#BGS2018 | Uma Brasil Game Show de novas experiências! (Relato)

2018 está passando voando, a Brasil Game Show chegou e também passou voando. Mal dá para acreditar que já faz uma semana que ela acabou. E a 11ª edição do evento foi interessante e certamente me deixou com boas memórias. Algumas que jamais esquecerei.

Vamos lá. Primeiro porque foi o primeiro ano em que pude levar meu filho, que acabou de completar seis ano. O Thales foi na quinta-feira, dia 11 de outubro, em sua primeira grande viagem de ônibus até a capital de São Paulo. E apesar de nem tudo ter saído como eu e a minha esposa imaginamos que sairia, foi uma grande experiência de família. Foi sensacional. Tanto que ao invés de apenas escrever por aqui a respeito, gravamos um vídeo a respeito (com toda a vergonha do mundo, por nunca termos feito algo assim). O resultado está logo abaixo.

se você gostou desse vídeo, se inscreve (dê essa ajuda) lá no nosso canal do YouTube ou (se puder) considere nos ajudar se tornando um apoiador do site no Apoia.se. Estamos pensando em voltar a gravar mais vídeos dependendo apenas da receptibilidade e outros fatores que envolvam justamente o público querer que mais sejam feitos. —

Segundo porque foi o primeiro ano (na quarta vez em que vou ao evento com a Micheli me auxiliando) que realmente conseguimos nos preparar para conseguir ir fazer a cobertura. Preparamos camisas/uniformes com o logo do Portallos. Tirei férias na semana do evento, para não ter que me preocupar em ter que ir trabalhar no dia seguinte, o que nos permitiu ficar por mais tempo no evento (até de noite). Esta ano também estávamos melhor equipado, com a nossa boa e velha Nikkon para fotos, além de novos smartphones (adquiridos no final do ano passado) e com um bom plano de internet que nos permitiu fotografar e compartilhar o evento em tempo real com todo mundo que nos acompanha pelas redes sociais (Instagram, Facebook e Twitter, não deixamos nenhuma rede de fora).

E terceiro: foi a primeira vez que também conseguirmos juntar verba para poder ir dois dias no evento, nos locomovendo de Jacareí até São Paulo, voltando, e indo novamente no dia seguinte. Aprendemos uma coisa com isso: talvez seja mais barato se hospedar em São Paulo, pois descobrimos que não é fácil bancar passagens de ônibus em família e muito menos prático ter que preocupar com os horários ao não comprar de antemão as passagens de volta.

Isso tudo para dizer que foi uma Brasil Game Show diferente, com experiências únicas, planos que deram e não deram certo, mais tempo de evento e uma forma de fazer a cobertura diferente dos anos anteriores. Aprendemos algumas lições e quem sabe no ano que vem não será ainda melhor. A única coisa que não abro mão é exatamente dessa cobertura aqui, o papo livre de textão com os nossos leitores. Todo ano faço e não poderia ficar de fora este ano também.

BGS 2018: “Next Level” em relação ao ano passado?

A BGS passou em 2018 para o “Próximo Nível” tal como uma das chamadas oficiais do evento prenunciou? Posso responder isso com um SIM e com um NÃO. Primeiro porque a Brasil Game Show, sendo realizada todo ano em um mesmo local, a Expo Center Norte, vai inevitavelmente criar sempre uma sensação de deja vu.

  • o local

Tudo bem que o local é muito bom, com espaço mais do que o suficiente para comportar o evento. Isso pra não dizer a sua localização, muito próximo do Terminal Rodoviário Portuguesa Tietê. Tão próximo a ponto de ser possível ir a pé até o evento, algo que fizemos na quarta-feira, aproveitando para almoçar no Shopping Center Norte, que fica no caminho até a BGS.

O ponto é que dentro da Expo Center Norte a disposição dos stands estava bem semelhante em relação ao ano passado. Nada que fosse ruim, pois é certo que todas as empresas ali estavam se esforçando para oferecer uma experiência de evento diferente. Nenhum stand era realmente idêntico ao do ano passado, ainda que algumas coisas se repetissem (aquele carro no stand das Razer já veio em outras edições, não?). Alias, falando em carros, insano mesmo era o que estava no stand das Lojas Americanas.

  • jogos que joguei

Bem, sobre isso, há um artigo próprio com a lista e impressões de cada título. Confira aqui.

