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De 1981 para 2018, Tempest 4000 moderniza um clássico

Quando penso na minha infância, tenho na memória boas recordações de gerações de videogames como NES (e Master System no vizinho) e SNES (e Mega Drive na casa de uma primo). Porém eu já estava por aqui, neste mundo, quando o Atari era o vídeo sensação da época (ao menos em meados dos anos 80 aqui no Brasil). Vale lembrar que oficialmente o NES só chegou por aqui no começo da década de 90, mesmo tendo originalmente sido lançado no Japão em 1983, e nos Estados Unidos em 1985. Bizarro estes tempos onde videogames não chegavam em todos os lugares do mundo em um mesmo ano, não?

Pois é, então tenho lembranças do Atari. Não sei dizer se tive um, ou se era do meu pai, ou se eu só joguei na casa de alguns amigos. Sei que joguei muito coisa nesse clássico dos videogames. Não morria de amores por aquele controle alavanca, que todo mundo reclamava que quebrava com uma facilidade inacreditável (hoje vendo meu filho usar controles modernos entendo como é fácil para crianças se empolgarem e quebrarem controles com certa facilidade). Enfim, há que se ter um respeito pelos clássicos jogos do Atari. Eles foram a base para muitos dos jogos que existem hoje em dia. Conhecer algumas dessas pérolas é quase que primordial para qualquer um que ame videogames. Não é à toa que continuam até hoje existindo em emuladores e até mesmo em sites pela internet, como jogos de navegadores (porque tecnicamente são programas simples e pequenos em termos de tamanho de arquivos).

Existe tanta história, tanto legado, em torno do Atari, sua biblioteca de games e seu console, que a empresa Atari está trabalhando em uma nova versão do console. Algo que já até abordei neste post, alguns meses atrás. O Atari VCS é uma realidade lá fora, ainda que sequer exista qualquer pista ou indício de que ele vá ser lançado em mercado menores, como o Brasil.

Nesse meio tempo, a Atari, empresa que ainda detém a propriedade intelectual de vários de seus clássicos, segue trabalhando, na medida do possível, em versão modernizadas de seus clássicos. Seja para eventualmente lançá-los no seu futuro novo-retro-console, seja para dar aquele gostinho dos jogos do passado a uma nova geração de jogadores (e lucrar com isso, é claro). Eis que sua mais nova investida ocorreu com Tempest, lançado em 1981.

Tempest 4000 já está disponível para Steam, PlayStation 4 e Xbox One. No caso destas duas últimas plataformas, a disponibilidade é só nas lojas digitais norte americanas, com o preço de 29 dólares. Por enquanto, nada delas nas versões BR da PlayStation Store ou Microsoft Store. Que pena.

O jogo segue um estilo visual psicodélico em meio a um gênero de arcade action-shooter. O jogado está preso em uma espécie de teia tridimensional e precisa eliminar os inimigos que surgem na contra ponta dessa “grade”. É simples, porém funcional até os dias de hoje. Não há uma grande história ou trama aqui, ainda que certamente se alguém for pesquisar o passado, isso deve ser alguma espécie de invasão alienígena e você a nada que está combatendo tudo sozinho. Os jogos antigos tinham muito disso, por mais que fosse bem abstratos, linhas e formas geométricas essencialmente. A meta normalmente é sobreviver o máximo que puder, fazer combos e pontuar acima de todos os outros jogadores.

Precisa de mais alguma coisa? Acho que não. De qualquer forma Tempest 4000 faz o dever de casa. Gráficos que suportar as atuais resoluções, até mesmo 4K. Três modos de jogo, entre clássico, pure e survival. Um sistema de progressão por meio de power ups para sobreviver e vencer as 100 fases do game. Placar de líderes global online. Trilha sonora techno que remete ao clássico do gênero do início dos anos 90. E também uma opção onde é possível jogar a versão clássica, com gráficos que suportam os atuais monitores. Bacana.

Para aqueles que curtem uma nostalgia, ou apenas querem conhecer um pouco mais do sentimento que os jogos das antigas, Tempest 4000 parece ser uma boa dica.

 

 

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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