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[O que estou] Jogando – Lendo – Assistindo!

Ligue o videogame, abra um gibi ou assista alguma coisa…

Faz muito tempo que tenho vontade de criar um espaço no blog onde seja possível aos membros da equipe comentarem de forma sucinta o que nós estamos jogando ou lendo ou assistindo. Não que eu já não faça isso as vezes, mas sempre fica algo exagerado, enorme e trabalhoso, como o texto de algumas semanas atrás sobre quadrinhos (aqui) só pra ficar num exemplo recente.

Mas fiquei animado com os comentários de alguns leitores na minha reflexão publicada ontem (leia aqui) e resolvi tentar mais uma vez, já pensando num formato que seja algo simples e siga um padrão na qual não me permita exagerar! Então optei por algumas regras simples: serão sempre três indicações em cada postagem nesse formato. Podem ser três games, três livros (ou HQs ou mangás), três filmes (ou séries ou desenhos), como também podem ser um game, um gibi, uma série ou duas séries e um game ou dois gibis e uma série… Enfim, deu para entender, né? Será sempre uma trinca de alguma coisa que ache que vale a pena mencionar no blog.

Algumas regras básicas antes de começar!

Reforçando que essa série de posts “[O que estou]” não será para fazer reviews ou análises. O objetivo é indicar e recomendar aos leitores que deem uma olhada no que estamos jogando, lendo ou assistindo. Até porque podem ser assuntos que podem (ou não) num futuro ganhar um texto ou reflexão maior no blog. Serve para o leitor saciar a curiosidade ao saber com o que o pessoal que faz o blog anda se entretendo.

Só observando que um post dessa série não significa que todos os membros da equipe irão recomendar juntos um monte de coisas. Senão perde parte da objetividade da coisa, de ser algo sucinto, rápido e fácil de escrever. Organizar e estruturar isso com múltiplos colaboradores para sair um postão com várias indicações seria trabalhoso demais, então o melhor é deixar a coisa mais solta, onde cada um pode num dado momento da semana, parar uns minutinhos e recomendar ou sugerir 3 coisas que tenham lhe entretido recentemente . Assim ninguém fica esperando texto de ninguém ou montando postagens gigantes… Tudo certo até aqui? Vamos nessa então!

[O que estou] Jogando: Battleblock Theater!

Comecei a jogar o título faz alguns dias mas já me encantei com ele. Não podia ser diferente já que é uma produção das mesmas pessoas que criaram os geniais Castle Crashers e Alien Hominid. Ele segue um estilo bem mais arcade/puzzle do que o estilo aventura hack & slash de fases dos games citados.

A abertura do game é sensacional, com um narrador hilário e incrivelmente escandaloso. Ela conta a histórias desses amigos que estão a bordo de um barco, e dentre estes amigos tem a figura de Hatty Hattington, considerando o melhor amigo de todos os tempos e figura importante para a construção narrativa do game. Resumidamente, Hatty e todos seus amigos acabam naufragando e vão para uma ilha onde todos são aprisionados, incluindo Hatty, que sofre uma espécie de controle mental e passa a ser um marionete para os habitantes dessa grande arena, onde os prisioneiros são obrigados a lutarem até a morte entre si para coletarem valiosas gemas ao longo das fases. O jogador é um qualquer, que sobrou na embarcação de Hatty e se vê obrigado a salvar todo mundo, mas acaba sendo capturado e obrigado e batalhar junto com os demais prisioneiros até encontrar uma forma de escapar!

Eu estou bem no inicio do jogo, com apenas algumas horinhas (3 no máximo), mas já me viciei pelas fases rápidas, customização de personagens e na infinidade de blocos diferentes que existem pelas fases do game que lhe permitem avançar por todo a área da fase, seja correndo, escalando, navegando, grudando, sendo arremessado e por aí vai. Algumas fases possuem gemas bem escondidas e que requer exploração e atenção aos detalhes e blocos escondidos e invisíveis até que você toque neles. Deliciosamente viciante! Porém, disponível apenas na Xbox Live Arcade do Xbox 360 (ouvi dizer que ia sair no PC, mas acho que ainda não saiu – me corrijam se estiver errado).

[O que estou] Lendo: Drácula De Bram Ratoker!