  • a Riachuelo

Aqui também cabe falar sobre algumas novidades inéditas nessa edição. Novas empresas, enquanto outras sumiram. A Saraiva, que atualmente encontrasse em uma série crise financeira não apareceu nesta edição, mas parece ter cedido espaço para a Riachuelo, que fez um fantástico stand que superou qualquer coisa que pudéssemos imaginar que a Saraiva faria caso tivesse aparecido este ano.

E o stand da Riachuelo foi para a Brasil Game Show totalmente comprometida com o tema do evento: vídeo games. Chegou lá vendendo camisas de Mega Man, The Legend of Zelda, Street Fighter e uma massiva coleção de roupas, cama, mesa e banho da linha oficial do Super Mario. Tudo produtos oficialmente licenciados. Estava inacreditável. E com preços acessíveis para todos os bolsos. É de aplaudir a performance da empresa nesta BGS.

  • as Lojas Americanas

Fazendo ali uma concorrência de peso, estava as Lojas Americanas, que retornou com um stand bem parecido com a do ano passado, inclusive com alguns dos mesmos problemas. Havia três estações de jogos lá, o que nem seria obrigatório ter, mas que bom que tinha. Nenhum deles com fones de ouvidos, para melhor imersão de quem estava lá tentando testar Resident Evil 2 (eu!). Será que alguém dá um toque para a empresa não repetir isso em 2019?

Também importante mencionar que as Lojas Americanas estava lá com uma parceria interessante com a Nintendo, estreando a venda oficial dos cartões pré pagos de jogos do Nintendo Switch. Algo que ainda não chegou ao nosso mercado nacional, mas que deve acontecer até o final do ano. A única bola fora? Um painel enorme de cartões… todos sem seus respectivos preços (ao menos na quarta-feira estavam assim). Você precisava perguntar para um atendente o preço de cada um dos cartões.

Ao menos o carro de Resident Evil 2 na frente das Lojas Americanas foi muito irado!

  • a Nintendo

E falando em Nintendo, a edição também marcou o “retorno”, com enormes aspas, para o evento, patrocinando a área de cosplay da Brasil Game Show e trazendo o Charles Martinet, a voz do Mario (entre outros do universo do bigodudo) em todos os dias do evento, para tirar fotos e autografar o que quer que as pessoas levassem para ele. Mario e Luigi, as fantasias oficiais da própria Nintendo, também estavam passeando por lá, em frente a Riachuelo em horários determinados e também na área do Cosplay Zone (em horários também determinados).

Tudo muito legal, mas mesmo assim a Nintendo não levou nenhuma estação de jogos para o publico da Brasil Game Show testar o Nintendo Switch e seus respectivos títulos. O que achei uma tremenda mancada. Houve apresentações de portas fechadas para uma seleta parte da imprensa nacional para testar os novos jogos do Pokémon e o novo Smash Bros. Apresentações estas a qual não participei porque sequer fiquei sabendo que existiriam. O que me levanta a questão do porque fazer, se não havia qualquer forma de apresentar o console ao público brasileiro. O Switch foi homologado na Anatel no começo do ano, o que tecnicamente o permite ser vendido oficialmente no país, mas sei lá se está sendo. A Nintendo lançou a loja digital oficial recentemente, agora os cartões, mas o fato é que a empresa ainda está bem longe do que a Microsoft e a Sony tem feito em nosso frágil mercado.

Em resumo, acho legal e interessante que a Nintendo tenha dado esse pequeno passo de retorno a Brasil Game Show e também a estas tímidas investidas em nosso mercado (sabe aquela pessoa que só molha o pé na piscina pra saber que a água está gelada? é isso que a Nintendo tem feito por aqui). Mas não deixa de ser decepcionante a falta da venda do Switch em algumas redes de lojas que estavam por lá, assim como estações para testar a atual line-up da empresa.

  • o Xbox

Falando em coisas que mudaram, não posso deixar de mencionar o stand do Xbox, que este ano parou de oferecer os sorteios diários de Xbox nos cinco dias de evento. O sorteio era realizado por meio de cupons que os visitantes ganhavam ao jogar os jogos dentro do stand. Esse ano a Microsoft oferece códigos digitais de 14 dias de Xbox Game Pass e Xbox Live Gold, o que não é tão impressionante quando se para para pensar que talvez boa parte dos visitantes podem não ter ainda o console da Microsoft. O sorteio de consoles era bem mais interessante. Espero que retorne no próximo ano. Eu ganhei um na edição de 2017, por sinal.

