Omega Strike | Três soldados em missão! (Impressões)

Omega Strike é um indie game desenvolvido pela Woblyware e distribuído pela Digerati. Um jogo de aventura e plataforma, com visual 2D, com aquela famosa pegada metroidvania. Acho que aí está mais uma temática de jogos recorrente nos meus reviews aqui para no Portallos. Omega Strike saiu para PC em outubro de 2017, mas somente agora, em 15 de junho, chegou pra PlayStation 4 e Xbox One. E já falo: sorte de quem prefere jogar nos consoles que não ficamos sem este game. A versão utilizada para o review foi a do Xbox One.

Posso declarar que Omega Strike é a mistura de Metal Slug com Castlevania/Metroid que deu certo. Saca aquela maluquice de atirar para todos os lados e em tudo que se mover de Metal Slug? Aqui tem meus amigos. Sabe aquela necessidade metroidvania de se explorar os cenários para achar itens de upgrade, e depois ter que voltar a áreas anteriores com novas habilidades para achar outros caminhos? Pode marcar mais um X aí, pois aqui isso também acontece. Ah e uma coisa que me deixou muito alegre: aqui a munição é infinita! Então pode atirar a vontade.

A fórmula do super soldado

A história começa com uma pesquisa militar secreta onde um time de cientistas liderados pelo doutor Alphonse Omega faz o possível para criar uma forma de aumentar as capacidades dos soldados, fazendo deles mais rápidos, fortes e melhores. Com o trabalho de todos juntos chegou-se ao Alpha Elixir, que transformam os soldados em verdadeiros maquinas de combate. Alguém aí notou a referência a um certo Steve Rogers e a fórmula do super soldado? Sim, eu sei.

Só que aqui as coisas não dão muito certo e após um tempo, as mudanças tiveram outras consequências. Assim os soldados que receberam o soro se transformam em ferozes mutantes. Todos, é claro, sob o controle de ninguém mais ninguém menos que o Dr. Alphonse Omega (a partir de agora vou me referir a ele como Omega).

Os soldados que não foram transformados não tem chance contra o novíssimo exército de Omega e são facilmente vencidos. Calma que os clichês ainda não acabaram. Agora nada pode fazer frente a dominação mundial do Dr. Omega.

Exceto você… é claro! O fato é que existem um pequeno grupo com alguns soldados, liderados pelo General Tucker, que vão se opor ao vilão e seu reino de terror. E é aqui que o jogador entra em cena, pois nos cabe a missão de guiar estes 3 soldados a derrotar o Dr. Omega.

O Professor Einhorn desenvolveu um plano para deter Omega (ao melhor estilo Mega Man, com 2 professores um do lado bom e outro do lado mal). Ele desenvolveu um dispositivo de teletransporte que permite aos 3 soldados alternarem de lugar para que cada um possa utilizar suas habilidades únicas nessa missão. Mais prático do que ir fisicamente os três juntos, não?

O básico da jogalidade

Os controles são fáceis de serem administrados, com cada botão agindo para uma determinada função, seja ela atirar (em todas as direções possíveis, podendo atirar até durante o pulo, um diferencial se comparado ao Fox n Forests deste meu review), pular, especial (diferente para cada um dos soldados e habilitado ao longo do jogo), acesso a menu de itens e um botão para ver o mapa e é claro, o botão que permite fazer a troca de personagem.

O jogo apresenta 5 cenários diferentes, todos labirínticos com diversas áreas e a necessidade de escolher entre direita ou esquerda, cima ou baixo para chegar a algum lugar. Obviamente voltar e fazer o outro caminho acaba sendo a decisão acertada para achar itens e expandir o mapa, objetivo clássico de qualquer metroidvania básico, o que admitir ser o elemento que me fascina nesse gênero de jogo. Temos mais de um chefe de fase, já que antes de chegar até o Dr. Omega temos 11 encrencas para derrotar. Muitas delas vão nos dar habilidades para aprimorarmos os soldados e acessar obviamente novas áreas.

Isso também vai impossibilitar a coleta de todos os upgrades logo de cara nas fases. Os itens colecionais aqui são os Life Cubs (juntando 4 e levando-os ao “curandeiro” ele aumenta sua vida) e baús com uma caveira dourada dentro (que dá 30 moedas de ouro). Para encontrar tudo isso, vem a parte Metroidvania de Omega Strike, explore todos os cantos dos cenários.

Somente 3 áreas estão liberadas no começo, cada um com uma complexidade de locais que somente poderão ser todos acessados após adquirir as habilidades dos personagens. A “cidade” do jogo conta com um vendedor de comida (para recuperar a energia), um vendedor de armas (faz upgrades nas armas dos nossos soldados), o curandeiro na vila (faz com que sua barra de vida aumente em um cubo – achei engraçado que ele parece soltar um hadouken quando aumenta a sua vida) e o piloto do helicóptero (que vai lhe levar até as fases mais distantes).

É um jogo difícil?

