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Análise | Tales From Space: Mutant Blobs Attack

Disponível para Nintendo Switch, PC, PS Vita, PS3 e Xbox 360

Tales From Space: Mutant Blobs Attack desembarcou no último 10 de maio no Nintendo Switch. Um jogo lançado originalmente para o PlayStation Vitano lançamento do portátil – e que depois saiu para outras plataformas da geração passada, como o PlayStation 3 e Xbox 360. Também está disponível versões para Microsoft Windows, Linux e macOS.

O título é um jogo de plataforma side-scrolling sci-fi desenvolvido e lançado pela DrinkBox Studios (estúdio da série Guacamelee). Continuação do jogo Tales From Space: About a Blob, que foi lançado lá em 2011 para o PlayStation 3. Parecido com a ideia de seu predecessor, em Mutant Blobs Attack o jogador controla uma bolha mutante que engole tudo (ou quase tudo) que vê pela frente, fazendo-a crescer cada vez mais, Mecânica principal para seja necessário para avançar pelas fases.

Conforme o jogo avança surgem novas mecânicas que serão essenciais para serem utilizadas pela bolha mutante nas 24 fases presentes na campanha principal, divididas em seis mapas que vão do colégio à metrópole, passando pela base militar e com uma surpresinha no final – a qual não lhe darei esse spoiler.

Dinâmica de engolir tudo

Mutant Blobs Attack é constituído de várias fases que se passam no planeta Terra. Com uma boa variedade de cenários, incluindo fases mais fechadas e outras mais abertas. Isso impede que o jogo se torne enjoativo tanto visualmente quanto em seu gameplay.

Como todo bom jogo de plataforma o objetivo é chegar até o fim da fase sã e salvo, e para isso a mecânica principal de jogo é que na pele da bolha mutante mais temida de todo o universo você saia absorvendo tudo que tiver pela frente. A premissa base é que o jogador consiga atingir um certo tamanho para conseguir avançar por determinados locais do cenário, o que certamente agrada quem ama pegar todos os colecionáveis em uma fase. Afinal aqui se torna essencial pegar TUDO!

O jogador começa pequeno inicialmente, do tamanho de um bola de tênis talvez. Mas a escala de tamanho aumenta conforma a história avança. Alguns itens, por exemplo, como um imenso tanque de guerra, requer um certo tamanho para ser absorvido. Se o tamanho atingido pelo jogador não for o suficiente, com certeza ainda há muitos itens escondidos para serem absorvidos pelo ambiente.

Magnetizando

Quanto maior o mutante geleca Blob se torna, mais monstruoso e temido vai se transformando, conseguindo destruir até helicópteros e dar saltos imensos pelas fases. Porém não há só momentos de grandiosidade no tamanho em Mutant Blobs Attack, há também momentos da fase que entra em evidência a mecânica onde existem superfícies totalmente magnetizadas e para progredir nelas você terá que ultrapassar essas plataformas utilizando os botões ZL e ZR.

O ZL é usado para atrair o personagem para a plataforma, já o ZR para repelir da plataforma, fazendo o jogador mostrar sua grandiosidade em habilidade para avançar. E para deixar o gameplay mais diversificado, há momentos em que a o personagem entra em locais da fase em que a movimentação habitual e seus pulos são deixados de lado para algo semelhante a uma gravidade zero e você ganha a habilidade de utilizar uma espécie de jetpack para avançar pelos labirintos propostos pelo jogo, algo que curti bastante para balancear a experiência de sua jogabilidade.

Vale destacar a presença de uma fase bônus em cada mapa, totalizando em 30 fases a experiência do título. Diferentemente das fases principais, as bônus não são obrigatórias para avançar ao final do game, mas são legais porque possuem uma mecânica diferenciada, em que contam com uma perspectiva de câmera superior (visão de cima da fase). Nesse caso o controle do personagem é feito pelos sensores de movimentos do Switch, onde a sua única missão é movimentar a bolha até conseguir capturar tudo que tiver pela frente na fase.

