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Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses | Netflix (Opinião)

Quem diria, hein? A última aventura no Goku já está na TV!

Não deixa de ser impressionante o fato de ter estreado neste final de semana na Netflix o mais recente filme da franquia Dragon Ball. O filme estreou no Japão em março do ano passado, chegou por aqui alguns meses depois, lá para outubro, nos cinemas (e até rolou esse post na ocasião). Agora, em menos de um ano da estreia oficial, já está na telinha da TV, no conforto do sofá da casa de qualquer um que seja assinante da Netflix! E o melhor: dubladinho em português para quem não gosta de legendas, mas também com as opções de áudio original japonês e legendas em nosso idioma! Perfeito para quem correu nos cinemas para ver dublado, mas sentiu falta de dar aquela olhadinha na versão com áudio original!

Considerando que muitos filmes baseados em animês raramente saem do Japão, com pequenas exceções onde estes longas chegam nos Estados Unidos através do home vídeo em blu-ray e DVD. Por aqui, no Brasil, chega a ser ainda mais raro. One Piece: Strong World, que é sensacional, até hoje não vi o BD nos EUA para importar, o que é uma pena dada a qualidade do filme da franquia. Mas Dragon Ball é Dragon Ball. Tem história e crédito no mundo inteiro e é um ícone quando se para para pensar no que ele fez pelo mercado global de animês e mangás.

E o filme, é bom mesmo? É DEMAIS! Depois de assistir, fiquei meio chateado de não ter conseguido ir aos cinemas assistir quando ele fez sua estreia no Brasil (apesar de que não foram tantas salas assim). Mas com um filhinho com pouco mais de um ano apenas (na ocasião ele não tinha nem isso) certamente ficarei mais algum tempo ser ir ver filmes na telona.

Enfim, retornando ao Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses, o filme segue a receita perfeita de tudo que um bom fã de Dragon Ball gostaria de ver nesse tipo de mídia. O fanservice rola solto e isso é realmente muito bom. Eu mesmo que sempre tive problemas com a fase Z de Dragon Ball, pois curto muito mais a fase da infância do Goku, que é mais fantasiosa e mais engraçada, acho que o filme soube equilibrar perfeitamente essas duas linhas que existe na franquia. O filme é leve, mantendo o excelente ritmo da comédia e da fantasia do universo de Dragon Ball, mas no final dele, rola aquilo que o tornou famoso, que são as batalhas espalhafatosas e absurdas que todo mundo adora, com personagens voados, cenários de tudo quanto é jeito e golpes que destroçariam um planeta inteiro. Oras, é Dragon Ball, não tinha como ser diferente.

O filme porém se esforça para não ser dramático em seu roteiro. O vilão mesmo é um cara legal no final das contas, e isso não é um spoiler. Você percebe isso no primeiro cinco minutos em que ele surge. O plot na verdade não passa de uma grande homenagem e uma forma de comemorar tudo que Dragon Ball já foi e continua sendo até os dias de hoje. Todos os personagens estão ali, para que possamos matar a saudades deles, até mesmo Pilaf e seus capangas, que roubam as cenas de uma boa parte do filme. Alguém que nunca assistiu Dragon Ball vai ficar meio confuso com a quantidade enorme de personagens que aparecem por ali, e todos tem seus pequenos momentos, mas isso não impede que um novato na franquia não se divirta ou que fique curioso e vá atrás para descobrir todas as maluquices que esse universo possui. E isso é muito legal.

No final do filme é impossível não pensar como seria de alguém lá no Japão resolvesse refazer a animação de Dragon Ball todinha do zero, como está sendo feita com Hunter x Hunter atualmente. O filme é belíssimo. Uma das animações japonesas mais fluidas que vi nos últimos anos. No nível de qualidade de um One Piece Strong World ou daquele belíssimo filme de Ao no Exorcist (Já viu? Se não viu procure ver. Summer Wars também é outra boa dica). O nível da animação me fez repensar se Dragon Ball envelheceu mal ou se é apenas o animê antigo (que estou acompanhando no Tooncast para matar a saudade) é que ficou meio velho demais. Afinal o animê antigo de Hunter x Hunter também tem seus problemas de ritmo (curto mais a versão atual), assim como Fullmetal Alchemist também ganhou uma segunda versão com um ritmo mais dinâmico (ainda que o primeiro pareça ser mais impactante como conjunto da obra). Talvez um remake (do zero, nada de remasterizar como aconteceu com Dragon Ball Kai) fosse algo mais do que bem vindo para um clássico. Só é preciso pensar se a série realmente não teria problemas nesse mundinho do politicamente correto, pois sabemos que o Japão a coisa rola mais livre, porém hoje em dia já se produz animês pensando de uma forma mais global. Ainda assim, acredito que o resultado seria mais do que fenomenal, já que o antigo sempre vai estar por ai, dentro do mundinho dos clássicos. Um novo viria para uma nova audiência e geração. E A Batalha dos Deuses traz exatamente esse frescor que no começo achei que seria impossível ver dentro do universo de Dragon Ball.

Eu quero mais! Vamos juntar as sete esferas do dragão e pedir para Shenlong!

Obs: link da Netflix para o filme aqui!

Obs 2: e parabéns a Netflix para aquisição ágil de um excelente título, provando que dá para assistir sim algo sem depender tanto assim da internet para baixar. Não é de hoje que venho dizendo que os serviços de streaming, se continuar tão interessantes da forma que estão se apresentando últimos anos, não duvido que em algum futuro não muito distante essa coisa de baixar da internet para assistir algo que não existe por aqui, ou porque não temos saco para esperar a estreia em nossas regiões, vão diminuir consideravelmente (isso se já não estiverem diminuindo nesse instante). Eu sei que graças a Crunchyroll aqui no Brasil eu já não baixo mais nenhum animê de fansub. One Piece, Naruto, Hunter x Hunter, Saint Seya Ômega, Toriko e entre outros ficam todos disponíveis pra mim a um clique do meu controle, sem esperar, sem download e no dia do lançamento lá no Japão. E a Netflix para que está ficando esperta com isso também. Sensacional!

Nota de Atualização feita em 2015 – Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses ficou disponível no Netflix entre 18/Janeiro/2014 até 18/Janeiro/2015. Não há previsão de retorno do título ao catálogo.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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