Gears of War 4 | Artes conceituais de JD & Kait! (+ Demonstração da E3)

Rá! Não adianta, sou putinha de Gears of War, não tem jeito. Cada mínimo detalhe que sai a respeito da franquia me dá essa vontade de vir aqui no blog só para mostrar o que saiu e dizer pela milésima vez o quão fã sou da série.

Desta vez são as artes conceituais dos dois novos personagens revelados na E3 em junho que devem encabeçar o novo Gears of War 4, que só será lançado no final de 2016. Se agora eu já estou assim, imagine quando o beta começar e quando o game estiver próximo de sair e tiver trailers e imagens pipocando na internet a todo momento. Precisarei me controlar.

JD e Kait por enquanto são os únicos personagens confirmados para Gears 4. Nem ao menos se sabe se a história se passa logo após o terceiro game. A “internet” anda dizendo por aí que o novo game se passaria décadas após a trilogia original e estes personagens seriam filhos de famosos personagens dos antigos games, como JD sendo filho do Baird.

Eu ainda não sei o que achar a respeito dessa teoria. Afinal fazer isso significaria que os clássicos personagens poderiam já estar mortos ou velhos demais, e isso meio que tiraria eles fora do quinto quarto game da série. Será que dá para criar um Gears 4 sem Marcus Fenix? Ou ele seria um coronel ou general com uma patente mais alta possível que serviria como mentor dessa nova geração de COGs? Ou estaria aposentado ou refugiado? É muita coisa para se pensar e tentar chutar. Vou deixar para pensar nisso num futuro mais a frente, quando maiores detalhes finalmente forem revelados.

Porém o que posso discutir agora e que não o fiz durante a E3 em junho é a respeito da demonstração revelada na feira e que gerou opiniões diferentes por tudo quanto é lado na internet. Há aqueles que adoraram e outros que odiaram o que foi ali mostrado. Uma das melhores resenhas a respeito da demonstração de Gears 4 que li foi na GamesRadar: Stop laughing. Gears of War 4’s quiet gloom is exactly the reboot we need!

Eu concordo totalmente com a matéria quando diz que o que foi mostrado na E3 foi exatamente o que a série precisava após o fiasco que foi Gears Judgment. A impressão de que Gears 4 está retornando as origens do primeiro game da franquia é incrível.

Ter corredores onde os personagens apenas andam e conversam entre si pode parecer um recurso pobre de loading, mas não significa que ele está sendo usado para isso. Pra mim os corredores dos primeiros Gears são parte do organismo da série, porque são ali que estão alguns diálogos extras do jogo, são neles que você fica tenso por não saber o que vai encontrar na esquina de cada corredor. É parte do DNA da série.

Estar mais escuro e assustador também é um excelente indicador que o estúdio está buscando algo mais original com o primeiro jogo, que sim, era escuro porque era um recurso para ajudar os gráficos na época, mas não significa que era mal pensando ou planejado. O primeiro Gears é o game mais tenso e assustador de todos os outros games da franquia e isso é muito legal. Não havia armaduras mecânicas, armas especiais e super poderosas caindo a toda hora ou tanques e reforços chegando. O primeiro Gears é claustrofóbico em vários momentos na história, porque ele coloca o jogador ali, num mundo onde a guerra já foi perdida e os poucos soldados que restaram estão apenas tentando chegar a algum lugar para sobreviverem! Somente no segundo game é que surge a esperança de virar a guerra, ou quase isso.

Acho bacana que Gears of War 4 esteja justamente tentando levar resgatar estes elementos do game original. Corredores, escuridão, tensão sem que você veja o inimigo. Tudo isso somado a excelentes gráficos (a cena do furacão é fantástica)! Um novo inimigo também é mais do que bem vindo, e ele lembra bastante os Lickers de Resident Evil, o que é muito melhor do que os Lambents de Gears of War 3 que eram fracos e lembram muitos a fragilidade dos Floods da série Halo.

E a parte gore e visceral de Gears surge na demonstração, quando JD e Kait entram num cenário apertado e há algumas coisas estranhas crescendo na parede, com direito até mesmo a uma bolha de “pus” explodindo na cara do JD. Logo depois no combate, um destes novos inimigos chega próximo demais do jogador e uma execução é realizada. Tudo isso são elementos consagrados do DNA da série.

Assustador, tenso, visceral, nojento, escuro… é isso que a campanha e história de Gears of War era em seu inicio. Não desmerecendo o segundo e terceiro game, que expandiram e diversificaram os elementos do game para campos abertos, veículos de grande porte, aventura e ação por meio da adrenalina do combate. E não acho que estes outros elementos precisam ficar de fora do quarto game. Só que Gears 2 foi maior e melhor, depois Gears 3 foi ainda maior e ainda melhor. Não tem como continuar essa fórmula de apenas deixar tudo maior e melhor. Acho que o ápice da franquia foi o terceiro Gears. A melhor decisão a meu ver é realmente resgatar os elementos originais do primeiro game, e aprimorar tudo que tinha lá, usando tudo que foi aprendido com as sequências e criar um novo recomeço.

E isso porque apenas foi mostrado 6 míseros minutos da campanha. Não se sabe o contexto dela, nem mesmo se o Locusts estaram de volta. E nem o multiplayer, ou modos de game! Há ainda muito de Gears of War 4 que não se sabe. Ou melhor dizendo, mesmo com 6 minutos, não se sabe praticamente nada! Apenas de que está indo num ritmo que se esperava que a série fosse, esquecendo o modelo arcade e vazio de Gears of War Judgment e sem a megalomania que Gears of War 3 precisou ser.

E isso ao menos pra agora, é muito bom! Ufa!

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