Touch Screen opcional

Os controles de Tales From Space: Mutant Blobs Attack no NIntendo Switch são bem fáceis e simplificados para o gameplay. Conforme novas mecânicas são apresentadas aparece na tela uma informação explicando a sua funcionalidade e quais botões necessários para utiliza-la. O destaque surge na possibilidade de uso da tela multitoque do Switch quando se está jogando o título em modo portátil.

Utilizar a tela de toque em Mutant Blobs Attack é uma feature que já estava presente na versão do jogo para PlayStation Vita e que retorna aqui no Switch. Porém, na minha opinião, é uma função que não traz grandes liberdades e funcionalidades para seu gameplay. O uso da touch screen se resume praticamente em movimentar plataformas para avançar pelas fases, função essa que pode ser via analógico direito.

E digo que senti que a funcionalidade do uso no analógico bem mais prático, facilitando a continuidade do ritmo durante  a ação do jogo. Parar para tocar na tela pode parecer inovador (ainda que hoje em dia não seja mais) e interessante no começo, mas até o final do jogo com certeza a praticidade dos comandos mais tradicionais se encaixam melhor no ritmo e dinâmica da jogabilidade.

Resistente ao tempo

Tales from Space: Mutant Blobs Attack é um jogo que diverte. Tem uma história bem simples, que é contada em breves cutscenes pelas fases, mas que é engraçada e dá um senso de ritmo e progressão ao jogo. O título mantém, do início ao fim, um tom muito encontrado em filmes das décadas de 80/90 (talvez até mais antigos), em que mostravam invasões alienígenas na Terra e como era imaginado que seria tal evento. Há um leve toque de nostalgia nonsense em sua narrativa.

A trilha sonora não desaponta e segue o enredo do jogo. Já os gráficos são bem feitos, considerando que é um jogo de plataforma lançado originalmente para o PlayStation Vita, e há mais de 8 anos atrás. O estilo de arte 2D que lembra os desenhos animados tradicionais ajudam no bom envelhecimento do jogo. É um título que fica lindo na tela do Switch. Pode facilmente passar, aos mais desavisados, como um jogo feito propriamente para o console híbrido da Nintendo.

Considerações finais

Um ponto a ser mencionado é que Mutant Blobs Attack tem uma duração curta. Em cerca de 4 horas já o havia finalizado, me restando apenas tentar melhorar a pontuação nas fases, já que o jogo inclui um sistema em que premia o jogador com medalhas a cada fase ao atingir um certo número de pontos. Nada de novo foi adicionado ao jogo original, o que não deixa de ser uma oportunidade perdida. Algumas fases inéditas cairiam bem.

Apesar de ser curtinho, felizmente é um jogo bem baratinho, que chegou custando U$9,99 no Switch na eShop US. Isso o faz ser um ótimo custo-benefício, pois é um título que pode ser jogado facilmente a qualquer momento ou intervalo que pintar no trabalho ou na escola ou até mesmo no transporte. Infelizmente ele não está disponível na loja da Nintendo na terra das bananas.

Enfim, se você está procurando um jogo de plataforma 2D, com uma boa jogabilidade e ótimas mecânicas… esse é o jogo certo pra você. Quem nunca jogou Tales From Space: Mutant Blobs Attack ganhou uma nova chance de conhecê-lo neste relançamento no Nintendo Switch.

 

Dando uma nota

Mesmo sendo simples, parar para jogá-lo é diversão garantida - 9
Talvez a touchscreen pudesse ser melhor utilizada no jogo - 7.5
Algumas fases a mais cairiam bem - 7.5
Gráficos bem feitos, envelheceu bem desde o lançamento original - 8.5
Mecânicas variadas que deixam o jogo dinâmico - 8.5
Trilha sonora com a medida certa de sci-fi - 9
Bolha mutante que engole tudo e aterroriza os humanos? Sim, por favor! - 9

8.4

Blob

Tales From Space: Mutant Blobs Attack é um inesperado clássico do PlayStation Vita que ganha uma vida extra ao chegar ao Nintendo Switch. Um console que tem tudo a ver com as mecânicas originais do título. Continua divertido e o visual 2D não o deixou envelhecer mal. Seja a bolha mutante e devore tudo que estiver pelo seu caminho.

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