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Overwatch | Charme, acessibilidade e aquela expectativa para o futuro? (Impressões)

Quando escrevi sobre o beta aberto de Overwatch aqui no site eu estava bem empolgado com o título. Será que essa empolgação se manteve com o acesso e lançamento do game em sua forma completa agora no dia 24 de maio? Em algumas partes sim, em outras infelizmente não.

Uma das minhas grandes surpresas foi descobrir que o beta que rolou um pouco antes do lançamento do game era de fato tudo que o game final tinha para apresentar. Foi um choque descobrir que não havia muito mais a se descobrir após ter jogado o beta. Lembra uma discussão que venho martelando aqui no site a respeito de betas e demonstrações? O beta no final me revelou mais do que eu gostaria de ter visto antes do game ter sido finalmente lançado. E isso é chato, pois parte da graça de um novo game vem das surpresas e expectativas que se cria antes dele finalmente sair.

É claro que isso não tira qualquer mérito do título. Se paguei pau e elogiei aos montes o título no beta, tudo aquilo se mantém aqui no game lançado. Overwatch continua sendo um título que seduz o jogador nos primeiros minutos que se começa a jogá-lo. É realmente um título que quer que você se apaixone por ele logo de cara. Uns dizem que isso é um dos grandes méritos da própria Blizzard, algo que eu não saberia dizer por não acompanhar muito dos títulos da empresa, e isso só acontece porque, como vivo dizendo por aqui, não sou um PC Gamer. Tanto que a versão de Overwatch avaliada aqui é a que saiu para o Xbox One, tenha isso em mente pois haverá um ponto importante sobre isso mais a frente.

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Um universo rico, porém ainda não explorado completamente!

Muitos games lançados nessa geração já foram duramente criticados por não trazerem consigo dois elementos que muitos consideram importantíssimo: um modo campanha (Titanfall, Star Wars Battlefront) e uma boa exploração narrativa de seu universo (Destiny). E Overwatch não tem nem um e nem outro.

A ausência da campanha não é uma surpresa. A Blizzard já havia deixado bem claro isso, além do próprio fato do game ter nascido para o cenário do e-Sports e de tudo que vinha sendo apresentando, já havia essa certeza de que tratava de um game puramente focada em multiplayer, algo que é estranho nos consoles, mas nem tanto na plataforma do PC, especialmente quando se pensa em títulos como Dota 2, League of Legends etc. Overwatch não pertence ao mesmo gênero que estes mencionados, porém veio para colocar o shooter em primeira pessoa nesse cenário do online competitivo. Sendo assim, é coerente e consistente a ausência de uma campanha.

Entretanto não imaginava que o game exploraria tão pouco o rico universo que a Blizzard criou. O game abre com a belíssima animação do Wiston, convocando tudo mundo para a guerra, fazendo a ponte para o “only multiplayer” e tem toda a parada das animações oficiais que são lançadas no canal oficial de Overwatch no You Tube bem homeopaticamente, mas fora isso, nada mais é explorado dentro do game, exceto talvez por alguns diálogos entre os personagens antes da partida começar.

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Destiny foi apedrejado por não trabalhar muito bem seu universo riquíssimo e que os jogadores estavam afoitos por quererem saber mais. Já Overwatch parece que rolou um “tudo bem, você pode ser assim” de uma forma que me deixa um pouco desconfortável. Mas isso só porque esse universo rico em locações pelo mundo todo, esses personagens com charme e simpatia para todos os lados, pelas poucas, mas incríveis animações lançadas, me fazem querer saber mais, conhecer mais. E mesmo que a Blizzard esteja contando a história aos poucos, acho vacilo que no game em si, não haja um pouco mais destas migalhas.

Sabe o que eu gostaria e que me faria ficar satisfeito? Fichas colecionáveis e coletáveis. Que o game tivesse uma sessão de arquivo, com ficha de todos os personagens, um pouco da história de cada um e também as fichas dos mapas e suas locações. O que estes lugares representam ao mundo de Overwatch. Não duvido que se eu procurar em canais oficiais do game e Wikias devo achar tudo isso, mas não quero ter que sair do game para procurar. Gostaria que tudo isso estivesse lá dentro e que até mesmo pudessem ser metas dentro das partidas que pudessem destravar isso, como eliminar tantos inimigos, jogar um mapa tantas vezes, usar um personagem em específico e fazer algum proeza com ele etc. Que o game pudesse me dar meios e objetivos para querer descobri mais do mundo de Overwatch jogando-o. Acho que a Blizzard perdeu uma boa oportunidade aqui.