Tirando isso, o stand do Xbox estava bacana esse ano. Bons títulos, com repetecos, mas também com várias coisas inéditas de parceiros, como Jump Force (Bandai Namco), Kingdom Hearts III (Square Enix) e Devil May Cry 5 (Capcom). Era um stand acessível para diversas audiências. Tinha jogo para criança, tinha jogos independentes, jogos de multiplayer online, área para testar os jogos do Xbox Game Pass (uma bancada linda que a galera jogava sentado). A disposição do stand foi muito bem planejada este ano.

  • o PlayStation

E já que falei em Microsoft, e reclamei um pouco, preciso também comentar que não gosto nem um pouco do sistema de horário marcado no stand do PlayStation. Claro que essa é uma opinião muito pessoal minha, pois todo mundo que estava lá e comentei a respeito, em filas de outros stands, acabavam sempre me dizendo “talvez, mas funciona viu?“. Talvez funcione, mas não deixa de ser uma decepção em alguns momentos.

Na quinta, com o Thales lá, ele cismou que queria jogar Spyro Reignited Trilogy. E eu sequer tinha o aplicativo instalado no meu celular. Mas como estava com um plano de dados, o fiz rapidamente lá, na hora. Instalado, e verificando que ainda eram 15h da tarde (o evento estava funcionando há duas horas) constatei que todos os horários, de todos os jogos disponíveis no stand do PlayStation, estavam lotados até o final do dia. Não havia mais vagas pra nada.

Você pode me chamar de despreparado sim. E fui. Mas ficamos por lá, rondando o stand por um certo tempo, e constatei que era muito grande a quantidade de pessoas que iam lá para os atendentes perguntar como funcionavam as filas. Pessoas que não sabiam do aplicativo, que não entendiam como funcionavam. E que iam embora do stand decepcionadas. No meu caso, por ser um jogo sem muita gente, ainda que todos os horários tivessem marcados, a atendente foi gentil e me pediu meia hora para encaixar o Thales. E foi mais ou menos isso. Funcionou. Mas em outro caso, a ouvi falar para um garoto que a fila de espera de Sekiro era de 4 horas. Ouch!

Eu não sei. Sou velho. Não gosto disso de hora marcado. Eu quero ir ao evento e ver o que tem lá. Decidir na hora o que jogar. Esse negócio de ficar passeando e olhando pro relógio, pra hora que devo estar em determinado lugar, é muito estressante. Me dá uma fila, nem que seja de uma hora. Me deixe decidir se vou ou não entrar nela. Mas nem me dar uma opção de ficar em uma? Ou uma fila reserva que não é certeza que vai ter como encaixar? Aí eu acho chato. Tira a dinâmica do evento. No stand do Xbox sempre tem algo para jogar, com fila ou não. É um clima bem diferente do stand do PlayStation e seus horários marcados.

E por mais que sejam horários marcados… veja bem… o local está cheio de gente em fila esperando. Não é como se o horário marcado evitasse que as pessoas formem fila e fiquem lá esperando sua vez de jogar. Não sei. Talvez funcione. Talvez seja prático. Mas me pergunto qual o percentual de eficiência disso em relação àqueles que vão até lá, sem saber do sistema, e saem de lá sem jogar nada.

Sei que vão me xingar e dizer que defendo lados, mas eu não curto muito a disposição do stand da Sony. É tudo muito reto, com as máquinas todas alinhadas, filas para fora do stand. E dentro dele mesmo, não é tão atrativo passear pelo meio. Tudo bem, você pode culpar Just Dance por animar mais a galera nos stands do Xbox e da Warner, enquanto que no do PlayStation não vi nada parecido. No Xbox cheguei a ver trechinhos de campeonatos de Gears of War 4 e Dragon Ball FighterZ, já no do PlayStation, nas vezes que passei e fiquei por lá esperando pro Thales jogar Spyro, basicamente nada aconteceu.

  • a área de alimentação

Mudando de pato pra ganso, na Brasil Game Show há também a praça de alimentação, que se manteve na mesma projeção da área do ano passado. Mesmo estilo e design. Talvez houvesse mais boxes de empresas, mas algumas se repetiam (como a Domino’s). E tudo exageradamente caro, como é normal nestes tipos de eventos.

Não sei, mas eu não tenho coragem de pagar 15 reais em um simples Hot Dog, ou mais de 35 reais em um lanche como um X-Burger ou coisa parecida. Não me importa o quão gourmet sejam estes lanches. É tudo muito caro mesmo. A minha alimentação em toda BGS é sempre a mesma: sanduíches que trago de casa. E não tenho qualquer vergonha disso. O dinheiro economizado vai para as lojinhas e colecionáveis dentro do evento, o que este ano me gerou dois POPs e decks de cartas de Pokémon.

