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Impressões | The Witcher 3: Wild Hunt!

Não contém spoilers!

Lutas, espadas, brigas de boteco, sexo, carteado, caça à monstros, corridas clandestinas com cavalos, tudo…. praticamente tudo o que se poderia fazer em um mundo medieval, você pode fazer nesta ultima aventura de Geralt of Rivia, também conhecido como The White Wolf.

A história gira em torno de Geralt (um bruxo, um caçador de monstros profissional) e em sua busca por Ciri, sua filha adotiva à muito tempo desaparecida, mas que de acordo com as más línguas, agora retornou e está sendo perseguida pela Caçada Selvagem (guerreiros de outro mundo buscando usa-la para cumprir seus objetivos nefastos).

Neste jogo, todos os antigos amigos e inimigos de Geralt, retornam, para ajudar e/ou atrapalhar a vida do bruxo, quase tudo determinado única e exclusivamente pelas escolhas que o jogador fizer desde o inicio da aventura. Sim, cada ação gera uma consequência mais pra frente no jogo, seja ajudar um velho a recuperar sua cabra ou aceitar matar reis, tudo, TUDO vai mudar o desenrolar da história.

Dentre os objetivos deste jogo, temos além de cumprir a própria historia, as side quests que são nada mais nada menos que missões secundárias que enriquecem muito o mundo do jogo. Dentre essas missões, temos os contratos de bruxo, que são missões de alto risco necessárias para conseguir dinheiro e experiência, corridas à cavalo que ajudam a conseguir equipamentos melhores para que seu cavalo fique mais rápido e consiga correr à pleno galope por mais tempo, brigas de bar …. por queee…. oras, por que não?! E cartas, sim o carteado neste jogo conquista todos os fãs de um bom e velho card game como Magic the Gathering, Pokémon, Yu-Gi-Oh e etc, tanto que muitas das cartas para se montar o baralho, devem ser compradas ou apostadas contra outros jogadores.

Outro ponto forte, são os diálogos, muitas lutas, emboscadas, planos, e etc, podem ser conquistados ou evitados com base no que você diz para alguns NPCs e isso pode salvar sua vida ou acabar com ela.

Em termos de jogabilidade, após pegar o jeito da coisa, o controle se torna algo muito instintivo e natural para o jogador, ainda mais dependendo da forma como você evolui o personagem para se tornar voltado mais para o combate corpo à corpo, ou atirador de elite com a besta (o arco/revolver medieval), mago, e afins.

Um lance bacana deste jogo, é que não há uma obrigação de ter jogado os títulos anteriores para entender a história, contudo, é possível optar por vincular os acontecimentos realizados no jogo anterior para que tenham influencia neste, ex. Se no segundo titulo você matou alguém importante, esta pessoa não aparecerá neste jogo e muito provavelmente vai ter algum parente toda hora dificultando sua vida e te difamando, mas se salvou alguém, é possível receber uma mãozinha em uma ou outra missão futura.

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The Witcher 3, além de tudo isso, também possui uma impressionante coletânea de musicas ambientais que dão muito mais emoção às lutas, investigações ou simples caminhadas na praia ao entardecer (pisoteando corpos dos “afogadores”).

Para finalizar, também há alguns easter eggs que aparecem quando menos se espera, (não, você não vai ver o Stan Lee escondido atrás de uma árvore hehe) como por exemplo em uma das investigações, pode-se notar uma espada fincada numa pedra (alguém disse Excalibur?!) e sim, você tenta tira-la.

Como não bastasse tudo isso, a CD PROJEKT RED, disponibilizou 16, isso mesmo 16 DLCs gratuitas para garantir mais horas de aventuras (lembrando que se você se mantiver somente na história principal e sair correndo que nem louco, você pode levar mais de 100 horas para terminar).

Muitos personagens bacanas, quests que aparecem do nada, monstros das mais diversas mitologias, historias envolventes, mulheres, heroísmos, (invasões à domicilio para roubar pão), horas de susto, e momentos de pura comédia é o que reside em The Witcher 3: Wild Hunt (particularmente o MELHOR jogo que joguei na vida).

ATENÇÃO: a partir deste ponto há spoilers!

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Sobre o final do game!

Dentre as possibilidades de final, acabei fechando com o melhor desfecho, Skellige prosperou, Radovich morreu e vossa majestade Emhyr prevaleceu “restaurando” Temeria, Ciri se tornou uma bruxa e após algum tempo de treino partiu em busca de suas próprias aventuras, enquanto que Geralt se aposentou com sua amada Yennefer acordando tarde e desfrutando de uma vida pacata. (ou seja, o melhor final) apesar de que pessoalmente eu preferia ter feito o final onde Geralt (por tentar pegar Yennefer e a Triss) acaba caindo numa armadilha das duas e ficou algemado na cama tendo que ser resgatado por Dandelion afinal…. “nenhum bruxo jamais morreu em sua própria cama” e eu gostaria de encerrar essa jornada como se houvesse possibilidade para novas histórias

Em geral, The Witcher 3, foi O MELHOR JOGO que já joguei na vida, absurdamente detalhado, permitindo que você invada milhares de residencias, sinta o peso da lei, caso roube em uma cidade grande e os guardas vejam (pois eles vão te perseguir, te dar umas pauladas e ainda cobrar uma multa) e a qualquer momento o clima pode mudar, você pode cavalgar do amanhecer ao anoitecer, e nesse meio tempo, chove, faz sol, venta, ou dependendo da região onde você se encontra, até mesmo neva! Animais selvagens podem aparecer, desde coelhinhos a até ursos ouuu um monstro bem poderoso perdidão no meio do mato com o qual você tromba sem querer. Outro lance bacana foi a construção dos NPCs, pois todos eles interagem, seja toda e cada uma das pessoas das vilas e cidades que falam, xingam ou elogiam Geralt, pelos feitos dele ou até mesmo quando você anda pelo mato, atrai a atenção de lobos e cruza o caminho de um urso (e simplesmente senta pra assistir eles se matando)… sim…. em termos de mundo aberto e tudo o que ele envolve, este jogo foi sem duvidas o mais abrangente e detalhado que já vi até hoje.

Jogabilidade
Graficos
Enredo
Diversão
Som

Em termos de mundo aberto e envolvente, The Witcher III foi sem duvidas o mais abrangente e detalhado que já vi até hoje!

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Bruno Macrina

Descendente direto do general romano Marcus Nonius Macrinus, esta ponta da árvore genealógica acabou chegando ao Brasil através das gerações, e aqui é onde estabeleci meu castelo e nele resido (forever) alone. Dentre as atividades que desempenho estão, combates em eventos medievais, jogatina de RPG, video games, academia, não esquecendo também as habilidades de desenho, pintura, montagem de garage kits, cosplays e etc. Ééééé... eu sei eu sei, muito incrivel né, bom tem muito mais, mas vou deixar pra escrever na minha auto biografia daqui uns 70 anos.
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