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Qualquer um consegue jogá-lo

Talvez o ponto discutido acima passe meio batido pelo simples fato de que Overwatch é um game impressionantemente acessível em termos de jogabilidade. Qualquer um consegue jogá-lo, seja você um cara que mande muito mal em shooters em primeira pessoa ou até mesmo alguém que nunca tenho de fato jogado um FPS. E por mais que isso pareça improvável, é a mais pura verdade.

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Overwatch foi criado com a mais fina tecnologia e com muita expertise na questão de level design, mas não me chocaria se alguém dissesse que também usou um pouco de pó mágico na programação do game. Brincadeiras à parte, o caso é que o game tem uma estrutura um pouco diferente de outros games do gênero.

Não é burocrático, com personalização de set de dezenas de armas, miras, silenciadores ou tantos outros itens que nem sei citar aqui. Cada personagem é único e funciona de seu próprio jeito, ainda que seja bem simples lembrar como é o esquema básico de todos. No geral o game manda muito bem ao explicar isso ao jogador que esteja chegando nele pela primeira vez. O tutorial por sinal é perfeito.

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Assim há normalmente uma arma básica, duas habilidades e um super especial. Dentro desse leque existem as variações, personagens que podem mudar o tiro da arma, que pode criar escudos, saltar grandes alturas, construir coisas etc, mas mecanicamente todos funcionam com uma mesma linha de pensamento.

Isso torna fácil para que os jogadores assimilem os personagens, já que todos são memoráveis e de fácil reconhecimento. Méritos de um grande diretor de arte, sem dúvida alguma. Não é tarefa fácil criar personagens tão carismáticos, onde não há um que seja “normal demais” ou “sem graça”. Todos acabam sendo marcantes, variando de jogador a jogador seus prediletos.

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Há que se dizer que outro mérito em termos de acessibilidade são as mecânicas de jogo utilizadas em Overwatch. Sabe aquela horrível situação de muitos FPS na qual o game tem trocentos modos de jogo legais e somente o maldito Team Deathmatch (Mata Mata) funciona? Overwatch não tem modo mata mata!

Todos os modos de jogo de Overwatch rodam em uma única playlist e todos consistem em uma espécie de dominação, seja dominar pequenas áreas, ou uma área fixa ou um veículo que precisa navegar pelo mapa da partida. Isso torna as partidas concisas e focadas em objetivos, fazendo com que os jogadores participem e não fiquem espaçados no mapa do game. Não tem aquela coisa de jogador sozinho matando todo mundo ou quem não queira ajudar o time. Há um sentimento de cooperação, ainda que a comunicação por voz nem sempre esteja sendo usada.

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Acessibilidade é realmente uma palavra chave aqui. Todo mundo consegue jogar, consegue usar seu personagem e brincar, ainda que não se torne o melhor da partida ou saia matando muitos jogadores. Há uma sensação de satisfação ao encerrar uma partida de Overwatch, seja perdendo ou ganhando. Talvez isso mude quando o modo competitivo for liberado em breve, mas por enquanto as partidas se mantém apenas com esse tipo de competitividade amigável.

Pontos que precisam de atenção

Então Overwatch é um desses games que atraente os jogadores de cara pelo charme e o consegue mantê-lo pelo fato de ser mecanicamente acessível em sua jogabilidade, mas isso é o suficiente para torná-lo perfeito? Infelizmente não. São dois pontos de grande valor sem dúvida alguma, porém a Blizzard deve se atentar daqui para a frente em outros elementos bem importantes para a longevidade do título.

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A primeira coisa é que de cara o game pode parecer um pouco ralo. Aqui no Brasil ele está custando 250 reais nos consoles e 150 reais no PC. O valor para PC até acho válido. Se o game adotasse um modelo gratuito, onde os personagens fossem vendidos à parte, no PC estes 21 personagens custariam em torno de 7 reais cada, um valor mais do que justo a meu ver. Nos consoles esse valor aumenta um pouco mais, 12 reais por personagem. É… já não é um valor tão legal assim, afinal com 14 reais você compraria 2 personagens no PC, enquanto nos consoles essa matemática custaria 24 reais. Claro, são valores hipotéticos, porém é um raciocínio válido levando em consideração o conteúdo do game.