A boa desta edição foi um carrinho de Cup Noodles que estava em uma posição totalmente oposta a área de alimentação, próximo a saída da BGS. Lá o copo de macarrão instantâneo, o popular miojo, estava custando 5 reais. Não é uma comida mega saudável, mas é o suficiente para recarregar as energias.

  • outras áreas

Não dá para ficar falando de cada área, cada stand do evento. Caso contrário este texto não terá fim. Dá para elogiar a Warner, que está sempre com a EA e a Capcom, que produziram uma grande arena dupla com a Ubisoft, para jogos e Just Dance 2019. O espaço de Resident Evil 2 lá estava animal. Também foi bonito a área deles para as crianças jogarem LEGO DC Super-Villains, assim como gostei da presença de Mega Man 11 por lá. Só achei que o restante do stand estava meio escondido atrás dos dois palcos, foram que absorviam todo o barulho de ambos. Ficou mais estruturado essa parte. Não foi surpresa encontrar Hitman 2 nessa área sem qualquer fila.

A Activision também montou um stand lindão, segmentado em três grandes áreas para Destiny 2: Renegados, Call of Duty: Black Ops 4 e Sekiro: Shadows Die Twice. Ficou mais afastado dos demais stands principais, o que lhe rendeu um espaço mais calmo, mais interessante para passear e descansar. Foi uma boa ideia da empresa isso. Na quinta houve um momento no cruzamento dos stands Xbox, Razer, Warner e Hyper X que estava impossível conversar, com todos os quatro palcos fazendo barulho ao mesmo tempo.

Não posso deixar de mencionar o modesto, mas simpático stand da Fini, que oferecia piscinas de bolinhas e jogos retro de Nintendo 64. Provando que dá para fazer algo nostálgico em um evento de jogos e atrair as pessoas. A fila na Fini para participar dos campeonatos de Mario Kart 64 e Smash Bros 64 estavam bem grandes (mas aceitáveis) na quarta e quinta.

Há um monte de outros stands que não tive tempo de prestar muito a atenção. YouTube Gaming e Mixer estavam por lá. Mas não parei muito para ver o que estava rolando. No Mixer vi um vislumbre do que deveria ser um campeonato de Fortnite por lá, enquanto no YouTube estavam com alguns YouTubers jogando… Roblox (vai entender o porque). Black Desert Online também retornou para um stand esse ano, mas estava meio tímido em relação ao ano anterior. Haviam apenas pessoas jogando no que eu pensei ser algum tipo de campeonato mais contido, sem atrair pessoas para assistir.

Lojinhas. Havia muitas lojinhas pequenas, espalhadas perto da área de alimentação. Não sei apontar se estavam mais interessantes do que as do ano passado, mas notei um aumento significativo de venda de POPs (e nem todos relacionados a jogos). Haviam POPs para todos os lados. Dos mais diversos preços. De 60 até 200 reais. A Copag, lojas oficiais de jogos de batalha de cartas estava nessa muvuca de lojinhas, em um stand relativamente mais modesto do que a do ano passado. Assim como a Editora Pixel, que parecia não saber exatamente o que estava fazendo. Editora Europa também esteve presente nesta edição, mas de forma muito menos expressiva em comparação a edição de 2016, onde promoveu o lançamento da já extinta (e que me deixou com saudades) versão traduzida em nosso belo português da melhor revista de games do mundo, a Game Informer.

Também não posso deixar de mencionar a Avenida Indie, área em que a BGS reservou para os estúdios independentes apresentarem seus jogos esse ano no evento. Ficou mais “acolhedor” do que a forma como a área foi exposta o ano passado, ainda que eu não tenha exatamente a precisão se haviam mais ou menos expositores (fiquei com a impressão de que haviam menos). Mas estavam lá, todos juntinhos.

Mas sigo achando que o espaço que a Brasil Game Show reserva aos jogos independentes muito cometido. É sempre em um espaço distante dos grandes stands, perto da área de alimentação e lojinhas. Quase que deslocado das grandes atrações. E é quase que injusto isso. Lá é possível jogar e encontrar muita coisa legal.

