5 anos. Amo séries (comecei pela influência de Lost), e animes. Jogador de RPG e apaixonado por cinema. Descobri recentemente também o gosto por HQ's. Ah! E é claro, fã confesso de Phoenix Wright!
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