Overwatch apresenta poucos modos multiplayer. Um modo de jogo rápido (com os modos já citados), um modo jogadores online versus IA nos mesmos modos do jogo rápido (não vejo motivos para um modo assim existir, mas enfim), um modo para grupos e amigos poderem jogar partidas personalizadas e um modo chamado Contenda Semanal, este o mais interessante, pois é um modo com regras malucas que mudam toda a semana, infelizmente, o modo que mais me deu problema para jogar no Xbox One, uma pena.

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Já que toquei em tal ponto da busca por partidas, já abro aqui um parênteses para dizer que não estou totalmente satisfeito com o matchmaking do game no Xbox One. E a julgar pelos vários tópicos criados no fórum oficial de Overwatch, da própria Blizzard, não sou o único passando por dificuldades para encontrar partidas nas versões de consoles (um exemplo lá).

Mas que fique claro, meu problema parece ser apenas com a lista de Contenda Semanal. Já deixei buscando por mais de 10 minutos (captura de tela abaixo) e o game simplesmente não conseguiu me conectar com nenhuma partida. Em Jogo Rápido, a busca não demora mais do que dois minutos. Contra IA… nem senti vontade de testar.

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O mais chato é que não dá para saber porque isso vem ocorrendo. Procurei algum pronunciamento oficial da Blizzard e não encontrei nada sobre o assunto, nem mesmo lá nos diversos tópicos do fórum oficial do game. Pode ser algum bug dos consoles, pode ser que o game exija conexões realmente boas (apesar do meu NAT no Xbox estar sempre em status Aberto) ou pode ser que simplesmente que não haja jogadores suficiente nas salas dos servidores brasileiros, o que diga-se de passagem é um problema que vários games desta geração enfrentam (baixa população) desde que a comunidade dos consoles ganharam servidores exclusivos para Brasil ou América Latina. Sabe algo que poderia tirar tais dúvidas? A possibilidade deixar o jogador escolher qual servidor  o game deveria procurar partidas.

Há diversos jogos nessa geração que trazem essa opção de escolha e que já me deixaram testar problemas semelhantes e em boa parte dos casos eram servidores nacionais vazios ou com poucos jogadores. Um problema certamente de um mercado com seus problemas por aqui. Há muitos jogadores que ainda não migraram para a nova geração, há aqueles que não jogam online, há os que foram para o PC (devido ao alto preço dos games e consoles) e aqueles que simplesmente vão esperar o game abaixar para poder comprar Overwatch. Deixar a comunidade pequena jogar em outros servidores internacionais, sem exigir uma conexão de primeiro mundo, certamente resolveria esse problema.

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Vale dizer também que andei conversando com um amigo e leitor aqui do site, o Marcelo (Pellx), que anda jogando Overwatch e ele não tem tido os mesmos problemas que eu tive nos testes que andei realizando para encontrar partidas. Ele conseguiu jogar a Contenda Semanal, ainda que tenha me confirmado que houve períodos em que o jogo demorou a encontrar tais partidas. Enfim, parece ser um caso pontual, envolvendo regiões e conexões. Há quem anda tendo problemas e há quem não está sofrendo com isso.

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Feito então essa ressalva, retorno a outros pontos que a Blizzard precisa ficar de olho em Overwatch. Por exemplo, aquilo que relatei lá no começo, sobre os personagens puderem ter fichas e o game manter um sistema de progressão que recompensasse com tais itens seria algo interessante, ainda mais quando se pensa que o próprio sistema de level do jogo não recompensa tanto assim o jogador que progride pelas partidas com experiência obtida.

Subir de level em Overwatch não garante muitas coisas interessante além do prestígio de ser um bom jogador nestas primeiras semanas. Cada novo nível o jogador ganha uma caixa de itens, que no geral são apenas itens cosméticos para os personagens, sendo que os mais interessantes, as skins de corpo do personagem, são as mais raras e difíceis de serem obtidas pelo sistema de loot. Quer mais caixas além das obtidas pelo sistema de level? Você pode comprar com dinheiro de verdade. Parece um pouco injusto que o game tenha um sistema de monetização dentro dele e ser vendido custando um alto preço. Se o jogo possui um esquema de compra de caixas assim, com dinheiro real, isso poderia ter sido abatido no valor final do game, ainda mais quando se pensa que é um título da Blizzard e nos planos que a empresa tem para Overwatch em seu futuro, com a venda de novos personagens, porque sim, eles virão!