É um local que em toda edição não consigo explorar em sua plenitude. E sempre lamento. Este ano como tinha na cabeça que iria dois dias, achei que no segundo dia conseguiria explorar mais, porém descobri que andar com criança pequena na BGS não é tão simples e fácil como achei que poderia ser (assistam ao vídeo lá do começo). Chegamos a ficar um pouquinho no box de Gang Beats, do estúdio inglês Boneloaf, que esteve presente no evento, confirmando que o jogo está para chegar ao Xbox One muito em breve. Porém havia uma fila lá e o Thales não quis esperar um pouco. Que pena. Mas tinha muitos outros estúdios, e jogos bem interessantes por lá. Mas novamente me pego pensando se não devo me preparar para conseguir ir no BIG Festival, que ocorrer em junho todos os anos em São Paulo. Um evento próprio para os indie games.

Finalizando

A 11ª Edição da Brasil Game Show foi, a meu ver, superior a edição do ano passado. Mas parte disso vem muito mesmo da experiência pessoal de cada um. Pra mim as razões estão lá no começo deste artigo. Melhor preparo, cobertura diferente, novas experiências em famílias.

Certamente, por parte da organização do evento, houve diversos acertos. Maiores presenças internacionais (que são mais acessíveis ao público do que em eventos como a CCXP), ainda que alguns casos mais difíceis ou até mesmo nomes de profissionais da área de games que venham de outras regiões (houve uma grande presença de desenvolvedores do Japão este ano). Ainda que estas sejam atrações que não são algo que corro atrás para cobrir (e sequer acho que conseguiria espaço). Acho legal que essa galera venha conhecer nosso Brasil, a comunidade de jogadores, então vejo importância na organização conseguir isso.

Houve a troca de alguns parceiros comerciais. A Riachuelo fez uma grande presença no evento de estreia e torço para voltar ano que vem. Enquanto as Lojas Americanas precisa repensar um pouco seu stand e arrumar pequenos defeitos do mesmo. Mas gostaria de ver a BGS 2019 com um setup diferente na exposição dos stands, para não soar tão igual a edição desse ano, que já se parecia um pouco com a de 2017. Pode ser no mesmo local, mas deve haver uma maneira de fazer diferente, não?

Também gostaria que o evento proporcionasse oportunidades para que as pessoas saiam de lá com um console novo em mãos. Promoções, sorteios. Oferta sendo que obviamente há demanda. Este ano tinha as Lojas Americanas vendendo, mas pelo mesmo preço encontrado em seu site. Poderiam oferecer algo muito diferente, um pacote exclusivo, uma versão diferente. Microsoft e Sony ainda produzem consoles no Brasil? Por que não criar um pequeno lote de colecionador para a BGS? Com um selo ou algo assim? Seria demais! Enfim, é difícil, mas não deveria ser impossível.

Fora isso há outras considerações que mencionei no vídeo lá do início do post. Crianças a partir de 6 anos pagam, mas há atrações que elas se interessam e que são prejudicadas por serem mau adaptadas aos seus tamanhos. Deveria também haver algum incentivo para elas em relação a filas ou brindes. A gente precisa conquistar essa idade e pra elas estes eventos precisam ser eventos extraordinários. E nem sempre são.

A Brasil Game Show 2018 parece ter entrado de volta aos eixos. A edição de 2017 ainda se recuperava da edição de 2016, feita em outro local e que não deu tão certo, então ainda estava se alinhando novamente. A edição deste ano não teve isso. Estavam se sentido em casa, seguiram o modelo experimental do ano anterior e deu certo. A BGS enfrenta ferozmente o aumento e sucesso da CCXP, que ocorre na mesma cidade, dois meses depois, e tem ganhado um porte colossal ano após ano. Estão olhando e aprendendo com isso, certamente. A BGS 2019 já está confirmada, ainda que sem uma data, mas espera-se que siga sempre nesta data: outubro, na semana do dia das crianças (daí ser tão importante também instigar mais esse público).

Não sei apontar os resultados desse ano. Não houve relatório de publico para a imprensa, nem menção de recordes de visitas. Mas deve ter sido bom o suficiente, isso é certo. Sábado os ingressos de esgotaram e até mesmo na quinta, que estive lá e foi aberto ao público, dia de expediente comercial, estava bem cheio. O que a organização ainda precisa pensar é como torná-la maior (e melhor). Sempre dá para crescer, ainda que em meio a uma crise econômica e política a qual o país vive. A Brasil Game Show não pode acabar.

Saio feliz com o resultado da minha experiência com o evento este ano. E espero retornar em 2019!

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