Aventura e fantasia, Monster Boy and the Cursed Kingdom está chegando

Já comentei a respeito de Monster Boy and the Cursed Kingdom aqui no site, em junho deste ano, quando o jogo ganhou um belo trailer na ocasião da E3. Falei sobre seu desenvolvimento, que está nas mãos do estúdio Game Atelier, que o mesmo conta com Ryuichi Nishizawa, produtor do clássico Wonder Boy, a qual o título serve como sucessor espiritual (já que a IP original pertence à Sega, e por isso teve seu nome alterado para evitar atritos autorais desnecessários) e o qual bacana é ter um projeto desse resgatando a estrutura de um clássico da minha infância nos videogames.

Meses se passaram e o game está ainda mais bonito do que foi mostrado em junho. Há um trailer novo, lançado na Gamescom, em agosto, que já apontava um pouco disso. Há também novas imagens ilustrando este post que demonstram também um pouco disso. Por fim, Monster boy and the Cursed Kingdom está perto de seu aguardando lançamento, o título chega no próximo dia 4 de dezembro. Para PC e todos os consoles da atual geração, PlayStation 4, Nintendo Switch e Xbox One.

Há um texto bem legal no blog de desenvolvimento do game, mantido pela FDG Entertainment, empresa responsável pela distribuição global do jogo, publicado em outubro que aborda quatro pontos dentre as mecânicas do jogo: plataforma, valor de replay, mundo interconectado e dificuldade.

O texto menciona como o sistema de plataforma e exploração estão combinadas dentro do jogo. O jogador é incentivado a explorar seus segredos e labirintos, inclusive pulando em buracos que podem revelar segredos. Ao contrário de mundos jogos atuais em que isso nem sempre é incentivado (mortes instantâneas ou grandes perdas de energia), Monster Boy incentiva o contrário. O jogador vai levar algum dano, mas sempre retornará ao ponto em que pulou em algum buraco. É a forma que os desenvolvedores encontraram para que os jogadores tivessem a liberdade de explorar tudo, inclusive aparentes e mortais abismos e buracos.

Na parte de valor de replay, o texto menciona que vencer o game 100% vai ser um desafio aos jogadores. Os desenvolvedores acreditam que poucos conseguiram terminar o game 100% logo de primeira. E o jogo ficará aberto, após ser concluído, para que seja possível explorar todos seus cantos e segredos. É um valor de replay importante.

Isso também está relacionado ao próximo tópico, seu mundo interconectado. Este é um elemento característico dos originais Wonder Boy, onde o jogo funcionava em um estilo bem metroidvania. Ir e voltar por locais já desbravados faz parte da fórmula, entretanto os produtores tiveram bastante atenção em não fazer isso algo que tornasse a aventura enfadonha, cansativa e repetitiva. Portanto todo o mundo do game terá atalhos que irão facilitar a viagem do jogador por longas distâncias. Certamente isso dá uma melhor dinâmica e ritmo a aventura.

Por fim a dificuldade. Os desenvolvedores fizeram o game para que jogadores de todas as idades possam apreciá-los, porém isso não significa um jogo fácil. Haverá desafios que vão exigir que se pense fora da caixa. Alguns não são resolvidos de uma única maneira. Haverá acessórios, equipamentos e formas que o jogador pode, e deve, usar de maneiras diferentes para resolver qualquer barreira que aparecer diante de seus olhos.

Vale relembrar que Monster Boy and the Cursed Kingdom não é um remaster ou remake, como ocorreu ano passado com Wonder Boy: The Dragon’s Trap (desenvolvido pelo estúdio DotEmu). Trata-se de uma aventura original, mas claramente inspirada na aventura de 1989,  Wonder Boy III: The Dragon’s Trap. Soa bem interessante. Fora que é ousado fazer algo semelhante, mas não exatamente idêntico. Outro que vale a pena ficar de olho dentro os últimos lançamentos do ano.

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