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Sabe o que resolveria grande parte destes problemas? Uma versão free-to-play de Overwatch para consoles, ou partidas cross-plataforma (como Rocket League está fazendo atualmente tanto no PlayStation 4 quanto no Xbox One). Voltando na hipótese de uma versão gratuita, imagino que seria chato se um único personagem fosse liberado e houvesse aquela comunidade enorme de jogadores jogando apenas com o mesmo personagem. Isso certamente desbalancearia o game. Mas algo que poderia resolver isso seria uma versão com 4 personagens gratuitos por mês, sendo os menos usados pela comunidade que comprou o game, e um para cada uma das quatro classes de personagens (ataque, defesa, tanque e suporte).

Isso faria o game ter mais jogadores, faria com que mais pessoas acabassem se interessando em comprar os personagens avulsos (algo que hoje não é possível porque, bem, todo mundo comprou o game) e aumentaria sua visibilidade na comunidade gamer. Seria interessante esse se isso pudesse acontecer, ao menos nos consoles onde a população de jogadores parecer ser menor que a do PC.

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Vale ou não vale?

Hum, percebo que Overwatch me dividiu ao longo desse review. Parte do game é incrível e parte dele ainda parece pedir que o jogador tenha um pouco de paciência, pois o modelo da Blizzard é diferente na qual os consoles estão habituados. Overwatch irá crescer, irá melhorar e terá mais coisas. Esta é só a fase 1, que começa totalmente acessível e divertida, porém que ainda deixa apenas pontinha de “falta mais coisas“. Ainda que inchar um game de coisas nem sempre seja uma boa ideia.

Sei que isso parece um pouco contraditório, e talvez seja, mas obviamente que os deméritos não tiram os excelentes méritos do jogo. E é mais fácil um bom jogo se tornar um excelente jogo com o tempo do que um jogo ruim se tornar um jogo bom. E de ruim Overwatch não tem nada, o que ele tem é a expectativa de consertos e aprimoramentos de conteúdos que precisam (e serão) adicionados com o tempo!

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Tenho uma grande curiosidade de como o game irá se comportar quando, em algum momento desse mês ou de julho, a Blizzard liberar o modo de partidas por ranking, preparando o game ainda mais para o cenário competitivo. Sem mencionar que ainda que haja 21 personagens, parece que já existe uma certa expectativa para novos personagens, e não que o game precise de mais personagensagora (talvez mais mapas, pois ao todo são apenas 12 e eles não funcionam exatamente em todos os modos, sendo específicos para cada tipo de modo de dominação).

Overwatch hoje, em seu lançamento, prova que sua estrutura é uma das mais viciantes que essa geração já recebeu. Mas o preço é um fator que precisa ser medido individualmente, de jogador para jogador. Obviamente há quem não se importa com esse fator, porém imagino que muitos podem se incomodar com o status do game hoje, ainda carente de mais conteúdo que o recheie mais, fora o problema das partidas nos consoles. No PC, eu posso recomendá-lo de olhos fechados. Vale os 150 reais e há muito mais jogadores, o que significa que não precisa se preocupar com salas vazias, só fique atento se ele roda em seu computador (o meu não rodaria).

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Aliás, acredito que daqui alguns meses até mesmo valha a pena rever este review e a nota final que ele está recebendo aqui, reescrevendo um novo e voltando para comentar as próximas novidades e updates que o game receberá daqui em diante, sendo que todas devem vir gratuitamente no que diz respeito a novos mapas ou modos de game. Apenas novos personagens devem vir a ser cobrados individualmente. Vi que muitos sites deram notas altas para Overwatch apenas com essa esperança de que muito mais virá e achei um pouco errado isso. Hoje este review me diz como Overwatch está agora, em sua primeira fase e suas primeiras semanas no mercado. Se em um futuro breve, o status quo dos pontos aqui abordados mudarem, certamente voltarei para conversamos mais e até mesmo retificar os pontos que mudarem, sejam eles para melhor ou pior.

É isso!

Mais 10 imagens!

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Charme! Acima de tudo o carisma do game!
Gameplay acessível a qualquer pessoa
Dublagem nacional é uma coisa linda!
Aquela sensação de que falta mais conteúdo no geral
Melhores recompensas para o sistema de progressão
Consoles parece haver problemas para encontrar certas partidas
Preço nos consoles não é convidativo, enquanto no PC é válido

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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