Omega Strike conta com 2 níveis de dificuldade: Normal e Difícil. Diferentemente de jogos como da série Contra, o “Normal” é de boas, e dá pra jogar nesse nível sem maiores estresses, e sem controles voando pela janela. Mas, se por ventura, sentir a necessidade de atirar seu controle contra alguma coisa, pare de jogar, dê uma volta e depois de algum tempo volte ao jogo. Não vale a pena quebrar seu controle, certo? Só que como disse, o Modo Normal não me aparentou representar qualquer tipo de frustração no sentido de travar a progressão do jogo.

Os danos sofridos pelo personagem variam de acordo com a complexidade do que atingiu o jogador, pois além de tiros temos as quedas, espinhos, choques elétricos, pedras que caem, choque direto com inimigos e mais coisas que vão lhe causar dano, entre outras que não vou falar para não acabar com a surpresa.

Alternando entre três personagens

Como comentei mais acima, como jogador, temos a missão de guiar os 3 soldados para a grande missão de enfrentar o exército mutante do Dr. Omega, que além dos mutantes tem maquinas para tentar acabar com a nossa pele. As fases onde o jogador deve encarar este exercito também não são das mais serenas, apresentando correntes para subir e descer, partes eletrificadas, locais altos de difícil acesso e entre outros desafios de percurso.

Importante dizer que os personagens usufruem da mesma barra de vida. A ideia é que ao longo do game o jogador troque os três soldados regularmente, exceto por uma parte onde há que se jogar somente com um deles devido a uma acontecimento da trama. Estes soldados são: Sarge, um atirador nato com sua metralhadora, que possui a habilidade de rolar por áreas pequenas, pendurar-se em estruturas e derrubar paredes com tiro especial; Bear, que tem a arma mais forte, com tiros maiores e mais demorados, mas que podem quicar pelas paredes, além disso, por ser forte consegue empurrar pedras grandes e sua habilidade especial permite colocar explosivos no chão; por fim, Dex, basicamente o cara do pulo duplo, tem uma escopeta e sua habilidade é conseguir dar  dash, passando por obstáculos nos cenários.

A troca dos personagens é em tempo real, sem espera. Ah e talvez você se pergunte Omega Strike tem algum tipo de multiplayer que permite três jogadores jogarem juntos a aventura. Pois é, infelizmente não. O sistema de três personagens alternadamente foi criado para funcionar apenas em single player.

Som das antigas

Todas as músicas são em chiptune (como nos videogames antigos de 8-16 bits) com o estilo Rock Retro, desenvolvidas por Ken “coda” Snyder. Para quem não conhece, Ken Snyder também fez as músicas de Mighty Switch Force, Mighty Switch Force 2, Grave Danger, entre outros games. O cara sabe o que faz. As músicas mudam conforme entramos em áreas determinadas, enfrentamos situações difíceis e é claro quando enfrentamos os chefes. Como curiosidade Omega Strike conta com 18 músicas diferentes que cumprem a sua função. Muitas delas grudaram na minha cabeça por algum tempo, memorizando sua batida após ouvi-las algumas vezes. Para quem tiver mais curiosidade, neste site é possível escutar todas as músicas, e ainda comprar a trilha sonora, caso tenha interesse por soundtracks.

Vale a pena jogar?

Eu digo que vale a pena sim. Depois de tudo o que falei, e do tanto que joguei – jogando de boa, levei 9 horas para terminar o game e completei 94% do mapa, não consegui os 100% pois não encontrei todos os colecionais ainda. O tempo registrado não soma junto as vezes em que morri e tive que refazer algumas áreas, por não ter conseguido chegar até o próximo save point. Então até dá para somar mais umas 2 horas ao total.

Jogar Omega Strike é gratificante, e o estilo metroidvania (predileção pessoal, admito) quase não tem erro. O trabalho aqui foi bem feito e merece alguns elogios. Duvido não rir um pouco ao acompanhar as conversas dos chefes de fases, com o personagem antes da batalha em si, geralmente acabava saindo um sorriso ao ler as loucuras presentes. E um alerta: o jogo é todo em inglês, sem suporte ao idioma português.

Mas é claro que poderia Omega Strike ser melhor em alguns pontos, fazendo algumas coisas diferentes, como não deixar os save point tão distantes um do outro. Outra coisa que incomodou um pouco foi o fato de não ficar claro para qual fase deveria voltar para usar as habilidades recém adquiridas. Entretanto, no geral, tenho pra mim que é um bom título para para passar o tempo. Também é um bom game para caçadores de conquistas e troféus, pois muitos deles baseiam-se em derrotar os chefes e coletar os colecionáveis.

Encerro desejando que algum dia haja um Omega Strike 2, aprimorado, aprendendo a refinar tudo que este primeiro game faz tão bem. Quem sabe em um futuro não tão distante assim. Vou torcer por isso.

Galeria

7 Boa dificuldade
9 Munição à vontade
8.5 Jogabilidade diverte
8 Alternar entre três personagens
8 Estilo metroidvania
10 Ótima trilha sonora
8.4
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