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How I Met Your Mother | O final que ninguém queria ver?

ATENÇÃO: este post contém a grande virada final da série. Se você ainda não assistiu, não continue!

How I Met Your Mother chegou ao fim de sua jornada!

Após 9 temporadas e muito enrolação desnecessária uma das melhores sitcoms já produzida chegou ao fim no dia 31 de março. How i met yout mother acabou e tudo, ou quase tudo, que você queria ver sobre a jornada desse grupo de amigos acabou, com algumas reviravoltas e surpresas um tanto quanto inesperadas por assim dizer.

Admito que já havia escutado o rumor de que a simpática Tracy, mãe dos filhos de Ted, estaria morta em 2030, que é o período onde toda a história da série está sendo contada. Isso estava rolando pela internet há algumas semanas antes do episódio final ser exibido. E que tristeza senti ao constatar que era um rumor que se tornou realidade. Não que a decisão dos produtores de que a Tracy deveria estar morta em 2030 tenha sido errada. Li algumas resenhas e críticas sobre o final da série e dou razão que a morte da mãe faz sentido dentro do porque Ted está diante de seus filhos contando toda essa epopeia que foi sua vida e como o destino finalmente chegou ao seu coração depois de tantas desventuras. Meu problema foi que me apaixonei pela personagem.

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Entenda o seguinte: não é fácil incluir um personagem numa série de tantos e tantos anos e episódios. Um personagem novo muitas vezes não consegue a mesma química que os personagens que fazem a história desde o início. Imagine um Friends onde um novo protagonista tivessem sido incluído nos anos finais da séries? Nem consigo imaginar isso funcionado. Ou um Seinfeld onde o quarteto principal se tornasse quinteto depois do grande boom da série? Não! Isso é feito em certas séries quando as coisas vão mal e um novo ritmo e química precisa ser conquistado para que a série se renove e continue no ar, mas jamais quando uma série está em seu auge. Não se mexe em coisas assim.

E pra mim a Tracy chegou nessa última temporada de HIMYM e quebrou esse paradigma em tal ponto que pra mim os melhores momentos de toda a temporada são os episódios e os momentos em que ela contracena com o grupo principal da série. Ao fim, eu já desejava de coração que ela continuasse a história de Ted até o fim e além. Até nem imagino o quão triste deve ser a perda de um amor numa situação onde os filhos ainda são jovens. E foi esse o destino dado a Tracy.

E por HIMYM ser uma série de comédia, nem mesmo consegui ter tempo de me emocionar e ficar triste pela morte da personagem nos rápidos momentos finais do episódio final. Eu queria ter sentido mais esse momento pesado na vida do Ted e parece que foi tudo tão rápido e superficial em algumas cenas que até questiono se valeu a pena mesmo guardar tudo isso para os últimos minutos da série. Não teria sido muito mais divertido ter visto tudo isso mais cedo na temporada final, com um pouco mais de calma?

A temporada inteira foi sobre um momento, o casamento de Barney e Robin, que no final das contas foi outra decepção. Não sei se realmente precisava de tanto tempo gasto num evento que no final não recebeu o devido peso dentro da história, com tantos plots superficiais e que apenas seguraram tudo que queríamos ver com mais calma e dedicação para o episódio final.

O que me deixa ainda mais triste é que realmente não fiquei convencido pelo amor de Ted e Robin. Sempre torci para que Robin realmente ficasse com o Barney. Mas os produtores se enforcaram numa situação onde a Robin não poderia engravidar e isso acabou definindo o destino da personagem até o fim. Não achei justificável a forma como a história mata o casamento dela com o Barney para que no futuro ela esteja vaga para o Ted. Fico claro que o casamento não deu certo porque o Barney não aguentava mais viajar para Robin para tudo quanto é quanto, por causa de seu trabalho. E isso vai funcionar com o Ted em 2030 com dois filhos adolescentes? Nesse ponto acredito que a história deveria ter trabalhado melhor então na Robin, que no final acaba sozinha vivendo uma triste vida em função de seu trabalho.

Acaba batendo com algo que dito com frequência quando o assunto está em pauta: “Trabalhe para viver. Não viva para trabalhar.” Será que Barney e Robin não poderia ter funcionado se não fosse o trabalho dela? Não valia nem mesmo tentar isso? Caramba. Aí entra também o desfecho do Barney, que veio amadurecendo ao longo das temporadas e regride tudo para que ao fim ele se tornar o pai solteiro de uma garotinha. Não sei se gosto desse final para o personagem. Achei lindo a cena dele com o bebê, que meio que reflete muito com a primeira vez que vi o meu filho. Mas será que ele nunca mereceu uma companheira, nem mesmo após o nascimento de sua filha? Não sei, sinceramente não sei.

Muita gente na internet diz que é um final cheio de culhões, porque é diferente, que casa com a proposta da série de ser realmente algo fora da curva e que até faz a volta com o primeiro episódio e tal. Entretanto não sei se depois de 9 anos eu queria um final ousado. Cheguei num ponto da história que eu apenas queria que tudo desse certo para estes personagens, queria o final conto de fadas e não o soco de realidade que foi. Não que isso não torne o final muito mais fantástico, mas sinceramente queria ter visto o final bonitinho, seguindo a receita de uma comédia romântica clichê.

Na boa? Acho que não queria dar tchau para Ted e Tracy ainda. Com certeza teria topado mais uma temporada só com tudo que aconteceu no último episódio de forma tão detalhada quanto todas as malditas horas gastas nessa temporada com o casamento de Barney e Robin.

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Enfim, um final ousado e que fecha o ciclo da série. Mas não é o final que eu queria ter visto. Vou sempre ficar com o pensamento que depois de tudo que Ted passou, ele merecia muito mais do que acabar com a Robin. A realidade é assim mesmo? Puxa…

obs: a ilustração que abre esta postagem pertence ao usuário kaitokid41 lá do DeviantArt.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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