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Análise | Cybarian: The Time Travelling Warrior

Disponível para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch, PS Vita e PC

Cybarian: The Time Travelling Warrior foi originalmente lançado em novembro de 2018 no PC, e somente agora, em junho de 2019, aportou em novas plataformas. Mais especificamente os consoles da atual geração, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch, e com uma versão para o (ainda não – mas meio que sim – esquecido) portátil PlayStation Vitacross-buy, por sinal, você comprando para o PS4 já ganha a versão do Vita. A versão utilizada para este review foi a de Xbox One.

Este é um jogo independente financiado via campanha no Kickstarter, desenvolvido pelo estúdio londrino Ritual Games e publicado pela Ratalaika Games, uma publisher que está semanalmente colocando muitos ports de indies bacanas lançados no PC nos atuais consoles. Em um ritmo impressionante, diga-se passagem.

Cybarian: The Time Travelling Warrior – que vou começar a chamar somente de Cybarian, pela praticidade do texto e sua leitura – é mais um jogo de aventura e ação, caracterizado como um jogo 2D plataforma que tem aquela pegada meio Mega Man, em quê o jogador explora cenários e adquire novas habilidades ao derrotar os chefes no final de cada fase. Já no sentido como avançamos pelos cenários está mais para um beat ‘em up com espada, bem parecido com o que pode ser encontrando em jogos clássicos no estilo de um Golden Axe. A única infelicidade é o jogo não conter legendas em português, então há que se encarar a aventura em inglês mesmo.

Conto de uma espada

Profecias antigas descritas em um livro nos contam a existência de uma espada mágica chamada de Espada das Eras. Para chegar até essa espada existe a necessidade de se superar muitos desafios e somente assim conquistá-la e aos seus poderes mágicos em sua lâmina. Estes poderes, por sua vez, somente poderiam ser utilizados e funcionariam com o guerreiro escolhido pela espada.

A trama se passa no ano de 409 antes de Cristo e um guerreiro bárbaro, após correr por muitas milhas e escalar altas montanhas, chega ao local onde muitos já haviam chegado, mas nenhum tinha tido sucesso a completar a jornada, pois para tanto era necessário conseguir empunhar a Espada das Eras, até então repousante. Ele por sua vez consegue e ao retirar a espada de seu local de repouso é enviado para um futuro cyberpunk, com muitas luzes de neon, motocicletas e, é claro, infestado por guerreiros robóticos, punks e gigantes chefes de fase que não ficam nada felizes com a invasão deste guerreiro em seus territórios.

Simples e direto

Um botão de ataque, os direcionais e o botão de pulo. Mais simples impossível. Estes são os botões que você vai poder usar e que vão ter funções no começo do game. Sendo que após adquirir 2 habilidades passamos a poder arremessar a espada, com o mesmo botão de ataque, e a rolar para desviar de golpes dos inimigos, ação esta realizada com um outro botão. Deve-se notar e aprender no tutorial também que de ataque pode fazer um combo de 3 hits, basta seguir o indicado na tela e pegar a manha, que consiste em observar o brilho do cabelo de Cybarian. Quando ele brilhar você já pode dar o próximo golpe, caso contrário vai errar o ataque, quebrar o combo e ficar em posição vulnerável, sendo então alvo dos ataques inimigos.

O game conta com 3 níveis de dificuldade (fácil, normal e difícil), podendo jogar desde o começo em qualquer uma delas. Vale apontar que ao se optar por começar jogando no difícil já se começa com as habilidades recebidas dos chefes. Recomendo jogar a primeira fase até chegar no chefe no modo difícil. Primeiro para se acostumar com a jogabilidade, pois foi apanhando que aprendi a respeitar os tempos dos inimigos e acostumar a fazer o combo básico que consiste em apertar o botão de ataque 3 vezes em intervalos de segundos bem curtos.

No começo é bem complicado, mas se pegarmos a manha no difícil, jogar nas outras dificuldades vai ser moleza. Além do quê em pouco mais de 2 horas se conclui a aventura, levando de brinde todas as conquistas (na versão do Xbox One) ou todos os troféus (no PS4 e Vita). Uma em específico consiste em chegar até o primeiro chefe no difícil. Então, esta é uma boa forma de matar as recompensas do jogo.