Apesar da revista ter sido lançada em outubro do ano passado, somente nessa última semana tive a chance de poder ler a história com calma e atenção. E que produção magnífica da Disney Itália! O ideal é que você conheça o material na qual a HQ foi baseada, seja pelo clássico livro Drácula do escritor irlandês Bram Stoker, obra de 1897, mas que até hoje você pode encontrar facilmente nas livrarias ou ao menos o filme de 1992 do diretor  Francis Ford Coppola (que por sinal tem na Netflix – assista aqui).

A revista traz uma entrevista com os autores da produção disneyana onde revelam que a história foi baseada tanto na obra literária como no visual do filme do Coppola. Curiosamente ano passado tive a curiosidade de rever o filme de 1992 e que sensacional encontrar os elementos marcantes da obra no gibi, tudo adaptado para uma fábula característica da Disney, pensando no público dos pequeninos.

Chega a ser curioso como a HQ com 72 páginas (divididas na edição #17 – Out/13 e #18 – Nov/13) não recebeu um tratamento digno do estilo graphic da produção. Eu ficaria mais do que feliz em pagar 30 patacas por um formato nos moldes do que a Panini vem fazendo com o selo Graphic Novel da Turma da Mônica, onde as histórias coincidentemente também possuem essa média de páginas.

Boa parte dos elementos clássicos da obra estão na HQ: a figura enigmática e misteriosa do Drácula, Mickey como Jonathan Harker preso no castelo, as esposas do Drácula (numa versão genial para as crianças) e ressalta os papeis da Clabela como Lucy Westenra e Pateta como Van Helsing! A cena do beijo/mordida do Drácula em Lucy (Clarabela) é sutil e perfeito para o tom da obra, assim como a ideia da transformação e até mesmo do funeral da personagem Lucy. Foi uma adaptação digna da Disney que conhecemos dos tempo onde fábulas clássicas eram adaptadas nos cinemas.

Um HQ que foge totalmente dos padrões tradicionais das histórias em quadrinhos da Disney, buscando um trabalho de luxo e condizente com o tom sombrio da obra em que se baseou. Digna de qualquer leitor e fã de quadrinhos. Abaixo duas páginas da HQ, um onde Mickey narra suas rotina no castelo do conde e outra com Pateta Van Helsing após tratar a doente Clara-lucila. Clique em cada uma para maior resolução!

[O que estou] Assistindo: House of Cards!

Apesar da temporada de estreia das séries americanas terem se iniciado nas últimas duas semanas, ainda não tive tempo de ver muita coisa. Até cheguei a pensar em comentar um pouco sobre Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D., porém vi apenas o episódio piloto (o dessa semana só vou ter tempo de ver amanhã ou sábado) e acho que ainda é muito cedo para “achar” alguma coisa. Vi coisas legais e coisas desnecessárias no formato, mas deixa rolar mais uns 2 ou 3 episódios para pescar a fórmula básica do seriado.

Enquanto isso uma das melhores séries que assisti nos últimos meses veio da Netflix: House of Cards! E olha que quando a Netflix veio com aquela história de que ela mesmo produziria suas próprias séries eu fiquei meio descrente de que haveria coisas obrigatórias para os fãs de seriados americanos. Ainda bem que me enganei.

Kevin Spacey está perfeito no papel de Frank Underwood, político do alto escalão de Washington D.C.. Toda a trama e os plots da primeira temporada constroem bem o personagem, mesmo que em alguns momentos a história de suas escorregadas e caia em certos clichês recorrentes desse tipo de enredo. No geral é um série estratégica e política. Dois méritos da série: um é a quebra da quarta parede, naqueles momentos em que você espera Frank Underwood falar com o telespectador e, dois é a duração da mesma, com apenas 13 episódios ao contrário dos habituais 22 episódios do modelo americano, o que torna a narrativa ágil e focada no que importa, sem aquelas enrolações típicas dos seriados quando estão lá pela metade da temporada.

Meu medo é ver se os produtores conseguirão manter tal qualidade na segunda temporada. Não vai ser fácil. Vale a pena assistir pela Netflix, e não precisa ver tudo de uma vez só. Eu mesmo vi de forma bem tranquila, com dois a três episódios por semana, para realmente degustador e apreciar com calma a história e situações. O trailer legendado pra quem ainda não viu nada sobre a série!

E não deixe de comentar se você curtiu a ideia da postagem de recomendações rápidas! E faça também suas próprias recomendações, aproveite o espaço para sugerir algo também! Quem sabe não pego algo que você indicou e acabe virando uma indicação da próxima vez?

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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