O layout das fases são parecidos com o encontrados nos jogos clássicos de Mega Man, tendo vários desafios de plataformas, móveis e tal, colunas de fogo e plataformas com molas e afins. Tudo parte e parcela da experiência proposta.

Prestar atenção, cuidar o tempo para fazer os ataques e os pulos vai ser o que o jogador irá encarar nesta rápida jornada de um bárbaro preso em um mundo cyberpunk. Lembrando um detalhe que, no meu ponto de vista, pode (ou não) afastar alguns jogadores: ao se perder todos os corações de vida o jogador é enviado de volta ao começo da fase. Não importa até onde se tenha ido, há que se fazer tudo novamente. A única exceção é ao se chegar no chefe de fase, pois todas as mortes decorrentes desta batalha vão enviar o jogador de volta para o início do encontro com o chefe. Dos males o menor, ufa. Não faria mal se o jogo tivesse um checkpoint no meio das fases. Ao menos o jogo salva sua progressão, salvando tudo após o final de cada fase. Dá para parar o jogo e continuar em outro momento. Fase a fase.

Charme gráfico e sonoro

Mesmo sendo um jogo curto, há um trabalho muito bom em pixel art. Dou uma dica, se entrar nas opções é possível ligar a opção scanlines (linhas de varredura) que dão um tapa no visual e tiram as linhas na tela, melhorando o visual substancialmente.

Controlamos um personagem com animações bem fluidas e rápidas para um jogo em pixel art e até mesmo as animações com os golpes de espada não deixam em nada a desejar. Os inimigos são diferenciados por cores, tamanhos e acessórios, sendo que alguns estão de boa pelo cenário, fazendo outras atividades quando tem que encarar o jogador.

As músicas são diferentes para cada nível e na hora de encontrar os chefes elas ficam mais frenéticas, como deve ser em todo bom jogo. Uma coisa que não gostei, foi que ao pausar o jogo a música continua tocando, o que a meu ver seria melhor se ela também parasse.

Considerações finais

Sabe aquele momento onde você quer jogar algo diferente, sem muito comprometimento, sem modos online e que seja possível terminar rapidamente? É nesta caso que Cybarian: The Time Travelling Warrior se encaixa. Comigo foi uma experiência de uma tarde de sábado, concluindo seus desafios em torno de mais de 3 horas.

Tem que se ter em mente que é um jogo independente realmente pequeno, sem grandes pretensões de ser mais do que uma boa sessão de jogatina de um dia normal de videogame. E seu preço é combatível com essa intenção. Sendo um jogo que custa em torno de 9 reais na Steam, 18 reais no Xbox One, 5 dólares no Switch e 15 reais no PlayStation. Totalmente compatível com sua simplicidade. Honestíssimo.

Ao fim, tendo avaliando todos os pontos apresentados, digo que Cybarian: The Time Travelling Warrior tem um resultado final que a vale dar uma conferida mais de perto. O título tem uma proposta bem nostálgica ao jogos de plataforma do passado. Até porque ser um bárbaro viajante no tempo, com uma espada mágica, não tem como dar errado.

Galeria

Dando uma nota

Bons gráficos em pixel art, visualmente tem charme - 8
Boa jogabilidade, bacana mecânica de 3 hits de combo - 8
Inimigos e chefes na temática cyberpunk é sempre legal - 7
Jogabilidade como Mega Man, porém interessante que seja uma espada ao invés de uma arma de tiro - 7.5
Checkpoint nas fases fazem falta, somado a dificuldade de certas fases - 6
Curtinho e seu valor de replay é baixo - 6.5

7.2

Bacana

Cybarian: The Time Travelling Warrior cumpre o propósito de entreter o jogador, e por ter um preço acessível é um game que pode constar na coleção de qualquer jogador que já tenha experimentado algum Mega Man na vida e goste deste estilo. Mesmo curtinho, o jogo tem uma boa pixel art, e emula bem o sentimento de certos jogos de plataforma do passado.

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Paulo Roberto L. S.

Gamer desde o antigo Master System 3. Leitor de HQs (Marvel/DC) e de Mangás, como atividades extras me dedico a treinar Pokémon e sair em busca de conquistas e troféus.
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